Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Petasites

Petasites

Petasites officinalis

Petasites ovatus Essa planta possui folhas gigantes; arredondadas, reniformes. Pertence ao domínio do elemento aquoso: bordos de riachos e ribeirões; ela recobre esses lugares, com seus galhos de tipo trepadeira, que crescem rente ao chão. No inverno, todas as partes aéreas desaparecem, mas em março, vemos sair da terra flores encorpadas, cor de carne, que se aprumam rapidamente, umas femininas e outras masculinas, logo elas se desagregam, enquanto que seus aquênios plumosos, leves, são levados pelo vento. Quando o rizoma já exalou o impulso floral que ele tinha guardado durante o inverno, as folhas gigantes começam a se desenvolver.

Sua raiz e sua folha são remédios conhecidos há muito tempo. Quando começamos a analisá-las para entender o segredo de sua ação terapêutica, encontramos um pouco de óleo essencial, substâncias amargas, resinas, pectina, inulina, e hidrocarbonetos aparentados à inulina: heliantenina, sinantrina; e uma sustância cuja eficácia ultrapassa a da papaverina, mas que não é um alcalóide. Na Homeopatia, utiliza-se a tintura dessa planta contra as dores de garganta e de cabeça. Um vegetal que tem um processo raiz tão intenso se dirige à organização superior do homem. Além disso, por sua ação peitoral (nas bronquites, etc.), ela tem uma certa semelhança com o Tussilago, o que não nos espanta (gênese poderosa de folhas). Ela é também diaforético. Pode ser utilizada nos resfriamentos seguidos de inflamação e mucosidades nos órgãos respiratórios.