Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Visco-branco

Visco-branco

Viscum album L.

Viscum albumArbusto semiparasita, com ramos e folhas sempre verdes, vivendo sobre os ramos de espécies folhosas ou resinosas. As folhas alongadas, coriáceas, são séssies e opostas na extremidade dos ramos. As flores são dióicas, pistiladas (em baixo à esquerda) e estaminadas (em baixo à direita), formando-se em posição axilar. Os frutos são bagas monospérmicas brancas. É uma espécie difundida num vasto território euroasiático, desde sempre considerada medicinal e sagrada. Do ponto de vista medicinal, era usada como contra-veneno e para aumentar a fecundidade.

São colhidos os ramos novos com as folhas, geralmente no Inverno, quando são abatidas as árvores, embora a colheita possa efetuar-se durante todo o ano. São secados em feixes, suspensos e expostos a corrente de ar, ou num secador, a 40ºC no máximo. Conservam uma cor verde-clara e têm gosto amargo. Contêm viscotoxina, colina, acetilcolina e outros compostos orgânicos. A medicina emprega-os pelas sua ação hipotensiva e cardiotonica. Provocam uma dilatação dos vasos capilares e atuam contra a arteriosclerose. As doses e a duração do tratamento devem ser estabelecidas pelo médico. As substâncias contidas no visco têm efeitos citostáticos (antitumorais), o que o torna objecto de investigações aprofundadas desde há alguns anos.

Vide também Viscum album sob ponto de vista antroposófico.