Discurso da Maçonaria às Forças Armadas
Com a palavra o estimado "Grão Mestre Dr. Jafé Torres"
Discurso da Maçonaria às Forças Armadas

Hoje é um dia especial para todos nós, homens livres e de bons costumes, que sempre tem participado dos eventos que traçam o destino da Nação. Para nós, este é o momento histórico que será relembrado com júbilo no amanhã de nossa Pátria e as gerações que nos seguirem aplaudirão, sem dúvida, o nosso exemplo de civismo.
O Grande Oriente do Distrito Federal, que orgulhosamente representamos pela vontade democrática do seu quadro, tem, neste obreiro que vos fala na qualidade de Grão-Mestre, e em seu Adjunto, o valoroso irmão e amigo Lucas Galdeano, a certeza da rigorosa vigilância guardiã das instituições mantenedoras da soberania nacional.
Desde a nossa investidura adotamos a prática de uma política diferenciada destinada a ocupar de fato e de direito todos os espaços dentro da nossa sociedade para realçar a Ética, a Moral e a Dignidade que a coletividade clama neste momento.
Foi, portanto, com este objetivo que decidimos homenagear aqueles que desfrutaram no passado, desfrutam no presente e, com certeza, desfrutarão no futuro a mais absoluta confiança dos Maçons deste Brasil aguerrido e querido de todos nós.
A Marinha, o Exército e a Aeronáutica, tem um papel extraordinário no contexto da segurança nacional e a sua participação nas ocasiões decisivas da nossa história, atendendo aos anseios populares, comprova o valor de sua intervenção na manutenção da ordem e da democracia em nossa Nação.
É chegada a hora de agregarmos ao bojo histórico das nossas Forças Armadas a volta do civismo e do orgulho pátrio, para o bem-estar de todos nós brasileiros, responsáveis pela construção do Brasil do amanhã para que no futuro nossos sucessores não nos acusem de omissos. Cabe a cada um de nós a responsabilidade de zelar pela ordem e pela paz social para deixar esse legado como herança às nossas famílias, mas ninguém, neste momento, tem melhores condições de executar essa missâo do que a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, pela credibilidade que ostentam na sociedade civil.
É bom lembrar que em pesquisa realizada recentemente, as nossas Forças Armadas alcançaram 84% de aprovação popular. Esta, portanto, é a melhor ocasião de darmos o nosso apoio irrestrito e incondicional aos militares para que eles sintam que não estão sozinhos na sua meta de preservação do bem-esm social.
A Maçonaria, que sempre esteve, está e estará atenta aos momentos culminantes da nossa Pátria, vem a público externar a sua aliança de solidariedade à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica.
Aeronáutica, detentores da integral responsabilidade cívica perante a nação brasileira. Ressalte-se, para isso, que somos políticos, mas não somos partidários, e que a Maçonaria tem atualmente nove Senadores, cinquenta e nove Deputados Federais, seis govemadores e uma legião de Deputados Estaduais, Prefeitos e Vereadores prontos para partirem com objetividade em busca do soerguimento Justo e Perfeito de nossa sociedade disciplinada e pacífica.
Irmanados, os Filhos da Viúva, como assim somos chamados, vêm a público se solidarizar e homenagear as Forças Armadas do nosso querido e glorioso Brasil
Avante, Filhos da Viúva, é chegada a hora da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade.

Discurso das Três Forças
Ê com extraordinário apreço que comparecemos a esta Sessão, organizada pelo Grande Oriente do Distrito Federal, em homenagem às Forças Armadas. Falando em nome dos três ramos, faz-se mister enfatizar que nos consideramos profundamente prestigiados com o preito conferido, principalmente quando tem origem em uma instituição histórica como a Maçonaria, de cunho filosófico, filantrópico, progressista e evolucionista, cujos fins maiores são a liberdade, a igualdade e a fraternidade.
Os caminhos que trilhamos se entrelaçam em variados campos e prezam, de forma similar, diversos princípios, tais como:
- o cultivo e a prática do amor à Nação e à cidadania;
- o respeito à autoridade;
- a valorização da retidão de caráter;
- a fiel subordinação às leis, normas e regulamentos;
- a modelação da conduta na honradez e na discrição; e
- a aclamação da fidelidade a Pátria e, portanto, o civismo, não descurando das tradições, do sentimento de dever, do pundonor e do decoro que cada classe impõe aos seus integrantes, realçando o comportamento moral e profissional irrepreensível de seus associados.
Enfatizo, ainda, os laços que nos ligam e fizeram com que fôssemos atores de momentos decisivos do Brasil, colaborando para a constituição de nossa nacionalidade.
Já na Inconfidência Mineira, os maçons empreenderam luta renhida em favor da libertação do País, sendo que, conforme os registros existentes, os conjurados, sem exceção, também o eram: Tiradentes, Thomas Antonio Gonzaga, Cláudio Manoel da Costa, Alvarenga Peixoto e outros.
Da mesma maneira, a sociedade foi fundamental no processo de consolidação da Nação, por ter sido o seu apoio fundamental à Independência, com especial destaque para o "Dia do Fico", em 9 de janeiro de 1822, mantendo-se atuante durante o perio do da monarquia.
A Abolição da Escravatura foi um empreendimento da Maçonaria, que se empenhou sem temor e incansavelmente para alcançá-la. Fato confirmado pela predominância, entre os líderes, de seus membros,dos quais se sobressaíram o Visconde de Rio Branco, José do Patrocínio, Joaquim Nabuco, Eusébio de Queiroz, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa, Cristiano Otoni e
Castro Alves.
A Campanha Republicana, que pretendia evitar um terceiro reinado, também contou com intenso trabalho de ampla divulgação dos seus ideais nas Lojas espalhadas pelos quatro cantos do território. Nos instantes decisivos de sua implantação, ali estava um maçom a liderar as tropas: o Marechal Deodoro da Fonseca.
O primeiro Ministério do novo Regime foi constituído, sem exceção, de seus pares. Nos quarenta anos da denominada “República Velha”, foi notória a participação do Grande Oriente na evolução política brasileira, uma vez que vários presidentes a ele eram filiados: Marechal Floriano Peixoto, Campos Salles, Marechal Hermes da Fonseca, Nilo Peçanha, Wenceslau Brás e Washington Luís.
A partir de 1916, a entidade, por intermédio de seu Grão-Mestre, o Almirante Veríssimo José da Costa, decidiu defender a entrada do Brasil na la GuerraMundial (1914-1918). Assim foi e tem sido a sua ação com relação aos rumos nacionais, sempre dando suporte e lutando para a concretização dos ideais mais nobres, comprometendo-se em prol da liberdade e condenando as injustiças.
Em uma curta lista, mencionamos mais alguns associados ilustres, dos quais alguns militares:
- Dom Pedro; José Bonifácio de Andrada e Silva; Tenente-Coronel Benjamin Constant; Almirante Arthur Silveira da Mota, Barão de Jaceguai; Almirante Eduardo Wandenkolk; Almirante Joaquim José Inácio, Visconde de Inhaúma; General Lauro Sodré e Silva; Marechal Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias; e Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval.
Assim, fica fácil aquilatar nossa estreita ligação. Fizemos bastante pela Pátria e isso persiste. O Exército, detentor de raízes profundas e base sólida que, com bravura, intrepidez e nobreza, sob a égide da lealdade e da ética, faz-se presente de norte a sul, contribuindo para garantir a soberania. Exerce influência canital junto à sociedade, calcada no permanente exemplo, no exercicio da cidadania e no respeito ao ser humano.
Herdeira das mais dignas tradições da Aviação Naval e do Exército, a Aeronáutica vem, desde a sua criação, oferecendo sua parcela de cooperação nos mais longínquos rincöes deste imenso País, assegurando a inviolabilidade das fronteiras aéreas, levando saúde aos mais remotos povoados e estendendo a mão às vítimas do infortúnio.
Por seu turno, merece destaque a atuação da Marinha, pela simples observação da posição geográfica do Brasil no Atlântico Sul, pelo tamanho do seu litoral e bacias hidrográficas, por sua dependência das linhas de comunicação marítimas e pelos recursos naturais encontrados nas águas jurisdicionais.
Não é difícil concluir que devemos ser fortes no mar, o que justifica o seu Programa de Reaparelhamento, para
o qual a construção de submarinos é a principal prioridade.
Fruto desses breves relatos, percebe-se que não podemos prescindir de Forças Armadas prontas e de porte compatível com suas responsabilidades constitucionais e que estejam a altura da estatura político-estratégica da Nação.
Nestes tempos de crises que o mundo enfrenta, intimidado, por vezes, pelas chamadas “novas ameaças”, queremos agir com o otimismo, a esperança e a bravura, próprios de instituições compostas por homens e mulheres de bons costumes, que se esforçam para preservar os principios éticos, exaltando as virtudes e combatendo os vícios.
A defesa da Pátria é tarefa de gerações e esse glorioso passado comum impõe que maçons, soldados, aviadores e marinheiros persistam na labuta silenciosa para garantir-lhe a soberania e os interesses, forjando um futuro digno para seu povo. Por fim, agradeço, cumprirnentando o Grão-Mestre do Grande Oriente do Distrito Federal, Dr. Jafé Torres, na pessoa de quem saúdo todos os componentes dessa Loja, e especialmente a comissão responsável por este magnífico evento, no qual são homenageados o Exército, a Força Aérea e a Marinha, patrimônios que são do Pais.
Muito Obrigado!
Almirante-de-Esquadra julio Soares de Moura Neto, Comandante da Marinha.
Mensagem recebida do General
Boa noite a todos. A breve seqüência de imagens do Filme que agora assistiremos, apenas 2 minutos, compõe-se de atuações das três Forças Armadas - Marinha, Exército eAeronáutica - tanto em exercícios próprios de preparação ao combate quanto em atuações sociais que elas exercem nos mais distantes rincões brasileiros.

Civismo, Patriotismo, Valores e Tradições Históricas









