Ciência e Xamanismo

O xamanismo nasce do contato com o que é sagrado e vive permanentemente em nós e na natureza, pois a ideia de separação homem x natureza seria apenas ilusória. Assim como a ideia de separação do homem x Deus. Na natureza e sentir de todas as coisas, está à chave da unidade, na racionalização está à compreensão da dualidade.

Xamanismo se refere-se a um conjunto de práticas e entendimento que aproxima o homem da natureza em observação e sensibilidade. 

Podemos trazemos um conceito ainda mais simplificado:

Estudos comprovam a origem do Xamanismo há mais de 20 mil anos.

Sobre O que é xamanismo e A origem do xamanismo está descrito mais detalhadamente nas páginas:

Xamanismo
Gideon dos Lakotas

O que é Xamanismo?

O Centro Espírita Ascensionado Céu Nossa Senhora da Conceição não é uma igreja, não é uma religião e nem sequer uma doutrina, nós somos Xamanismo.

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Xamanismo
Gideon dos Lakotas

Origem do Xamanismo

Para entender a origem do Xamanismo, é mister compreender primeiramente o significado da palavra Xamanismo. No dicionário Michaelis, Xamanismo: 1 Espécie de religião dos povos

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Para Rudolf Steiner (1912) – autor também citado pelo Padrinho Gideon – a observação da natureza trazia do conteúdo do mundo a lembrança do conteúdo original presente dentro de nós mesmos. Tal compreensão do homem em relação a natureza, era a única capaz de chegar a sua totalidade e sensibilidade, como nos refere a seguir:

Somente podemos achar a natureza externa, conhecendo-a em nos mesmos. O que é igual a ela em nosso interior nos guiará. Assim está traçada a nossa trajetória. Não pretendemos especular sobre a atuação recíproca entre a matéria e o espírito. Mas queremos descer às profundezas de nosso próprio ser para lá encontrarmos aqueles elementos que levamos conosco quando nos separamos da natureza (STEINER, 1918).

Difere o conceito de “especulação” apenas via racional, para uma investigação profunda em si mesmo, encontrando elementos internos capazes de compreender via sensibilidade o fenômeno observado.

O que seria o xamanismo e em que ponto se aproximaria da ciência?

Tudo que você tem hoje, como celular, televisão, helicóptero, jato, automóvel, navio, guindaste, tudo isso foi construído a partir da observação do funcionamento da natureza. […] A ciência não inventou nada, ela apenas percebeu como funciona a natureza[…] O homem não é um inventor, ele é um descobridor. (Xamã Gideon dos Lakotas)

E o que seria a Ciência em seu papel descobridor de verdades?

A ciência seria o “conhecimento demonstrativo” segundo Aristóteles, da compreensão sistemática e organizada de dados que compõem a percepção de um objeto/fenômeno. Um conhecimento com sua fundamentação em observações, análises e experiências sobre um determinado assunto.

No fazer da ciência são divididas áreas de estudo epistemológicos (do grego: episteme: conhecimento/ciência. Logos: discurso, estudo) que corresponde a uma maneira sistemática de pensamento e análise de um conteúdo, organização de dados e descrição de resultados. Uma pesquisa para ser considerada cientifica passa criteriosamente pela escolha de sua linha epistemológica (pois há diferentes linhas) e a submissão aos seus métodos de análise.

Nem todas as linhas epistemológicas abrangem o olhar ao Espirito, mas consequentemente todas as abordagens que estudam os fenômenos da vida pela via material, servem como complemento de observação da complexidade de um fenômeno maior (efeito e causa).

O homem na ciência é considerado um pesquisador. O homem no xamanismo, além de pesquisador é o que vivencia o próprio conhecimento que testificou.
Através do Xamanismo o homem busca compreender a sua posição no mundo e na sociedade onde vive, busca entender os motivos pelo qual está vivendo e qual o motivo da sua existência, qual o seu propósito.
Xamã Gideon Dos Lakotas

Para Rudolf Steiner (1912) a ciência nasce quando o homem observa o mundo não se contentando apenas com o que recebe pelos sentidos e traça explicações sobre ele. Neste momento ele percebe a interação consciente entre Ele e o Mundo, e buscando interpretá-lo diferencia-se social e culturalmente, devido ao seu processo cognitivo individual e coletivo de descobrimento (formando-se o “estilo de pensamento” de uma determinada época, por exemplo).

É necessário não cair em extremismos e nem devaneios até mesmo no fazer da ciência, pois a ambiguidade existe. O homem tentando resolver a ambiguidade divide sua consciência e estudas as partes:

[…]todo o seu empenho é uma luta constante, mas impotente, para conciliar os opostos, que ora denomina de espírito e matéria, ora sujeito e objeto, ora pensamento e fenômeno. Ele nutre o sentimento de que deve existir uma ponte entre os dois mundos, mas não é capaz de encontrá-la (STEINER, 1918).

Espiritualidade e Ciência precisam sempre andar de mãos dadas, ou inevitavelmente levará ao sofrimento oriundo do ce­ticismo, dogmatismo, fé cega e mesmo à extinção de seus defensores. Um sem o outro resulta em extremos, sendo que sempre o caminho do meio é que resulta em Paz e Felicidade. (Introdução. Livro Século das Fraudes. Xamã Gideon dos Lakotas)

Assim sendo, tanto Stainer quando o Padrinho nos alertavam que até mesmo a ciência tem suas limitações de compreensão, ainda que sejam as mais avançadas descobertas, nos alertou ao fato de que é preciso unificar ciência com espiritualidade para não somente compreender via racional, mas abranger todos os sentidos mais profundos do homem na vivência de um fenômeno, adquirindo a “autocognição” (expressão utilizada por Stainer) que significa: o conhecimento do mundo em si mesmo, superando as divisões de pensamento e abrangendo o olhar ao Espirito.

Poderia-se dizer que no mundo Inato e sensível se percebe a vida (Platão), no mundo do empirismo as experiências da vida (Aristóteles). Para Platão havia um conhecimento sensível, atemporal e indestrutível que só era capaz de ser descoberto através da formação do Espírito. Já o conhecimento empírico tem sua origem da palavra grega “empeiria” que significa, experiência vivida.

A consciência do Espirito não é palpável e não pode reduzir-se apenas a compreensão material, mas há como tecer desdobramentos para uma interpretação que abranja a percepção de todos os sentidos mais profundos reconhecidos, pois a ciência do Espirito considera o pensar intuitivo.

Toda pessoa sabe o que dentro dela é verdadeiro e vale os seus sentimentos, valores e emoções, pois vem das firmes bases do espírito, ancorada na vontade que está em seu íntimo, aguardando ser descoberta: “só permanece aquela verdade que se desprendeu de todo e qualquer resquício de tais simpatias e antipatias das emoções e assim por diante”. (STEINER, 1918)

Todo ser humano é uma fonte de poder. A mente humana vai muito além do plano material… Você é um SER DIVINO por herança de nascimento, só precisa relembrar mais, meu filho!
[…] O Absoluto é real, o relativo é uma ilusão. Positividade, nobreza, virtudes, compaixão, saúde, sabedoria, a ciência, felicidade, alegrias… Isto é real, é absoluto, isto existe.
(Xamã Gideon dos Lakotas)

Cada um de nós na presença do padrinho xamã Gideon dos Lakotas, pode receber um imenso arsenal de conhecimento vindo de seus estudos e de suas experiências com o Plano Espiritual.

Reconhecemos em seus ensinos a sapiência de um grande Professor e condutor as verdades maiores que libertam o ser humano das crenças limitantes da culpa e do medo e o conduzem a compreensão do pensamento/inteligência, ao sentimento e a vontade, levando o homem a sua liberdade e o contato mais próximo ao seu Eu Interior, seu eu intuitivo.

Por escolhermos trilhar o caminho da sabedoria, sempre nos motivou a encontrar as respostas dentro de nós mesmos, a fazermos perguntas ao Eu Interno com pureza de propósito e assim, testificarmos em nós a vivência aprendida do ensinamento que nos propomos conhecer. Deixou um caminho seguro e bem sinalizado, mas nos deixou o nobre sentir de força, vontade e confiança, para que trilhássemos por nós mesmos o encontro com as respostas de existência que a muito procurávamos.

Com sua risada de ombro (quem o conheceu sabe!) nos mostrava a largo sorriso que tudo no Universo vem do Espírito, do Absolutismo de Deus, sendo Amor e Felicidade nossa real natureza, e que vamos aprendendo a conceber tal ensino na medida em que ampliamos nossa integração com a natureza e vivemos o sentir/ o Ser.

Referências:

STEINER, R. Teosofia: introdução ao conhecimento supra-sensível do mundo e do destino humano.7.ed. São Paulo: Antroposófica, 2004.

STEINER, R.A Filosofia Mística nos Séculos XIII a XVII e sua relação com a concepção-de-mundo moderna. 5. ed. São Paulo: Antroposófica, 2011.

LAKOTAS, Século das Fraudes, 1ª ed. Editora Luz – CNSC: Metafísica do Espírito, 2015.

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