Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", ERVAS QUE COMBATEM AS PRAGAS – Armadilhas, Fórmulas e Receitas de preparos.

ERVAS QUE COMBATEM AS PRAGAS

Armadilhas, Fórmulas e Receitas de preparos.

 

 ABAIXO VEMOS ALGUNS EXEMPLOS DE ASSOCIAÇÕES BENÉFICAS E ASSOCIAÇÕES QUE DEVEM SER EVITADAS.

 

– Alfavaca: seu cheiro repele moscas e mosquitos. Não devem ser plantadas perto da arruda.

– Funcho: em geral não se dá bem com nenhuma outra planta.

– Cravo-de-defunto: protege as lavouras dos nematóides. Aparentemente não é prejudicial a nenhuma outra planta.

– Hortelã: Seu cheiro repele lepidópteros tipo borboleta-da-couve podendo ser plantada como bordadura de lavouras. Exige atenção pois se alastra com facilidade.

– Manjerona: melhora o aroma das plantas.

– Alecrim: mantém afastados a borboleta-da-couve e a mosca-da-cenoura. É planta companheira da sálvia.

– Catinga-de-mulata: seu aroma forte mantém afastados os insetos voadores. Pode ser plantado em toda área.

– Tomilho: seu aroma mantém afastada a borboleta-da-couve.

– Losna: como bordadura, mantém os animais fora da lavoura, mas sua vizinhança não faz bem a nenhuma outra planta; mantenha-o um pouco afastado.

– Mil-folhas: planta-se com bordadura perto de ervas aromáticas: aumenta a produção de óleos essenciais.

– Arnica brasileira: inibe a germinação de sementes de plantas daninhas.

 

MEDIDAS ESPECÍFICAS PARA CONTROLE DE PRAGAS

 

– Macerado de samambaia:

Colocar 500 gramas de folhas frescas ou 100 gramas de folhas secas em um litro de água por dia. Ferver meia hora. Para aplicação diluir um litro deste macerado em dez litros de água. Controla ácaros, cochonilhas e pulgões.

 

– Macerado curtido de urtiga:

Colocar 500 gramas de folhas frescas ou 100 gramas de folhas secas em um litro de água e deixar dois dias. Para aplicação diluir em 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas ou no solo. Controla pulgões e lagartas (aplicado no solo)

 

– Macerado de fumo:

Picar 10 cm de fumo de corda e colocar em um litro de água por um dia em recipiente não-metálico com tampa. Diluir em 10 litros de água e pulverizar as plantas. Controla cochonilhas, lagartas e pulgões.

 

– Mistura álcool e fumo:

Coloque 10 cm de fumo picado em uma tigela e cubra com álcool misturado com um pouco de água. Quando o fumo absorver o álcool, coloque mais álcool misturado com um pouco de água e deixe 15 dias de molho, tampando a
tigela, para que a nicotina seja retirada do fumo. Coloque o líquido em uma garrafa com tampa e, na hora de usar, misture com sabão ralado e água nas seguintes proporções: um copo de mistura de água e fumo, 250 gramas de sabão e 10 litros de água. Controla pulgões.

 

– Mistura de querosene, sabão e macerado de fumo:

Aqueça 10 litros de água, 20 colheres de sobremesa de querosene e 3 colheres de sopa de sabão em pó biodegradável. Deixe esfriar e adicione um litro de macerado de fumo. Pulverizar sobre as plantas. Controla cochonilhas com carapaça e ácaros.

 

– Mistura de sabão, macerado de fumo e enxofre:

Misturar em 10 litros de água morna, meia barra de sabão, um litro de macerado de fumo e um kg de enxofre. Deixar esfriar e pulverizar sobre as plantas. Controla ácaros.

 

– Cravo de defunto:

Quando plantado nas bordaduras impede o aparecimento de nematóides nas plantas cultivadas.

 

– Tajujá, taiuiá ou melancia-brava:

É uma planta trepadeira cujas folhas são bem parecidas com as da melancia. A raiz é semelhante à da mandioca. Apanha-se esta raiz, corta-se em pedaços de 10 cm e distribui-se na lavoura. A seiva ou líquido existente na raiz atrai insetos, fazendo com que estes não ataquem a planta cultivada. Deve ser renovada regularmente. Controla besouros ( “vaquinha” ).

 

– Purungo ou cabaça:

Também é uma planta trepadeira. Suas folhas são parecidas com as de abóbora. Quando o fruto está maduro (seco) é usada para cuia de chimarrão. Quando está verde, o fruto cortado ao meio atrai insetos, devendo ser espalhado na lavoura, como o tajujá. Controla besouros (“patriota”) .

 

– Soro de leite:

Quando pulverizado sobre as plantas, resseca e mata ácaros.

 

– Armadilha luminosa:

Colocar uma lanterna de querosene acessa a partir das sete horas da noite no meio da lavoura e deixar até de madrugada, principalmente nos meses de novembro a fevereiro. As mariposas são atraídas pela luz e batem no vidro da lanterna, caindo num saco de estopa aberto que é colocado logo abaixo. No dia seguinte matar as mariposas. Controla mariposas, especialmente a mariposa-oriental (broca-dos-ponteiros) que ataca os pomares.

 

-Saco de aniagem:

Umedecê-lo com um pouco de leite e colocar na lavoura em vários locais. No dia seguinte pegar as lesmas que estão aderidas ao saco e matá-las.

 

– Solução de água e sabão:

Colocar 50 gramas de sabão caseiro em 5 litros de água quente. Após esfriar, aplicar com o pulverizador. Controla pulgões, cochonilhas e lagartas.

 

– Infusão de losna:

Derramar um litro de água fervente sobre 300 gramas de folhas secas e deixar em infusão por 10 minutos. Diluir em 10 litros de água. Pulverizar sobre as plantas. Controla lagartas e lesmas.

 

– Cerveja:

A cerveja atrai lesmas. Fazer armadilhas com latas de azeite, tirando a tampa e enterrando-as a com abertura no nível do solo. Colocar um pouco de cerveja misturada com sal. As lesmas caem na lata atraídas pela cerveja e morrem desidratadas pelo sal. Controla lesmas.

 

– Pimenta vermelha:

Pimenta vermelha bem socada, misturada com bastante água e um pouco de sabão em pó ou líquido pulverizada sobre as plantas, age como repelente de insetos. Outras plantas também podem ser utilizadas como inseticidas, entre as quais se destacam:

 

– Piretro:

É obtido de algumas plantas do gênero Chrysanthemum, da família Asteraceae, com o qual se faz um inseticida contra pulgões, lagartas e vaquinhas. É obtida fazendo-se a maceração das flores. Sua ação pode ser aumentada ( ação sinergística ) com uso da sesamina, produto obtido do extrato de gergelim ( sesamum indicum ), da família Pedaliaceae.

 

– Alamanda:

Ou chapéu-de-Napoleão. São plantas do gênero Allamanda, da família Apocynaceae. Com suas folhas prepara-se uma infusão para combater pulgões e cochonilhas.

 

– Santa Bárbara:

Ou cinamomo, a Melia azedarach. da família Meliacea. O extrato alcoólico de seus frutos é utilizado para combater pulgões e gafanhotos. A substância encontrada nesta planta, a azadirachtina, inibe o consumo das plantas por estes insetos.

 

– Arruda:

Ruta graveolens. da família Rutaceae. Suas folhas são utilizadas no preparo de uma infusão para o combate a pulgões.

 

– Pimenta-do-reino:

Piper niger, da família Piperaceae. De seus frutos se extrai uma substância que inibe o consumo das plantas por diversos insetos.

 

MEDIDAS ESPECÍFICAS PARA CONTROLE DE DOENÇAS.

 

– Chá de camomila:

Imergir um punhado de flores em água fria por um ou dois dias. Pulverizar as plantas, principalmente as mudas em sementeira. Controla diversas doenças fúngicas.

  

– Mistura de cinza e cal:

Dissolver 300 gramas de cal virgem em 10 litros de água e misturar mais 100 gramas de cinzas. Coar e aplicar sobre as plantas por pincelamento ou pulverização durante o inverno, quando as árvores estão em dormência. Controla barbas, líquens e musgos.

 

– Cal: 

Fazer uma pasta de cal e pincelar sobre o tronco. Com isto evita-se a subida de formigas e ajuda controlar a barba das frutíferas.

 

– Pasta de argila, esterco, areia fina e chá de camomila:

Misturar partes iguais de argila (barro), esterco, areia fina e chá de camomila, de modo a formar uma pasta. Usar para proteger os cortes feitos por podas e também ramos ou troncos doentes durante o outono após a queda das folhas e antes da floração e brotação.

 

– Chá de raiz forte (crem):

Derramar água quente sobre folhas novas da raiz forte e deixar em infusão por 15 minutos. Diluir 1 litro da infusão em 2 litros de água e pulverizar a planta toda. Controla podridão parda das frutíferas.

 

– Pasta bordaleza:

Diluir um kg de sulfato de cobre bem moído com um pouco de água, mexendo bem com uma vara. Em outro vasilhame queimar um kg de cal virgem com água quente, a qual deve ser colocada bem devagar. Esperar até que a solução esfrie. Em um terceiro vasilhame, com capacidade para 10 litros, colocar a solução de cal e a solução de sulfato de cobre, pouco a pouco e mexendo bem com uma vara. Depois completar até os dez litros com água e mexer bem novamente. Aplicar com uma brocha de pedreiro e pintar os troncos e os galhos mais grossos, evitando as folhas e galhos mais finos. Aplicar durante o inverno. Controla barba, líquens, musgos, algas em frutíferas e ajuda controlar doenças bacterianas em outras plantas.

 

– Calda sulfo cálcica:

É o melhor produto para o tratamento de inverno das frutíferas. Diluir 1.5 kg de enxofre em pó em água, acrescentando um pouco de espalhante adesivo para dissolver melhor. Em seguida colocar em uma lata com capacidade de vinte litros e levar ao fogo acrescentando 10 litros de água. Colocar nesta lata 1.2 de cal virgem fresco e mexer bem. Manter a mistura no fogo durante uma hora, acrescentando sempre um pouco de água para manter o volume inicial. Após uma hora a calda deve ter cor pardo-avermelhado. Deixar esfriar e coar em um pano. Para dosar a quantidade de água para diluir a calda teríamos que usar uma tabela e um aparelho chamado aerômetro de Baumé. Entretanto, em muitos casos não se justifica comprar este aparelho. Por isso, se o cal virgem e o enxofre forem bem frescos, sugerimos diluir um litro de calda em cinco litros de água. Em seguida pulverizar toda planta no inverno antes do inchamento das gemas. Controla as mesmas doenças da calda, bordaleza, tendo excelente ação sobre fungos como ferrugem de alho e cebola. Para controle de doenças provocadas por Cladosporium e Phytophthora recomenda-se aplicar extratos de plantas que contenham solanina, um alcalóide encontrado em diversas espécies do gênero Solanum (ex: batata, fumo-bravo, joá ).

Além destes preparados p ara controlar/repelir pragas e doenças podemos ainda lançar mão dos inimigos naturais destas mesmas pragas e doenças. Um exemplo disto é o produto chamado DIPEL, que é um inseticida biológico cujo “ingrediente ativo” é uma bactéria ( Bacillus thuringiesis ) que, quando ingerida por lagartas de diversas espécies ( mas não todas ), parasita seu intestino leva-ás a morte. Esta bactéria não faz mal a outros insetos ou animais e não possui efeito residual.

 

BIOFERTILIZANTE LÍQUIDO.

O biofertilizante, empregado apenas como adubo orgânico com excelentes resultados, é um efluente pastoso, resultante da fermentação da matéria orgânica, por um determinado tempo, na ausência total de oxigênio. Mas, a partir de 1985, técnicos da EMATER-RIO começaram a observar os efeitos do biofertilizante

líquido diluído em água, percebendo redução do ataque de pragas e doenças. Os efeitos foram:

– nutricional, com aumento da produtividade;

– fito-hormonal,induz floração e facilita o enraizamento de estacas;

– nematicida, controla larvas e nematóides quando aplicado puro sobre o solo;

– fungistático e bacteriostático, reduzem o ataque de fungos e bactérias;

– inseticida e repelente, mata insetos de “corpo mole” (formas larvais e jovens), como lagartas, e repele os ditos de “corpo duro” (insetos adultos alados).

Todas as ações ocorrem sem haver desequilíbrios, pois o biofertilizante é constituído simplesmente por macro, meso e microelementos e aminoácidos úteis ao desenvolvimento do vegetal. Não é recomendado pulverizar durante a floração, para não haver prejuízos à polinização.Para produzir o biofertilizante, a EMATER-RIO recomenda uma bombona plástica com esterco bovino misturado em partes iguais com água pura, não-clorada, deixando-se um espaço vazio de 15 a 20 cm no seu interior. Esta bombona é hermeticamente fechada, tendo adaptada, em uma de suas tampas, uma mangueira plástica fina, que tem a outra extremidade mergulhada em uma garrafa cheia de água.

Tudo isto serve para garantir a anaerobiose necessária ao processo de fermentação, a qual dura 30 dias. O material a ser empregado é coado em peneira e, posteriormente, filtrado em pano fino. O tempo de utilização do biofertilizante é reduzido, devendo ser usado imediatamente ou, no máximo, em uma semana, para que não perca o efeito fito sanitário. Caso não possa ser utilizado, ele deve voltar ao sistema anaeróbico, ficando por mais 30 dias. Neste caso, só terá efeito hormonal e nutricional.

A aplicação do biofertilizante é feita com os pulverizadores normalmente utilizados nas lavouras. Dilui-se a 50%, isto é, colocam-se 50 litros de biofertilizante e completa-se com água para 100 litros ou proporções equivalentes. Esta concentração garante o controle dos insetos de “corpo mole”,agindo como inseticida de contato, repelindo as formas adultas. Elevando-se a concentração, aumenta também o controle dos insetos em formas adultas. À medida que se diminui a concentração da calda, diminui o efeito inseticida, permanecendo o efeito repelente de insetos adultos. As pulverizações são feitas em alto volume, ou seja, as plantas devem ser totalmente recobertas com a calda. As estacas poderão ser mergulhadas em biofertilizante líquido puro, por 1 a 10 minutos, sendo secas à sombra por cerca de duas horas e postas a enraizar em seguida. Maiores informações são apresentadas no trabalho de VAIRO DOS SANTOS (1992).

Talvez o único inconveniente do uso do biofertilizante seja a carga microbiológica, que poderia ser aumentada sobre a parte aérea das plantas, comprometendo a qualidade. No entanto, não há estudos envolvendo plantas medicinais.

 

Quadro informativo sobre cultivo, colheita e propagação das plantas medicinais:

Nome Comum – Nome Botânico – Propag. – Espaç.(m) – Colheita – Porte(m)



AGRIÃO – Lepidium sativum rasteiro – raiz/ sem/tes – 0,3 x 0,3 –  3 meses



ALECRIM – Rosmarinus officinalis – estacas – 1,2 x 0,9 –  1 ano  – 1,0



ALECRIM PIMENTA – Lippia sidoides – estacas – 1,5 x 1,2 – 1 ano – 1,5



ALHO – Allium sativum – bulbilhos – 0,25 x 0,10 – 4 a 5 meses 0,3 a 0,4



ARTEMÍSIA – Artemisia vulgaris – sementes – 0,3 x 0,3  floresc/to 0,5



BOLDO – Vernonia condensata – estacas – 3,0 x 2,0 – 4 meses – 2,5



CALÊNDULA – Calendula officinalis – sementes – 0,2 x 0,2 floresc/to 0,5



CAMOMILA – Chamomila recutita – sementes – 0,5 x 0,15 – 4 a 6 meses 0,4



CAPIM – SANTO – Cymbopogon citratus – div. touc. – 1,0 x 0,4 – 3 meses – 0,5



CARQUEJA – Bicharis articulata – sem./ estcas – 0,5 x 0,3 – 5 meses – 0,6



CHAPÉU – DE – COURO – Equinodorus macrophyllus – div. touc. – 0,6 x 0,6  – 3 meses – 0,6 a 1,5



CONFREI – Symplytum sp – div. touc. – 0,5 x 0,5  – 3 meses – 0,5



ERVA CIDREIRA – Líppia alba – sem./ estcas – 1,0 x 0,5 – 6 meses – 1,0



ERVA DE STA- MARIA – Chenopodium ambrosioide – sementes – 0,5 x 0,5 – 3 meses – 0,8



FOLHA DA FORTUNA – Bryophyllum pinnatum – folhas – 0,5 x 0,5 – 6 meses – 0,6 a 1,0



FUNCHO – Foeniculum vulgare – sementes – 0,3 x 0,3 – 3 a 4 meses – 0,8



GENGIBRE – Zingiber officinalis – rizomas – 0,5 x 0,5 – 8 a 10 meses – 0,9 a 1,2



GUACO – Mikania glomerata – estacas – 3,0 x 2,5 – 6 meses – trepadeira



HORTELÃ – Mentha villosa – riz/estacas – 0,3 x 0,3 – 3 meses – rasteiro



MARACUJÁ – Passiflora edulis – sementes – 5,0 x 3,0 – 1 ano – trepadeira



MENTRASTO – Agerato conyzóides – sementes – 0,3 x 0,3 – 3 meses – 0,5



MIL-FOLHAS – Achilea milefolium – rebentos – 0,5 x 0,3 – 4 meses – 0,5


ORÉGANO – 
Origanum vulgare – sem./ estcas – 0,6 x 0,3  –  1 ano  – 0,3



POEJO – Mentha pulegium – riz./estacas – 0,3 x 0,3 – 3 meses-  rasteiro



QUEBRA – PEDRA – Phyllantus niruri – sementes – 0,2 x 0,2 – 3 meses – 0,5



TANCHAGEM – Plantago sp – sementes – 0,3 x 0,3 – 3 meses – 0,4



TOMILHO – Thymus vulgaris – sem./ estcas – 0,6 x 0,3 – 18 meses – 0,3