Guaco

Originária da América do Sul,esta trepadeira já era utilizada pelos índios como contraveneno para serpentes. Desenvolve-se como um arbusto lenhoso e cheio de ramos. Possui folhas opostas, simples, ovais, mais escuras na face principal e mais claras na reversa. Também é conhecida como cipó-catinga, erva-das-serpentes, coração-de-jesus, entre outros.

Mikania glomerata

Nomes Populares: Guaco – liso, guaco – de – cheiro, erva – das – serpentes, cipó – catinga, uaco, erva –de – cobra, cipó – sucuriju, erva – de – sapo, coração – de – Jesus, erva – cobre, guaco – trepador.

Família: Asteraceae.

Indicações e Usos:
Balsâmico, o guaco age como expectorante, sendo indicado para casos de tosses, gripes e resfriados. Também tem efeito sudorífico e laxativo. Por aumentar o fluxo menstrual, esta erva não é recomendada para mulheres cuja menstruação já seja intensa. Na utilização externa (dermatológica), podem ser feitos cataplasmas com as folhas, pois elas suavizam manchas de pele e aceleram a cicatrização de feridas. A medicina popular também atribui a esta erva eficácia no combate à sífilis, gota e infecções intestinais.

Os sertanejos empregam a planta contra picadas de cobra e de insetos venenosos.

Aspectos Agronômicos:
Reproduz-se por semente ou pelo plantio de estacas do caule, de preferência em terrenos arenosos e úmidos, áreas sujeitas a inundações e beiras de rio. Pedaços de ramos colocados em água produzem raízes em poucos dias. Nasce também nos matos e nos cerrados, adaptando-se bem ao cultivo doméstico. O sombreamento durante a produção de mudas é importante.
As folhas podem ser coletadas em qualquer época do ano, dando-se preferência ao período antes da floração, quando a planta apresenta maior teor de princípios ativos.

Parte usada: Folhas

Constituintes Químicos:

-óleo essencial: contém de sesquiterpenos.
-taninos.
-saponinas.
-resinas.
-substâncias amargas: guacina.
-cumarinas.
-guacosídeo.

Origem:
América do Sul, vegetando principalmente na Argentina, Paraguai, Uruguai e no Brasil, especialmente no Sul e Sudeste.

Aspectos Históricos:
Recebe também o nome de erva – das – serpentes, pois em regiões infestadas por ofídios venenosos o guaco costuma ser preparado como contra – veneno.

As folhas secas, o extrato alcoólico ou decocto, apresentam forte cheiro balsâmico.

Usos:

* Fitoterápico:
– Afecções do aparelho respiratório: tosses rebeldes, bronquite, asma, rouquidão.
– Gota, reumatismo, nevralgias, contusões, artritismo.
– Estados febris.
– Inflamações na garganta, inflamações intestinais.
– Ferimentos, picadas de cobra.
– Pruridos, eczemas.
– Albuminúria ( excesso de albumina no organismo ).
– Sífilis.
– Hemiplegia ( paralisia de um lado do corpo ) e suas seqüelas.

* Fitocosmético: – Elimina manchas de pele.

* Farmacologia:
Facilita a fluidificação dos exsudatos traquiobrônquicos ou estimula sua secreção de maneira que possam ser mais facilmente expulsos pelo reflexo da tosse. Atua relaxando a musculatura lisa das vias aéreas, principalmente brônquios.
Estimula a secreção e eliminação da urina. Útil em casos febris onde exerce apreciável efeito sudorífico.
Pesquisas científicas isolaram um glicosídeo, que por processos químicos dá origem à cumarina, talvez a substância responsável pelo
efeito antiofídico.
Age sobre o tegumento cutâneo formando uma película ou filme quando utilizado externamente.

Riscos:
Pode causar vômitos e diarreia quando usado em excesso.
Podem ocorrer acidentes hemorrágicos (ontagonismo ( inibe )  com a vitamina K), quando usado em tempo prolongado.
Não pode ser utilizado por mulheres com menstruação abundante, pois provoca o aumento do fluxo menstrual.

Uso Interno:
– Infuso ou decocto a 2%: tomar 50 a 200mL / dia.
– Extrato fluido: 1 a 4 mL / dia.
– Tintura: 50 a 20 mL / dia.
– Xarope ( Farm. Bras. ): 10 a 40 mL / dia.

Uso Externo:
– Infuso ou decocto a 5%: aplicar várias vezes ao dia.
– Suco da planta: fazer fricções sobre a parte dolorida.

Bibliografia:
-Caran,M.Ervas Medicinais.Cultivo e Uso Prático.Plantas cultivadas e silvestres.[S.l.s.n],[199-].Apostila.
-Martins,E.R.; Castro,D.M.; Castellani,D.C.; Dias,J.E. Plantas Medicinais. Viçosa: UFV, 2000, p. 106-107.
-Panizza,S. Cheiro de Mato. Plantas Que Curam. São Paulo: Ibrasa, 1998.
-Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre: Rígel, 2ªedição, 1989.
-Teske,M.; Trenttini,A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ªedição, 1997.

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