Testemunhos de quem viveu o FALSO SANTO DAIME – L M B M A

Testemunhos de quem viveu o FALSO SANTO DAIME

 

Meu nome é L. M. B. M. A., nasci em Santana do Livramento no Rio Grande do Sul em 28 de novembro de 1955. Sou dentista, isto é, exerci Odontologia Preventiva – Odontopediatria por 18 anos. Depois fiz pós-graduação em Administração de Empresas e trabalhei mais 6 anos na TV Setorial- TV educativa e regional do Vale do Paraíba.

Agradeço a Deus a oportunidade e a honra de estar lado a lado do Gideon, meu amigo e padrinho do Céu Nossa Senhora da Conceição, mas por mais que eu coloque aqui alguns adjetivos nunca serão suficientes para descrever a firmeza e a garra de uma pessoa que abraçou uma missão de peito aberto e não descansa até vê-Ia cumprida. Como ele mesmo diz, devemos viver por algo que valha a pena dar a vida.

Antes de contar o que sei, o que vivenciei, tenho que colocar alguns conceitos e formas de conduta, portanto, ações que me norteiam.

Os Jargões da sociedade são frases ditas e repetidas há muito tempo que se tornam “verdades” só porque escutamos desde que nascemos. Eles nos enrijecem, ou “emburrecem” mesmo!

O principal jargão que não aceito é:

“Isto não é comigo” – eu “não sou responsável por isto” ou “pela desgraça do mundo”. Estas e outras frases semelhantes que podem ser faladas em “mil e uma” circunstâncias deviam ser banidas da sociedade porque encalham a evolução dela!

Se realmente é um assunto que eu não entendo eu posso responder: Isto é com os marceneiros (por exemplo, porque não entendo nada de marcenaria). Ou eu conheço um ótimo marceneiro, é o fulano. Ou, o fulano deve conhecer um marceneiro podemos falar com ele ou o que for possível se fazer, que se faça!

Mas pelo amor de Deus! Todos nós que estamos no mundo somos responsáveis por ele sim e devemos mesmo fazer alguma coisa, qualquer coisa, o que cada um puder!

Quando se trata de coisas que destroem a sociedade então, jamais podemos nos omitir, ou apoiar. Como diz o Gideon: omissão não existe e sim conivência.

Devemos ter envolvimento com o mundo, raciocinando e agindo assim, o mundo muda mais rápido, a começar pelo que está a nossa volta.

A paz no mundo começa no meu interior, no interior de todos nós.

“Mas no meu interior é que tenho que dar conta primeiro e depois poder ajudar o mundo a minha volta”.

É verdade! Mas não podemos estacionar aí, neste estágio a vida toda. É preciso sair da situação “preciso cuidar de mim” e entrar na situação “eu posso fazer isto também, além de cuidar de mim”. Este é o ponto! A chave! O alicerce estruturado para a atividade, missão de vida.

Quando se sai desta “eu preciso de ajuda” para “eu posso ajudar” é que a vida flui.

Ao estacionarmos no primeiro estágio estamos, de maneira muito cômoda aceitando uma postura viciada, que faz com que as pessoas passem a vida inteira pensando só nelas, e a hora de olhar para as pessoas à sua volta, nunca chega. Dou conta da minha paz ao mesmo tempo da de todos os que me cercam! Eu posso! Eu quero! Demais a mais SOMOS UM. É só resolver.

Meu pai, M. M. M., dizia, com muita freqüência duas frases que me marcaram e que comprovei a vida toda: RICO É AQUELE QUE DÁ E POBRE É AQUELE QUE PEDE. Por mais necessitado que uma pessoa seja, se ela enxergar a possibilidade de ajudar o outro, com amor, estando inteira no ato, com a única intenção de ajudar o outro, ela muda a situação dela mesma. A outra frase é: É IMPOSSÍVEL NÃO BENEFICIAR A SI MESMO QUANDO SE PENSA E SE AGE NO BEM DE TODOS.

O pensamento “primeiro cuidar de mim” tem justificado muito egoísmo e muita omissão, multiplicando o número de Pilatos. Devemos ter sempre em mente o bem coletivo a começar pelos mais próximos de nós. É possível SIM, a qualquer instante, mesmo na maior das crises, ou especialmente nelas. Não existe esse momento de pensar só em mim, sou uma unidade importante do todo. O todo que me cerca precisa de mim e vice-versa.

Devemos ter sempre em vista o bem da humanidade. Porque não? Somos pequenos para isto? Não. Nós somos a unidade que compõe a humanidade. Façamos cada um a nossa parte!

Minha parte aqui:

Quando ouvi falar sobre ayahuasca foi em um documentário no canal Discovery Channel. Pegamos o bonde andando, meu marido e eu, mas ficamos muito curiosos. Pouco tempo depois fiquei sabendo que em Pindamonhangaba, local onde moramos tinha um local em que se fazia o uso.

Fomos conhecer. Levei um choque inicial. Não sabia que era usado de uma maneira tão ritualizada. Ou melhor, dogmática, hoje eu já sei me colocar melhor nesta questão, não sou a favor de “dogmas nem tabus” (dogma: ponto indiscutível de uma doutrina religiosa e tabu: proibições convencionais impostas por costume ou tradição), mas rituais eu respeito muito. A seriedade e a firmeza de propósitos acontecem na seqüência de rituais (ritual: conjunto de práticas consagradas pelo uso, que devem ser observadas em determinadas situações, são na verdade uma metodologia eficaz de se atingir um objetivo). O Gideon, sempre explica: Todo ritual deve ser revestido de toda seriedade e respeito, para que se cumpra seu objetivo. Dogmas e tabus, escravizam e não tem sentido prático, ao passo que o ritual você realiza livremente sem se sentir constrangido. Mas só hoje, com a teoria e a prática bem vivenciada, é que posso ter este discernimento.

Porém naquela época isto era impossível para mim e então “mergulhamos de cabeça”. Meu marido e eu passamos a freqüentar o Santo Daime. Eu cheguei até a me fardar. Sempre lendo e estudando tudo o que podíamos. Sempre buscando, meu marido e eu, cada vez mais, esclarecimentos.

Embora fosse o hábito desta instituição fazer a “reunião de novos”, por mais que eu fosse a essas reuniões, elas não me esclareciam tantas perguntas, mesmo as “respondidas”. E depois, que consegui maiores esclarecimentos, percebi que havia conhecimentos que se perderiam se dependessem de um dia se perguntar. É que uma vez eu perguntei para madrinha, no final de uma reunião: – Ana porque você não explica tudo, numa ordem, numa seqüência, para não se perder. Olha, hoje, por exemplo, você não falou da limpeza. – Ao que ela respondeu. – A gente responde só o que perguntam. O Daime responde tudo.

Hoje entendo, muito bem, que esta postura é arriscada e desonesta. Por tudo o que vivenciei. As explicações dadas na palestra inicial, feita em todos os trabalhos “lá no Céu Nossa Senhora da Conceição comprovam isto. É simplesmente uma atitude natural de respeito que o Gideon tem com todas as pessoas que lá comparecem.

Ninguém que vai pela primeira vez participar de um ritual de ayahuasca saberia perguntar o que é muito necessário saber para se ter uma boa experiência com ela. E vale aqui repetir: Omissão é mentira!

Eu, empolgada e sem prudência (que “era”). Fui levando logo para lá minha mãe, mais uma irmã (tenho outra irmã que já freqüentava) e, também, um sobrinho. Meu marido tem uma propensão natural de não se deixar envolver até se sentir muito seguro. Esta é uma qualidade fortíssima nele. Eu me encantei e embora ainda continuasse a estudar, já havia me entregado, tanto que levei mãe, irmã, etc.

Teve ocasião, que meu marido perguntou a madrinha, Porque Cefluris? Resposta: Ah! Porque sim. Tínhamos que ter um respaldo legal e o Cefluris é uma instituição “idônea” (na opinião dela!). Outra ocasião, ele perguntou: Se o Daime harmoniza pessoas e grupos. Porque, justo o mestre da Doutrina – Mestre Irineu, não cofiaria a sua esposa ou ao filho prosseguirem. Porque ele confiaria a Doutrina a um “amigo”?!

Um dia meu marido, chegou com uma bomba. “Lá tem drogas”. Eles usam drogas, vamos lá e você vai ver. Fui e quando cheguei lá nem me lembrei que deveria observar. Meu marido viu e começou a se revoltar. Falava comigo e eu não queria ver. Hoje me dou conta de tudo, mas na época, envolvida que estava, com minha mãe e irmãs junto a mim, não queria mesmo enxergar!

Primeiro descobri que a linha que eu freqüentava não era única, tinham outras. Depois descobri que esta linha (o CEFLURIS) é uma linha que usa maconha, e não concordo com isto.

Eu cheguei a me fardar sem saber deste “detalhe” (omitido para variar!). Detalhe de fundamental importância para mim. Me revoltei, mas hoje entendo que foi o caminho que eu tinha que percorrer para entender a minha missão.

Um dia, no meio da “crise” que meu marido e eu atravessamos por causa da minha teimosia em não querer aceitar e de não querer ver que lá havia drogas, falta de esclarecimento, falta de transformação, falta de prosperidade e tudo o mais que a edificação do ego proporciona. Um dia no meio desta crise, me vi no carro do “Padrinho Valter”, junto comigo estavam as minhas duas irmãs. Eu fui contando para eles que o Caio, meu marido, “inventou” que lá tem drogas! Ai o padrinho Valter me respondeu, e se as minhas irmãs tiverem firmeza vão confirmar! “Você já viu um trabalho de Santa Maria aqui? Não (respondi) Então (ele continuou), e durante a semana, eu vivo falando para os meninos, e só duas vezes (que se pode usar a maconha). É que Lia… o Daime tem destas coisas… ele tira muita gente das drogas, mas para alguns ele apresenta!” (foi primeiro buraco no alicerce do que eu estava tentando construir!).

O Daime que Raimundo Irineu Serra nos deixou, jamais apresenta drogas para uma só pessoa sequer, que dirá para alguns! Depois, lá no Céu Nossa Senhora da Conceição, eu descobri o número catastrófico desse “alguns”. Lá eu tive também muitos esclarecimentos, aliás, os fundamentais. Na maior transparência e honestidade.

Continuo estudando_ lendo e buscando mais e mais esclarecimentos, mas lá no Céu Nossa Senhora da Conceição eu aprendi muitas coisas importantes, como:

. Que ayahuasca expande a consciência e você pode expandi-Ia de outras formas. Como respirações, meditação e outras técnicas que lá são ensinadas.

. Que a limpeza pode ocorrer e é bem vinda, quando se tem o que limpar.

. Lá eu fiz vários cursos e inclusive assisti a uma palestra com um médico que faz um estudo científico sobre o efeito da ayahuasca recuperando os danos causados pelas drogas no cérebro de pessoas viciadas.

. Outra coisa muito importante que lá aprendi a fazer a separação do ego do nosso eu centrado (eu superior). É tão maravilhoso viver este conhecimento. Pode parecer estranho para quem não o vivenciou. Mas só depois desta vivência é que começamos realmente nossas mudanças.

Enfim, é para lá que eu levo, muitas pessoas que buscam a luz do entendimento na expansão da consciência. Vou levar, agora mesmo, uma amiga, que esta sofrendo com um filho de 17 anos, que rouba da própria casa para ter dinheiro para comprar drogas.

Aliás, sobre está história de ayahuasca com drogas preciso ainda por às claras. No tempo em que freqüentei a instituição aqui de Pinda (Cefluris), e me foi omitido o uso da maconha, como já contei, levei para lá minha mãe e mais uma irmã, outra irmã já freqüentava e ainda freqüenta junto com minha mãe. Hoje uma dessas irmãs não quer nem ouvir falar em Ayahuasca, Santo Daime, ou Daime – mácula no nome! Porque viu que lá usavam drogas, usaram na frente dela! – talvez uma espécie de pressão para fazê-la usar. Sentaram-se em roda em volta da minha irmã, após um trabalho, e começaram a pitar e passar um cigarro de maconha, na roda estavam a madrinha e a alta diretoria da instituição!

Mas quando comecei a freqüentar esta instituição ouvi (da madrinha), na tal reunião de novos que os jovens usuários de drogas e os alcoólatras perdiam, respectivamente, o gosto pelas drogas e pela bebida. Achei maravilhoso! Fui buscar um sobrinho que sabia que era usuário de maconha. Convidei meu sobrinho a ir comigo e eis o que realmente aconteceu:

Na primeira vez que ele tomou o Santo Daime (lá eles usam este nome) ele resolveu parar com as drogas e parou, durante três meses. Ai aconteceu de haver uma caminhada para Aparecida. Ele foi sozinho, na época eu ainda trabalhava muito e não podia estar em todos os eventos.

No meio da tal caminhada, meu sobrinho viu o padrinho e a madrinha, do Cefluris, usando a maconha (ela tem um nome de Santa – acho que é para sabotar a consciência), Meu sobrinho mergulhou nas drogas novamente, por algum tempo pensou que eu apoiava àquilo.

Foi através deste sobrinho, e das suspeitas do meu marido e de tudo o que eu vivenciei que, finalmente, descobri que estava apoiando uma instituição que jamais apoiaria se soubesse de toda a verdade.

O Gideon deixa esta história muito bem esclarecida e, é por este motivo, que é para lá que eu levei e levo tantas pessoas que necessitam de ajuda e esclarecimento.

Eu mesma tive muita graças ao freqüentar este lugar. Tenho muito que aprender ainda. Mas reconheço que meu progresso espiritual trouxe o meu progresso profissional e financeiro e tudo o mais que já alcancei graças a este percurso.

Tem mais algumas coisas que quero colocar aqui, como, por exemplo, sobre o Curso de Difusão Cultural que fizemos na USP. Drogas – Perspectivas em Ciências Humanas (03 de outubro a 05 de dezembro de 2006, às terças-feiras, das 19h30 às 22h30).

Verifiquei durante este curso um grande esforço de todos os integrantes, ou melhor, a intenção muita bem declarada do movimento em si, de encaixar a Cannabis Sativa como substância psicoativa de nenhum malefício, ou até mesmo de muitos benefícios aos seus usuários.

As principais argumentações foram fracas e baseadas em análises que desprezam, menosprezam ou mesmo ridicularizam a ciência e as comprovações científicas. Não foi abordado em nenhum instante o uso de drogas como catástrofe social que é. Houve um debate, se é que podemos dizer que é debate, no encerramento do curso. Digo isto, porque em um debate deve haver dois lados para debater e na verdade houveram 4 discursos a favor da legalização da maconha. Lá foi muito citado uma apostila da ABRAND – Associação BRASILEIRA multidisciplinar de.Estudos sobre Drogas cujo tema da apostila é Maconha – uma visão multidisciplinar. Esta apostila se contrapõe a uma publicação científica da ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria – intitulada “Revisão Científica: Maconha e Saúde Mental”.

Durante todo o curso houve ainda a intenção muito clara de se colocar no mesmo caldeirão, ou na mesma prateleira a Cannabis Sativa e a Ayahuasca, ignorando-se a diferença de ambas.

A Cannabis pegando carona nas qualidades da ayahuasca numa tentativa de encantar e incentivar o seu uso.

A Ayahuasca foi trazida da cultura indígena para o homem branco pelo ex-seringueiro Raimundo Irineu Serra – o mestre Irineu em 1930.

O fenômeno Mestre Irineu (mestre de nova era, como tantos mestres já enviados para auxílio ao desenvolvimento da humanidade) historicamente estudado e documentado, demonstra claramente que ele foi o criador (ou quem canalizou, recebeu.) uma metodologia de uso ritualizado da ayahuasca, hoje conhecido como Daime.

Após 1930, ou seja, após o mestre Irineu, surgiram outras instituições como, A Barquinha – de Daniel Pereira -1945 e a Associação Beneficente União do Vegetal hoje conhecida como UDV – de José Gabriel da Costa – 1961

Preparando-se para sua passagem, Irineu em vida, teve a preocupação de organizar um estatuto porque previa que após a sua morte ocorreriam mais ramificações (as chamadas linhas). As diversas linhas são formas de rituais variáveis que foram previstas e aceitas por mestre Irineu. Quando lhe perguntaram, com qual linha ele ficaria, respondeu: eu fico com todas. É natural que estivesse se referindo as linhas que seguiram com o uso de ayahuasca, só e somente só, de formas variadas de rituais.

O acréscimo de outra substância – a Maconha – ao ritual do Daime em uma das “linhas” foi trazido por Sebastião Mota de Melo – o Padrinho Sebastião, como é conhecido, e está “linha” que segue o Padrinho Sebastião é o CEFLURIS.

Se olharmos para o artigo 19 do estatuto deixado pelo Mestre Irineu, veremos que esta “linha” nem pode ser considerada uma linha. Ela é em sua essência um grave desvio, um engano de conseqüências que podem ser comprovadas de muitas maneiras.

Hoje persistem e aparecem as ramificações, as linhas que foram surgindo após a passagem do mestre Irineu. Podemos considerar válidas e linhas de fato as que seguem o preceito básico deixado pelo estatuto e pela vontade de Mestre Irineu.

I

A Ayahuasca teve seu percurso de perseguições e comprovações, é legalizada e só causa benefícios aos seres humanos de forma comprovada cientificamente e de qualquer outra forma de observação que não a ciência. A verdade é o que é dado a ver.

A USP é uma instituição muito séria e não sabe o que ocorre lá dentro. Mas é assim, também, que são levados para o “daime” desvirtuado com drogas, que não I é daime coisa nenhuma, uma porção de jovens desavisados, cujos pais não fazem: idéia que lá, dentro de uma instituição de ensino, os filhos estão “aprendendo” a menosprezar as comprovações científicas e a desrespeitar as leis e a própria instituição de ensino.

É interessante notar, que os organizadores deste curso tiveram oportunidade de realizá-lo, justamente por dominarem uma ciência.

Estão dentro de uma instituição de ensino em nome da ciência que professam, mas menosprezam e ridicularizam outras áreas da ciência, para atingir seus objetivos de desfazer, desorganizar e mesmo desrespeitar outras ciências que comprovam o que eles não querem enxergar. Total falta de ética!

Para Concluir vou contar um pouco da experiência que estamos vivenciando agora:

Estamos dando trabalho com ayahuasca, somos responsáveis por um ponto de luz saído do Céu Nossa Senhora da Conceição. Caio, meu marido, e eu aceitamos esta missão, entendemos que poderíamos servir, entendemos que seria, e é, uma grande honra e uma grande responsabilidade.

Nos preparamos através de um curso de “Padrinhos e Madrinhas” recebemos autorização ou fomos “aprovados” já no primeiro curso que fizemos, mas mesmo assim resolvemos fazer mais dois cursos que já ocorreram depois do primeiro. Acho que vamos fazer todos os que tiverem e também vamos continuar a estudar de todas as formas para permanecermos bem preparados para esta missão. Nunca vamos parar de estudar e aprender.

Tem um detalhe que é muito importante. Por mais que nós nos preparemos nunca vamos passar de “enfermeiros”. O Gideon, o Xamã nosso padrinho, sempre se diz “simples enfermeiro” explicando que quem dá o trabalho é o alto, a espiritualidade, os seres de luz. Digo isto só para que fique claro que devemos trabalhar com muita, seriedade, lucidez e muita humildade.

Nestes cursos (o primeiro foi de 9 dias e os dois outros foram de 5 dias cada um) nós ficamos todos estes dias em jejum de palavras (silêncio absoluto) e comendo papa de arroz sem sal e as vezes mandioca sem sal. E, é claro tomando muita ayahuasca. Aprendemos muito. O silêncio, a dieta e os dias seguidos com trabalhos de ayahuasca, as palestras e orientações do Gideon, os cursos e técnicas = apresentação de ferramentas, provocam uma profunda interiorização e uma grande mudança. Para melhor é claro!

As ferramentas são cursos de: “Tela mental”, “Animais, de força”, “Viagem astral”, “Quebra da Ilusão da Realidade”, etc. Tudo isto nos fortalece nos transforma e depois nos transporta para um viver mais consciente. Aprendemos que é uma coisa só, não há separação entre vida espiritual e vida material. A vida material é um reflexo da vida espiritual.

Outra coisa muito importante que aprendemos lá, como já foi citado, é a separação do ego do nosso eu centrado (eu superior). Com o auxilio da expansão da consciência facilitada pelo Daime ou ayahuasca bem orientada, nós nos vemos por dentro. Mas logo depois da expansão da consciência que um trabalho dê ayahuasca proporciona, com os dias que se seguem, o ego pode voltar a assumir com força o comando de nossas vidas. No dia a dia devemos ficar atentos para não perder aquela lucidez que a consciência expandida, proporciona. Caso contrário o ego, que sempre reinou soberano, volta a dominar e se permitirmos, se não estivermos atentos, ele sabota a nossa consciência. Então inventamos mecanismos de defesa, inventamos histórias e justificativas para que tudo volte a ser como antes e é justamente ai que mora o perigo. Quando a pessoa toma Daime sem ter tido a experiência da separação do ego ou sem maiores esclarecimentos, ela cai nas suas fraquezas novamente e acaba fortalecendo o ego.

Vamos assumir a responsabilidade de Mudança! SOMOS NÓS

Somos nós que mudamos o mundo para melhor. Podemos viver assim clareando a vida das pessoas enquanto clareamos a nossa vida!

Assumo toda a responsabilidade por tudo que aqui contei:

L. M. B. M.A.

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