Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Melissa

Melissa

Melissa officinalis

Melissa officinalis É interessante notarmos quantas labiatas trazem o epíteto “officinal”, pois há séculos são conhecidas pelos médicos e pelos farmacêuticos.

A Melissa é uma planta herbácea vivaz, com aspecto agradável, cujo porte e as folhas lembram um pouco a urtiga européia. A parte mais representativa desta planta se acha no sistema de folhas. Em lugar de folhas muito estreitas, típicas das labiatas que possuem aroma e sabor apimentado, nós notamos nesta planta folhas largas, bem formadas e dispostas como que em andares, um par em cima do outro, sem modificação notável entre as folhas que estão em baixo e as de cima. Ao perfume queimante se adiciona um odor de limão que é refrescante. A melissa é algumas vezes denominada “citronella”. Nas intersecções dos nós superiores nascem os falsos verticilos formados por algumas flores brancas, ricas em néctar. A melissa é muito útil para as abelhas, daí o nome grego melissa. Como podemos deduzir de seu aspecto geral, esta planta tem preferência pelo calor moderado, por uma umidade branda, crescendo em locais onde existe um pouco de sombra, principalmente no oriente ou em sua parte mediterrânea.

Aquecedora, refrescante, mas sobretudo vivificante, a melissa age menos no metabolismo do que nos processos rítmicos, pois sua natureza é tipicamente foliar. Ela favorece as regras, a concepção, acalma as excitações sexuais. Ela possui também um efeito meio tônico, meio lenitivo, anti-espasmódico e combate as fermentações no trato digestivo: ela age contra as náuseas e o desejo de vomitar. Além disso, ela estende sua ação mais a fundo no sistema rítmico: ela atua nas palpitações do coração, neuroses cardíacas, e na angina de peito. Pertence à sua atividade o tratamento da insônia, da histeria, da melancolia e da tendência às síncopes que freqüentemente acompanham tais doenças. A célebre “água das carmelitas”, contém em sua composição um destilado de melissa.

Indicações e Usos: É uma planta medicinal, usada também na culinária. Como medicamento, são inúmeras as suas propriedades. Por sua ação sedativa suave é indicada para uma série de transtornos de origem nervosa (dor de cabeça, enxaquecas, palpitações, desmaios, vertigem e até histeria). Estimula o aparelho digestivo, evitando a formação de gases, azia, cólicas e icterícia. É antinevrálgica, agindo com eficácia nas dores reumáticas. Atua também nas gripes, resfriados e tosse. Folhas frescas de melissa, aplicada sobre as pálpebras, acalmam as dores em casos de inflamação dos olhos. Lavagens intestinais mornas, com o chá dessa planta, dão bons resultados nas diarréias com hemorragias. O suco das folhas, misturado com um pouco de sal, aplicado na caxumba, acalma as dores e mal-estar. Bochechos com um pouco de chá quente podem acalmar as dores de dente.

A origem do nome melissa vem do grego, que significa abelha operária, já que os insetos adoram o néctar produzido por esta erva.