Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Peônia

Peônia

Paeonia officinalis

Paeonia officinalisNesta planta, as forças terrestres dominam de maneira muito mais intensa. A flor se torna vermelha e surgem perfumes nas espécies asiáticas de folhas delgadas. Tais flores lembram os odores da Convallaria e os da Rosa, mas são mais aéreos. O início do verão se manifesta na família das Ranunculáceas sob a forma de “Peônia”.

Esta planta tem como habitat o Sul dos Alpes; ela habita os declives claros e os pequenos bosques. Não se pode negar a influência de inchaço, a influência edematosa do elemento aquoso que confere algo de rústico ao seu porte robusto, apesar de suas folhas serem muitas vezes pesadas, atingindo um contorno triangular. Sua flor se infla com força; a princípio ela possui cinco pétalas, mas o elemento foliar predomina de maneira a transformar os estames em um número variável de pétalas suplementares, tal como ocorre na Rosa.

A partir da folha, esta planta se torna mais esticada e mais configurada do que as outras Ranunculáceas até agora examinadas. O ar, a luz e o calor conferem um perfume à flor, fato que é bastante raro nessa família. As Ranunculáceas não permitem que as forças do calor as penetrem; elas só permitem tal efeito para amadurecer seus frutos. A Peônia ultrapassa um pouco esse limite.

A raiz também merece ser examinada. Ela se incha em um tubérculo semelhante à raiz do nabo e produz um leve aroma, o que é algo incomum nessa família. Uma lenda grega conta que Peon, o terapeuta divino, curou Plutão, o Deus do mundo subterrâneo, com esta raiz.

A atividade terapêutica da Peônia se dirige à organização líquida, pois o elemento líquido é dominado por essa planta. Quando a organização líquida se subtrai dos impulsos do Corpo Etérico e sucumbe ao peso, a Peônia pode ser um bom auxílio. R. Steiner indicou, em relação a isso, a Peônia nos casos de edema e ascite, associada ao Cardus benedictus.

Uma velha indicação da Peônia: era dado às crianças que sofrem de espasmos ou convulsões do organismo superior, um cordãozinho onde um pedaço de raiz de Peônia passava pelo fio, e a criança ficava chupando aquela raiz.

A raiz da Peônia é utilizada no tratamento da Epilepsia. A pesquisa espiritual demonstra que na Epilepsia, os constituintes superiores estão sendo comprimidos pelo cérebro que deixa de ser um espelho para os processos da consciência.

“Surgem estados epilépticos pelo fato da atividade astral estar enfraquecida e deslocada de domínio e a atividade etérica, muito intensificada”. Sabemos que as raízes agem geralmente na organização cefálica. Na Peônia, a raiz é submetida a um processo de estagnação etérica. Poderemos, portanto, utilizar o processo dessa raiz em pacientes com uma organização etérica que está estagnada (junto com os constituintes superiores), na substância física do cérebro.