Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Sabina

Sabina

Juniperus sabina Ao observarmos a Sabina dentro do quadro Geral do grupo dos Ciprestes, iremos notar que essa planta não ocupa uma posição fixa pois apresenta formas de folhas, vários portes vegetativos indo desde o porte de pinheiro até o de uma planta que cresce rente ao chão. Os frutos, tão bem elaborados pelos Juníperos, são, nesse caso, muito pequenos e não são utilizados na terapia ou culinária, tal como no caso do Zimbro. Na Sabina podemos observar:

a) Folhas: várias formas,
b) Caule e porte vegetal: vários tipos de árvores,
c) Fruto: Processo de elaboração do fruto retraído.

Podemos já notar um processo de alteração de forma, de transformação que impede a planta de se manifestar segundo uma forma sempre igual. A pergunta: para onde vão as forças configurativas típicas dos pinheiros? A resposta parece nos indicar: para a plasticidade. Podemos ainda perguntar: para onde vão as forças de formação e elaboração do fruto? Essas forças ficariam disponíveis como atividade terapêutica capaz de atuar na organização metabólico-reprodutora.

Reprodução: Juniperus sabina é uma planta monóica, Na mesma planta encontramos flores masculinas e femininas. O Juniperus communis é uma planta dióica. Existem plantas masculinas e femininas.

Nesse caso podemos notar que o Juniperus sabina, ao manifestar as duas estruturas na mesma planta, apresenta uma menor diferenciação do que o Juniperus communis, que apresenta uma separação total das estruturas.

      J. communis: menor diferenciação

 

    J. Sabina: maior diferenciação

Juniperus sabina - bagas Indiferenciação de estruturas está mais relacionada a uma interiorização de processos e portanto, a uma atividade que tende mais ao âmbito metabólico, ao passo que formação de estruturas diferentes e especializadas, no caso, plantas com apenas uma estrutura que, como no caso do Juniperus communis elabora um fruto muito bem formado, nos indica uma atividade que tende mais ao âmbito neuro-sensorial.

A Sabina deverá ter uma atividade mais dirigida ao Sistema metabólico do que o Zimbro. Além disso, no Zimbro a atividade metabólica se dirige à formação de frutos.

A Sabina deverá apresentar um processo metabólico mais intenso que o Zimbro pelo fato dela ser monóica. O fato dos frutos da Sabina serem menores e menos expressivos que os do Zimbro nos indica que a Sabina apresenta um processo metabólico de reprodução mais disponível terapeuticamente.

Forma: A variação de formas da Sabina é enorme. Ela pode assumir desde o porte de um pinheirinho até o de uma planta rasteira passando por formas ramificadas. Além disso existem duas formas de Sabina.

Forma Cupressifolia: As folhas se destacam do caule e são em forma de agulhinhas. Essa forma era denominada masculina, apesar de não haver relação entre esse nome e a forma da planta.

Forma Tamariscifolia: As folhas estão aderidas ao caule tal como ocorre nos ciprestes e na Thuja.

É interessante notarmos que o J. communis é uma planta dióica, apresentando plantas masculinas e femininas semelhantes na forma e diferentes na função de reprodução.

Na Sabina iremos encontrar formas diferentes com a mesma função. Além disso também poderemos encontrar a variedade cupressifolia e a variedade tamaricifolia na mesma planta.

A Sabina uma enorme maleabilidade na forma;suas formas não são fixas, e ela possui um intenso processo de mobilidade e transformação. Esse processo é denominado processo mercurial.

A Sabina age na organização de movimento do ser humano sendo um medicamento utilizado em transtornos articulares. Quando esse processo se interioriza, ele se manifesta, tal como podemos observar na Sabina, em transtornos causados pelo afluxo sanguíneo em determinados órgãos. A Sabina estimula a mobilidade do sangue, principalmente nos rins e órgãos genitais.

A Sabina pode apresentar o porte de um pinheiro, mas ela tende a se afastar dessa forma, assumindo um porte bastante ramificado e rasteiro. Esse processo de configuração cede lugar ao terrestre, assumindo características de plantas primitivas que crescem rente ao chão. Poderíamos perguntar: Para onde vão as forças de estruturação e configuração do pinheiro? Podemos responder que vão para a PLASTICIDADE DE FORMAS. Tais forças que foram capazes de desestruturar a forma rígida do pinheiro, atuam no ser humano como uma atividade dissolvente, inflamatória, enfim como um processo metabólico.

A Sabina produz irritação na pele podendo formar vesículas e é utilizada localmente para dissolver verrugas e vegetações venéreas. Internamente, a Sabina produz irritação gastro-intestinal, congestão dos órgãos digestivos, vômitos, diarréias, cólicas e congestão uterina e é muito venenosa, podendo provocar acidentes no gado.

É interessante que o processo metabólico-dissolvente da Sabina e tão intenso que abrange todos os domínios da atividade metabólica, ou seja:

a) Metabolismo: Sabina age em congestões retais e hemorroidárias
b) Reprodução: Congestão crônica do útero e ovário
c) Membros: Dores articulares da artrite ou gota. A isso se une o processo de plasticidade, tornando essa planta útil em distúrbios articulares.