Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Pau Santo

Pau Santo

Guaiacum officinale

Guaiacum officinale As plantas da família Zygophyllaceae crescem nos terrenos secos e salgados das regiões sub-desérticas. São plantas amargas, ricas em resinas. Essa família se relaciona com o calor externo, crescendo em ambiente semi-desértico e com o calor interno produzindo resinas.

O Guaiacum officinale L. habita a América equatorial, principalmento nas ilhas da América Central como Cuba e São Domingos. Apresenta um porte arbóreo chegando a medir até 10m de altura. Suas folhas são compostas com 2 a até 3 pares de folíolos. As flores são azuis e os frutos são cápsulas planas. O caule desse vegetal é muito compacto e tão pesado que não flutua na água. No cerne do caule existem formações microscópicas de pequenas bolsas contendo uma resina que confere à madeira um odor balsâmico que lembra o da vanilina e do benjoim.

A parte utilizada é a resina que pode ser extraída por incisões profundas no caule ou após o corte e a fragmentação da madeira.

Essa resina vai sendo formada nessas bolsas microscópicas que se distribuem pelo cerne da madeira. Não existem bolsas enormes como ocorre em algumas árvores que formam cavidades dentro da madeira. No Guaiacum, o processo de calor expresso através da resina interpenetra o lenho duro da árvore sem alterar sua estrutura. Encontramos nessa planta, além de um processo de calor responsável pela formação da resina, um processo de configuração capaz de produzir um lenho compacto e pesado, e um processo de dissolução capaz de dissolver o lenho duro, formando bolsas microscópicas de resina. Esse processo de dissolução e perda de forma não atinge grandes proporções, não ocorrendo a formação de câmaras onde a resina é depositada. Existe uma conciliação entre o processo de dissolução e o processo de estruturação do lenho e essa conciliação também revela uma atividade mercurial. A resina do Guaiacum, além de possuir óleos essenciais e compostos aromáticos, contém SAPONINA que é uma substância que relaciona a água e o ar produzindo espuma, ou seja, relaciona o aquoso-vital com o astral-aéreo. A resina do Guaiacum possui um processo de calor que contém em si uma atividade de conciliação entre Etérico e Astral.

Resumindo, o Guaiacum revela os seguintes processos:

  1. Processo de Calor
  2. Processo de calor capaz de relacionar ritmicamente o Etérico com o Astral
  3. Processo de Configuração
  4. Processo de desestruturação e dissolução

Todos esses processos nos revelam uma semelhança com o Mercúrio.

1 – O Processo de Calor revela os seguintes sintomas:

Vermelhidäo das amídalas com entumecimento e dor ardente, agravada pelo calor.
2 – Processo de calor capaz de relacionar ritmicamente o Etérico com o Astral

Uma série de sintomas que revelam rigidez, ausência de movimento e deformações, como artroses, reumatismos e tendinites, poderão ser beneficiados com um calor capaz de conciliar os movimentos dessas estruturas orgânicas com a vitalidade das mesmas. Além disso, Guaiacum é utilizado na pleurite produzida pelo frio úmido com tosse e dores.
3 – Processo de Configuração

Guaiacum pode ser utilizado em dores articulares com rigidez, deformações e retrações dos tendões.
4- Processo de dissolução

Guaiacum age nas diarréias com cólicas que ocorrem principalmente no verão, freqüentemente de manhã e que provocam suores.

Existe uma enorme semelhança entre os processos do Guaiacum e do Mercurius. Além disso, os sintomas dessa planta são muito parecidos com os desse metal.