Tatu – LIMITES

Ajude-me a armar minhas fronteiras
Mostre-me os meus escudos
Para que eu possa refletir a dor
Sem ceder.

O Tatu carrega sempre sua armadura consigo – sua arma é parte de seu próprio corpo. Sua carapaça protetora é parte de seu ser, de tal forma que ele pode facilmente se enrolar em torno de si mesmo, transformando-se numa bola resistente que não pode ser penetrada por seus inimigos.

Que grande benção esta de poder erguer uma muralha em torno de si, para impedir que a maldade alheia penetre! A lição do Tatu é clara: se você não quiser sentir-se invadido, tome as precauções necessárias para defender seu espaço vital.

Um exercício de reforço de suas proteções é o de traçar um círculo num pedaço de papel e considerá-lo um escudo protetor. No centro deste escudo, escreva tudo o que você deseja possuir, ter, experimentar ou proteger. Não se esqueça de incluir aí todas as coisas que o fazem feliz. Assim procedendo, você estará demarcando fronteiras que deixarão do lado de fora todas as coisas e os seres indesejáveis e guardarão no interior tudo aquilo que você deseja, só deixando passar aqueles a quem você permitir que façam parte de sua vida. Este escudo refletirá o que você é e o que é sua vontade para os outros em nível subconsciente. Do lado de fora, você pode assinalar aquilo que só deseja experimentar dentro de certos limites, como, por exemplo, a visita de um parente distante, as críticas de seus amigos ou colegas de trabalho o e os pedidos de dinheiro ou ajuda.

Se o Tatu apareceu em seu jogo, isto significa que é tempo de você definir seus próprios limites. E possível que você tenha sido complacente demais e tenha deixado sua casa se converter numa verdadeira rodoviária, com gente entrando e saindo a toda hora do dia e da noite. Pode ser que não tenha aprendido a dizer “não” quando necessário, mesmo nos casos em que você é obrigado a abrir mão de seus próprios planos para atender aos desejos alheios. Saia dessa, porque essa rotina pode levá-lo a ficar velho antes do tempo, ou conduzi-lo direto para um infarte.

Talvez seja chegada a hora de você se fazer as seguintes indagações:

1. Eu estou me concedendo o tempo necessário para atender às minhas próprias necessidades de repouso e diversão?

2. Os outros estão me tratando como um capacho?

3. Por que os outros nunca me dão o devido valor?

4. Por que razão eu sempre digo sim, mesmo quando gostaria de dizer não?

Todas estas perguntas implicam necessidade de traçar limites claros para suas ações, definindo de modo inequívoco o que você está realmente disposto a fazer ou tolerar. Sua maneira de reagir diante das circunstâncias tem a ver com um comportamento mais objetivo de sua parte, o que implica uma definição mais precisa de sua disponibilidade. Não é possível ter objetivo se você não souber exatamente onde termina a personalidade de outra pessoa e onde começa a sua. Se você não demarcar seus limites, acabará se transformando numa esponja, absorvendo o que deseja e o que não deseja. Proteja-se e não se deixe contaminar pela ansiedade nem pela depressão alheias. Proteja seus limites com a armadura do Tatu e aceite somente a intrusão das coisas e das pessoas que lhe são realmente benéficas.

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