Maracujá

O maracujá pertence à família das Passifloraceas, que possui no Brasil cerca de 150 espécies nativas. Aproximadamente 60 destas espécies possuem frutos comestíveis. Maracujá, na língua tupi, quer dizer “alimento dentro da cuia”.

Passiflora spp, Passiflora alata; Passiflora edulis.

Passiflora sppNome Popular: flor – da – paixão, maracujá, maracujá – açu, maracujá amarelo, maracujá comprido, maracujá comum, maracujá de refresco, maracujá grande, maracujá mamão, maracujá melão, maracujá silvestre, maracujá suspiro, passiflora.

Família: Passifloraceae.

Aspectos Agronômicos: O maracujá adapta-se a climas quentes e úmidos, porém não resiste a geadas. A região ideal para o seu cultivo é aquela com temperatura média entre 26-27ºC e chuva entre 800 a 1750mm por ano. Os solos mais indicados são os ricos em matéria orgânica. Não tolera solos encharcados e recomenda-se uma adubação de esterco de curral ou composto orgânico. Os solos devem ser profundos e bem drenados.
O plantio é feio através de sementes em sacos plásticos e as mudas podem ser transplantadas para local definitivo em qualquer época do ano. Deve fazê-lo junto a cercas de arame ou espaldeira. São necessárias podas
de formação e de limpeza. A colheita dos frutos precisa ser feita duas vezes por semana, pois estes, quando maduros, caem do pé.

Parte Utilizada: Folhas, frutos, sementes e raízes.

Constituintes Químicos:

-Calorias, água, carboidratos, lipídios.
-Vitamina A (retinol), B1 (tiamina), B2 (riboflavina), Niacina, C (ácido ascórbico).
-Alguns sais: fósforo, cálcio, ferro.
-Acalóides indólicos (harmana, harmina, harmol, harmalina).
-Flavonóides (vitexina, isvitexina, orientina, 0,55g% de apigenina).
-Glicosídeos cianogênicos.
-Álcoois, ácidos, gomas, resinas, taninos.

Origem: América Tropical (Peru, Brasil).

Aspectos Históricos:
O maracujá é originário da América Tropical, que necessita de temperaturas
elevadas e só se aclimata bem nas regiões temperadas.
É uma trepadeira perene que floresce na primavera e dá seus frutos no início do verão. Suas flores lembram os instrumentos utilizados na crucificação de Cristo, daí ser conhecida em outros idiomas por flor – da – paixão, e são de grande efeito ornamental.
Seus frutos são ovóides amarelos e a polpa comestível, contém sementes rugosas, que servem para preparar bebidas refrescantes. É rica em vitamina C. Em 1867, os estudos de um investigador americano chamaram a atenção para a passiflora e demonstraram o seu grande interesse para a medicina como sedativo e antiespasmódico.

Indicações e Usos: O suco do maracujá é refrescante, calmante, diurético, depurativo do sangue e estimulante do estômago. Tem ação especial nos casos de diabete, obesidade, gota e pressão alta. Na medicina caseira, tem muitas aplicações. Em infusão, as folhas do maracujá são recomendadas para combater alcoolismo crônico, asma, bronquite, coqueluche, diarreia, convulsão infantil, dor de cabeça de origem nervosa e infecção das vias urinárias. Dessa forma, tem também ação diurética. Recomenda-se o chá das folhas do maracujá como sedativo em casos de insônia e histeria, por provocar o sono naturalmente, sem produzir depressão nervosa. Popularmente, utiliza-se as sementes cruas e secas do maracujá como vermífugo. Pessoas que têm pressão baixa devem evitar o consumo desta fruta.

Uso:

* Fitoterápico:
Tem ação: sedativa, tranquilizante, antiespasmódica, diurética.
-adstringente, calmante, anti-diarreia, dismenorreia, emenagogo, erisipela, estresse, gota, hemorroidas, histeria, insônia.
-para restaurar o fluxo da menstruação, para estimular a produção de suor, verminoses, dores de cabeça, ansiedade, perturbações nervosas da menopausa, taquicardia nervosa, doenças espasmódicas, nevralgia, asma.

* Farmacologia:
Devido às frações alcaloídicas e flavonoídicas o maracujá age como depressor inespecífico do sistema nervoso central, resultando em uma ação sedativa, tranquilizante e antiespasmódica da musculatura lisa.
A passiflorina é similar à morfina e é um medicamento de grande valor terapêutico como sedativo e, que apesar de narcótico, não deprime o sistema nervoso central.
O seu uso diminui por instantes a pressão arterial e ativa a respiração, deprimindo a porção matriz da medula.

Possui efeitos analgésicos, o que justifica o seu emprego nas nevralgias.

* Culinária: Eles podem ser saboreados ao natural, principalmente pela sua polpa deliciosa; podem ser feito refrescos e também ser usado em forma de compotas, pudins e doces cristalizados.

Riscos: É contra – indicado para pessoas com hipotensão (pressão baixa).

Uso Interno: Infuso ou Decocto a 1%: Tomar 50 a 200mL / dia.

Extrato Fluido em Álcool 25%: 0,5 a 1mL, três vezes ao dia.
Tintura 1:8 em Álcool 45%: 0,5 a 2mL, três vezes ao dia.
Pó: 0,25 a 1g, três vezes ao dia ou por infusão.

Uso Externo:
Chá por decocção, sob forma de banhos quentes ou sob a forma de cataplasma.
Folhas trituradas, aplicadas sobres os tumores hemorroidários.
Chá por decocção, sob forma de clister.

Bibliografia:
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-Júnior,C.C.; Ming,L.C.; Scheffer,M.C. Cultivo das Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas. Jaboticabal: Unesp/Funep, 2ªedição, 1994, p.108-109.
-Matos,F.J.A. Farmácias Vivas. Ceará: UFC, 3ªedição, 1998, p.141-142.
-Panizza,S. Cheiro de Mato. Plantas Que Curam. São Paulo: Ibrasa, 1997, p.146-147.
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-Teske,M.; Trenttini,A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ªedição, 1997, p.207 – 208.

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