Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Alface-silvestre

Alface-silvestre

Lactuca virosa L../Asteraceae (Compositae)

Lactuca virosa Planta anual a bienal, possuindo um caule ereto, ramificado na parte superior, apresentando folhas sésseis. As folhas da roseta são pecioladas, ovaladas, dentadas. O caule, com os seus capítulos de flores amarelas, forma uma panícula ramificada. O fruto é um aquênio com coroa. Toda a planta é percorrida por uma rede de laticíferos que contém um látex branco, que endurece, torna-se colante e muda de cor em contacto com o ar. Originária da Europa meridional, a alface-selvagem é cultivada desde a Antiguidade como planta medicinal com efeitos narcóticos.

São colhidas as cimeiras, cuja secagem é feita à sombra. Os caules secos têm um odor desagradável e um gosto amargo. Recolhe-se, na maior parte dos casos, somente o látex solidificado: corta-se, para isso, a extremidade dos caules e retira-se para dentro de recipientes o suco seco. As plantas podem depois receber novas incisões, e o processo pode repetir-se várias vezes por estação. O produto seco é tratado pela indústria farmacêutica. Contém princípios amargos, alcalóides, borracha, albuminas e ácidos orgânicos. Os principios amargos, e sobretudo a lactucina e a lactucopicrina, têm um efeito neurossedativo, sendo a planta por essa razão usada como narcótico muito antes da descoberta do ópio. Os remédios que dela se tiram são utilizados contra os ataques de tosse e a tosse convulsiva. A toxicidade da planta leva a que só possa ser utilizada mediante receita médica.