Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Inula

Inula

Inula helenium L.

A Inula é uma composta que se destaca um pouco do tipo da família, porque ela desenvolve folhas inabitualmente grandes e numerosas. De seu rizoma ramificado ascende, atingindo cerca de um metro, um caule vigoroso, vertical, contornado por folhas longas, largas, oval-pontudas, inteiras, com bordos grosseiramente denteados. Tais folhas estão inseridas num caule que se bifurca várias vezes na parte apical produzindo na ponta de seus ramos, grandes capítulos amarelo pálido. Eles contêm, sobre um receptáculo plano, floretas tubulares circundadas por um colarinho de floretas ligulares muito longas e estreitas. Um pappus com longos pelos coroa o fruto. Essa planta da Europa meridional, muito marcante, se encontra nos prados úmidos. É uma velha planta medicinal muito estimada. Ela floresce em pleno verão.


Seu rizoma contém (no outono) muita inulina; seu odor é agradável, seu sabor é acre-amargo. O óleo essencial que ela contém (até 3%) tem propriedades vermífugas. Seu parente é a santonina (ver crisântemo), a cânfora e o azuleno (ver Camomila). Esta produção abundante de substâncias aromáticas nos mostra que a Inula está totalmente penetrada, desde sua raiz, por processos florais.


A ação curativa da decocção da raiz se dirige, em consequência disso, à digestão; ela combate as fraquezas e as inflamações nesse domínio; a ação reguladora do metabolismo se prolonga ao sistema rítmico, como pode-se esperar de uma planta cujo aparelho foliar é tão fortemente ritmizado. É utilizada nos catarros brônquicos com muita mucosidade, nas tosses causadas por irritação e em algumas formas da tuberculose. A deccção das flores também é usada nos catarros brônquicos com flegma, náusea, vômitos, soluços e flatulência. Combinado com mel como expectorante e com Zingiber officinale para problemas digestivos caracterizados por excesso de muco.