Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Alfavaca

Alfavaca

Ocimum basilicum/Labiatae (Lamiaceae)

Ocimum basilicum

Nomes Populares:
Alfavaca, majericão – doce, basilicão.

Família: Labiatae.


Aspectos Agronômicos:
Gosta de climas quentes ou amenos, não suportando
baixas temperaturas. Quanto mais baixa a temperatura durante o ciclo da planta,
menor é o seu porte.
Prefere solos férteis, ricos em matéria orgânica, permeáveis, frescos e fofos, devendo a
planta ser protegida de ventos fortes.
Reprodução por sementes e estacas, sendo a segunda forma a mais prática para pequenas hortas. As estacas são tiradas de
ramos frescos e saudáveis, podendo ser plantadas diretamente nos canteiros.
A colheita se inicia quando a planta tiver alcançando o seu ponto máximo de desenvolvimento,
respeitando o momento exato.
Quando as plantas se destinam à obtenção de sementes para semeadura, só são colhidas quando começam a secar.

Qualquer que seja a finalidade das partes das plantas colhidas, é necessário evitar amontoados, ou permitir o seu
umedecimento por chuvas ou chuviscos, para impedir fermentações as quais ocorrem com facilidade se não forem tomados os cuidados necessários. O material colhido deve ser, por isto, encaminhado imediatamente após o corte na colheita, para secagem ou destilação. A colheita portanto, não deve ser efetuada quando a
planta contém orvalho ou umidade de chuva ou chuvisco.

Obs.: A planta inteira pode ser utilizada com fins medicinais ou aromáticos, especialmente pouco antes da
floração, quando o conteúdo de princípios ativos é máximo. Segue-se uma queda de conteúdo e quando a planta está em semente o conteúdo é mínimo.

Esta planta possui uma característica mais herbácea que as precedentes com suas folhas grandes e carnudas. É originária de um clima mais quente, mas também mais úmido: a Índia. Esta planta adiciona à ação aquecedora da manjerona um nuance ígneo, lembrando o cravo da Índia. Os ramos foliares terminam numa inflorescência desenvolvida, simulando espigas, constituídas por falsos verticilos superpostos. As flores são brancas, ricas em néctar.

Esta planta, cultivada desde a antiguidade, foi empregada em medicina pelo fato de ser uma planta aquecedora dos órgãos digestivos e desinfetante da região uterina. Ela facilita o sono, mas também favorece a secreção láctea. Era tida como afrodisíaco. Ela também foi utilizada nas doenças catarrais e nas inflamações da mucosa do aparelho urogenital. Tal como a maioria das labiatas, esta planta é um tranqüilizante no sentido de acalmar as cãibras e as dores espasmódicas.

Indicações e Usos: É um dos ricos temperos da culinária italiana já incorporado à cozinha brasileira. Na medicina popular, o chá das folhas do manjericão é utilizado para aliviar as dores de garganta (gargarejo); em bochechos ajuda a cicatrizar aftas. Este chá atua ainda contra tosses, gripes, resfriados e crises de bronquite. Sendo um sedativo suave, pode ser usado para combater dor de cabeça, enxaqueca e gastrites. Recomenda-se o seu uso nos casos de vômitos e dores de estômago. Tem ação sobre o aparelho urinário combatendo o ardor ao urinar e estimulando os rins. Compressas feitas com o chá também são indicadas para o caso de lactantes que têm rachaduras no bico dos seios.

É costume colocar ramos de manjericão nas gavetas e armários para perfumá-los e repelir insetos.

Parte Utilizada: sumidades floridas e folhas.

Constituintes Químicos:

-timol
-estragol
-metil – chavicol
-cineol
-alcanfor
-linalol
-lineol
-cânfora
-taninos
-saponinas
-flavonóides
-eugenol
-ácido cafêico
-esculosídeo
-cinamato de metila
-pineno
-citral
-pineno.

Origem: Ásia (Índia) e África
(Egito).

Aspectos Históricos:
Foi introduzido no Brasil pela colônia italiana.
É visto por alguns como essência divina é por isto escolhida pelos indianos para se jurar sobre ela nos tribunais. Foi encontrada crescendo junto ao túmulo de
Cristo após sua ressurreição, sendo então usada por algumas igrejas para preparar a “água sagrada”.

Usos:


* Fitoterápico:

Indicado em casos de dores estomacais, má digestão, flatulências, espasmos gástricos, cólicas intestinais, diarréias,
afecções respiratórias (tosses rebeldes, gripes, resfriados, bronquites) insônias, enxaquecas, dispepsias nervosas, nutrizes com problemas de
aleitamento(agalactia) , fissuras nos mamilos das lactantes,  afecções dos rins , falta de apetite, dores de ouvido (introduz-se uma folha jovem ou um
algodão embebido no suco desta planta no pavilhão auditivo), estafa mental intelectual e nervosa, , faringites, amigdalites,gengivites,
estomatites,aftas.

OBS: Planta melífera e condimentar,tendo ainda a propriedade,conferida pelo seu óleo essencial,de ser
insetífuga.As sementes  mucilaginosas  de algumas espécies tiveram sucesso no controle de larvas de Culex  e Aedes aegypti. O óleo essencial
da espécie Ocimum canun controla  Rhizoctonia e Pythium,fungos causadores do tombamento de plântulas sem sementeiras.

-Óleo: -Acalma os nervos

-Depressão

-Estresse

-Excesso de trabalho intelectual

-Estimulante do cérebro e da memória

-Sinusite

-Cólicas estomacais

-Picadas de insetos.
Inalação:
Uma gota na palma da mão;esfregue rapidamente e inale.

* Fitocosmético:
Na Europa sua essência tem grande utilização
pela indústria de cosmética e de perfumaria.
-Óleo : adstringente(enrijece tecidos,reduz perda de
fluidos)
-Caspa, queda de
cabelos.

* Farmacologia :
Usado como antiasmático devido a sua ação
antiespasmódica (diminui a atividade cérebro-espinhal após ter sido
estimulada).
Através de
sua ação galactógena ,tem a propriedade de estimular fortemente a secreção
Láctea, podendo normalizar a lactação em nutrizes com problema de
aleitamento.
É tônico do
sistema nervoso central e do córtex da supra renal.
Estimula a diurese.

Riscos :
Não é recomendado às gestantes , nos 3 primeiros
meses de gravidez./Seu uso durante a gestação deve ser evitado.

Doses utilizadas :


Fitoterápico :


Uso interno (para adultos):

Prepara-se chá por infusão, utilizandos-se 2 colheres
de sopa de folhas e/ou sumidades floridas picadas para  1L de água
fervente. Posologia: 3 xícaras do chá morno por dia.
-Uso externo: O chá infuso morno, usado em
bochechos, dá ótimos resultados no combate a aftas,estomatite e outros males da
boca;em gargarejos pode curar amidalite, faringite, laringite,etc.

-Cataplasma: colocar algumas folhas
amassadas sobre a ferida .
-Chá
das folhas ou sementes em maceração : fazer compressas sobre o bico dos seios
rachados durante a lactação.

*Precauções : Não se deve ferver a erva. De
preferência utilizar a planta fresca.

Bibliografia :
-Caribé,J.;Campos,J.M.Plantas Que Ajudam o
Homem.Guia
Prático para a Época Atual.
São Paulo: Pensamento.
11ªEdição,1999,p.42.
-Francisco,I.;Hertwig,V. Plantas Aromáticas e
Medicinais. São
Paulo: Ícone,1986,
p.337-349.
-Martins,E.R.;Castro,D.M.;Castellani,D.C.;Dias,J.E.
Plantas
Medicinais.Viçosa: UFV, 2000,
p.145-146.
-Rose,J.O Livro da
Aromaterapia.Aplicações e Inalações.Rio de
Janeiro: Campus,1995,p.42.
-Teske,M.;Trenttini,A.M.M. Compêndio de
Fitoterapia.Paraná:
Herbarium,3ªedição, 1997, p.19-21.