Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Conizina-do-canadá

Conizina-do-canadá

Conyza canadensis (L.) CRONQ./syn.: Erigeron canadensis L.

Conyza canadensis Cerca de cinqüenta espécies anuais e perenais compõem o gênero Conyza, nativo na América do Norte e amplamente naturalizado na Europa, Ásia, Austrália e várias ilhas do Pacífico. Conyza canadensis é uma erva daninha comum, encontrada em partes meridionais do Canadá, ao longo dos E.U.A. e na América tropical. Em 1653 foi registrado no Jardim Botânico de Blois (França do norte) e em aproximadamente 30 anos se esparramou por todas as partes, já estando na Inglaterra em 1690. Não tendo nenhum mérito ornamental, presumivelmente foi importado como planta medicinal.

Conyza canadensis é uma planta herbácea anual a bienal, possuindo um caule ereto, viloso, densamente coberto de folhas lanceoladas, por vezes dentadas. A parte superior do caule é ramificada em leque e termina com um grande número de capítulos florais amarelo-claros. As flores se assemelham a cardos e apareçem desde o início verão até o início do outono. O fruto é um aquênio penugento. A planta é originária da América do Norte. Foi introduzida na Europa no século XVII e tornou-se uma adventícia desagradável dos jardins e das culturas plurianuais nos campos. No século XIX foram descobertas as suas propriedades medicinais. Sendo uma erva Norte-americana nativa, antes mesmo de entrar na Farmacopéia norte-americana (1836-1916), já era usada por várias tribos indígenas para espantar insetos, curar diarréia, hemorragia e irregularidades menstruais.

São colhidas as cimeiras floridas, cortando à mão as extremidades dos ramos. São estendidas em grades de canas à sombra, para secarem rapidamente. Num secador, a temperatura não deve ultrapassar os 40°C. As partes secas contêm um óleo essencial que tem como componentes principais o limoneno e um diterpeno, o terpineol, assim como taninos e colina. A conizina-do-canadá tem efeitos essencialmente adstringentes. É usada interiormente para diarréia, hemorragia, menstruação excessiva, hemorróidas, desordens renais, reclamações bronquiais e para fabricar preparações galênicas usadas em ginecologia. Externamente para eczema e outros problemas de pele.

A medicina popular utiliza uma infusão ou uma decocção de cinco colheres de chá para l/4 de litro de água, segundo a dose de uma chávena, três vezes por dia. Ligeiramente irritante para o epitélio renal, esta tisana é diurética, o que tem um efeito favorável sobre o metabolismo no seu conjunto. O óleo obtido por destilação de plantas frescas é eficaz contra os parasitas intestinais.