Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Cenoura

Cenoura

Daucus carota L.

Daucus carota O gênero Daucus possui um grande número de espécies, e devido à essa plasticidade, os botânicos tem grandes dificuldades com a classificação das espécies deste gênero. A cenoura é originária da região mediterrânea. Ela cresce preferencialmente nos campos secos, se bem que um pouco úmidos, sobretudo nos solos arenosos-pantanosos. Luz, sílica, água, húmus, calor: A mistura harmoniosa desses elementos confere às plantas deste gênero as possibilidades ideais de desenvolvimento. Daucus carota é uma espécie especialmente bem harmoniosa do tipo Umbelífera. Ela é a mais perfeita planta alimentícia desta família e representa, entre as Umbelíferas, um centro harmônico análogo àquele que a rosa representa na família das Rosáceas.

Esta planta possui folhas recortadas de duas a quatro vezes e forma no primeiro ano uma raiz carnosa, amarelo alaranjada, que contém 6 a 12% de açúcar (nunca amido; esta substância solidificada está ausente na família Umbelífera, o açúcar da cenoura permanece solúvel, ou como gomas e mucilagens). Encontra-se também na cenoura: pectina, inositol, lecitina, glutamina e fosfatídeos. Além disso esta raiz contém um corante amarelo, o caroteno. O caroteno encontra-se no mundo vegetal normalmente nas folhas e é um parente próximo da clorofila. O caroteno também aparece nas cores dos frutos e das flores. É uma substância muito relacionada com a luz. Descobertas recentes mostram cada vez mais claramente que esta substância desempenha um papel na absorção da energia luminosa pela planta, fazendo com que esta energia possa descer até as raízes. Atividades luminosas permeiam esta raiz. No organismo humano, o caroteno se transforma em vitamina A, que atua na vitalização dos órgãos sensoriais (de origem ectodérmica) e se encontra em grande concentração na púrpura do olho. As cinzas da cenoura também demonstram uma relação particular com a luz: elas contêm quantidades notáveis de sílica (1 a 5%) e de ferro (1 a 2%), assim como traços de cobre, cobalto, níquel e arsênico.

O segundo ano da planta está voltado ao desenvolvimento floral, a planta cresce acentuadamente, formando folhas ainda menores e mais finas e surge também a floração através de uma umbela grande e semi esférica. A umbélula central é freqüentemente substituída por uma flor única, maior do que as outras e de uma coloração purpúrea. Após a fecundação o guarda chuva de flores se posiciona de maneira semelhante a um ninho, mas o princípio radiante age até no fruto que está coberto por pequenos ganchinhos inofensivos.

A raiz da cenoura selvagem com seus processos luminosos e silicosos regulariza a cabeça, especialmente nas crianças na idade de se edificarem a partir das forças da periferia cósmica através da esfera sensorial. Além disso o Eu e o corpo astral podem se servir dos processos luminosos e calóricos deste vegetal para intervir fortemente nos processos etéricos construtores da região metabólica e até na gênese dos ossos. No metabolismo assim “iluminado”, os parasitas dos órgãos digestivos não podem viver. A cenoura, pelas mesmas razões, é uma planta alimentar importante na criação de jovens animais e Rudolf Steiner recomendou particularmente a cenoura nestes casos. A raiz da cenoura selvagem é diurética e afrodisíaca. Seus frutos promoveriam a menstruação e a concepção. O organismo dos líquidos se recoloca sob o controle do corpo astral. Vemos nisso o tema “tonificante do corpo astral”, que é característico das Umbelíferas.