Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Oenanthe aquática

Oenanthe aquática

Oenanthe aquatica

Oenanthe aquatica Esta planta da Europa e da Ásia ocidental cresce nas águas rasas, barrentas, quentes e pouco aeradas; como por exemplo lagoas, poças e várzeas de rios. Sua forma é muito sensível às ações da água e do ar; a folha e mesmo toda a planta sofrem uma enorme alteração da forma. Debaixo da água este vegetal vive por muito tempo e seu caule, que pode atingir até 8 m de comprimento, se torna tão espesso como um braço, é esponjoso, oco e seus nós emitem raízes adventícias filiformes em longos feixes. As folhas que crescem debaixo da água são totalmente reduzidas a fios, um pouco semelhante ao que ocorre no Ranunculus aquaticus. Fora da água, no ar, suas folhas se modificam totalmente, elas se mostram finas e bem recortadas. O caule oco se eleva elegantemente e porta umbelas florais de tamanho médio. Enquanto a planta subaquática pode continuar crescendo vegetativamente durante muitos anos, a forma terrestre é bianual e freqüentemente somente anual; trata-se de um ser muito plástico, que pode se diferenciar fortemente através das influências externas. Nas cinzas encontra-se muita silícia e alumínio.


Como planta medicinal ela foi empregada nas doenças da região toráxica ou nos casos onde o metabolismo intervém muito fortemente no pulmão, provocando dissoluções e inflamações. Assim ela é indicada para: catarro pulmonar, tosse crônica, bronquite fétida, bronquioectasia, tuberculose pulmonar com febre e suores noturnos, e também na asma. Além disso, nas dores de cabeça e inflamações oculares. Esta planta que prolifera no domínio aquoso, se preenche de ar, se transforma de maneira muito intensa quando penetra na região aérea, e pode intervir nos processos patológicos humanos correspondentes.



Oenanthe crocata


Esta planta tem como habitat a França meridional, a Espanha e o Marrocos. Ela vive em regiões úmidas onde, apesar disso, o ar seja muito seco e o sol brilhe muito intensamente. Ela é influenciada pelo ar úmido do oceano Atlântico. No primeiro ano esta planta emite folhas verdes douradas, trilobadas, semelhantes às do salsão e possui um rizoma curto anelado. Os processos cósmicos atuam fortemente nas raízes, de forma que estas, e não os rizomas como nas outras Umbelíferas até agora consideradas, se inflam formando uma espécie de cenoura com tamanho até maior do que o de uma mão. Um suco leitoso amarelo preenche estes órgãos subterrâneos. No ano seguinte o caule tubular se eleva, levando algumas folhas até a altura média e depois se divide em 10 a 15 raios que portam umbélulas brancas e diferenciadas.


Muito mais intensamente que nas espécies anteriores, os processos calóricos e luminosos são levados nesta planta à região das trevas úmidas. Isto se expressa na produção de substâncias altamente irritantes. O contacto com a raiz fresca pode provocar irritação e edema nas mãos. Esta propriedade de maneira muito mais atenuada é encontrada em outras Umbelíferas, como por exemplo na salsinha e na Archangelica. A ingestão das raízes de Oenanthe crocata provoca uma violenta inflamação dos órgãos digestivos e isto pode se constituir num envenenamento mortal. A inflamação é seguida de espasmos que duram algumas horas, a saliva se torna sanguinolenta e a face esverdeada. Finalmente o intoxicado cai abruptamente e perde a consciência.


Correspondentemente à sua potente raiz, esta planta age no sistema neuro-sensorial. Ela foi utilizada no tratamento de diferentes doenças cutâneas, tais como ictiose e lepra, na meningite serosa, no início da epilepsia, na apoplexia e nas paralisias que lhe sucedem. Trata-se de uma atividade anti convulsivante que atua no corpo astral, tal como já mencionamos nas Umbelíferas precedentes. Desta maneira podemos indicar esta planta também na coqueluche, na asma e no catarro brônquico.