Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Orégano

Orégano

Origanum vulgare

Origanum vulgare

Nomes Populares:Orégano, ouregão, oregão, manjerona – baiana, manjerona – selvagem.

Família: Labiatae.

Aspectos Agronômicos: Propaga-se pela divisão das touceiras, por estaquia, ou
por sementes as quais são de dimensões reduzidíssimas. Uma grama contém uma
12.000 sementes. A semeadura geralmente é efetuada na primavera, embora em
certas regiões possa ou deva ser feita no outono.

É planta própria  para clima subtropical ou
temperado, mas que ofereçam calor suficiente para o seu crescimento e
desenvolvimento normais. Não tolera temperaturas extremas, isto é, nem os muito
elevados e nem os muito baixos e nem geadas.

Prefere solos bem férteis, de natureza calcária,
permeáveis, secos e que recebam bastante luz solar. Produz bem em alguns tipos
de solo argiloso – arenosos e em solos repletos de pequenos cascalhos.

Drenar o solo sempre que necessário, pois o
orégano não tolera solos permanentemente úmidos.

Se a planta de orégano der flor e esta for o objetivo
da colheita, então vão se cortando os ramos com flores à medida que desabrocham,
iniciando a colheita pela manhã logo após a secagem do orvalho.
Caso a planta não chegue a produzir flores, então se
colhem os ramos com folhas no momento em que teoricamente s iniciaria a formação
dos órgãos florais no fim do verão ou começo do outono,para que as folhas
contenham o máximo teor de substâncias aromáticas e medicinais.

É comum confundir-se o orégano com outra planta da mesma família, a manjerona,
que não tem um aroma tão acentuado como o seu.

Parte Usada: Folhas secas e
flores.

Constituintes Químicos:

-Taninos
-Fenóis
-Óleo
etéreo
-Goma
-Timol
-Terpeno
-Um
álcool livre
-Origaneno

-Cimeno
-Caneacol
-Sesquiterpenos
-Acetato de geranilo
-Estaquiosa
-Estearopteno
-Resina

Origem: Europa, sul da ex – URSS,
México e algumas regiões da América do Sul.

Aspectos Históricos: As suas propriedades terapêuticas
são conhecidas desde os tempos mais antigos.
Símbolo da paz e da felicidade entre
os antigos romanos , que o utilizavam como erva culinária e medicinal, o orégano
foi por eles transportado do Mediterrâneo Oriental para o norte da
Europa.

Indicações e Usos: Além de ser um tempero saboroso, especialmente usado em pizzas e molhos, o orégano tem propriedades terapêuticas. Possui princípios ativos que estimulam as funções gástricas e biliares, tratando a dispepsia, arrotos, enjôos, flatulências e estomatites (inflamações na boca). Além disso é diurético, expectorante e serve também para amenizar problemas menstruais. Tem poder anti-séptico: limpa o organismo. Estimula o funcionamento dos órgãos sexuais e tem propriedades antiinflamatórias – por meio de compressas feitas com folhas frescas.

O orégano era considerado pelos antigos romanos como símbolo da paz e da felicidade.

Usos:

* Fitoterápico:

– Abscessos, nevralgias, asma, brônquios ( catarro ),
dentes (cárie / dor), depurativo, estômago ( digestão difícil ), menstruações
difíceis e dolorosas, resfriado, reumatismo, torcicolo.

– Inflamações na boca.
– Falta de apetite.

– Traqueíte, tosses catarrais.

– Enjôos, flatulências, arrotos.

-Condimento e aromatizante. Pode ser usado como repelente de insetos.

-ÓLEO:

-Analgésico
-Anti-séptico
-Diminui o colesterol no sangue
-Estimulante
-Expectorante
-Infecções
-Relaxante

Inalação: energiza,
ajuda a realizar tarefas domésticas.

* Fitocosmético:
-Males do couro cabeludo.

* Farmacologia:
Os princípios ativos que contém (substâncias tônicas,
terpeno, cimeno, óleo etéro) estimulam as funções gástricas e biliares.


Uso Interno:

– Infusão: 2 colheres de sopa de folhas e / ou
sumidades floridas picadas ou esfareladas para 1 litro de água fervente. / 1
colher (sopa) em 1 xícara (chá). Tomar 2 a 3 xícaras ao dia.

Uso Externo:
– Infusão: 4 a 5 colheres ( sopa ) para 1 litro de água
fervente.
– Óleo: algodão embebido
sobre o dente cariado. Usado em massagens e inalações.

Obs: O chá quente de orégano, aplicado
em bochechos, pode curar ou aliviar as dores de dentes; pode ser empregado
igualmente para combater os males do couro cabeludo ( Fitocosmético ).

– Crianças: de acordo com as suas idades,
administram-se chás fracos, proporcionais em porção – erva e posologia a uma
sexta, uma terça ou meia parte das doses que preconizamos aos maiores de
idade.

Bibliografia:
-Martins,E.R.; Castro,D.M.; Castellani,D.C.; Dias,J.E.
Plantas
Medicinais. Viçosa: UFV,
2000.
-Francisco,I.; Hertwig,V.
Plantas Aromáticas e Medicinais. São
Paulo: Ícone, 1986.
-Plantas Que Curam.A natureza a serviço de sua
saúde.Rio de
Janeiro:
Três,v.2,nº28,[19–].
-Rose,J.O Livro
Da Aromaterapia.Aplicações e Inalações.Rio de
Janeiro: Campus,1995.
-Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre:
Rígel,
2ªedição, 1989.