Capuchinha

É planta trepadeira anual decorativa. Tem folhas verde-brilhantes, e flores roxas, alaranjadas, amarelas e vermelhas. Procedente do Peru, foi introduzida na Europa no século XVI. Chamada também de sapatinho-do-diabo, chagueira, chagas e flor-de-chagas.

Tropaeolum majus

Nome Popular: Capuchinha de flores grandes, capucina, chagas, cinco chagas, mastruço do Peru, flor de sangue, agrião do México, agirão grande do Peru, agrião maior da Índia, capuchinha grande.

Família: Tropaeolaceae

Indicações e Usos: Por ter ação antiescorbútica, antisséptica e tônica do sangue e dos órgãos digestivos, ela pode ser usada nas depressões nervosas, estafas e limpezas de pele e dos olhos. Em geral, atua positivamente em problemas de pele e cabelo: psoríase, espinhas, queda de cabelo, entre outros. Diurética, esta herbácea pode ser eficaz no tratamento de infecções urinárias. Age também como descongestionante das vias respiratórias. Pode ser utilizada na forma de chás e tinturas. Seus frutos, quando secos e reduzidos a pó, são um bom purgante. Em saladas, as folhas, flores e botões florais da capuchinha, ricas em vitamina C, fazem deliciosas combinações com folhas verdes.

Além das propriedades medicinais e da possibilidade de uso na culinária, a capuchinha pode ser usada em paisagismo.

Aspectos Agronômicos: Multiplica-se por sementes, postas a germinar no outono direto no local, necessita de bom teor de umidade no solo; pode ser parcialmente sombreada, isto é, receber sol somente parte do dia (4 horas no mínimo). O plantio é feito por estacas ou sementes em qualquer época do ano, no local definitivo. A partir de 2 meses após o plantio pode-se iniciar a colheita de botões, folhas e frutos imaturos, que pode ser estendida por todo o ano.

Parte Utilizada: folha, botão floral e flor.

Constituintes Químicos:
– óleo essencial;
– mirosina (enzima);
– açúcares (glicose e frutose);
– pigmentos;
– resinas;
– pectinas;
– vitamina C;
– sais minerais;
– substâncias antibióticas.

Origem: Peru e México. Foi levada à Europa pelos descobridores.

Aspectos Históricos: Os indígenas das montanhas peruanas há séculos já conheciam e utilizavam as propriedades medicinais dessa planta.

Uso:

* Fitoterápico: Tem ação: purgativa, aperiente, tônica, depurativa, antibiótica, antiescorbútica, estimulante, digestiva, expectorante.

É indicada:
– escrofulose;
– afecções da pele;
– escorbuto;
– afecções pulmonares;
– desofectante das vias urinárias;
– fortalecedor do couro cabeludo;
– previne a queda de cabelos.

* Farmacologia: A presença do composto sulfurado explica o sabor picante do enxofre. O uso das folhas e flores cruas abre o apetite e favorece a digestão, além de ter propriedades antiescorbúticas.

Outros usos: na ornamentação e alimentação ( saladas e frutos em conserva ). As flores, folhas e os frutos são comestíveis.
Os botões florais sob forma de picles, substituem a alcaparra.

Uso Interno: Suco fresco: expectorante e calmante da tose.
Infusão: 4 colheres de sopa de folhas picadas ou 2 de sementes em 1 litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. Em uso

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