Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Consólida-real

Consólida-real

Delphinium consolida L./syn.: Consolida regalis S. F. GRAY

Delphinium consolida O gênero Delphinium consta de umas 250 espécies bienais e perenais, encontradas nas regiões temperadas do norte e montanhas africanas centrais; Delphiniums são de perto relacionados aos acônitos (Aconitum). Ambos são venenosos, mas extensamente cultivados por suas belas flores azuis. O nome Delphinium vem do grego “delphis”, golfinho, devido que as flores de algumas espécies se assemelham a esse animal.

Delphinium consolida é uma planta adventícia anual, com caule ereto e ramificado, apresentando folhas sésseis, alternas, palmadas. As flores azuis na extremidade do caule têm uma excrescência em forma de esporão, encerrando uma reserva de néctar. Os frutos são vesículas. A espécie é originária das regiões mediterrânicas; difundiu-se no mundo inteiro simultaneamente com a cultura do trigo. O caule fresco, assim como as partes secas, sempre foi utilizado no tratamento de feridas, daí o seu nome específico: consolidare = cicatrizar.

Delphinium staphisagria Delphinium staphisagria é uma espécie mediterrânea e é uma planta bienal com talos robustos e folhas palmadas felpudas e brilhantes. Densos racemos de pequenas flores azul-purpúreo escuro, com um pequeno esporão, aparecem do início da primavera ao início do verão. O nome staphisagria deriva de “staphis”, uva seca, e “agria”, selvagem.

Delphinium staphisagria e Consolida regalis são próximos relacionados, ambos contêm alcalóides diterpênicos que são extremamente venenosos e raramente são usado pelos herbolários atuais. Delphinium staphisagria era usado como parasiticida para piolhos da cabeça nos tempos dos gregos e romanos.

São colhidas as flores e mesmo as cimeiras completas e também as sementes. As flores são apanhadas à mão sem o cálice verde, as cimeiras são cortadas na época de plena floração. Os materiais colhidos não devem ser pressionados. São secados em camadas finas num local escuro ou num secador à temperatura máxima de 35°C. Libertam um odor de mel e devem ser armazenados ao abrigo da luz, em invólucros fechados. São coletadas as sementes quando maduras para uso em loções e ungüentos. Toda a planta, excetuando as flores, é venenosa: contém alcalóides, o glicosídeo delfinina e ácido aconítico no caule. Estas substâncias são diuréticas, vermífugas e catárticas. Só o médico está habilitado a prescrever infusões ou alcoolatos à base de consólida-real.

A planta é igualmente usada em medicina veterinária. Certas variedades com flores grandes são cultivadas como plantas ornamentais, mas não se utilizam medicinalmente.