Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Coca

Coca

Erythroxylum coca

Erythroxylum coca O gênero Erythroxylum tem cerca de 250 espécies de árvores tropicais e arbustos, encontrados principalmente nas Americas e Madagáscar. Erythroxylum coca é nativa nas altas altitudes dos Andes oriental. Extratos de Coca proveram a base da bebida Coca-Cola até o ano 1902, quando a cocaína foi proibida nos E.U.A. e passaram a ser usados extratos isentos de cocaína. O nome Erythroxylum deriva do grego “erythros”, vermelho, e “xylon”, madeira. Freqüentemente, embora incorretamente, o nome é pronunciado Erythroxylon.

Erythroxylum coca é um arbusto perene com casca vermelho-marrom, folhas organizadas de forma espiral, marrom-verdes, elípticas, de até 7 cm de comprimento. Agrupamentos de pequenas flores brancas aparecem nas axilas, e são seguidas por bagas vermelho-laranja. As folhas frescas da planta contêm o poderoso alcalóide cocaína. Erythroxylum coca e várias outras espécies, como Erythroxylum cataractacum e Erythroxylum novogranatense, contêm alcalóides de tropanos. O mais importante é a cocaína, extraída pela primeira vez em 1860, mas agora amplamente substituída através de derivado sintéticos. Erythroxylum coca tem uma antiga história de uso como planta medicinal, psico-ativa e de ritual, caracterizando a origem dos mitos de várias tribos sul americanas. O uso de folhas secas pulverizadas e misturadas com as cinzas de outras plantas, como estimulante foi registrado desde os anos 5OO.

Origem de um anestésico e de um famoso refrigerante não alcoólico. A mastigação de folhas de coca pelo antigo povo do Peru data pelo menos desde os anos 500; foram encontradas pequenas bolsas de folhas de coca na urna funerária de um sacerdote mumificado do período pré-ínca de Nazca. A primeira descrição detalhada da coca foi elaborada por Nicolas Monardes em 1565. O alcalóide cocaína foi isolado em 1860 e foi usado como anestésico local na primeira operação indolor de catarata em 1884. O uso social de cocaína e produtos derivados da folha de coca foram populares durante o 19º século e amplamente usados na sociedade. Vinho de coca se tornou moda. Muitas imitações isentas de álcool apareceram com o estabelecimento da proibição nos E.U.A.. Uma das mais populares foi feita por John Pemberton, que em 1886 produziu a “Bebida Intelectual com Temperança”, Coca-Cola. Para sua fabricação só era utilizada coca descocainada porque a venda de cocaína estava proibida desde 1902. A cocaína também foi substituída nas cirurgias por sintéticos como a procaína.

As partes usadas da erva são as folhas. Uma erva amarga, anestésica local, que estimula o sistema nervoso central. A erva é usada externamente em preparações para eczema, erupção cutânea por urtiga, hemorróidas, neuralgia facial e como anestésico local em cirurgias (cocaína). Combinado com morfina (veja Papaver somniferum) como “coquetel Brompton” para aliviar dores de pacientes terminais. Só para uso por médicos qualificados. Folhas de coca eram mastigadas pelos Incas e descendentes como um estimulante durante o trabalho de diário, e era um valioso bem em um sistema comercial baseado mais em trocas que dinheiro. As folhas frescas ou secas são mantidas na boca (não mastigadas nem engolidas) nos países de origem para aliviar fadiga e fome. Excesso ou uso persistente de cocaína (mas não coca) causa tremores, convulsões, perda de memória, ilusões, hiperatividade, e emagrecimento.

Advertência: Esta erva, especialmente na forma de cocaína e folhas de coca, está sujeita a restrições legais na maioria dos países. A colheita e o processamento de plantas de coca estão sujeito a restrições legais em muitos países. Também sujeito a controle estatutário como erva daninha em alguns países, principalmente na Austrália.

EM RESUMO: É PROIBIDO SEU USO. face=Arial size=2>