Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Hera terrestre

Hera terrestre

Glechoma hederacea L.

Glechoma hederaceaPlanta herbácea perene, com rizoma rastejante e radicante apresentando alguns estolhos caulinares cobertos de folhas opostas, cordiformes a reniformes. Na axila destas folhas surgem verticilos ímpares, formados por algumas flores azuladas. Os frutos são tetraquênios. A hera-terrestre é uma adventícia das superfícies relvadas, crescendo sobre os muros, nos silvados, nos escombros. É conhecida pelas suas qualidades medicinais desde o século XII aproximadamente e usada como peitoral e febrífuga.

Colhe-se todo o caule em flor: são cortados os rebentos novos e indenes, limpos, sem parasitas, e são postos a secar em camada fina, à sombra, a uma temperatura ideal de 35ºC.

As partes ativas contêm sobretudo princípios amargos (gleconina) e óleos essenciais, assim como taninos, saponina e sais de potássio. É uma planta um pouco esquecida nos nossos dias, utilizada por vezes pelos ervanários para tratar catarros gastro-intestinais, diarréias, perturbações dos órgãos excretores. É também emoliente e expectorante, peitoral, antiasmática. Estimula o apetite e melhora as trocas metabólicas. Usa-se em infusão a 3% aproximadamente, sendo tomadas duas a três chávenas por dia. O caule fresco tem os mesmos efeitos: é consumido em salada ou sopa, por vezes apenas sob a forma de suco. A hera-terrestre serve também para preparar gargarejos e banhos para tratamento das feridas e das doenças da pele.

Nota: Esta planta é comercializada pela empresa “A Natureza” com o nome de “Herva São João”.