Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Açafrão

Açafrão

Crocus sativus L. / Iridaceae

Crocus sativum Planta herbácea perene dotada de um bulbo escamoso subterrâneo e de folhas lineares consolidadas por uma nervura de cor clara. A haste floral curta é terminada por uma flor afunilada violeta-clara dividida em seis lóbulos. O estilete amarelo divide-se em três, sendo cada uma das partes terminada por um estigma alaranjado. Estes estigmas erguem-se acima da flor. O açafrão multiplica-se através de bulbos-filhos que aparecem na base do bulbo-mãe. Sempre foi cultivado na Ásia como especiaria aromática, corante e planta medicinal.

São colhidos os estigmas, cortados à mão com uma parte do estilete, após ter sido apanhada a flor inteira. Os estiletes devem ser secados no próprio dia num secador ou sobre pedras aquecidas: devem perder a água em meia hora e adquirir assim o seu aroma particular, conservando a cor alaranjada. Contêm crocina, um pigmento carotenóide aparentado com os glicosídeos, um suco amargo igualmente aparentado com os glicosídeos, a picrocrocina, e outras substâncias. O açafrão é utilizado em farmacologia, na preparação de tinturas, extratos, loções oculares e colírios, mas sobretudo pílulas abortivas. Estas devem ser prudentemente dosadas, pois doses excessivas causam hemorragias, vômitos, diarréias e vertigens.

O açafrão é também uma excelente especiaria para uso culinário: molhos, sopas, saladas. O seu preço elevado leva freqüentemente a que sejam feitas imitações.