Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Cominho

Cominho

Carum carvi L.

Carum carvi Nesta planta, assim como no anis e no funcho, são os frutos que constituem a parte utilizada como condimento ou como medicamento. O gênero Carum compreende 22 espécies, que crescem no norte das regiões temperadas do velho mundo, assim como na Califórnia e no Chile. As espécies americanas possuem raízes nodosas e tuberosas. O Carum Carvi, cominho, se encontra em toda a Europa ao norte dos Alpes até o norte da Noruega. Encontra-se também até o Norte e centro da Ásia. É uma planta que cresce nos campos e junto às valas de irrigação, nas planícies e em terras de aluvião até o Norte da Alemanha. Ela sobe até os vales alpinos, aparecendo nas trilhas das ovelhas ao redor das cabanas dos pastores. Quanto maior a altitude, menor a planta se torna. A qualidade do cominho está diretamente ligada a um solo úmido e muito ensolarado. Este fato também se expressa no desenvolvimento foliar. Suas folhas formam uma pseudo bainha carnosa e são tão recortadas, que se tornam uma estrutura filamentosa. A raiz carnosa lembra uma cenoura, e se forma durante o primeiro ano (inspiração). Esta planta bianual, em seu segundo ano (expiração) produz no início do verão belas umbelas brancas, planas, em estrutura de guarda chuva. Elas são livres de todo o elemento foliar, não possuem nem invólucros nem involucelos na base das inflorescências.

Os frutos secos, ígneos, queimantes, já estão maduros no fim de julho, pois todo o calor do verão antecipa o seu amadurecimento, mas as folhas geradas a partir do solo úmido fornecem uma excelente forragem e o néctar escorre abundantemente de suas pequenas flores; mas na região do fogo estival, a planta se completa. A análise das cinzas dos frutos revela uma grande quantidade de sílica (3,5%) e de óxido de ferro (3,6%), além de 8% de óxido de magnésio. Isto revela uma forte relação desta planta com a luz.

É muito compreensível que tal planta produza uma ação aquecedora, fortificante no estômago e no intestino, estimulando as glândulas digestivas e a secreção do leite. Graças à forte atividade luminosa e calórica de suas flores e de seus frutos, ela tonifica o sistema metabólico humano e pode fornecer energia ao corpo astral que está desfalecendo, e ao corpo etérico debilitado. Daí compreende-se seu efeito antiespasmódico e sua atividade nos gases do trato digestivo, assim como sua atividade emenagoga. O cominho combate os espasmos uterinos, a hipocondria e a histeria. É interessante sua atuação contra a aerofagia. Todos os processos do organismo aéreo do homem, portador do corpo astral, são melhor dominados. Ele é um tônico para a consciência de vigília e capaz de eliminar as imagens incontroladas, oníricas da clarividência atávica. Existe um velho ditado que diz: “Quem come cominho, nunca terá um ataque de apoplexia”.