Hino 44 – Julgamento e Conivências

Por Xamã Gideon dos Lakotas

Antes de julgar um traidor ao menos passe pelo que ele passou.
Tu seguindo teus princípios e ele seguindo os deles, isto é natural
Dê-lhe comida, água e coberta, também sente fome, sede e frio.
Não temas que recupere suas forças e depois possa fazer o mal.

Acaso o ar puro da manhã não está para os pulmões de todos?
Acaso o sábio e o ignorante não desfrutam do calor do avô sol?
Acaso a mãe terra não alimenta todas as raças sem distinção?
Acaso a chuva não mata a sede tanto do casto quanto do imoral?

Mas se até o fogo, a terra, a água e o ar não fazem julgamentos
Comida, água e coberta negados, onde está seu discernimento?
O PAI ama a todos com o mesmo amor, o que muda é só o plantio.
Do que plantar vai colher, Dharma ou Carma é o seu merecimento.

Mas entenda que ver o mal se o mal existe, nada tem de anormal
Alertar aos irmãos sobre o mal que viu é questão de obrigação
Como diz amar teu irmão se o deixa ser envolvido por este mal?
Assim foi conivente com o mal, pois não existe a tal da omissão!

Omissão e conivência são os mesmos, pura criação do racional.
É a mente racional se justificando para lhe tirar da mente espiritual.
O sábio possui um coração coletivo, todos os corações é o teu.
Ele é bondoso com os amigos e também bondoso com os inimigos

Representa a verdade com os verdadeiros e também com os falsos
Ele é grande frente aos grandes e pequeno frente aos pequeninos.
Ser bondoso com os que te ama, que mérito pode haver nisto?
Bondade com o seu inimigo consiste no verdadeiro amor!

Ser autêntico só com o amigo, que mérito pode haver nisto?
Autenticidade com o inimigo consiste a essência da lealdade!
Alertar o irmão e se esquecer do outro, que mérito houve nisto?
Se abaixo do Pai somos todos irmãos, onde ficou sua responsabilidade?

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