Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Morangueiro-bravo

Morangueiro-bravo

Fragaria vesca L.

Fragaria vesca Planta perene com rizoma curto, apresentando uma roseta de folhas e longos estolhos radicantes. As folhas trimeras são longamente pecioladas, penugentas na face inferior. As flores brancas formam um cacho terminal paucifloro. Os frutos são aquênios com um receptáculo carnudo, o morango, um fruto vermelho, perfumado, apreciado por todos. Os morangos-bravos dão-se bem nos sub-bosques, nos silvados, nas clareiras e à beira dos campos.

Para fins medicinais, são colhidas as folhas, mas somente as folhas novas e intactas, pois as velhas são amargas. Estas folhas são arrancadas à mão e secadas num secador a uma temperatura que não ultrapasse os 40.C. Nestas condições, conservam o perfume natural e o gosto ligeiramente amargo. Contêm taninos, um óleo essencial com um componente citrino, vitamina C e muitas outras substâncias. As tisanas de folhas de morangueiro são uma bebida fortificante para as pessoas anêmicas e nervosas. São eficazes contra os catarros intestinais e gástricos, acompanhados de diarréias. Têm um efeito positivo sobre as afecções das vias urinárias e dos rins, sobre os cálculos renais. As folhas fermentadas substituem o chá e, como as do framboeseiro, são aperitivas. As folhas escaldadas são utilizadas em compressas sobre as feridas infectadas, e a decocção serve para gargarejos contra o mau hálito.

As folhas dos outros morangueiros selvagens são também colhidas e têm os mesmos efeitos. As dos morangueiros cultivados não contêm substâncias ativas e não são colhidas.