Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Limão

Limão

Citrus limon

Nome Popular: Limão
verdadeiro, limoeiro.

Família:
Rutaceae

Características: O limoeiro pertence à família das rutáceas, com ramos cheios de espinhos, chegando a atingir de 4 a 5m de altura. Os frutos contêm grande quantidade de vitamina C, albumina, gorduras, hidratos de carbono, sais minerais, celulose etc. Populares no mundo inteiro, as frutas cítricas são, em geral, originárias da Ásia. As variedades principais existentes no Brasil são: o limão-galego, de fruto pequeno, redondo, muito suculento; o limão-siciliano, maior e mais alongado; o limão-cravo, de frutos ligeiramente avermelhados quando maduros, com aroma característico e suco bem ácido, sendo menos apreciado; o limão-taiti, de forma arrendondada, coloração esverdeada e acidez menos acentuada, encontrado mais facilmente no mercado.

Indicações e Usos: Por ser uma fruta rica em vitamina C, é eficaz no tratamento da gripe e das infecções. Porém, seria uma injustiça reduzir os poderes medicamentosos do limão apenas ao tratamento da gripe. Além de vitamina C, ele contém potássio, ferro, magnésio, enxofre, cálcio, cloro e fósforo. Com todos esses elementos, o limão pode ser usado no tratamento de uma série de outras doenças. Meio limão num copo de água morna tomado em jejum é um ótimo auxiliar nos regimes de emagrecimento. É muito eficaz no tratamento da obesidade, e também no do reumatismo, da náusea, da icterícia e do excesso de bílis. Quem toma limão diariamente mantém o fígado funcionando bem e o sangue livre de impurezas. Contra o limão só existe um ponto negativo: a sua acidez. Por causa dela, as pessoas que têm problemas gástricos só devem fazer uso do limão sob orientação de seus médicos. Também para uso externo, o limão tem uma ampla aplicação. O sumo misturado com açúcar, até formar uma pasta, é ótimo no tratamento da acne, da pele cansada e da oleosidade excessiva. Puro, o sumo serve para clarear as mãos e amaciar as cutículas endurecidas. Passado na cabeça, ele diminui a oleosidade do couro cabeludo e elimina a caspa. Além do sumo, também a casca, as folhas e as flores do limoeiro são usadas em chás e xaropes.

Atenção: O único cuidado que se deve ter, quando o limão é usado na pele, é de lavá-la antes de expô-la ao sol, para evitar o aparecimento de manchas escuras.

O costume popular de temperar os pratos com limão (em saladas, por exemplo) é duplamente benéfico: favorece o melhor aproveitamento do ferro contido nos alimentos; e torna menos necessário o uso de sal para acentuar o sabor da comida.

Aspectos
Agronômicos:
Reproduz-se por
estacas de galhos, em solo arenoso e bem adubado, de preferência em regiões de
climas quente e temperado.
Pode
se propagar também por sementes, onde o solo deve ser leve, fértil e bem
arejado, o local deve ser ao sol e protegido dos ventos.

Parte Utilizada: Folha, casca do fruto
e suco do fruto.

Constituintes Químicos:

-Óleo essencial (limoneno);
-ácidos orgânicos (cítrico e málico);
-bioflavonóides (hespiridina);
-pectinas;
-vitamina A (retinol equivalente);
-vitamina B1 (tiamina);
-vitamina B2 (riboflavina);
-niacina;

-vitamina C (ácido ascórbico);

Alguns sais minerais:
-Potássio
-Fósforo
-Ferro
-Cálcio
-Sódio

Origem: Ásia Tropical (Índia).

Aspectos Históricos: Fruta dissemida na Europa pelos árabes,
antigamente na Europa e presentemente entre os brasileiros eram e são muito
comuns os presentes de limões.
Esta fruta alcançou o Brasil durante a chamada
Gripe Espanhola ( epidemia gripal de 1918), preço fabuloso, chegando a ser
comprada de dez a vinte mil réis cada uma. É que o seu emprego foi reconhecido
utilíssimo para suavizar a terrível moléstia.

Uso:


* Fitoterápico:

Tem ação: aperiente, diurética, antitérmica,
adstringente, antiemética, vitaminizante, alcalinizante, anti-séptica,
antianémica, antiinflamatória, expectorante, depurativa, bactericida.

É indicado:
-acidez gástrica, acne, amigdalite, artrite, ascite,
asma, arteriosclerose, azia;
-doenças
da bexiga;
-cirrose, câncer,
colelitíase, doenças do coração;
-diabetes melito, diarréia, difteria, disenteria,
dispepsia gotosa;
-enjôo,
envenenamento (soda e potassa), enxaqueca, escorbuto, estomatite, faringite,
febre;
-febre tífica, feridas,
fermentação gastrointestinal;
-doenças
do fígado, gastroenterite, gota, gripe;
-hidropisia, hipertensão arterial, impaludismo,
infecções em geral, inflamações em geral;
-linfatismo, naúseas, nefrite, nefrolítiase,
nevralgia;
-piorréia, pirose,
resfriado, reumatismo, pedra nos rins, soluço, tifo, tuberculose, úlceras em
geral.

* Farmacologia: O suco do limão tem  sido recomendado para
combater numerosos estados patológicos. Nas enfermidades infecciosas, o suco em
forma de limonada é refrescante e favorece a ação de medicamentos antitérmicos.
Devido à presença
de vitamina C, o suco é recomendado para aqueles que sofrem de escorbuto, que é
a carência da Vitamina C.
O
limão com seus ácidos, facilmente transformados em elementos alcalinizantes, e
com suas bases, fermentos e vitaminas, contribui poderosamente  para oxidar
resíduos mormemente os  protéicos, que são os responsáveis diretos pelo
imperante artritismo com todas  as suas manifestações.

Riscos: Os limões possuem substâncias
fotossensibilizantes, pode causar manchas na pele quando o suco em contato com a
pele é exposto ao sol. Estas manchas denominadas fitofotomelanomase o
desaparecimento das mesmas é gradual e espontâneo. O uso de bloqueadores solares
pode ajudar no processo de eliminação das manchas.


Fitoterápica:

Chá por decocção de 1 limão cortado e rodelas bem
fervido, 1 xícara 3 a 4 vezes ao dia.
Suco do limão como refresco.

Bibliografia:
-Balbach,A.; Boarim,D. As Fritas na Medicina Natural.
Itaquaquecetuba: Vida Plena, 1ªedição, 1993, p. 141-149.
-Caribé,J.; Campos,J.M. Plantas Que Ajudam o Homem. São
Paulo: Pensamento, 11ªedição, 1999, p. 91.
-Côrrea,A.D.; Batista,R.S.; Quintas,L.E.M. Do Cultivo à
Terapêutica. Plantas Medicinais. Petrópolis: Vozes, 1998, p.155.

-Panizza,S. Cheiro de Mato. Plantas Que
Curam. São Paulo: Ibrasa, 1998, p. 137-138.
-Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre:
Rígel, 2ªedição, 1989, p. 141.