Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Líquen-da-islândia, Musgo-da-islândia

Líquen-da-islândia, Musgo-da-islândia

Cetraria islandica (L.) ACH.

Cetraria islandica O gênero Cetraria consta de 40 espécies de líquens encontrados no mundo inteiro, especialmente nas regiões Árticas. Várias espécies são ecologicamente importantes como alimento para as renas. Desde tempos antigos os líquens foram usados para medicamentos, tinturas e perfumes. Eles não são cultivados e agora são raros no estado selvagem devido à poluição moderna; muitos herbolários atualmente só usam tratamentos a base de líquens em casos especiais.

Cetraria islandica é um líquen com talo ramificado e tufoso, crescendo em suportes pobres e ácidos, geralmente na sombra dos pinhais, sobre rochedos, árvores, muros em regiões da Europa, do Ártico, e de regiões ácidas da Australásia. Os talos são de coloração desde castanha a verde-azeitona, recortados, freqüentemente com manchas vermelhas na parte superior. Os povos nórdicos conhecem as virtudes medicinais do líquen-da-islândia há muito tempo e utilizam-no também como alimento para o homem e para os animais.

Cetraria islandica Colhe-se o talo (Lichen islandicus); as suas virtudes são mais eficazes no Verão, quando o líquen se desenvolve bem, é verde e não se desfaz. A colheita é secada no local (como o feno), depois à sombra, e exposta a uma corrente de ar. Depois de secado, o material deve ser conservado em invólucros fechados. Contém liquenina, isoliquenina, ácido cetrárico, mucilagens, sucos amargos e iodo. Uma recente pesquisa mostrou que ácidos de líquen são efetivos contra organismos tais como Salmonella, Trichomonas vaginalis e Mycobacterium tuberculosis.

As mucilagens têm uma ação favorável no tratamento da tosse, rouquidão, tosse convulsiva e asma brônquica (expectorante e antitússico). Os sucos amargos estimulam o apetite e a secreção dos sucos gástricos (amarum). O líquen seco deve ser cozido duas vezes, na dose quotidiana de 1,5 g. A primeira decocção é amarga, a segunda mucilaginosa. A erva é usada internamente para gastroenterite, intoxicação gastrintestinal, tuberculose e bronquite. Externamente para lavagem vaginal, furúnculos e impetigo. Extratos são adicionados a antiséticos e pastilhas para garganta que são usadas em casos de tosses secas e gargantas doloridas. O líquen, liberto do seu sabor amargo, é um excelente produto dietético; nos países nórdicos era usado também para fazer farinha e álcool.

Uma outra espécie de líquen, a evérnia da ameixieira (Evernia prunastri), cresce sobre estas árvores e é igualmente colhida pelas suas propriedades medicinais semelhantes.