Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Oxálida-azeda

Oxálida-azeda

Oxalis acetosella

Oxalis acetosella

Planta perene com fino rizoma rastejante e caule atrofiado que apresenta folhas longamente pecioladas. Estas folhas são trifoliadas, tendo os folíolos a forma de coração invertido; as folhas fecham à noite ou quando faz mau tempo, dobrando-se segundo o eixo da nervura central. As flores brancas aparecem isoladamente; as pétalas têm veios violeta e os pedúnculos são longos. Neste tipo de flores a polinização é assegurada por insetos. Outras flores são autogâmicas; suportadas por pedúnculos curtos, são cleistogâmicas. Os frutos são cápsulas (em baixo à esquerda) que rebentam quando maduras, dispersando diminutas sementes (em baixo à direita). A espécie está difundida em toda a zona temperada do hemisfério norte e na África do Norte. Nos bosques úmidos e sombrios, nos silvados e matas, a oxália forma extensos tapetes.

Era antigamente colhido o caule com folhas, na Primavera e no Outono, quando a planta volta a florir. Estas partes eram secadas à sombra, num local bem arejado, voltando-as freqüentemente. A planta, tanto seca como fresca, é rica em ácido oxálico, que, em baixas doses, tem efeito diurético. São usadas, sobretudo em medicina popular, as plantas frescas ou o seu suco, que constituem uma reserva de vitamina C na Primavera e eram antigamente utilizadas como antiscorbúticas. Compressas de folhas esmagadas servem para reduzir os inchaços, e as plantas frescas eram mastigadas em caso de gengivite.