Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Confrei

Confrei

Symphytum officinale

Symphytum officinaleNomes Populares: Consolda, consólida, consólida-do-cáucaso, confrei russo, leite vegetal, capim-roxo-da-rússia, erva-encanadeira-de-osso, orelhas-de-asno, erva-do-cardeal, língua-de-vaca e leite-vegetal-da-rússia.

Família: Boraginaceae

Características: Também conhecido por consólida-maior ou erva-do-cardeal, o confrei é uma planta rústica, de fácil cultivo, originária de regiões frias da Europa e Ásia. Cresce de 40 a 80cm de altura e produz grande quantidade de folhas aveludadas e compridas, de formato ovalado e pontudo na extremidade. As flores são brancas, amarelas ou lilases, mas produz poucos frutos. Suas raízes são grossas e compridas. No Brasil é cultivado em todo o país. O confrei é utilizado na fitoterapia desde a Grécia antiga.


Aspectos agronômicos:

De fácil cultivo, prefere terrenos úmidos, em lugares frescos e ensolarados. Bem tolerante à seca. Clima temperado.

Tem bom desenvolvimento em solos soltos, profundos, levemente úmidos e com bastante matéria orgânica.

As folhas são colhidas de 2 em 2 meses, a partir do 4° mês; as raízes ao coletadas somente no 4° ano, após o plantio, no inverno (durante a renovação da lavoura). A colheita dos rizomas deve ocorrer após um ano e meio do cultivo e quando a planta perde a parte aérea (na estação seca).

Parte usada: Rizomas, raízes e
folhas.

Constituintes químicos:

-Alantoína
-Taninos
-Saponinas
-Triterpenos
-Esteróides
-Aminoácidos essências
-Ácidos orgânicos
-Alcalóides pirrolizidínicos: sinfitina, equidimina e lasiocarpina (L)
-Mucilagens
-Fitoesteróides
-Vitaminas (A, C, E, complexo B-B12)
-Carboidratos
-Caroteno
-Sais de ferro, manganês, cálcio e fósforo
-Heterosídeos cianogênicos e saponínicos
-Gomas
-Lactonas sesquiterpênicas, como a leonitina e as trimetoxicumarinas
-Proteínas
-Iodo, potássio (fertilizante eficaz).

Origem: Centro e norte da Europa e da Ásia Temperada.

Aspectos históricos: O confrei é uma planta conhecida desde a antiga Grécia. Seu nome botânico Symphytum , deriva do grego Symphuô eu reúno, e alude a propriedade de consolidar e soldar os ossos fraturados e cicatrizar as feridas (regeneração de tecidos), o que já era conhecido 20 séculos antes de Cristo. É originária da Rússia, onde foi utilizada pelos atletas, sendo denominada de leite vegetal. Foi levada para a Inglaterra por um jardineiro inglês da Czarina Katarina II, onde ficou conhecida como planta milagrosa.

Indicações e Usos: As folhas e raízes do confrei contêm proteínas, vitaminas e diversas outras substâncias que lhe conferem propriedades tônicas, antianêmicas, emolientes (amolecem ou abrandam uma inflamação), cicatrizantes (ulcerações da pele, rachadura dos pés e dos mamilos, afecções da boca e da garganta) e de regeneração celular. Tem amplo uso contra queda de cabelo, alcalinizando-o e eliminando a seborréia. Na homeopatia, considera-se o confrei como a arnica dos ossos, acelerando a recuperação em caso de fraturas. É utilizado também sob a forma de cosméticos. Esta erva contém um poderoso alcalóide, que acelera a multiplicação de células. Quando o objetivo é restituir um tecido, como em casos de feridas, úlceras, psoríase ou até lesões ósseas, ele age de aneira formidável.

Atenção: Quando o problema são células enfermas, esta capacidade de acelerar a multiplicação das células se torna um perigo em potencial, fazendo com que, no caso de câncer ou mesmo inflamações, ele até aumente o tamanho da lesão. O confrei deve ser usado apenas externamente.

Por atuar positivamente em casos de torções, luxações e fissuras, antigamente o confrei era conhecido como erva que “liga ossos”.


* Fitoterápico:
É usado como proliferativo celular e cicatrizante em feridas, ulcerações de difícil cicatrização e psoríase.
-Como cicatrizante em queimaduras, flebite, hematomas, contusões, luxações, torções, fissuras, picadas de insetos, fraturas ósseas.
-Bronquites (catarral e asmática)
-Gastrite
-Indutor da produção calcária, hemostático, antiinflamatório
-Reumatismo, tromboflebites
-Combate a febre
-Hemorragia pulmonar
-Bócio e redução da capacidade física e mental (Iodo)
-Tosses,  resfriados, sinusite
-Problemas hepáticos e renais
-Erupções da pele
-Dermatite
-Veias varicozas e abcessos.

* Fitocosmético:
-Cicatriza e limpa profundamente
-Anti-rugas.( Indicado no rejuvenescimento e
revitalização das células?Efeito alantoína )
-Raiz de confrei?Emoliente ( substância calmante para a
superfície externa do corpo e umectante, pois evita perda de água ).

* Farmacologia: A ação do confrei se dá através da alantoína, a qual tem uma ação tópico epitelial proliferante celular, e também
removedora do tecido necrosado.
Estudos clínicos demonstraram que utilizando o extrato aquoso em local inflamado, provoca um aumento da temperatura local e da circulação sanguínea com conseqüente diminuição da dor e regressão do processo inflamatório.
A alantoína juntamente com as propriedades da mucilagem tem uma ação emoliente, hidratante e antiirritante da pele.

Riscos: Evitar utilizar internamente.( Pode provocar irritação gástrica e problemas hepáticos ).
Há referências que tratam de alcalóides cancerígenos, principalmente em folhas jovens e raízes.

Doses utilizadas:


Fitoterápico:


Uso interno:

-Infuso a 5% : para gargarejos 2 a 3 vezes ao dia.
-Cataplasmas: 6g da erva em água, 2 vezes ao dia.
-Decocto: 4-5g de chá em 250mL de água, para lavar feridas.
-Suco fresco: psoríase.

Fitocosmético:


Uso externo:

-Extrato: utilizar 10-15% em cremes.

Bibliografia:
-Caran,M.Ervas Medicinais.Cultivo e Uso Prático.Plantas cultivadas e silvestres.[S.l.:s.n],[199-].
-Martins, E.R.;Castro, D.M.; Castellani, D.C.; Dias, J.E. Plantas Medicinais.Viçosa: UFV, 2000.
-Matos, F.J.A. Farmácias Vivas. Fortaleza: UFC, 3ª edição, 1998.
-Patten,B.Confrei.A mais rica e valiosa planta para a saúde do homen.Coleção Saúde e Curas Naturais.Rio de Janeiro: Ediouro, Global Editora e Distribuidora Ltda.
-C.A.M.;Santos, C.A.M;Torres,K.R;Leonart,R. Plantas Medicinais ( herbarium, flora et  scientia). São Paulo:Ícone: Curitiba: Scientia et Labor, 2ªedição,1998.
-Teske, M.;Trenttini, A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ªedição,1997.