Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Romãzeiro

Romãzeiro

Punica granatum

Punica granatum Duas espécies de arbustos ou pequenas árvores compõem o gênero Punica que é originário da Ásia Ocidental e está distribuído desde regiões mediterrâneas orientais até os Himalaias. Punica granatum é perene nas regiões subtropicais e decíduo nas regiões temperadas, flores tubulares revestidas de cera aparecem no verão, seguidas por frutas amarelo-marrom ou vermelho-esbranquiçado. Há muitas variedades cultivadas, inclusive algumas com flores brancas dobradas e branco-listadas. Punica é uma contração do latim punicum malum, maçã cartaginesa.


Punica granatum (Romãzeiro) Arbusto denso e ramoso com ramificações em formato de espinhas inclinadas e coloração verde brilhante, folhas ovais lanceoladas. Flores vermelhas ou laranjas são seguidas por frutos duros de polpa suculenta que contêm numerosas sementes cor-de-rosa púrpura. Uma variedade anã que tornou-se popular desde o início do 18º século é ligeiramente mais robusta que as demais da espécie, tem folhas mais estreitas, flores menores, e frutas do tamanho de uma noz moscada.Punica granatum


Punica granatum era apreciada desde a antiguidade, os egípcios consideravam-na símbolo da ambição e prosperidade e, por isso, decoravam os sarcófagos com flores e folhas de romã e figurava, inclusive, nas colunas do Templo de Salomão. Foi mencionada como uma cura para tênias no papiro de Ebers (1500 AC), e como erva medicinal chinesa ao redor 470 DC. Contém alcalóides incomuns, conhecido como pelletierinas que paralisa as tênias que são então expelidas facilmente junto com um laxante. Nos tempos clássicos a romã se tornou um símbolo de fertilidade e era ingerido por mulheres sem filhos, embora uma recente experiência com ratas mostra que as sementes de Punica granatum diminuem a fertilidade.


As partes usadas são a casca da raiz, casca do fruto, suco e sementes. As raízes são erguidas para a colheita no outono; A raiz e partes do caule são descascados e secados para uso em decocção e extratos líquidos. No outono são escolhidas as frutas quando maduras e a casca é removida e secada para uso em decocção e pós; as sementes são separadas da polpa e da medula amarga e consumidas frescas ou espremidas para suco. É uma erva doce-amarga, adstringente, quente, que destrói parasitas intestinais. Também é anti-viral e controla diarréia. É usada internamente para diarréia crônica, disenteria amébica e lombrigas intestinais. Externamente para lavagem vaginal, chagas na boca e infecções da garganta. O chá preparado com a casca da fruta é antidisentérico e usado em gargarejos para curar aftas. As folhas cozidas dão um excelente colírio para lavar olhos irritados. As flores em infusão pode ser usadas para aliviar cólicas intestinais e para combater inflamações na gengiva.


No uso culinário são ingeridas as frutas frescas e as sementes guarnecem sobremesas. É feito um suco conhecido como granadina, um importante ingrediente de coquetéis (especialmente daiquiri), e um aromatizante para saladas de frutas, sorvetes, e cremes gelados. As sementes são fervidas para fazer xarope de romã, um aromatizante e para dar sabor em pratos Orientais Medianos como o faisinjan (Irã). A casca também fornece um corante de cor entre amarelo-limão e vermelho pálido que é utilizado para tingir tapetes no Oriente e para curtir couros e peles. Esta erva, especialmente na forma de extratos da casca, está sujeita a restrições legais em alguns países.