Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Levístico

Levístico

Levisticum officinale W.D.J. KOCH

Levisticum officinale Sua forma selvagem parece provir das montanhas da Pérsia. O Levisticum medra nos declives montanhosos do Sul da Europa, onde vive até a altitude de 2.700m. Sua raiz principal é curta e ramificada em raízes secundárias longas e espessas que se enterram numa profundidade de cerca de meio metro. Este órgão fundamental resulta de uma longa e intensa fase de aspiração do ar, da luz e da astralidade cósmica que essas plantas captam para dentro de si.

O Levisticum produz folhas de uma tonalidade entre verde escuro e dourado, erguidas, um pouco “gordurosas”, penadas com duas a três divisões. Tais folhas nos dão a impressão de que o Levisticum é uma planta que ama o Sol e foge da sombra. Os lobos são lanceolados e pontudos em forma de um triângulo agudo, cuja parte mais pontuda aponta para fora da planta. A bainha foliar entumescida envolve o botão (gema) e se prolonga até o pecíolo formando um canal. A planta assume plenamente o porte herbáceo, erguendo-se com vigor. A haste floral é grossa e ascende até a altura de um homem, acompanhada até em cima por folhas cada vez menos divididas, e no alto da planta, tais folhas são simplesmente penadas como as do Carvalho. As últimas possuem apenas 3 folíolos que são peciolados ou sésseis. Próximo a estas últimas folhas abrem-se as umbelas que são relativamente pequenas, dado o tamanho desta grande planta. As umbélulas permanecem bastante separadas e não se unem formando um guarda-chuva. A força foliar é impulsionada até em cima da haste floral e se manifesta sob a forma de envólucro e envolucelos. As flores são pequenas, de cor amarela. Presenciamos nesta planta uma diástole, uma expansão bem DOMINADA. A planta não se abandona totalmente na floração e sua força desce novamente até a raiz e lá se conserva até o ano seguinte.

Esse é o motivo pelo qual encontramos nesta raiz muitas substâncias: um látex amarelo que se endurece em presença do ar, uma resina balsâmica misturada com uma grande quantidade de mucilagem, e essa raiz também possui óleos etéricos espessos, proteína, um pouco de amido, ácido málico e ácido angélico. O óleo essencial contêm, como componente principal, o terpineol, furocumarina, açúcares, ésteres de ácidos orgânicos e muitas outras substâncias. Toda a planta possui um odor forte, aromático e salgado e um gosto muito conhecido pelo fato deste condimento, denominado em alemão Maggi, entrar na composição daqueles caldos de carne industriais que são vendidos em forma de cubinhos. Esse odor e sabor lembram o do salsão. O Levisticum adiciona ao aroma do salsão uma nuance suave e mucilaginosa e é um excelente tempero para os alimentos aquosos. Como planta medicinal, é capaz de aerar e de aquecer o nosso organismo dos líquidos.

Levisticum officinale A paisagem humana na qual o Levysticum desenvolve a sua ação é a seguinte: males do estômago, dispepsia e perturbações cardíacas ligadas a problemas gástricos e intestinais. O Levisticum é um diurético potente e provoca bons efeitos na hidropsia do coração e nas inchações edematosas, principalmente nos pés. O Levisticwn é um ótimo auxílio na cistite, na albuminuria, nas nefropatias e dores de cabeça provenientes de uma insuficiente atividade renal. O Levisticum combate os suores mal cheirosos que acompanham a insuficiência renal. Nas doenças esclerotizantes essa planta apresenta um efeito dissolvente. Ela obriga a retornar na corrente fluida do corpo etérico aquilo que escapou e se tornou mineralizado. Da mesma maneira o Levisticum alivia as dores da gota, do reumatismo, os cálculos renais e auxilia o tratamento das moléstias do baço e do fígado. Graças ao Levisticum podem ser curadas as afecções do peito, os catarros, e a obstrução mucosa dos órgãos respiratórios.

Como tônico do Corpo astral, essa planta atua favoravelmente nos casos de menostase e amenorréia. Além disso, o Levisticum é emenagogo e afrodisíaco. A decocção do Levisticum misturada ao banho fortifica os órgãos abdominais. Esta planta também é útil para curar feridas que não conseguem cicatrizar e também é utilizada nas supurações.

Além das indicações até agora mencionadas, podemos também reconhecer, a partir da investigação espiritual dada por R. Steiner, outras indicações possíveis de serem tratadas pelo Levisticum. A pesquisa demonstra o seguinte: Os estados doentios onde a organização Astral atua irregularmente (de maneira intensa) nas vias circulatórias e se enfraquece nos processos cerebrais, podem se exteriorizar em sintomas epiléticos, porque através do enfraquecimento (moderação da atividade astral), a atividade etérica se torna muito intensificada no cérebro. “…Levem as mucilagens obtidas do Levisticum ao organismo, e assim torna-se livre a atividade do corpo Astral necessária para atuar na incorreta circulação do sangue, promovendo-se assim um fortalecimento da organização do cérebro…” A atividade Astral está, em tais casos, em lugar errado, removida da parte de cima e ligada ao corpo na organização média. A planta, com tal sucção normal da esfera Astral atuando no Etérico-Líquido é apropriada para fazer com que novamente o Astral se torne livre para exercer sua atividade na organização superior. A goma-resina configurada pelo éter de calor e de vida penetra anormalmente para dentro da mucilagem, configurada, aromatizada e sulfurizada pelos éteres de calor e luz, próprios da região da flor e do fruto. Isto se revela na liberação da atividade anormal do Corpo Astral no sangue.

Uma outra indicação: Inflamações do ouvido médio. “Neste caso o Etérico se torna muito forte, atacando o órgão aéreo que é o ouvido no qual o éter químico, quimicamente ativo no meio líquido deveria se tornar éter de som, mas permanece subordinado no Corpo Astrai no que concerne à forma. Dessa maneira surgem proliferações, inchações e inflamação. É reservado ao Corpo Astral o ato de atenuar tais processos. O Levisticum, muito penetrado pelo ar, permite à esfera Astral internar anormalmente no líquido. Dessa maneira, esta planta pode ter uma ação terapêutica. No caso de um corpo etérico atrofiado alimentar muito debilmente os órgãos digestivos e ovarianos, R. Steiner aconselha a prescrição do Levisticum, além de outros medicamentos, pois esta planta contém muita goma vegetal que reveste e envolve os processos metabólicos (Cobre e Arsênico foram igualmente prescritos), que podem, de certa maneira, ser muito fortificantes para o trato digestivo”.

A ação do Levisticum se estende entre o intestino e o sistema linfático. Num outro caso R. Steiner prescreveu Levisticum D6 contra as angústias cíclicas provenientes de uma contínua compressão do Corpo Astral. Numa outra paciente, cuja doença principal era um útero atrofiado tendendo à esclerose, R. Steiner indicou a mucilagem do Levisticum. “Isso deve revivificar os órgãos abdominais”. No caso do surgimento de mucosidade, o Levisticum pode ser substituído pelo Anis. “No Levisticum, a mucilagem está ligada sob forma de goma às outras substâncias, e é isso que produz a sua eficácia, pois a estrutura é, algumas vezes, mais importante do que podemos imaginar”.