Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Beldroega, Ora-pro-nobis

Beldroega, Ora-pro-nobis

Portulaca oleracea L./Portulacaceae

Portulaca oleracea O gênero Portulaca Tem cerca de 40 espécies de plantas rasteiras, suculentas, anuais e bianuais, distribuídas amplamente nas regiões temperadas mornas. Portulaca oleracea é cultivada como legume em muitas partes do mundo. Na verdade foi uma das primeiras “verduras” usadas pelo homem, tendo sido cultivada pelos antigos egípcios e também por milhares de anos na Índia e China. Durante a colonização dos Estados Unidos, foi intensamente consumida pelos Pioneiros. Atualmente a França é o principal produtor europeu e também o maior consumidor da planta. Portulaca é o nome latino original usado por Plinio.


Portulaca oleracea (Beldroega, Ora-pro-nobis) é uma planta herbácea anual, com talos espessos, tenros e rasteiros, folhas carnosas, de até 3cm de tamanho, com grande quantidade de reserva de água. Flores pequenas amarelas com 4 a 6 pétalas aparecem no verão. A planta cresce em terra úmida, bem-escoada e ao sol. A propagação é feita através de sementes na primavera. Portulaca oleracea cultivada é, às vezes, tratada como uma variedade distinta, denominada sativa.


Uma recente pesquisa mostrou que Portulaca oleracea é uma rica fonte de ácidos gordurosos ômega-3, os quais são considerados como importantes para a prevenção de ataques do coração e fortalecedor do sistema imune. Portulaca oleracea foi primeiramente descrita na literatura médica chinesa no ano 500. Portulaca grandiflora (planta do sol) também é usada, principalmente na forma de suco fresco, para hepatite ou como uma loção para mordidas de serpentes e insetos, queimaduras e eczemas.


Portulaca oleracea É usada a planta inteira ou apenas as folhas. Uma erva azeda, diurética, refrescante, que abaixa a febre e limpa toxinas. É efetiva contra muitas infecções bacterianas. As plantas são colhidas no verão, normalmente antes de florescer, e usadas em estado natural, ou secadas para uso em decocção. Para a culinária são escolhidos folhas e brotos novos, antes de florescerem, e usados frescos.


Na medicina, a erva é usada interiormente para disenteria, enterite aguda, apendicite, mastite, hemorróidas e sangramento pós-parto. Não deve ser dado às mulheres grávidas ou pacientes com problemas digestivos. Externamente é usada para queimaduras, mordidas de serpente, picadas de abelha ou insetos e eczema. Na culinária, as folhas são cozidas e consumidas como legumes, conservadas em vinagre e são adicionadas em molhos e saladas, mas esse uso não deve ser exagerado, pois às vezes as plantas acumulam oxalatos, que são tóxicos.