Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Aspérula-odorífera

Aspérula-odorífera

Galium odoratum (L.) SCOP./syn.: Asperula odorata L.

Galium odoratum O gênero Galium é cosmopolita e inclui aproximadamente 400 espécies anuais e perenais. Galium aparine é uma erva daninha comum ao longo da Europa e da Ásia do Norte e Ocidental. Galium odoratum, além destes locais, também é encontrado na Sibéria e África do norte, e é a espécie ornamental melhor conhecida e mais difundida. Ela proporciona uma boa cobertura decídua em solo de áreas sombrias. Galium verum está difundido nos prados da Ásia ocidental e América do Norte. O nome Galium vem do grego “gala”, leite, porque várias espécies são usadas para coalhar leite para a produção de queijo. Várias espécies contêm asperulosídeos que produzem cumarina, responsável pelo doce aroma de feno recém-ceifado quando as folhas secam. Asperulosídeos podem ser convertidos em prostaglandinas (Compostos semelhantes a hormônios que estimulam o útero e afetam os vasos sanguíneos), dotando muitas espécies de grande interesse para a indústria farmacêutica. Raízes de algumas espécies contêm uma tintura vermelha, semelhante aquela produzida por Rubia tinctorum, uma espécie próxima relacionada.

Galium odoratum é uma planta herbácea perene que forma extensas coberturas nos bosques frondosos. Um emaranhado de radículas e de rizomas subterrâneos origina, no começo da Primavera, caules ascendentes, apresentando verticilos de folhas lanceoladas, rugosas na margem. Estes caules terminam em hastes bíparas de folhas brancas e odoríferas. O fruto é um diaquênio munido de sedas. A espécie é vulgar na Europa, Ásia e América, sendo colhida, e mesmo cultivada, desde a Idade Média, para servir de aditivo de bebidas alcoólicas e do tabaco.

São colhidas as cimeiras. Corta-se delicadamente a planta inteira, é secada rapidamente à sombra ou num secador, a 40°C no máximo. Não deve ficar escura: liberta então um perfume de cumarina (como o feno) e tem um gosto amargo. Deve ser conservada ao abrigo da luz em invólucros fechados. Contém sobretudo glicosídeos vizinhos da cumarina, um tanino e um princípio amargo. É uma erva adstringente, ligeiramente amarga, aromática quando seca, com efeitos tônico, diurético e sedativo. Melhora função hepática, relaxa espasmos, fortalece vasos capilares e reduz coagulamento do sangue. É utilizada pelas suas virtudes calmantes, em casos de irritabilidade excessiva ou esgotamento, como espasmolítico, contra as palpitações e para regularizar a pulsação, contra as insônias infantis e também das pessoas idosas. Prepara-se uma infusão a quente na proporção de duas colheres de café da planta para duas chávenas de água, a tomar durante o dia, ou uma maceração a frio com as mesmas proporções. Em dose mais forte, a aspérula pode provocar vertigens, vômitos e dores de cabeça. Externamente, é usada em banhos ou compressas para tratar feridas purulentas, dermatoses e úlceras. Usado em homeopatia para inflamação do útero.

Galium aparine é uma planta anual rastejante que escala outras plantas enganchando suas cerdas. Tem verticilos de 6 a 9 folhas elípticas e minúsculas flores de coloração verde-brancas durante a primavera e verão, seguidas por frutos globulosos cerdosos de coloração verde-purpúrea. As partes usadas são a planta inteira e as sementes. É uma erva amarga, refrescante, salgada que age como tônica para o sistema linfático e tem efeitos adstringente, diurético e laxante moderado. Também abaixa pressão sanguínea e promove a cura.

Galium verum É usado na culinária chinesa como um legume de reputado efeito emagrecedor; as sementes assadas são usadas como substituto para o café. Medicinalmente, é usado internamente para febre glandular, amigdalite, encefalomielite, hepatite, tumores e cistos benignos do peito, cistite, eczema, e psoriasis. Externamente para glândulas linfáticas inchadas, úlceras, inflamações de pele, danos secundários, e psoriasis. Freqüentemente combinado com Althaea officinalis para cistite; com Echinacea purpurea ou Hydrastis canadensis para infecções da garganta; com Trifolium pratense, Urtica dioica e Scrophularia nodosa para psoriasis.

Galium verum (Erva-coalheira) é uma planta herbácea perene com rizoma rastejante e caules eretos ou ascendentes, terminados por uma densa panícula de pequenas flores amarelas. A floração tem lugar no Verão, e é muito fácil nessa altura descobrir as plantas nos prados. As folhas verde-escuras, lineares, apresentam uma nervura central saliente; são vilosas na face inferior e estão dispostas em verticilos sobre o caule. O fruto é um diaquênio. A erva-coalheira cresce em toda a Europa e na Ásia, nas vertentes secas, na orla dos campos e nos prados.

Para fins medicinais, são cortadas à mão as cimeiras na altura da floração plena. São secadas num local bem arejado, mesmo ao sol. Num secador, a temperatura não deve ultrapassar os 45°C. Os caules secos têm odor desagradável e gosto amargo. Contêm substâncias aparentadas aos glicosídeos, óleo essencial e enzimas. A erva-coalheira tem um efeito diurético, desinfetante e espasmolítico. É consumida sob forma de infusão preparada com uma a duas colheres de sopa de partes secas cortadas para um litro de água, a tomar em pequenas quantidades ao longo do dia. É um excelente produto para o tratamento das vias urinárias, estimulando a secreção renal ao mesmo tempo que atenua as contrações musculares. Externamente, a decocçao ou a infusão servem para preparar banhos e compressas destinados a feridas que saram com dificuldade, erupções e úlceras. As partes verdes da planta contêm um enzima coagulante, a paraquimosina, que provoca a coagulação das proteínas do leite. Daí o nome de erva-coalheira, utilizado vulgarmente. É também uma boa planta melífera.