Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Meimendro-negro

Meimendro-negro

Hyoscyamus niger L.

Hyoscyamus niger Planta anual ou bienal, possuindo um caule ereto com folhas alternas, dentadas, viscosas. Na axila das folhas formam-se flores cinzento-amareladas com veios violeta. O fruto é uma cápsula que contém abundantes sementes castanhas (em baixo à esquerda). Toda a planta é vilosa – penugenta e muito venenosa. É provavelmente originária das regiões mediterrâneas, mas cresce atualmente em toda a Europa e na Ásia. Encontra-se nos escombros, nos baldios, como adventícia das culturas de papola. Na Antiguidade, era usada como planta mágica com virtudes inebriantes e soporíferas.

São colhidas, para prover às necessidades da indústria farmacêutica, as folhas ou mesmo o caule com folhas e as sementes. As folhas são retiradas à mão, na altura da floração, progressivamente, quando atingem o tamanho máximo. São secadas em camada fina, à sombra; ou num secador, a 50ºC no máximo. Libertam um odor estupefaciente e é preciso conservá-las em invólucros fechados. Contêm alcalóides venenosos: hiosciamina, atropina, escopolamina, que atuam (como na beladona) sobre o sistema nervoso central (parassimpatolíticos). Extremamente tóxicas, as folhas nunca são usadas em medicina popular. A indústria farmacêutica retira delas remédios antiasmáticos, espasmolíticos, reparadores do sistema nervoso, calmantes das tremuras senis. Os diferentes componentes, mesmo o óleo de meimendro, servem para preparar ungüentos e pomadas contra as dores reumáticas (somente mediante receita médica).