Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Vara-dourada

Vara-dourada

Solidago virgaurea

Solidago virgaurea Há aproximadamente 10 espécies de perenes do gênero Solidago que estão difundidas ao longo de todo o hemisfério do norte, mas principalmente na América do Norte, onde eles têm uma longa história nos medicamentos nativos; Solidago virgaurea é nativa das áreas secas da Europa. Virtualmente todas as espécies e várias variantes híbridas crescem em estado selvagem nas bordas de florestas e clareiras. Suas folhas inteiras, alongadas, orientadas no sentido do crescimento, formam uma verdadeira “vareta dourada” que aparece nos bosques no verão. O seu espetáculo de cores se estende do meio-verão ao outono. Os médicos da Idade Média denominavam essa planta “solidum agere”. Solidago vem do latim solidare, “unir”, ou “tornar inteiro”, e refere-se aos poderes curativos desta planta.


Solidago virgaurea é uma espécie perenal, com um rizoma nodoso. É uma planta alta e vigorosa, folhas pontiagudas finamente dentadas, talos verticais, terminada por pequenos panículos dourados. Suas flores amarelas aparecem no início do verão e são seguidas por frutos de cor marrom com um topete de pequenos pelos brancos.


Os componentes de Solidago virgaurea incluem saponinas (semelhante aquelas encontradas na Polygala), que são anti-fungais, rutina (como encontrada na Ruta graveolens) e glicosídeos fenólicos que são anti-inflamatórios. Muitas outras espécies são reportadas nos medicamentos nativos norte-americanos: as flores de Solidago canadensis são mascadas para gargantas doloridas, Solidago odora foi listado como um estimulante e diaforético na Farmacopoéia norte-americana (1820-82), e de Solidago rigida é feito uma loção para picaduras de abelhas.


As partes usadas são as folhas e os topos das flores. Uma erva amarga que além de vulnerária (promove a cura de feridas) é adstringente, relaxante, estimula o fígado e rins e reduz inflamação; é expectorante, melhora digestão. Também é um bom anti-séptico urinário.


A erva é usada interiormente para infecções urinárias, catarro crônico, gripe, tosse sanguinolenta, lesões internas graves com coagulação de sangue, dispepsia e flatulência associada com tensão nervosa, pedras no rim e doenças de pele. Externamente é usada para curar feridas, feridas purulentas, inflamações da boca e da garganta, mordidas de insetos, úlceras, e garganta dolorida. Em associação com Gnaphalium para catarro nasal e em associação com Cochlearia para dentes soltos.