Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Vivendo em branco

brancoVivendo em branco

Uma interessante história relata a chegada de um homem – que muitos consideravam santo – nas portas do paraíso.

Pretendia viver ali para sempre, mas foi recebido por um fiscal de São Pedro, que fez um extenso questionário a respeito de sua existência. No final, embora demonstrando um profundo respeito pelo recém-chegado, deduziu que ele não estava pronto para entrar.

– Mas logo eu? – replicou o homem – Enquanto estive na Terra, respeitei todas as regras do Santo Caminho! Tenho aqui uma lista de todas as coisas boas que fiz!

– Pois eu também anotei algo sobre nossa conversa. – respondeu o fiscal. Vamos analisar ambas as listas.

– Cultivei o dom da prece…

– Somente em seu próprio favor

– Acreditei no poder da caridade…

– Mas jamais resolveu praticá-la.

– Nunca prejudiquei meus semelhantes…

– E tampouco nunca ajudou ninguém.

– Calei toda palavra ofensiva…

– Mas não abriu a boca para defender ninguém.

– Calculei todos os meus passos…

– Com medo de ser criticado.

– Jamais procurei defeitos no próximo…

– Contudo, não aproveitou os bons exemplos.

Desiludido, o homem calou-se. O fiscal passou carinhosamente a mão na sua cabeça, dizendo:

– Não basta fugir do mal, é preciso fazer o bem. Você tem a consciência branca, se veste de branco, mas sua existência na Terra também se passou da mesma maneira: em branco.

Volte, viva um pouco: quando retornar aqui as portas estarão abertas. E o homem foi enviado de novo para a Terra.

Conclusão: Faltou ao homem, candidato ao paraíso, o mais importante: a prática altruísta. Quem ama, age a favor de teus irmãos !

A fé sem obras é fé morta e houve um dia em que acreditei em palavras.