Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Boldo

Boldo

Pneumus boldus

Nomes populares:
Falso-boldo, boldo nacional, malva-santa, malva-amarga, boldo-do-brasil,
boldo-do-reino, alumã e sete-dores.

Família: Labiatae /Lamiaceae.

Aspectos agronômicos:   Deve-se plantar logo após a retirada do ramo (
pedaços de ramos de uma planta-mãe ) e, de preferência, em período chuvoso, para
facilitar a pega. Na ausência de chuvas, regar ddiariamente até a pega, e depois
mais espaçadamente. Não é exigente quanto a solos. As folhas já podem ser
colhidas poucos meses após o plantio ( a cada 4 meses ). Durante a floração, as
folhas perdem parte de suas propriedades terapêuticas, por isso devem ser
colhidas antes desse período.

OBS: Não se deve confundir o nosso
boldo-nacional, erva aromática de 60-80cm de altura, com o verdadeiro
boldo-do-chile ( Pelmus boldus ), árvore originária do Chile, de mais de 8m de
altura. O boldo-nacional possui as mesmas propriedades do boldo-do-chile.

As folhas do boldo, intensamente aromática e de sabor picante, são oval-elípticas e cobertas de pêlos salientes, desagradáveis ao tato.

Indicações e Usos: Na medicina popular, o que se aproveita do boldo são somente as folhas, das quais se faz chá. Amargas, elas possuem propriedades tônicas e estimulantes. Facilitam a digestão, aumentando as secreções salivares e gástricas. São indicadas também nos casos de infecções hepáticas. Tomado diariamente, este chá acelera a produção da bílis, substância produzida pelo fígado que é importantíssima na decomposição de gorduras. Por isso mesmo o boldo é um ótimo auxiliar nos regimes de emagrecimento. Diurético, também é utilizado em casos de icterícia.

As folhas do boldo desprendem um perfume semelhante ao da hortelã e da melissa.

Parte usada: Folhas frescas.

Constituintes químicos: Óleo essencial rico em guaieno e fenchona;
contém ainda barbatol, barbatesina, cariocal e barbatusol.

Usos:


* Fitoterápico:

-Afecções hepáticas ( hepatite, cólicas, congestões,
etc )
-Afecções febris

-Afecções gástricas
-Dispepsias
-Flatulência
-Obstipação
-Inapetência
-Cálculos biliares
-Debilidade orgânica
-Insônia
-Ressaca alcóolica.

* Fitocosmético: Sem
referências.

* Outros usos: das raízes de planta
muito semelhante ( Coleus forskolli  Briq. ) extrai-se o Forskollin ,
reagente empregado em técnicas farmacológicas especias.

Riscos: Pode produzir irritação da
mucosa do estômago, se usado em doses elevadas. Parece apresentar efeito
cardioativo.


Uso interno:

Chá por decocção, dosagem normal, atuando  nas
afecções hepáticas e vesiculares, e influenciando, assim, beneficamente a
digestão. Sumo: amassar 2 folhas em 1 copo e completar com água . Tomar 2 a 3
vezes ao dia.

Uso externo:
Chá por decocção, sob a forma de banhos, agindo como
tranquilizante e proporcionando um sono reparador.
Tintura: 20g de planta fresca em 100mL de álcool. Tomar
20 a 40 gotas no momento do incômodo, ou até 3 vezes ao dia.

Bibliografia:
-Caribé,J.;Campos,J.M.Plantas Que Ajudam o Homem.São
Paulo: Pensamento,11ªedição,1999.
-Martins,E.R.;Castro,D.M.;Castellani,D.C.;Dias,J.E.Plantas
Medicinais.Viçosa: UFV, 2000.