O Sacristão Milionário

No século 19, um padre morreu e foi substituído por outro bem mais jovem. Este, ao tomar ciência de que o sacristão era analfabeto, deu-lhe um dinheiro e o mandou embora.

Revoltado, o sacristão decidiu, em um ato de rebeldia, fumar um charuto sem se importar com que outras pessoas da igreja poderiam falar.

“Que se dane a igreja!” – disse consigo próprio.

Foi quando ele percebeu como era difícil encontrar um comércio que vendesse charutos naquela cidade. Percebeu que havia pouquíssimas tabacarias, todas muito precárias.

Ele havia recebido dinheiro do novo padre e conhecia bem os fiscais locais, pois eles frequentavam a igreja onde ele, ainda ontem, foi sacristão.

Então, pensou: “O dinheiro que tenho dá para uma pequena tabacaria e os fiscais são meus amigos, certamente vão me dar à licença necessária”.

Dito e feito, ele conseguiu a licença, comprou uma dessas casinhas para banca de jornal e montou sua tabacaria em um parque do centro.

O antigo sacristão zelou muito pela sua tabacaria, para que ela tivesse apenas charutos de boa qualidade, como os que o antigo padre fumava. Zelou muito também pelo tabaco para cachimbo e se aprofundou nesse ramo.

O sucesso de seu empreendimento foi tanto que, um ano depois, ele já havia alugado um salão comercial e montado uma tabacaria de grande porte.

E só para resumir: em 15 anos, possuía uma rede de tabacarias de grande porte espalhadas por vários países da Europa e já era um dos milionários de destaque.

Certa vez, uma repórter, ao fazer uma matéria com o antigo sacristão, descobriu que ele não sabia ler ou escrever e disse, muito admirada: “Se sem saber ler o senhor se tornou tudo isso, imagine então o que o senhor seria se soubesse ler!”

E o milionário respondeu: “Seria um sacristão!”.

 

A inteligência por si só não o leva ao êxito. Mas, então, o que separa os homens que atingirão o êxito dos homens que nada conseguiram? Eu lhes afirmo que o êxito e o fracasso se separam por apenas uma linha tênue como um fio de cabelo.

O êxito está ao alcance de todos, inclusive ao seu.

Sócrates sempre ensinou que suas crenças determinam sua realidade e Platão dizia que toda grande jornada se inicia com o primeiro passo. Aristóteles ensina que a autodisciplina dos seus atos e pensamentos resulta em um você melhor. Sêneca, um filósofo da época do império romano, sempre apregoou que, se um homem não sabe para onde se dirige, nenhum porto lhe será favorável. Alberto Montalvão e o Dr. Celso Charuri sempre ensinaram que o homem é apenas o reflexo de seus pensamentos.

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