Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Salsaparilha

Salsaparilha

Smilax sp.

Smilax china A Salsaparilha pertence à família das Liliáceas. Essa família é formada por três grandes grupos. O primeiro é o grupo Liliáceas Bulbares. Cebola, alho e lírio fazem parte desse grupo. O segundo é o das Liliáceas Colchicóides onde o bulbo começa a ficar menor e vai surgindo uma raiz mais desenvolvida. O terceiro é o das Lilióceas Asparagóides; o bulbo desaparece e os rizomas ocupam uma posição de destaque. Salsaparilha, Aspargo e Convalária fazem parte desse grupo.

A Salsaparilha, apesar de pertencer ao grupo mais desenvolvido e configurado das liliáceas, apresenta em sua extremidade inferior uma estrutura semelhante a um ou vários bulbos que são na realidade rizomas cheios de líquido que vão se afilando até formar raízes bem finas que se prolongam por muitos metros e se situam a poucos centímetros de profundidade, caminhando rente ao chão. Essa estrutura subterrânea, que é a parte usada medicinalmente, nos mostra que ainda não existe uma separação entre bulbo, rizoma e raiz. Isso nos revela um processo de inespecifidade da forma, de perda da forma.

A planta não consegue se sustentar e assume o porte de trepadeira, atingindo a copa de árvores relativamente altas. Essa característica também nos revela um processo de perda de estruturação e da forma. Por outro lado, as folhas desse vegetal são muito bem elaboradas. Observando as folhas, iremos notar que estas se parecem com as das Dicotiledôneas. Essa elaboração máxima no domínio foliar também nos revela uma característica mercurial.

Smilax glauca A Salsaparilha pertence às Liliáceas que são plantas basicamente simples, possuindo estruturas subterrâneas que tendem à indiferenciaçäo, e sua parte aérea é bastante refinada. Além das folhas muito bem elaboradas, apresenta cachos de frutas de uma coloração vermelho viva ou preta, dependendo da espécie. Essa planta apresenta, não apenas um processo de configuração bem elaborado, mas concilia essa estruturação com o processo de simplificação e perda da forma.

O processo de perda da forma característico da Salsaparilha apresenta os seguintes sintomas:
Tecidos: fraqueza e flacidez. Esses tecidos não saram quando machucados. Leves traumatismos e fracas agressões provocam ulceração nos tecidos.
Veias: Fraqueza e dilatação das veias. Tendência às varizes da perna. Úlceras varicosas. Hemorróidas.
Circulação: As partes se tornam azuladas e facilmente irão produzir gangrena.
Fraqueza: Grande emagrecimento com fraqueza profunda. Envelhecimonto precoce e má circulação venosa.

Podemos notar nesse vegetal um processo oposto. Essa planta vai superando, passo por passo, a tendência à perda de forma, estruturando suas folhas de maneira muito refinada. A planta vai se configurando e crescendo em direção da luz. Um vegetal que nos revela um aperfeiçoamento da estrutura foliar, que lhe permite de se relacionar com os processos de luz, nos aponta para uma atividade estruturante e configurativa. Esse Processo de Configuração age no sentido de organizar os líquidos que o organismo não consegue mais harmonizar. Salsaparilha é útil nos seguintes sintomas: Má eliminação urinária com eczema e prurido. Retenção urinária; a urina é pouca e há dor ao urinar. Salsaparilha é útil em pacientes que não conseguem dirigir suas eliminações através das vias normais.

Um indivíduo depois de ter sido curado de uma gonorréia poderá apresentar uma série de moléstias cutâneas, cefaléias, reumatismos, etc. Salsaparilha foi muito utilizada no tratamento da Sifilis, promovendo eliminação das toxinas e favorecendo o organismo a suportar as altas doses de Mercúrio que era muito utilizado no tratamento desta doença.