Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Quebra-Pedra

Quebra-Pedra

Phyllanthus niruri L./Syn: Phyllanthus urinaria Wall.

Phyllanthus niruri

Nome Popular:
arranca pedras, arrebenta pedras, canami, erva pombinha, erva pombinha do
Ceará, fura parede, herva pombinha, quebra pedra, quebra pedra branca, quebra
pedras, saudade da mulher, saúde da mulher, saxifraga, rebenta pedra.

Família: Euphorbiaceae.

Aspectos Agronômicos: É uma erva anual, multiplica-se com facilidade
por sementes, sendo também usadas mudas coletadas no campo.
 Adapta-se melhor aos solos úmidos (porém pode
propagar-se em qualquer tipo de solo).
 Pode ser sombreada parcialmente ou ser cultivada
sob luz plena.
 Seu plantio é
feito na época das chuvas, respeitando o espaçamento de 0,2 x 0,3m. A colheita
poderá ser feita de dois a três meses após o plantio, arrancando-se toda a
planta.

Ocorrem no mundo mais de 500 espécies de Phyllanthus. É uma espécie nativa no Continente Americano, ocorrendo desde os Estados Unidos até a Argentina. Também ocorre no Continente Europeu. No Brasil está presente em quase todo o território e são muitas as espécies, entre as quais plantas arbóreas e arbustivas, bem como plantas herbáceas, muitas com características de infestantes de lavouras. O nome Phyllanthus vem do grego “phyllon”, folha e “anthos”, flor, porque em algumas espécies as flores estão sobre ramos foliáceos dilatados.


Phyllanthus niruri, Quebra-pedra, Filanto, Erva-pombinha, é uma planta herbácea anual, com até 60 cm de altura, raiz central pivotante, de caule ereto, com um grande número de ramos muito finos, intensamente enfolhados. Ao longos dos ramos, em dois lados opostos e num mesmo plano, ocorrem muitas folhas simples, semelhantes, alternas e curtamente pecioladas. A inflorescência é Monóica, com flores curtamente pediceladas a partir das axilas foliares, sendo as femininas isoladas e as masculinas também isoladas ou em grupos de 2. As flores são apétalas, com cálice formado por 5 sépalas longo-ovaladas, obtusas, com menos de 1 mm de comprimento, de cor verde-clara. As flores são pouco evidentes, percebendo-se melhor a frutificação. A formação de sementes é bastante intensa, pelo que tendem a ocorrer infestações bastante intensas em plantações. As sementes, de modo geral, não são levadas pelo vento, mas arrastadas pela água de enxurradas. Phyllanthus tenellus É uma planta pouco exigente em relação ao tipo de solo, ocorrendo mesmo entre frestas de pedras. Aceita plena iluminação, mas desenvolve-se bem em ambiente de luz difusa. Não vai bem em temperatura abaixo de 15°C.


Como outras espécies de Phyllanthus, inclusive Phyllanthus tenellus que é uma planta nativa no Brasil, Phyllanthus niruri é tida como medicinal. Em diversas análises químicas foram extraídos compostos amargos, ácido ricinoleico, lignanas, flavonóides e alcalóides. Extratos aquosos de folhas e raízes tem mostrado efeito hipoglicemiante, diurético, ajudando na eliminação do ácido úrico. Atribuí-se aos extratos a propriedade de contribuir para a eliminação de cálculos renais (daí o nome de quebra-pedra)e de ajudar nas afecções do fígado que causam icterícia. Na medicina popular é usado infusão de 10g das folhas em um copo de água fervente


Parte Utilizada: Toda a
planta.

Constituintes Químicos:

-ácidos: linoléico, linolênico,
ricinoléico;
-compostos fenólicos
(3,5%), vitamina C (0,4%);
-ligninas,
triterpenóides;
-flavonóides;

-quercitrina;
-quercetina;
-rutina;
-nirurina;
-fisetina 4-0- glicosídeos;
-triacontanal e hipofilantina;
-derivados flavônicos, triperpenóides e esteróide
estradiol.

Indicações e Usos: Como o próprio nome indica, a “quebra-pedras” auxilia na eliminação de cálculos dos rins e bexiga, por meio da desobstrução das vias urinárias. O chá também pode ser utilizado no tratamento da hepatite B, e no combate a nefrites e cistites. Tem efeito benéfico no tratamento da diabetes, combatendo a glicosúria. Tônico do sistema gastro-intestinal, favorece a eliminação de gases. Purgante e diurético. Em qualquer um dos casos, o chá é feito a partir da porção aérea da planta, ou seja, folhas e caules.


Atenção: Esta erva não deve ser utilizada por gestantes e lactantes.





* Fitoterápico:

Tem ação: diurética, antibacteriana, hipoglicemiante,
antiespasmódica, hepatoprotetora, anticancerígenas, litolítica, colagoga.

É indicada:
-auxiliar na eliminação de cálculos renais;

-nefrites;
-cistites;
-pretites;
-hepatite do tipo “B”;
-hidropisia.

* Farmacologia: Em estudos realizados em cultura de hepatócitos
de ratos, algumas substâncias como triacontanol e hipofilantina, flavonóides,
encontrados principalmente, na parte aérea, mostraram ação protetora contra
substâncias citotóxicas.
 Estudos
experimentais usando as folhas e as sementes também demonstraram sua ação
hipogicemiante, antibacteriana e anticancerígena. Em ensaios especiais
mostrou-se que é ativo contra o vírus da hepatite B  (“in vitro” e “in
vivo”).
 Possui a virtude de
dissolver cálculos renais, impedindo a contração do ureter e promovendo sua
desobstrução. Desenvolve atividade diurética pela elevação da filtração
glomerular e excreção urinária do ácido úrico. (Teske; Trenttini;
1997)

Riscos: É contra – indicado seu uso na
gestação.


Uso Interno:

Infuso ou decocto: 20 a 30g por litro de água. Tomar 1
a 2 xícaras ao dia.
Extrato Fluido: 1
a 4mL ao dia.
Tintura: 5 a 20mL ao
dia.
Pó: 0,5 a 2g ao dia.

Bibliografia:
-Balbach, A. As Plantas Curam: Itaquaquecetuba: Vida
Plena, 2ªedição, 1993, p. 177.
-Corrêa, A.D.; Batista, R.S.; Quintas, L.E.M. Do
Cultivo à Terapêutica. Plantas Medicinais. Petrópolis: Vozes, 1998, p.
175.
-Júnior, C.C.; Ming, L.C.;
Scheffer, M.C. Cultivo de Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas.
Jaboticabal: Funesp/Unesp, 2ªedição, 1994, p.114.
-Martins, D.M.; Castro, D.M. et all. Plantas
Medicinais. Viçosa: UFV, 2000, p. 160-161.
-Matos, F.J.A. Farmácias Vivas. Fortaleza: UFC, 3ª
edição, 1998, p. 161-163.
-Teske, M.;
Trenttini, A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ª edição, 1997,
p. 238-239.