Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Abrunheiro-bravo

Abrunheiro-bravo

Prunus spinosa L. / Rosaceae

Prunus spinosa Arbusto que forma matagais impenetráveis devido a uma multiplicação intensa através de rebentos radicantes. Os ra mos espinhosos apresentam diminutas folhas ovaladas e pecioladas, de implantação alterna. As flores são brancas, pentâmeras, e desabrocham antes do aparecimento das primeiras folhas. Os frutos são drupas azul-escuras: os abrunhos. O abrunheiro-bravo cresce sobre vertentes secas e ensolaradas, em suportes pobres e pedregosos. É conhecido desde a Antiguidade como planta medicinal e alimentar. Foram mesmo encontrados caroços de abrunhos nos restos de cidades lacustres.

Para fins medicinais, são colhidas as flores. Estas são secadas muito prudentemente, em camadas finas, para evitar que escureçam e se desfaçam. Também são apanhados os frutos, perfeitamente maduros, mesmo um pouco sorvados, após as primeiras geadas. Deles são feitas geléias ou marmeladas; ou então são secos rapidamente ao sol antes de passarem ao secador. As flores contêm glicosídeos, taninos, açúcar, pigmentos e vitamina C. São sobretudo diuréticas: prepara-se uma infusão na proporção de duas colheres de café de flores secas para uma chávena de água, a tomar uma a duas vezes por dia. Esta tisana favorece, ao mesmo tempo, as trocas metabólicas e exerce um ligeiro efeito laxante. Os frutos contêm sobretudo taninos e ácidos orgânicos. Depois de secos são adstringentes. São usados contra as afeccões da bexiga e das vias urinárias, assim como em caso de perturbações digestivas. Os frutos frescos servem para fabricar sumos, xaropes e vinho de abrunhos.