Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Salsa, Salsinha

Salsa, Salsinha

Petroselinum crispum (MILL.) NYM./Petroselinum crispum (MILL.) NYM.

Petroselinum crispum

Nome Popular:
Cheiro, salsa -das – hortas, salsa – de – cheiro, salsa – cultivada, cheiro
– verde, salsinha, salsa – hortense.

Família: Umbeliferae.


Aspectos Agronômicos:
O plantio é feito por semeadura em
qualquer época do ano, sendo preferível de abril a  junho, com espaçamento
de 0,10 X 0,15m.
O cultivo pode
ser  feito em vasos e adapta-se bem a solos areno – argilosos, ricos em
matéria orgânica e pouco ácidos. Prefere climas temperados e frios. Deve ser
feito um debaste na planta quando atingir 5cm de altura e a colheita começa após
60 dias a  semeadura. A raiz deve ser  colhida no 1º ano e as folhas
em qualquer época, cortando-se as mais desenvolvidas.

Petroselinum crispum é uma planta herbácea bienal dotada de raiz cônica
branca e formando, no primeiro ano, uma roseta terrestre de folhas compostas,
três vezes divididas. No decurso do segundo ano, a raiz produz uma haste
ramificada com folhas alternas e terminada por umbelas de flores
verde-amareladas. Suas folhas são mais estreitas, mais contraídas e mais
brilhantes que as da cenoura, mas como as desta, ricamente recortadas. Os frutos
são diaquênios. Toda a planta liberta um odor aromático. A forma selvagem é
provavelmente originária do mediterrâneo e das montanhas do noroeste da África.
Ela cresce em locais pedregosos e ensolarados. Cultiva-se a salsa comum pelas
suas folhas, e a salsa tuberosa pela sua raiz.

Petroselinum crispum Diz-se que suas folhas e seus frutos são venenos mortais para os pássaros. Seu óleo essencial, presente principalmente nos frutos, contém apiol, esta substância é, pretensamente, um abortivo muito utilizado e, além disso, um afrodisíaco. Mas a salsinha tem sobretudo um efeito irritante sobre os rins, sendo por isso um potente diurético, eficaz na retenção urinária e empregada nos cálculos renais, na prostatite e na gonorréia. A raiz é utilizada por seus efeitos digestivos na debilidade estomacal e na gastrite. Em doses fracas, estimula o apetite e a digestão. A salsinha é universalmente apreciada como condimento. Na medicina atual é tida como moderadora da hiper-atividade tireoidiana. Suas ações analgésicas nas dores de ouvido e de dentes são explicadas através do poder que possuem as Umbelíferas de aliviar os nervos, quando atua uma astralidade muito forte no paciente. Ela também é empregada no reumatismo e contra as irritações cutâneas causadas por picadas de inseto ou exposição ao sol. Em tisanas é usada na proporção de quatro colheres de café de raízes secas por chávena de água, a tomar três vezes por dia. Doses superiores provocam congestão das mucosas digestivas e contrações uterinas: prudência, pois, em caso de gravidez. Em doses elevadas, as preparações à base de raízes ou de sementes de salsa são tóxicas. O suco fresco da raiz é vulnerário e antiflogístico (picadas de insetos).

Parte Utilizada: Raiz, folha e fruto –
semente.

Constituintes Químicos:

Entre os componentes ativos, citamos sobretudo o óleo essencial (até 7% nas sementes), um glicosídeo, a apiina, etc. A raiz contém cerca de 5% do óleo essencial. Possui muito manganês e a cinza das sementes contém 0,5% de óxido de ferro. A salsinha também é muito mais “astralizada” do que a cenoura, muito mais fortemente penetrada de ar e calor, mais apimentada. Ela contém um princípio inflamante; o contacto com suas raízes pode provocar edema no braço e inflamação na pele.

-contém óleo essencial (diapiol, pineno,
apiol, miriscitina, apiina);
-flavonas;
-vitamina A (retinol equivalente);
-vitamina B1 (tiamina);
-vitamina B2 (riboflavina);
-niacina;
-vitamina C (ácido ascórbico);
-cálcio;
-potássio;
-fósforo;
-enxofre;
-magnésio;
-ferro.

Origem: Europa.

Aspectos Históricos: Muito estimada pelos gregos, a salsa era
utilizada para coroar os vencedores dos Jogos e para decorar túmulos, visto que
estava associada a Arquemorus, o arauto da morte.
Os gregos a usavam na medicina, mas parece que
os primeiros a utilizavam na cozinha foram os romanos.

Uso:


* Fitoterápico:
Tem ação: diurética, emenagoga, carminativa,
expetorante, antitérmica, eupéptica, vitaminizante, aperiente, antiinflamatória,
febrífugas, estimulante, antiséptica, antiespasmódicas do aparelho
urinário.
É indicada:
-amenorréia, anúria;
-falta de apetite, ardor à micção;
-asma, atonia gástrica, infarto do baço;

-blenorragia, cálculos em geral;

-catarros pulmonares, cistite, dor de
dente;
-depurativo do sangue,
disenteria, dismenorréia;
-disúria,
diurese, equimoses, eructações, estômago, febre;
-feridas, infartos do fígado, flatulências, gases
intestinais;
-hemorragias pequenas e
hidropisia;
-febre da malária, infarto
da mama, distúrbio da menstruação;
-sangramento das narinas, nefrite, nevralgias,
odontalgia;
-inflamação dos olhos,
otalgia, dor de ouvida;
-manchas da
pele, picadas de abelhas, picadas de animais venenosos;
-cólicas dos rins, rouquidão crônica;
-sardas, tosse;
-inflamação da uretra, urinação dolorosa.

* Farmacologia: Os asmáticos encontraram grande alívio se, em
jejum, tomarem o suco com leite quente e mel. Esta forma é indicada também para
catarros pulmonares e rouquidões crônicas.
O suco, empregado sob forma de compressas,
favorece o desaparecimento das esquimoses. Em fricções, elimina as sardas e
manchas da pele.

Riscos: As gestantes e as lactantes não
devem fazer da salsa uso medicinal interno.


Uso Interno:

Suco: 1 colher (sopa), três vezes ao dia.

Chá por infusão ou decocção: folhas e talos
picados, raízes, fervê-las durante 10 minutos, utilizando 2 colheres de sopa de
salsa para 1 litro de água, 3 xícaras do chá morno, sem adoçante.

Uso Externo:
6 colheres de sopa da substância para 1 litro de
água.

Bibliografia:
-Balbach, A.; Boarim, D. As Hortaliças na Medicina
Natural
. Itaquaquecetuba: Vida Plena, 2ªedição, 1993, p.224-230.

-Bremness, L. Plantas Aromáticas. São
Paulo: Civilização, 1993, p.72-73.
-Caribé, J.; Campos, J.M. Plantas Que Ajudam o
Homem
. São Paulo: Pensamento, 11ªedição, 1999, p.53.
-Côrrea, A.D.; Batista, R.S.; Quintas, L.E.M. Do
Cultivo à Terapêutica. Plantas Medicinais. Petrópolis: Vozes, 1998,
p.183-184.
-Sanguinetti, E.E.
Plantas que Curam. Porto Alegre: Rígel, 2ª edição, 1989, p.
174.