Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Mandrágora

Mandrágora

Mandragora officinarum

Mandragora officinarum Este gênero é composto por seis espécies de ervas perenes, sem caules, em formato de pequenas rosetas de folhas ovaladas, com grandes raízes bifurcadas que lembram formas humanas, distribuídas desde regiões mediterrâneas até o Himalaia. Mandragora é o antigo nome grego para a planta e pode ser uma corrupção de nam tar ira “droga masculina de Namtar” (Assíria), uma vez que a planta era reputada por curar esterilidade.

Mandragora officinarum medra em encostas rochosas na região mediterrânea. Ocasionalmente é cultivada em jardins como curiosidade. Suas flores pequenas, de coloração variando de branco a azul-esbranquiçado, aparecem ao nível do solo na primavera e são seguidas por frutos aromáticos, amarelos. O cheiro que emana é muito desagradável. Em geral, não se trata de uma planta fácil de identificar, principalmente pelo fato de a parte externa ser apenas constituída por um pequeno tufo de erva.

A Mandrágora é uma planta estranha, tanto na aparencência quanto nas associações feitas de suas propriedades. A raiz bifurcada se assemelha a uma forma humana e era antigamente considerada como um afrodisíaco e cura para esterilidade. Suas propriedades narcóticas e alucinógenas foram exploradas em bruxarias e rituais de magia durante as Idades Antiga e Média. Era considerado ser fatal para uma pessoa comum desenterrar uma planta, pois os gritos agudos de sua raiz o assustaria, levando-o à morte: conseqüentemente era tradição amarrar a raiz a um cachorro para este a puxar.

Colheita de mandrágora
color=black>Museu Germânico de Nuremberg

[Apuleio, no século V d.c., descreveu assim: “Em uma noite sem lua, deve-se ir ao lugar onde cresce a Mandrágora e começar a cavar com um instrumento que não seja de ferro. Quando tiverem sido descobertos os braços e as pernas, amarre-se a estas uma corda, cuja outra extremidade será fixada à coleira de um cão esfomeado. Lança-se o mais distante possível um pedaço de carne: o animal precipitar-se-á para pegá-lo e, assim fazendo, extrairá do terreno a raiz. Nesse exato momento, a planta fará ouvir seu berro terrível de angústia que pode matar o homem; no instante em que o cão a arranca, deve-se ter o cuidado de soprar ruidosamente dentro de um corno, cobrindo dessa forma o berro agonizante do vegetal, salvando a própria vida. Porém, a morte da planta exige um sacrifício: deve-se, portanto, matar o cão para não pagar a prodigiosa aquisição com a própria vida”].

Mandragora officinarum Como suas parentes próximas, Atropa beladona, Hyoscyamus niger e muitas outras solanáceas, Mandragora officinarum contém alcalóides, é venenosa e contém um potente sedativo e analgésico. Em quantidades suficientes, estes induzem um estado de torpor e obliteração, propriedades essas que eram usadas em cirurgia antigas. Mandragora officinarum se tornou uma preparação homeopática oficial em 1877 e hoje raramente é usada para qualquer outro propósito. Mandragora officinarum - raiz Mandragora officinarum não deve ser confundida com Podophyllum peltatum (mandrágora americana), uma erva medicinal usual, freqüentemente também chamada simplesmente de mandrágora.

As partes usadas são as raízes. Uma erva sedativa, analgésica, que tem efeitos purgativos e eméticos. A erva era usada antigamente internamente para aliviar a dor, como afrodisíaco, e para o tratamento de desordens nervosas. Externamente para úlceras. Somente por médicos qualificados.

Advertência: Esta erva está sujeita a restrições legais em vários países.

Mandrágora é citada na bíblia em Gênesis 30, 14-16:
14 Um dia, por ocasião da ceifa, Ruben saiu ao campo, e,
tendo encontrado umas mandrágoras, levou-as à sua mãe Lia.
Raquel disse a Lia: “Rogo-te que me dês as mandrágoras de teu filho”
15 Lia respondeu: “Já não é bastante o teres tomado meu marido,
para que queiras ainda as mandrágoras do meu filho?”
– “Pois bem, tornou Raquel, em troca das mandrágoras do teu filho,
(permito) que êle durma contigo esta noite”
16 À noite, quando Jacó voltou do campo, Lia saiu ao seu encontro:
“Vem comigo, disse-lhe ela, eu te aluguei em troca das mandrágoras
do meu filho”. E Jacó dormiu com ela aquela noite.

E também em Cântico dos Cânticos (Cantares de Salomão) 17, 13-14:
13 Pela manhã iremos às vinhas, para ver se a vinha lançou rebentos,
se as suas flores se abrem, se as romãzeiras estão em flor.
Ali te darei as minhas carícias.
14 As mandrágoras exalam o seu perfume; temos à
nossa porta frutos excelentes, novos e velhos
que guardei para ti, meu bem-amado.