Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Fumária

Fumária

Fumaria officinalis L.

Fumaria officinalis O gênero Fumaria consta de 55 espécies anuais, normalmente rastejantes ou trepadeiras, que ocorrem ao longo da Europa, Ásia Central e nas terras altas da África Oriental. Fumaria officinalis é nativa na Europa e Ásia e naturalizada na América do Norte. As Fumárias são de perto relacionadas às papoulas e semelhantemente contêm alcalóides, embora em quantidades menores. O nome científico vem do latim “fumus”, fumo, e se refere ou a uma lenda de que a planta se desenvolveu a partir de vapores terrestres, ou ainda em virtude do seu odor, da propriedade de irritar os olhos e da cor acinzentada da fumaça irritante que produz quando está queimado.

Fumaria officinalis é uma planta herbácea anual com caule frágil, baixo e ramificado, apresentando folhas divididas de cor glauca. As pequenas flores tubulosas, reconhecíveis devido ao seu esporão, aparecem em meados do verão até o início do outono, e estão agrupadas num longo cacho violáceo. O fruto é um aquênio. É uma adventícia freqüente das culturas, dos jardins e das vinhas. Utiliza-se desde a Antiguidade pelas suas aplicações medicinais e cosméticas. Há antigas prescrições que contêm Fumaria officinalis como ingrediente principal, usadas para um grande número de reclamações. “Um xarope feito do suco da erva, misturado ao xarope de rosas de damasco, fores de pêssego ou sena, era a fórmula mais singular contra melancolia hipocondríaca, qualquer que seja, em qualquer pessoa” (citação sem referência da senhora Lamente em A Modern Herbal, 1931).

São colhidas as cimeiras, à mão, cortando toda a planta rente ao solo. São secadas sobre grades de canas em camadas finas, sem manipulações inúteis, ou em feixes, suspensos num local arejado. A temperatura de secagem ótima é de 35°C. Depois de estar seca, a fumária deve ser conservada em local seco, dentro de recipientes bem fechados. Contém alcalóides, sobretudo a fumarina, bem como taninos. Atua sobre os músculos lisos e acelera o peristaltismo intestinal, o que a torna aperitiva; tem igualmente um efeito diurético e colagogo. Em administrações internas, como em aplicações externas, purifica a pele, elimina erupções incômodas, inclusive eczema e dermatite e, juntamente com folhas de nogueira, trata as hemorróidas.

A fumaria é uma planta tóxica: em dose elevada, provoca sonolência, paralisia dos músculos lisos e dos centros respiratórios. O seu uso deve fazer-se sob vigilância médica.