Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Livro Santo Daime Revelado – Drogas Fraudes e Mentiras

Capa-Santo-Daime-ReveladoSanto Daime Revelado
Drogas Fraudes e Mentira

Esse livro objetiva denunciar abertamente, bem às clara e sem meias palavras, as drogas e o comércio dentro das falsas igrejas que usam em vão o nome do SANTO DAIME e que vêm desde “1971” passando uma imagem podre, totalmente distorcida e até oposta do que é o verdadeiro SANTO DAIME.

Por meio de testemunhos antigos e recentes, incluindo o meu próprio, livros e reportagens, além de outros documentos sobre essas falsas igrejas que se intitulam seguidoras do SANTO DAIME, mas que não são, o leitor poderá ver com clareza o grande mal e deturpação que o FALSO SANTO DAIME vem causando.

Entre tantos malefícios causados, elenco tantos homens, jovens e adolescentes que por ingenuidade foram em busca de luz, porém acabaram totalmente viciados em drogas”poucos meses depois, tendo suas vidas destruídas espiritual e materialmente. Os testemunhos apresentados nesse livro foram devidamente registrados em cartório e estão à disposição de qualquer autoridade constituída por lei. E todas as entrevistas dessa obra foram gravadas.

O nome dessa falsa corrente do SANTO DAIME, onde são usados drogas com o daime é Cefluris (Centro Eclético da Fluente Luz Universal Raimundo lrineu Serra) e foi fundada por Sebastião Mota de Mello após o falecimento do iluminado mestre Raimundo lrineu Serra. Equivocadamente, porém propositalmente, tem sido divulgada a informação de que Sebastião Mota de Mello seria o sucessor do mestre lrineu, o que é desmentido por todos aqueles que conviveram com ele e que pude comprovar na minha viagem em março de 2007 ao Acre, cujo relato está contido nesse livro. Nessa viagem, tive a oportunidade de conversar pessoalmente com a viúva do mestre lrineu, a madrinha Peregrina Gomes Serra, que é uma mulher integra e lúcida e me recebeu com muito carinho, amor e firmeza. A madrinha Peregrina me disse claramente: “O Sebastião queria o trono do mestre. Ele sempre desejou ser o sucessor do mestre Irineu, mas como não conseguiu foi embora e fez todas estas imundícies que estão aí para quem quiser ver. O mestre não deixou sucessor. Ele dizia próximo à sua passagem: Eu não deixarei sucessor. Quando eu me for, quem quiser falar comigo que tome daime e converse comigo no astral”. A madrinha Peregrina também afirmou: “Aqui no Alto Santo não tem drogas, nunca teve. O mestre nunca pitou esta santa maria, ele tirava as pessoas das drogas e dos vícios, ele não viciava ou drogava ninguém.” Neste momento da conversa, o senhor Paulo de Assunção Serra, filho adotivo do mestre Irineu, que também esteve presente no encontro, falou muito indignado: “O papai sempre foi contrário às drogas e sempre pregou a caridade. Esta tal da maconha como santa maria foi coisa do Sebastião e seguida pelo Cefluris até hoje. Como foram capazes de pôr o nome da mãe de Jesus numa erva maldita (para aqueles que não conhecem bem o vocabulário do falso SANTO DAIME, a maconha é chamada de santa maria)?” Recordei-me neste momento que a madrinha Peregrina já havia falado sobre a maconha e o Sebastião Mota de Melo já há muitos anos atrás em outros livros:

“O padrinho Sebastião e seus seguidores são todos maconheiros.”

(Extraído do livro SANTO DAIME Fanatismo e Lavagem Cerebral, de Alicia Castilla, capo Sebastião Mata de Meio – pg.118)

Sumário

Prefácio………………………………………………………. 5

Apresentação………………………………………………. 7

Neste capítulo, o dramático depoimento de uma mãe cuja família viveu o pesadelo do daime (cefluris). Céu do Mapiá.

I – Início da Verdade…………………………………………. 19

Neste capítulo, terá conhecimentos que te levam ao êxito, auto realização e felicidade plena.

II – A viagem ao Acre………………………………………… 36

Neste capítulo, entrevistas recentes do filho do mestre Irineu Sr.Paulo Serra e do Sr.Juarez contemporâneo do mestre.

III – Drogas e Xamanismo……………………………………. 55

Neste capítulo, testemunhos vivos de uma doutora e um policial, que viveram as faces do santo daime cefluris.

IV – Plantas de poder X Plantas drogas………………….. 74

V – Verdades que você precisa saber……………………. 79

Entrevista da Sra.Adália de Castro que conviveu com o mestre Irineu por 30 anos e de outros três contemporâneos Acreanos.

VI – Situação da ayahuasca no Brasil…………………….. 87

Mais 04 testemunhos que comprovam os fatos, imparcialmente.

VII – Aliciamento e disseminação do uso de drogas com daime na Internet ………………………………… 102

E-mails de integrantes do falso santo daime, onde confirmam e ainda incentivam o uso de drogas.Aliciamento pela internet.

VIII – Estados alterados de consciência……………………. 118

IX – A maconha do ponto de vista científico………….. 122

As mais recentes comprovações científicas sobre a maconha, com fotografias tomográficas do cérebro humano dos já lesados pela
droga após alguns meses de uso. Aqui não tem achismo.

X – Como fazer ayahuasca ou daime……………………. 138

XI – A contabilidade verdadeira dos trabalhos com daime ou ayahuasca ……………………………………. 140

Comprove o lucro de 300% já nos trabalhos com o daime a 30 reais no cefluris. Comercio em nome de DEUS é que fazem!

XII – Quem está preparado para ser padrinho e madrinha……………………………………………………. 142

XIII – Como aconteceu a passagem da madrinha Genecilda…………………………………………………… 146

Saiba a verdade e veja como age dissimulado o povinho do cefluris e discípulos do padrinho sebastião mota.

XIV – Gideon dos Lakotas e o início do Céu Nossa Senhora da Conceição………………………………….. 155

O testemunho vivo do xamã Gideon, quando conheceu o céu de maria, céu da lua cheia e outras igrejas do cefluris.

Apêndice……………………………………………………. 181

Inúmeras reportagens desde a colônia 5.000 cefluris, que relatam que as barbaridades já acontecia desde o início.

Prefácio

Voltar ao sumário

 Atualmente pode-se dizer que estamos vivendo a era da sociedade da informação

O poder não existe mais dissociado da informação. Já não se pode mais viver aceitando passivamente qualquer discurso, é preciso investigar, pesquisar e analisar os fatos para escolher os melhores caminhos. Esse livro é mais um instrumento a favor da informação sobre um tema que ainda permanece muito obscuro para maioria das pessoas: o SANTO DAIME, seus verdadeiros princípios e distorções sofridas ao longo das últimas décadas.

Seguindo o ritmo veloz da sociedade da informação, esse livro não é uma obra Convencional. Os capítulos são intercalados com testemunhos de pessoas que viveram o FALSO SANTO DAIME, entrevistas de personagens que representam a história viva do SANTO DAIME e ainda com outros documentos que comprovam as informações apresentadas. A escolha dessa estrutura tem por finalidade criar um livro dinâmico aonde textos e fatos surgem quase que simultaneamente para reflexão do leitor. Este livro é mais uma expressão da linguagem do ciberespaço, já oferecendo uma opção de hipertexto ao leitor, com informações adicionais a todo instante. Boa leitura!

 

 


Apresentação

Voltar ao sumário

 

 

Esse livro objetiva denunciar abertamente, bem às clara e sem meias palavras, as drogas e o comércio dentro das falsas igrejas que usam em vão o nome do SANTO DAIME e que vêm desde “1971 passando uma imagem podre, totalmente distorcida e até oposta do que é o verdadeiro SANTO DAIME. Por meio de testemunhos antigos e recentes, incluindo o meu próprio, livros e reportagens, além de outros documentos, sobre essas falsas igrejas que se intitulam seguidoras do SANTO DAIME, mas que não são, o leitor poderá ver com clareza o grande mal e deturpação que o FALSO SANTO DAIME vem causando, a começar pelos malefícios causados a tantos homens, jovens e adolescentes que por ingenuidade foram em busca de luz, porém acabaram totalmente viciados em drogas”poucos meses depois, tendo suas vidas destruídas espiritual e materialmente. Os testemunhos apresentados nesse livro foram devidamente registrados em cartório e estão à disposição de qualquer autoridade constituída por lei. E todas as entrevistas dessa obra foram gravadas.

O nome dessa falsa corrente do SANTO DAIME, onde são usados drogas com o daime é Cefluris (Centro Eclético da Fluente Luz Universal Raimundo lrineu Serra) e foi fundada por Sebastião Mota de Mello após o falecimento do iluminado mestre Raimundo lrineu Serra. Equivocadamente, porém propositalmente, tem sido divulgada a informação de que Sebastião Mota de Mello seria o sucessor do mestre lrineu, o que é desmentido por todos aqueles que conviveram com ele e que pude comprovar na minha viagem em março de 2007 ao Acre, cujo relato está contido nesse livro. Nessa viagem, tive a oportunidade de conversar pessoalmente com a viúva do mestre lrineu, a madrinha Peregrina Gomes Serra, que é uma mulher integra e lúcida e me recebeu com muito carinho, amor e firmeza. A madrinha Peregrina me disse claramente: “O Sebastião queria o trono do mestre. Ele sempre desejou ser o sucessor do mestre Irineu, mas como não conseguiu foi embora e fez todas estas imundícies que estão aí para quem quiser ver. O mestre não deixou sucessor. Ele dizia próximo à sua passagem: Eu não deixarei sucessor. Quando eu me for, quem quiser falar comigo que tome daime e converse comigo no astral”. A madrinha Peregrina também afirmou: “Aqui no Alto Santo não tem drogas, nunca teve. O mestre nunca pitou esta santa maria, ele tirava as pessoas das drogas e dos vícios, ele não viciava ou drogava ninguém.” Neste momento da conversa, o senhor Paulo de Assunção Serra, filho adotivo do mestre Irineu, que também esteve presente no encontro, falou muito indignado: “O papai sempre foi contrário às drogas e sempre pregou a caridade. Esta tal da maconha como santa maria foi coisa do Sebastião e seguida pelo Cefluris até hoje. Como foram capazes de pôr o nome da mãe de Jesus numa erva maldita (para aqueles que não conhecem bem o vocabulário do falso SANTO DAIME, a maconha é chamada de santa maria)?” Recordei-me neste momento que a madrinha Peregrina já havia falado sobre a maconha e o Sebastião Mota de Melo já há muitos anos atrás em outros livros:

“O padrinho Sebastião e seus seguidores são todos maconheiros.”

 

(Extraído do livro SANTO DAIME Fanatismo e Lavagem Cerebral, de Alicia Castilla, capo Sebastião Mata de Meio – pg.118)

 

 

 

 

Que coisa terrível o que o Sebastião Mota de Melo e o Cefluris fizeram com o SANTO DAIME e a forma como sujaram o nome do mestre Irineu. Aqui nos estados do Sul e Sudeste, até que surgisse o Céu Nossa Senhora da Conceição, a grande maioria das pessoas achava que o mestre lrineu também se drogava como fazia o Sebastião e seus seguidores. Usar o nome do mestre Irineu e ainda associá-lo uso de drogas dentro do SANTO DAIME foi à estratégia vil do Sebastião e também a maior das traições.

Veja outras passagens de pessoas que conviveram com o padrinho Sebastião após ele ter saído do Alto Santo e fundado o Cefluris:

“Se mestre Irineu inventou o daime, padrinho inventou a santa maria.”

 

(Extraído do livro O consagrado defensor- pág.109)

 

 

 

“Cultivo próprio da santa maria.”

(Extraído do livro O consagrado defensor- pág. 132)

 

“Era bem mais viável viver na colônia, onde daime e a santa maria tinham

presença garantida.”

.

 

(Extraído do livro O consagrado defensor- pág. 161)

 

 

 

 

“De acordo com o que a viúva do mestre Irineu manifestou no programa levado ao ar pela rede Manchete de televisão, assim como a versão dada por muitos outros daimistas, o que motivou o racha propiciado pelo Mota foi a inclusão da maconha nos rituais, como planta sagrada, sob o nome de santa maria e a pasta base de cocaína, denominada “mescla”.”

 

 

(Extraído do livro SANTO DAIME

Fanatismo e Lavagem Cerebral, de Alicia Castilla, capo Sebastião Mata de Meio pág.120)

 

 

 

“Recebi do Valfredo a cota de santa maria destinada a ser usada no bom desenvolvimento do nosso trabalho.”

 

 

(Extraído do livro O consagrado defensor- pág. 177)

 

 

 

 

“Durante uma sessão de limpeza astral, padrinho dizia: daime lá dentro e santa maria aqui fora.”

 

 

(Extraído do livro O consagrado defensor- págs: 185 a 186)

 

 

 

 

“Nos dias de festas a gente era instruído a fumar a santa maria bem discretamente para evitar que algum espião vindo do RJ nos flagrasse naquela atitude

.” (Extraído do livro O consagrado defensor- pág. 109)

 

Portanto, leitor, também nesse livro eu alerto.a você que existe um SANTO DAIME de LUZ recebido pelo mestre Irineu diretamente entregue pela Nossa Senhora Conceição. Mas também existe um FALSO SANTO DAIME envolvido com drogas e cobranças, chamado Cefluris, que se espalhou por todo o Brasil e foi fundado pelo padrinho Sebastião. O padrinho Sebastião, que me lembra muito o estilo dos Integrantes do movimento hippie dos anos 70, ardilosamente usou por estratégia de marketing o nome Raimundo Irineu Serra na sigla Cefluris para se beneficiar do grande prestígio que sempre acompanhou o nome do mestre. Quem deu autorização para o Sebastião Mota de MeIo colocar o nome do mestre no Cefluris que ele fundou? Disse-me indignado o senhor Paulo Serra. Eu, Gideon dos Lakotas, digo sempre o seguinte: O mestre Irineu fundou o “DAIME” e o Sebastião Mota de Melo fundou o “TIRAI-ME”.

Saiba que os trabalhos sérios do SANTO DAIME edificam o espírito e o conduzem para a LUZ, revigoram sua saúde e o seu AMOR. Mas a combinação do daime com drogas como a maconha (santa maria) só edifica o seu EGO, destrÓi Nua saúde e rebaixa a sua freqüência espiritual. Você já viu viciados em drogas por mais de dois anos prosperarem na vida ou se manterem com saúde forte?

O daime estimula o crescimento das virtudes do espírito. As drogas estimulam o crescimento do ego. O egocentrismo dentro do Cefluris é algo muito comum de se observar. Eu mesmo quando andei pelas igrejas do Cefluris ouvi por diversas vezes as menções de muitas pessoas sobre o padrinho Sebastião ser a reencarnação de João Batista, de seu filho Alfredo Gregório ser a reencarnação do rei Salomão. De Alex Polari, outro influente integrante do Cefluris, ser a reencarnação do rei Davi e mais recentemente que o Glauco e a Bia, do Céu de Maria no Pico do Jaraguá, em São Paulo, serem a reencarnação de José e Maria, padrasto e mãe de Jesus.

Afirmo por observar, a experiência alheia, sempre que a santidade do daime for maculada ou por drogas ou pelo comércio terá como resultado as ilusões do ego e a fuga da realidade. Algumas pessoas vivem numa miséria grande, não têm a menor sabedoria e nem mesmo cultura, têm uma vida totalmente desequilibrada, estão se drogando de três a quatro vezes por dia e ainda negando que são viciados e jurando de pés juntos que são reencarnações de faraós, de Cleópatra, de Joana D’Arc,
de Maria Madalena,dos profetas bíblicos, dos apóstolos de Jesus e por aí vai.

Veja uma passagem sobre esse tema:

“Os argumentos do Padrinho Sebastião estavam entranhados na realidade das viagens de Daime, entranhados num novo poder e numa nova força que eu acabara de conhecer. Entranhados de uma forte realidade invisível que me fora revelada naquelas circunstâncias. Não era tão simples como ouvir a pregação de um pastor protestante que eu podia descartar tranqüilamente, sem peso para minha consciência. Era a congruência do destino que tinha me colocada naquela situação, na qual eu tomara parte com liberdade de opção. Então, eu estava, de verdade, condenado a viver naquela comunidade. Pensava: “Se a pena está estabelecida que, pelo menos, eu seja feliz cumprindo-a.”

Um dia, voltando do trabalho, Raquel, irmã de Xavier, vem conversar conosco:

– Vocês sabem que o Padrinho está reunindo os eleitos para a salvação? Ele é São João Batista, vai reunir todos os apóstolos novamente. São Pedro já chegou.

Dácio surpreso, perguntou:

– Quem é São Pedro?

Raquel responde:

– É Xavier, meu irmão. O dia que ele chegou aqui com Raul e Cristiano, Padrinho recebeu o hino avisando a chegada de São Pedro. Agora vocês têm que descobrir quem foram em outras encarnações. Ninguém vem aqui à toa. Aqui é uma cidade santa dos eleitos de Deus.

Padrinho Sebastião é João Batista e veio para reunir os apóstolos. Depois que ela se foi, achamos a maior graça. “Que menina pirada. Vai ver que somos apóstolos também”. Brincávamos.

Apóstolos ou não, fomos dominados pela estrutura do contexto. A culpa e o temor condicionavam-nos a aceitar a idéia de uma pena severa, por outro lado, havia uma pequena esperança de sermos perdoados. Agora, vivia em um mundo que, há pouco tempo, imaginava extinto. Justamente este mundo velho, apresentava-me como sendo a verdadeira razão. Daí nascia meu desespero e o desequilíbrio, no entanto a vida comunitária representava a vanguarda”.

 

(Extraído do livro O consagrado defensor págs. 57 e 58)

 

 

É claro que a reencarnação existe, eu me lembro de minha ultima reencarnação. Estive como índio na tribo dos Lakotas, onde fui adentrado ao xamanismo.

Não fui nenhuma celebridade e ainda vi minha tribo quase toda ser dizimada pela raça branca em sua ganância. Houve momentos de alegria e também momentos de dor. Nada tive de diferente ou especial, melhor ou pior, maior ou menor, que ninguém. Só isso! Mas essas reencarnações de celebridades bíblicas no Cefluris não colam, é pura ilusão. Imagine São João Batista, o rei Davi e o Rei Salomão pitando maconha, usando cocaína e ainda drogando homens, mulheres e adolescentes!

Você consegue conceber que a Santa Maria, mãe de Jesus, pitava maconha e ainda deixaria que seu santo nome fosse posto em uma droga?

Toda essa historia é apenas fruto das drogas que o Cefluris vem disseminando sob o disfarce sagrado da bandeira do SANTO DAIME. Eu pergunto a você: A onde está a santidade em dar drogas para pais e filhos? Você daria ao seu filho, essa maconha (santa maria) ou cocaína (santa clara)? Dentro do FALSO SANTO DAIME do Cefluris também ouvi por diversas vezes que o padrinho Sebastião teria morrido por overdose. Não sei dizer se isso foi verdade. Mas não é de se duvidar, pois sei que ele faleceu no Rio de Janeiro no Céu Rainha do Mar, onde fazem uso de muita droga e que foi fundado pelo seu discípulo Marco Imperial, o qual vem até pela internet incentivando a todos o uso de drogas como a maconha (santa maria), inclusive passando por e-mails receitas de chá de maconha, bolo de maconha, como pitara maconha com o rosário, entre outras coisas (veja capítulo VII com e-mails).

Presenciei por diversas vezes dentro das igrejas do Cefluris o uso de drogas e inclusive nos feitios de daime. Isto realmente é terrível, porque toda essa energia nociva das drogas é recebida e fica contida no daime que foi feito. Ao ingerir esse daime, a pessoa também receberá a carga negativa das drogas.

No jargão do daime, aqueles que usam a santa maria (que é a mesma maconha que os traficantes vendem nas esquinas) são chamados de marianos. Eu chamo agora esses marianos à luz da razão. Eu proponho o “teste da verdade”, inclusive ao filho do Sebastião Mota de Melo, o Alfredo Gregório, ao Alex Polari e a todos os outros padrinhos e madrinhas do Cefluris:

Uma pessoa após que fez um ritual a noite inteira com o daime pode fazer um exame que nenhuma droga ou alteração vai constar no resultado. Eu mesmo já fiz esse teste e conheço várias outras pessoas que fizeram também. Mas isso acontece na verdade porque daime não droga!

Agora, marianos, façam o mesmo com essa tal de santa maria. Peguem a maconha de vocês, plantada ou comprada como escolherem, a consagrem ao alto como santa maria, pitem essa maconha a noite inteira no seu ritual da santa ma ria como vocês já vêm fazendo faz tempo, mas no dia seguinte após o término façam um exame. Vocês vão ver que o THC da maconha vai estar presente nos seus corpos! Com o THC presente em vocês, como fica então toda esta historinha da consagração da maconha em santa maria? Caiu por terra, não é? Pois o THC está cientificamente comprovado que mata os seus neurônios, deteriora a memória e causa a letargia mental. Resumindo: deixando-os burros!

O bom da ciência é que não existe “achismo”, apenas provas incontestáveis. Para que a ciência faça uma afirmação, uma mesma experiência é repetida muitas vezes e todos os resultados precisam ser idênticos. Se um for diferente, a ciência não afirma. Quando a ciência prova, está provado! Leia nesse livro o capítulo científico sobre a cannabis sativa (maconha ou santa maria) e inclusive veja as fotos por tomografias computadorizadas que apresentam cérebros com buracos e manchas, de usuários de maconha com apenas um ano de vício. Sei que as igrejas do SANTO DAIME vão se espalhar pelo mundo todo, então que sejam espalhadas as verdadeiras e todos estejam bem alertados sobre as falsas. Assim só não enxergará a verdade aquele que não deseja enxergar.

Escrever esse livro é uma questão de responsabilidade, de obrigação. Nenhum prazer sinto em escrevê-lo. Por quatro anos venho alertando a humanidade sobre as falsas igrejas do SANTO DAIME (Cefluris). Tudo que afirmei, eu provei. Eu nunca minto! Fui ameaçado até de morte se eu não parasse de expor as verdades negras sobre o Cefluris, mas deixei, claro que aqui se encontra um leão e não um cordeirinho, que sabe muito bem reagir, defender-se e atacar também se necessário. Aqui se encontra um espírito já velho e um guerreiro do coração. Nem mesmo a minha morte impedirá os objetivos a serem cumpridos pelo Céu Nossa Senhora da Conceição. Hoje somos já em muitos milhares. Ensinei a esses a se tornarem fortes, decididos, viverem com honra e a serem capazes de atingir o cumprimento, de qualquer objetivo.

Para um xamã a honra é tudo. Na honra estão inseridos o amor incondicional, a compaixão, a humildade, o bom senso, a fidelidade e a verdade. Ser honrado e honrar a memória dos irmãos da LUZ é tudo que importa para mim, é tudo que importa para um xamã verdadeiro. Ensino que abaixo de DEUS somos todos irmãos e irmãs de uma grande família celestial. Nem mais belos nem mais feios, não há distinção. Todos somos amados pelo mesmo amor. Eu não sigo o SANTO DAIME, portanto aqui não há conveniência ou qualquer parcialidade. Eu sigo e ensino o bom caminho vermelho, o xamanismo. Portanto limpar o bom nome do mestre lrineu é uma questão de honra e alertar a você é questão de obrigação. Feliz eu posso dizer: eu não tenho discípulos, eu tenho irmãos (ir + mãos)!

Já lhes passei instruções claras a serem cumpridas, reações tomadas pela honra e todos os recursos financeiros necessários existem. Eu prefiro morrer de pé a que viver de joelhos. De minha parte, com a edição e distribuição desse livro, dou por encerrada essa situação com o Cefluris e as drogas com o daime.

Por meio deste livro, exponho claramente a onde estão a verdade e LUZ e a onde estão a mentira e ilusão. Portanto agora resta o seu livre arbítrio de escolher o caminho que deseja seguir. Pretendo seguir meu caminho ensinando a humanidade, a arte de “viver caminhando em belezas”. A menos que haja razões que impliquem esse céu santificado ou os irmãos que têm me auxiliado nessa missão, realmente irei me esquecer do Cefluris e do Sebastião Mota de Mello. Mas caso ocorra essas razões, essa tribo aqui retornará à batalha com quatro vezes mais intensidade. O maior presente que DEUS lhe deu é o presente, o aqui e o agora. Cada atitude sua realizada é uma ação que resulta em reações que jamais se extinguem. O que você faz ecoa na eternidade!

Para que não haja dúvidas logo no início da leitura desse livro sobre o posicionamento do mestre Raimundo Irineu Serra com relação às drogas, coloco abaixo uma parte do estatuto feito de próprio punho por ele, que é o verdadeiro daimista original, para o Centro de Iluminação Cristã Luz Universal Rio Branco, Acre, capítulo IX:

Moral e profilaxia

Art. 19° – Capitulando pela moral e saúde da agremiação, a todos é vedado, na forma da alínea b e art. 8° da Constituição e decreto-lei 159 e art. 281 do Código Penal e afins, o uso ou tráfico de inebriantes, refutando-se:

a) a morfina,

b) a heroína,

c) a cocaína,

d) a maconha,

e) a marijuana,

f) a cachaça,

g) o lsd e outros também de efeito deletério incompatível com a dignidade humana, os quais obscurecem a consciência e os sentimentos nobres, levando à perversão e ao fatalismo suas vítimas, na ânsia inopitável de alegrias fortuitas e degradações.

§ único – requintar-se na insensatez da libação e tripudiar as finalidades da alma é mergulhar o ego em panacéia de ilusões e atos que aviltam a integridade moral e comprometem a saúde e a personalidade, levando suas vítimas ao escravismo vicioso e ao fim contristador expresso em 1Cor 6:10 e afins, cujos viciados não entrarão no reino dos céus.

 

Testemunho de quem viveu o Falso Santo Daime

 


 

Depoimento: C. T. B.

Data de nascimento: 25/5/1961,

Natural e moradora de Curitiba, Paraná.

 


 

O inicio do engodo

 

 

“Eu poderia dar um testemunho longo, cheio de detalhes e nomes, porém sinto no meu coração que não é necessário, já há irmãos fazendo isso de uma maneira muito melhor. Espero, sinceramente, que meu testemunho seja útil e providencial para muitas pessoas. Faço isso para o” “Mestre” e pelo mestre lrineu, que é o responsável pelo santo daime na Terra.

É um testemunho de alerta que estou deixando para o bem da humanidade. Eu descobri o daime há uns 10 anos. Ao lado de Nova Gokula, que é a comunidade rural do movimento Hare Krishna em Pindamonhangaba (interior de I São Paulo). Apareceu um ponto de daime, na fazenda vizinha. E eu fiquei curiosa por conhecer esse trabalho espiritual com planta de poder. Fui lá conhecer.

E esse contato foi muito bom, muito especial para mim, porque havia muitos devotos que cantavam mantras, além do hinário é claro, isso me fascinou. O daime me ganhou ali naquele momento. Meu Deus, isso é espiritual!. Foi bem mágico para mim. E comecei a freqüentar, levei minhas irmãs, minhas sobrinhas, levei todo mundo para o daime. E com o tempo passamos a freqüentar outros centros. Passamos anos viajando para fazer trabalhos com daime. Ficamos fascinadas pelo daime, fizemos muitos amigos. E até chegamos a abrir um ponto, depois, uma igreja de daime em Curitiba. Eu e minha família, minhas irmãs, filhas e sobrinhas, ficamos muito unidas nessa época, realmente formamos um clã e tudo ainda era muito inocente. Porém no momento em que o movimento começou a crescer e se institucionalizar já não funcionou da mesma forma.

 

Cannabis

 

 

Quando entrei no santo daime eu já usava a cannabis por longa data, era do Tempo de comunidades alternativas. Morei no RJ onde pitava em shows, praia, teatro, era super normal, todo mundo pitava. Só tinha a perseguição da policia, é claro que eu achava um absurdo porque não liberavam logo essa planta? Nunca considerei droga, muito menos me considerava viciada, mesmo fumando todos os dias… Afinal eu era “da paz e amor”. Só fui parar de pitar quando entrei pro movimento Hare Krishna. Aprendi que era “intoxicação”, e estaria quebrando um principio espiritual se continuasse pitando, então parei por um bom tempo, até que conheci a “santa Maria” o “segredo” do santo daime. Então voltei a pitar sem culpa, agora resguardada pela “santa”.

Estava feliz da vida com meu pitinho, mas é claro que minha vida familiar e profissional estava uma droga, mas eu tinha meu “pitinho” para me consolar, e consolava mesmo, eu ficava sob um véu de um conforto ilusório. Por nada eu deixarei de pitar a minha santinha que me dava tanto conforto. Usei religiosamente todos os dias, plantei uma rocinha em casa, já que o único peso era o tráfico e todo o baixo astral disso. Mesmo assim eu comprava de traficante, pois para o meu consumo teria que ser uma roça grande, uns vasinhos não davam conta. O traficante me avisava quando tinha uma erva mais natural, não tão prensada, e eu purificava colocando no sereno, fazendo Reik, untando com mel, na verdade fIZ todo esse ritual poucas vezes, por que o que eu queria mesmo era pitar logo; Era viciada, e usava todos os dias para fazer qualquer coisa. Nas seções espirituais do daime, eu levava meus pitinhos prontos no bolso, e saia pra pitar tranqüilamente; Imagina trabalho sem pito, nem pensar! Existe trabalhos com pito dentro do ritual, antigamente era só para fardados. Então fardei.

Usávamos a “santa Maria” com o objetivo espiritual, de cura, de expansão da consciência. Essa era a idéia, porém com o uso diário…Virou vicio é claro. Tinha muitos amigos de pito. Na época achava que estava tudo bem. Só mais tarde fui perceber e viver os perigos do vicio. O que realmente está por trás desse véu de ilusão.

 

Céu do Mapiá

 

 

Fiz uma viagem de férias de um mês para conhecer o Céu do Mapiá, há uns sete anos, com minhas irmãs. Nós nos divertimos muito e foi bem melhor do que qualquer Disneylândia. Já na canoa para chegar até o Céu do Mapiá o barqueiro nos ofereceu um “pitinho”; Fomos pitando até lá e tudo foi muito divertido, uma verdadeira aventura na selva, parecia um filme de Indiana Jones multiplicado por cinco.

Chegando no Céu do Mapiá, esse barqueiro nos encaminhou para nos hospedarmos na casa dos pais dele. E eu timidamente perguntei ao barqueiro como poderia fazer para comprar a “santinha”. E ele ficou todo ressabiado e me disse que no Mapiá ninguém comprava ou vendia que não tinha comércio era por meio dos amigos que quisessem compartilhar. A partir desse dia, o pai desse barqueiro, um senhor velho e muito querido, nos dava generosamente .três “pitinhos” por dia. E, principalmente, quando havia trabalhos espirituais. Durante o trabalho, no Céu do Mapiá, mal o trabalho começava e as madrinhas, senhoras idosas, já saíam para pitar na ponta da igreja. E eu achava aquilo incrível, achava o máximo. E todo mundo pitava a torto e a direito dentro do trabalho, pessoas de todas as idades.

Em uma ocasião fomos visitar a madrinha Rita, esposa do Sebastião (Sebastião Mofa de Meio), e ela me perguntou: “tu pitas?” E eu respondi: “claro”madrinha”. E pitamos juntas, Achei incrível aquela senhora que parecia minha finada vozinha preparando um “pitinho” para nós. Na época. foi o máximo, porque tudo que eu queria era pitar com minha vó, meu pai, minha mãe. E claro que não podia. E nessa família onde estava hospedada fiquei admirada de ver essa família silenciosa que todos os dias se reunia para pitar, mãe, vó, filho, neto; eu achava que aqui!o era uma grande união. E um dia em que ainda estávamos hospedadas naquela família foi o aniversário de uma das netas do dono da casa, fizeram um bolo de aniversário bem simples, vieram os amiguinhos, cantaram parabéns, comeram bolo e as criancinhas de 7. 8, 10 anos, só criancinhas, fizeram uma rodinha e começou a rolar o”pitinho”. Aquilo me Impressionou, me chocou um pouco. E eu comentei com a avó das crianças: “isso na minha terra dá cadeia”, E ela respondeu: “minha filha, essas crianças já nasceram sob a luz da “santa Maria. Então pensei:”é santa mesmo”. Algo que criancinha pode usar, que a avó da pra neto, só pode ser do bem! Lá no Céu do Mapiá, lá na floresta, minhas irmãs se fardaram. Eu resisti porque “tenho sempre um pé atrás”‘com instituição, ainda mais que já era há 20 anos Hare Krishna. Mas meu amor pelo santo daime crescia e levei toda a minha família com convicção de que iríamos receber muitas curas emocionais, mentais, físicas e espirituais. Eu acabei me fardando um tempo depois por causa daqueles trabalhos fechados só para fardados onde se pitava santa maria abertamente. Então quis me graduar porque não queria perder por nada trabalhos de “santa Maria”. Boa parte da minha família estava no daime, menos minha mãe, que manifestava um incomodo com aquele nosso movimento. Mas a gente amava e foram anos de muita alegria, muita união, muitos amigos, muita festa e, é claro, muito pito. Eu quero esclarecer aos que lerem este testemunho que: este “conto de fadas” inicial que parece um paraíso é justamente a ilusão que a maconha nos faz vivenciar, enquanto este portal “negro”, que é a maconha, vai encravando suas garras até a pessoa acordar e às vezes já tarde sem nem saber por onde sair. Por isso atenção, todo cuidado é pouco com este portal da maconha.

 

A Desilusão ou: saída da ilusão

 

 

Estava indo tudo muito bem, de vento em popa. Até a inauguração da igreja oficial. Era uma festa só. Claro que havia alguns balanços, normais. Mas o balanço grande, ou melhor, a queda total começou no dia da inauguração da igreja, ao menos para mim.Estava tudo lindo, aconteceram 20 fardamentos, igreja lotada, crescendo rápido… Mas, dentro da sessão espiritual de inauguração minha filha mais velha, que havia passado seis meses no Céu do Mapiá e nem queria voltar, tive que implorar para ela voltasse, começou a manifestar um comportamento muito estranho. Zombando tudo e todos dentro do trabalho principalmente perseguindo a mim. Eu não podia compreender o que estava acontecendo, já que ela sempre foi uma menina tão educada e espiritualista, sua educação e base espiritual foi de primeira linha. Então, pela primeira vez na minha vida tive uma vidência clara e assustadora e vi na menina muitos seres esdrúxulos, horripilantes, sinistros, que estavam ali única e exclusivamente para zombar e destruir a festa. Estavam ali para roubar, matar e destruir. E conseguiram. Roubaram a alma e destruíram a vida dela, só não conseguiram matar porque ela tem proteção da Krishna. A minha filha ficou tomada de espíritos do mais baixo astral, ela se perdeu. E então aí começou meu filme de terror. A menina que era uma princesa do movimento Hare Krishna, com uma bagagem de dez anos de vida exclusiva para Deus, acordando todos os dias às 4h da manha para adorar o Senhor Supremo, não era mais a mesma. Ela tinha 17 anos na época e isso aconteceu em 2002.

A partir daí, foram cinco anos de lutas com as trevas. Posso dizer que naveguei pelo vale das sombras, fui conhecer o outro lado. Eu como mãe, e responsável, fui do paraíso ao inferno, sem escalas, em um piscar de olhos. Entrei em contato com outro lado que eu não conhecia. A culpa e o medo tomaram conta de mim. Só Deus para me tirar daquela situação, pois o povo do santo daime do padrinho Sebastião ficaram mudos, não.sabiam o que fazer nem dizer. Fiquei só. Tive a sensação horrenda de perder a menina como um balão que estava indo para ô espaço. Percebi que o paraíso da santa Maria era na verdade o inferno disfarçado o inimigo tirou o e se apresentou para mim cara a cara. E se mostrou o que tem por trás de toda aquela sedução…

Dentro dessa instituição, não encontrei apoio, nem recurso, nem caridade, nem cura. “A menina rodou”. Isso acontece com algumas pessoas…Que talvez tenham algum problema emocional, familiar,ou mesmo uma esquizofrenia enrustida que aflorou, ou talvez fosse muito mediúnica e “surtou”. Enfim um festival de achismo. O que me deixou realmente triste na época foi o pessoal da minha igreja me pedir educadamente é claro, para que eu não levasse mais a menina nos trabalhos, pois ela atrapalhava muito, é verdade ela aterrorizava! Sendo ela uma fardada pioneira e fundadora dessa igreja… Comecei a questionar seriamente. Como pessoas que não estão dispostas a compreender, aprender e ajudar um próprio integrante, irmão de corrente, que está “sinalizando” que algo não está certo. Qual a intenção de um grupo desses? Salvar a humanidade? Qual o real interesse? Qual o propósito? Se não tem cura nem caridade, pra não se falar de amor, com um irmão de corrente? Realmente eu não entendi. Mas, compreendi que tudo era muito superficial. Não existe nenhuma responsabilidade para com o ser humano, muito menos amor. Aquela firmeza no amor que tanto se fala nos hinos é só pra cantar bonitinho, e a prática?

Então desiludi com esse grupo, e esse santo daime do Sebastião que foi indiferente ao meu sofrimento. Compreendi que o meu problema era serio mesmo. É eu e Deus, meu irmão. Então, com toda a minha Fé me levanto e luto pela minha causa.

De lá para cá, são cinco anos de batalha com psiquiatra, psicoterapia e muitas outras coisas. Pois a menina entrou em uma confusão e depressão profundas. Não tinha mais amigos, nem condição de freqüentar a escola, de trabalhar, de fazer mais nada, a vida dela parou. E a minha também! Ela estava com alma perdida, culminando quase com um internamento em um hospital psiquiátrico. Tomava remédios tarja preta, e segundo a psiquiatra ela estava condenada a tomar os medicamentos por anos.

 

De volta à luz

 

 

Aí foi quando Deus, com sua infinita bondade, por meio de amigos muito amados e especiais discípulos do Mestre lrineu, aos quais serei eternamente

e incondicionalmente grata, me levaram em outro centro para mais uma tentativa de cura. E aí chegando lá o líder espiritual do lugar me disse para ter fé no maior curador do universo: O Mestre Jesus Cristo. Fizemos eu e minha irmã espiritual que me levou a esse lugar um trabalho maravilhoso, de muita luz onde eu definitivamente consegui romper com toda a egrégora da maconha, curei meu vicio como um verdadeiro milagre. Foi muito lindo. Então ele disse para levar minha filha até lá para fazer um trabalho com daime. E eu estava um pouco insegura porque fazia tempo que ela não tomava daime e tomava remédios controlados fiquei receosa do que poderia acontecer. Mas o Xamã insistiu para que eu tivesse fé e fez um trabalho na linha xamânica com santo daime. Foi a partir desse momento que minha filha deu um salto quântico na cura dela, parou de tomar remédios psiquiátricos, nunca mais surtou e os caminhos dela começaram a se abrir. Sou muito grata a todas essas pessoas, mas é claro que por trás de todos está o Criador. A vida da minha filha começou a andar, mesmo devagar, mas para isso precisei romper com todos os meus amigos antigos, que usavam ainda a “santa maria”. Precisei romper com toda aquela instituição profundamente. E lá no centro onde minha filha encontrou o primeiro passo para cura fui recebida com muito amor, compaixão e caridade, não cobraram de mim nenhum centavo. É o Céu N.S. da Conceição em Pariquera Açu – SP. O xamã líder de lá sempre diz: “O senhor dessa obra é o Mestre Jesus.. Eu sou apenas um servo dele. Estou contando tudo isso porque é uma causa séria, pelo mestre lrineu, por essa sagrada bebida, que é providência divina, mas se usada com drogas perdem-se vidas. Depois dessa melhora da minha filha, agradeço a Deus, ao meu amado Jesus Cristo, ao mestre lrineu, a esses irmãos de luz que me ajudaram com tanto amor e carinho. Deus é incrível, só fui perceber o engodo em que eu me encontrava quando o mal tocou minhas amadas filhas, senão talvez estaria na ilusão até hoje. Na minha concepção, minhas filhas foram geradas, nascidas e criadas para Deus e estava vendo com meus próprios olhos elas se perdendo de Deus. Imagine uma sensação dessa para qualquer mãe. Você que é mãe e pai pense nisso! Percebi que havia algo de muito errado. A mais velha em um surto psicótico e a mais nova em um mergulho na rebeldia unindo-se a uma pessoa dessa instituição, 20 anos mais velha, de caráter duvidoso. Reconheço que não sou uma mãe exemplar, cometi muitas faltas, porém não vou perder o bom senso ou minhas filhas para a ilusão, para as trevas. Depois de muito sofrimento, compreendi o preço de uma falta grave no mundo espiritual, compreendi a falta grave para com o mestre lrineu e sua santa doutrina. Compreendi, afinal, que o verdadeiro santo daime estava e está sendo maculado. Só hoje, graças a Deus, sou livre para conhecer o Mestre. Para conhecer o trabalho do Mestre, não é possível usar outras plantas que não são autorizadas pelo Mestre, ele mesmo fala no seu estatuto.

Hoje eu sei que a Santa maria é droga e nada tem de santificada.

 

Perdão

 

 

Eu peço perdão, sinceramente, a todas as pessoas que de alguma forma encaminhei para a direção equivocada. Paguei e estou pagando um preço alto por isso. Peço perdão à minha família, irmãs, sobrinhas e, principalmente, peço perdão às minhas amadas filhas. Que o Supremo Senhor Jesus Cristo, Virgem Soberana Mãe, junto com o mestre lrineu em sua infinita bondade e misericórdia, possam perdoar as minhas falta e me proteger das armadilhas, enganos e engodos desse mundo material. Eu peço perdão agora, sinceramente, a todos os seres de luz. E agradeço do fundo do meu coração a nova chance e oportunidade que estão me dando. Obrigada. Esse testemunho é para a honra e glória de tudo o que é sagrado, ao santo nome de Krishna, Jesus Cristo,

Maria Santíssima, e ao querido e Raimundo Irineu Serra, que é guia e guarda desse sagrado sacramento para a cura, bênção e luz.”

 

 

I – Início da Verdade.

 

 

Voltar ao sumário

 

 

Amados, desejo falar-Ihes sobre as virtudes da vontade, da sensibilidade, da inteligência e da coragem. Também sobre as capacidades inatas dos seres humanos da criatividade e da imaginação. Como o professor Alberto Montalvão sempre ensinou o ser humano é vontade, sensibilidade e inteligência. E isso, eu posso lhes afirmar, é a mais pura verdade.

Quando observamos de perto o processo da vida e da evolução da humanidade, percebemos que a intuição sempre aponta a direção correta, o melhor caminho a seguir e traz a solução perfeita para o problema que você está passando, inclusive neste momento. Portanto, atentar à voz da intuição é questão de sabedoria. E é através da sensibilidade que você perceberá a intuição que fala dentro de si.

A razão não pode e não consegue alcançar a intuição, que está em nós, mas situa-se além da lógica racional. Ela não pertence ao mundo tridimensional, como a razão e os pensamentos. Mas, uma vez que a intuição já tenha lhe mostrado onde deve chegar, então é hora de você usar a razão. Porque será através da razão que você irá planejar, traçar os passos a serem dados para alcançar aquele ponto que a intuição lhe mostrou. E é exatamente aí que você usará muito as capacidades da criatividade e da imaginação, inclusive para contornar obstáculos que possam surgir no caminho. Na maioria das vezes, graças a sua criatividade, os obstáculos serão transpassados com muita facilidade.

Uma vez que você já traçou os passos a serem dados, o caminho a ser percorrido então, é chegado o momento da vontade. A vontade fará você galgar os degraus que planejou subir, caminhar passo a passo no caminho traçado, até alcançar o objetivo que a intuição lhe mostrou. À vontade, a sensibilidade e a inteligência são as três virtudes primordiais que já nascem com todo.s os seres humanos, mas precisam ser trabalhadas para se tornarem mais intensas.

Meu filho saiba que por ser filho de Deus você já nasceu como Deus filho: imagem e semelhança do Deus pai. Sim, todas as virtudes do Deus pai já se encontram como sementinhas dentro de você, deus filho, mas é preciso cultivá-las com afinco e determinação. Saiba que você já nasceu destinado a toda forma de vitória, a toda forma de sucesso. O Papai do Céu o ama muito e não abre mão de nenhum de seus filhos, inclusive de você que me lê agora! Você é mesmo o sal da terra e o Grande Espírito já o considera como jóia rara do seu tesouro.

As virtudes que já se encontram dentro de você, meu filho, não podem ser contadas pelos cabelos de sua cabeça ou mesmo pelas estrelas do céu! Mas todas essas incontáveis virtudes, latentes em você, só irão se manifestar a partir do desenvolvimento das virtudes mater que já nasceram contigo: vontade, sensibilidade e inteligência. Mas é importante você saber que, dessas três virtudes em questão, a da vontade é o apoio e até mesmo a base das outras duas.

Quando você deixa de ser “homem passividade” e passa a ser “homem vontade”, ocorre um aumento rápido e gradativo das capacidades da sensibilidade e da inteligência.

De todos os seres vivos da Terra, o ser humano é o único capaz de ter criatividade. Você sabia que, de todas as criaturas já conhecidas deste planeta, o ser humano é a única capaz de imaginar uma situação e prever os acontecimentos resultantes? Maravilhoso, não é?

Você pode criar na sua mente uma determinada situação e ver com clareza o resultado final do experimento, sem que tenha de concretizar tal coisa no mundo da matéria. Se você seguir pensamentos ilógicos, que fogem das leis da razão, você entrará no campo das fantasias, estará canalizando mal essa capacidade e a sua energia também. Mas a capacidade da criatividade, se usada dentro das leis da razão, dentro do conhecimento real adquirido em experiências passadas e em estudos já realizados, vai fazer você encontrar a solução para um determinado problema que pode estar vivendo neste exato momento. E aí a canalização da energia será perfeita. Abrir mão da sua capacidade de criar é negar a si mesmo e, como conseqüência, sofrer com resultados que poderiam ser facilmente evitados. Vou contar uma historinha que vai elucidar muito bem o que afirmo:

Certa vez, um cachorrinho foi a um safári junto com seu dono. O cãozinho, alegre e faceiro, se divertia muito correndo atrás das mariposas e das libélulas. E, tal era a sua alegria, não percebeu que se afastava cada vez mais do acampamento e adentrava a área selvagem, já de caça. Finalmente, quando o cãozinho percebeu que estava na savana, campo aberto de caça, território 100% selvagem, já se encontrava muito longe da segurança do acampamento do safári.

Exatamente nesta hora, percebeu que uma grande pantera vinha em sua direção e, claro, adivinhe só quem era o almoço da pantera? O cachorrinho pensou: “Santo Cão, o que faço agora? Eu posso correr. Mas certamente esta pantera peralta vai me alcançar rapidamente. Afinal de contas, ela alcançaria até um impala. Bom, então posso brigar. Mas certamente ela me fará em pedaços. É muito mais preparada que eu e sozinha vale por uma matilha inteira”.

Foi quando o cachorrinho, percebendo um punhado de ossos ao seu lado, teve li ma idéia e a colocou em prática. Dando as costas para a pantera, como se ainda não a tivesse visto, começou a roer um daqueles ossos. Quando a pantera chegou bem perto e deu uma pequena parada para preparar um bote melhor, o cãozinho, fingindo ainda não ter visto a pantera, ergueu a cabeça e disse exclamando: “Hummm… que delícia essa pantera que eu acabei de comer!” A pantera, ouvindo isso, levou um baita susto e saiu a correr, desesperada. Ainda pensou: “Nossa, que cãozinho bravo! Quase me almoça!”

Mas o macaco, que tudo assistira, morrendo de inveja da esperteza do cãozinho, correu gritando atrás da pantera: “Dona pantera, então não percebe a grande peça que este cachorrinho lhe pregou?” E contou tudinho para a pantera. A pantera, enfurecida, disse: “Suba nas minhas costas, senhor macaco. Irei até aquele cãozinho e agora vamos ver quem come quem!”

Quando o cachorrinho avistou a pantera com o macaco nas costas, correndo e bufando furiosa, logo entendeu o que havia acontecido. “Mas, e agora, o que hei de fazer?”, pensou o cachorrinho. Então, mais uma vez, teve uma idéia e a pôs em prática. Tornou a virar de costas como se ainda não tivesse visto a pantera e continuou a roer aquele pedaço de osso.

Quando a pantera, com o macaco nas costas, já estava bem perto, o cachorrinho, ainda fingindo não saber da presença da pantera, ergueu a cabeça e exclamou muito bravo: “Maldito daquele macaco, já faz meia hora que ficou de me trazer outra pantera para eu poder comer!” A pantera levou um baita susto de novo e fugiu mais desesperada do que da primeira vez, mas levando na boca o macaco morto.

Percebem, queridos, em momentos de crise só a imaginação é melhor que o conhecimento! Esse cachorrinho, mesmo com todo o medo que teve ao ver a enorme pantera, foi corajoso e não se deixou abater. Mesmo com muito medo, elaborou um plano através da sua criatividade e o colocou em prática.

Portanto, saiba você que ser corajoso não é não ter medo. Ser corajoso é prosseguir adiante apesar do medo que sente! Ouça, meu filho, você pode ficar aí parado, arrumando desculpas para os seus fracassos e desilusões ou avaliar com muita atenção os ensinamentos que lhe passo. Por meio deles, você descobrirá que também é capaz de vencer em todos os sentidos e que na verdade já nasceu destinado à iluminação. Mas o caminho é você quem escolhe!

Sei que às vezes você deve se perguntar: “Como é que algumas pessoas foram mais longe do que outras e conseguiram alcançar o êxito? Como foi que pessoas aparentemente simples, que nasceram em uma família pobre e muitas vezes cresceram segurando em um cabo de guatambu da enxada carpindo pastos, tornaram-se ricas e bem sucedidas na vida? E, às vezes, pessoas que já nasceram em berço de ouro, tiveram o melhor estudo e ainda receberam uma herança volumosa terminaram seus dias na pobreza, pagando aluguel e muitas vezes trabalhando como empregadas exatamente daqueles que cresceram carpindo pastos?”

Muitas vezes, ouvi pessoas com mais de 50 anos dizerem que já estavam velhas demais para mudar. Que triste ouvir isso! Essas pessoas só envelheceram mesmo o corpo, em espírito pouco cresceram. Elas ainda pensam presas no tempo e no espaço. Algumas, racionalizando, dizem já estarem velhas demais para mudar. Imagine, velhas demais para mudar em relação a quê? Ora, um homem é quase imortal, se comparado a um pé de alface! Mas, se for comparado a uma montanha, será menos que um feto! Na verdade, tais pessoas apenas demonstram o medo que têm das mudanças; ou então uma enorme preguiça espiritual que, aliás, resultará em grandes sofrimentos.

Saiba que o êxito está ao seu alcance e para isso não importa a sua idade. Para atingir o êxito não existe idade determinada. Idade, meu filho, só vale mesmo é para aposentadoria! Vou contar uma história, que encontrei na Internet, porém sem verificar sua autenticidade, mas que vai elucidar muito bem as verdades que ensino:

Um senhor de 65 anos ainda trabalhava como vendedor em seu carrinho de lanches. Passou praticamente sua vida adulta inteira vendendo cachorros-quentes e outros lanches. Contudo, ele sempre criava novos tipos de lanches e devido a isso foi muito criticado pelos outros vendedores. “Você é louco”, diziam, “fica perdendo seu tempo criando coisas que não dão certo. Contente-se em fazer o cachorro quente que todos nós fazemos!” Outros ainda escarneciam dele: “Ele gosta de ser diferente gente!” E riam. O velhinho nunca lhes deu ouvidos e jamais desanimou. Continuou a criar novos lanches e também a vender os tradicionais.

Certa vez vendeu o ponto com o carrinho de lanches e alugou uma garagem, onde finalmente abriu sua lanchonete. Ele sonhou com essa lanchonete por mais de 40 anos! Um ano depois, ele havia comprado o imóvel e não pagava mais aluguel além de ter aberto uma lanchonete filial no bairro vizinho. Agora eu vou lhes dizer o nome desse senhor admirável que nunca desistiu e jamais se abateu: o nome dele é Richard McDonald!

Você pode alegar que quem atingiu o êxito já possuía um talento nato. Mas, então, eu lhe pergunto: por que tanta gente talentosa não sai do lugar, não progride na vida? Eu mesmo conheci um jovem que possui um talento excepcional para pintura, mas vive nas ruas como hippie, fazendo pulseirinhas e anéis para sobreviver. Por fim, acabou por se acomodar em uma dessas religiões que possuem comunidades alternativa, aguardando vencer os seus dias na Terra. Existem excelentes comunidades alternativas nas quais todos trabalham muito e possuem, um objetivo comum, mas comunidades sérias não aceitam pessoas que apenas procuram um barranco morrerem encostadas. Então, talento não é a resposta! O talento por si só não leva ao êxito.

Você pode alegar que o esforço irá coroá-lo com o êxito. Mas, então, eu lhe pergunto: como é que tem tanta gente que trabalha pesado, dá duro na vida, trabalha aos domingos e feriados, dorme pouco, mas não sai do lugar? Como negar a grande determinação, a persistência e o esforço de um homem que puxa uma carroça nas ruas recolhendo papelão, latinhas e plásticos o dia inteiro, mas ganha quatrocentos reais por mês? Eu conheci um homem que trabalhava como pedreiro, o nome dele é Sr. Gregório. Ele foi uma das pessoas mais esforçadas que eu já vi na vida, gostava mesmo de pegar no pesado. Mas já estava com 60 anos quando consegui finalmente ter a sua própria casa.

Então, o esforço não é a resposta. O esforço por si só não o leva ao êxito. Você pode alegar que a educação leva ao êxito. Mas eu lhe pergunto: como é que alguns analfabetos conseguiram revolucionar um país e alguns semi-analfabetos revolucionaram o planeta? Desejo lembrar a você que o Sr Lula, presidente da república, não tem formação superior. Temogim, por exemplo, escravo e analfabeto, liderou uma rebelião reunindo outros escravos, recebeu o nome de Gengiskam e conquistou o maior império em extensão de terras que se tem registro na história da humanidade. O impacto que ele causou no mundo foi tão grande que até hoje, na Mongólia, o primeiro leite do dia retirado das éguas é ofertado a ele.

Uma das maiores fortunas da Inglaterra foi formada por um vendedor de charutos e tabaco para cachimbo, que só aprendeu a ler depois de se tornar milionário. O interessante é que ele era sacristão de uma igreja católica desde a adolescência. A história é a seguinte:

Um padre morreu e foi substituído por outro bem mais jovem. Este, ao tomar ciência de que o sacristão era analfabeto, deu-lhe um dinheiro e o mandou embora. Revoltado, o sacristão decidiu, em um ato de rebeldia, fumar um charuto sem se importar com que outras pessoas da igreja poderiam falar. “Que se dane a igreja!”, disse consigo próprio. Foi quando ele percebeu como era difícil encontrar um comércio que vendesse charutos naquela cidade. Percebeu que havia pouquíssimas tabacarias, todas muito precárias.

Ele havia recebido dinheiro do novo padre e conhecia bem os fiscais locais, pois eles freqüentavam a igreja onde ele ainda ontem era sacristão. Então, pensou: “O dinheiro que tenho dá para uma pequena tabacaria e os fiscais são meus amigos, certamente vão me dar à licença necessária”. Dito e feito ele conseguiu a licença, comprou uma dessas casinhas para banca de jornal e montou sua tabacaria em um parque do centro. O antigo sacristão zelou muito pela sua tabacaria, para que ela tivesse apenas charutos de boa qualidade, como os que o antigo padre fumava. Zelou muito também pelo tabaco para cachimbo e se aprofundou nesse ramo.

O sucesso de seu empreendimento foi tanto que, um ano depois, ele já havia alugado um salão comercial e montado uma tabacaria de grande porte. E só para resumir: em 15 anos, possuía uma rede de tabacarias de grande porte espalhadas por vários países da Europa e já era um dos milionários de destaque.

Certa vez, uma repórter, ao fazer uma matéria com o antigo sacristão, descobriu que ele não sabia ler ou escrever e disse, muito admirada: “Se sem saber ler o senhor se tornou tudo isso, imagine então o que o senhor seria se soubesse ler!” E o milionário respondeu: “Seria um sacristão!”.

Então, a educação também não é a resposta. A educação por si só não o leva ao êxito. Você pode alegar, ainda, que a inteligência leva ao êxito. Mas eu lhe pergunto: como é que, mesmo hoje em dia, tantas pessoas brilhantes e geniais estão desempregadas, vivendo uma clara situação de fracasso? Recordo bem o caso de um engenheiro que após os 40 anos foi despedido e, por dois anos, não conseguiu emprego em lugar nenhum. Revoltado, arrumou um emprego de lixeiro em Itu só para chamar a imprensa e mostrar aos brasileiros como é que termina uma mente brilhante quando fica velha aqui no Brasil. É fato comprovado que, em geral, as grandes mentes geniais passam a vida trabalhando como empregados muitas vezes de patrões não tão geniais!

Assim, a inteligência não é a resposta. A inteligência por si só não o leva ao êxito. Mas, então, o que separa os homens que atingirão o êxito dos homens que nada conseguiram? Eu lhes afirmo que o êxito e o fracasso se separam por apenas uma linha tênue como um fio de cabelo. O êxito está ao alcance de todos, inclusive ao seu. Sócrates sempre ensinou que suas crenças determinam sua realidade e Platão dizia que toda grande jornada se inicia com o primeiro passo. Aristóteles ensina que a autodisciplina dos seus atos e pensamentos resulta em um você melhor.

Sêneca, um filósofo da época do império romano, sempre apregoou que, se um homem não sabe para onde se dirige, nenhum porto lhe será favorável. Alberto Montalvão e o Dr. Celso Charuri sempre ensinaram que o homem é apenas o reflexo de seus pensamentos.

Todas as grandes mentes sempre chegaram à conclusão de que o homem molda o seu destino. Você é hoje o resultado de ontem. E o seu amanhã será o resultado de hoje. Ensino com mais simplicidade: o homem colhe hoje os frutos das sementes que plantou ainda ontem. E o seu amanhã será a colheita das sementes que você plantou hoje. Olhe, irmão, existe a motivação e o incentivo. Ambos são bem diferentes! O mundo, por si só, já lhe dão o incentivo, que são todas as condições necessárias para você alcançar o êxito. A mãe Terra já lhe deu todas as condições necessárias para você superar as necessidades primárias, corp.o comer, vestir e morar. Isso já é um incentivo. E ainda há o incentivo das novas oportunidades, o incentivo de ter lima família e muitos outros. Mas o incentivo só é útil a pessoas já motivadas!

Entendeu, meu filho? Vou repetir: o incentivo só é útil a pessoas já motivadas! Ficar aguardando mudanças para começar colocar seus planos em prática é um grande erro. O grande homem está sempre em movimento. Ele sabe bem o que quer, sabe onde quer chegar, tem seu objetivo sempre em mente. Seu deleite é pensar no resultado que terá com a realização do seu objetivo. Ele respira o próprio objetivo, ele se alimenta dele. E todos os seus passos são em direção à realização desse objetivo.

O grande homem não fica aguardando as mudanças acontecerem, mas parte para a luta e provoca o acontecimento das mudanças. Ele persegue o objetivo traçado, determinado a não se deixar abater. Uma pessoa assim sabe que de nada valem as palavras e que, elas, sozinhas, não trazem o êxito. Intuitivamente, sabe que inteligente não é quem muito sabe, mas sim quem sempre põe em prática o pouco que sabe. Vou repetir: inteligente não é quem muito sabe, mas sim quem não deixa de colocar em prática o pouco que sabe.

O modo que você se posiciona em relação à vida faz a total diferença. Esta é a motivação que lhe trará o êxito! Talento, persistência, educação, inteligência e incentivo, unidos pelo catalisador da coragem e somados à ação lhe trarão o êxito. Saiba que você sempre receberá da vida exatamente aquilo que você deu. A natureza sempre favoreceu a forte, basta você observar a história para descobrir isso.

Aos olhos da natureza, a passividade é o pior dos vícios e a vontade é a maior das virtudes. Vou reproduzir um discurso de um professor muito querido por mim. Também esclareço que o exemplo dado por este professor é uma das forças que me guiam.

 

 

Penso logo existo? Não!

Penso, logo estou, porque para ser é preciso fazer, uma vez que o homem é julgado a pelas suas obras, por aquilo que faz.Você é quem monta sua pedra filosofa!. Viva o resultado já no início do processo, porque o conhecimento é gerador de felicidade.

Portanto, crie espaço para elaborar conhecimento, para que surja o néctar, surja a energia resultante que faz de você um ser diferenciado. Esta energia, além de motivar você a caminhar mais, explica a esperança, diz que vale a pena. Ela conta segredos a você, traz segredos a você, dá a você a serenidade, que caracteriza o estado de paz.

Sentir esse prazer é importante, porque ele é a emanação do que alimenta você e a sua vida. Saiba que sempre é possível algo mais paia você aumentar a sua verdade. “Quem crê em mim faz as obras que eu faço”.

(Dr.Celso Charuri, 20 de novembro de 1981).

Obs: Dr.Celso, meu querido professor iluminado, eu acreditei no senhor e minhas obras testificam o quanto.

Estamos entrando em uma nova era: o terceiro milênio já se faz presente e trará uma série de mudanças na humanidade. Não me refiro a mudanças geológicas (que também acontecerão num tempo não tão distante), mas a um reaprendizado de conceitos por toda humanidade, que resultará na queda das antigas verdades efêmeras. Serão mudanças necessárias para que a humanidade possa adentrar as verdades absolutas.

Para esta nova era, aquele que não estiver preparado para o reaprendizado não sobreviverá. Tenha por certo, meu filho, que a argamassa da reconstrução da humanidade será o planejamento, a criatividade, a expressividade e a ação. Mais do que nunca, a tecnologia se faz presente em nosso dia-a-dia. Portanto, aquele que fechar os olhos para as novas metas e não acreditar, reaprender, planejar, criar e agir, não conseguirá conciliar talento com tecnologia. Tampouco entenderá que, para ser triunfante na vida, há de se ter fé e esperança, força de vontade e energia, dedicação e firmeza de propósito para o novo milênio.

Os tempos estão mudando e você precisa mudar também. Abrir seus horizontes, pensar grande, sonhar grandes sonhos e se empenhar em grandes esforços. Acaso você já ouviu falar de Alexandre, o Pequeno? Claro que não, ouviu falar foi de Alexandre, o Grande! Certa vez alguém disse que grandes mentes discutem idéias; mentes medianas discutem eventos e fatos; e mentes pequenas discutem pessoas.

E eu digo que grandes almas põem em prática as idéias que têm; almas medianas planejam praticar os eventos e repetir fatos; e almas pequenas invejam as pessoas que já puseram suas próprias idéias em prática.

Muito perde quem perdeu dinheiro. Mas isso se remedia. Muito mais perde quem perdeu um amigo. Mas o tempo sempre traz a reconciliação. Entretanto, tudo se perde quando se abandona a fé. É aí que a coisa se complica muito! Existem muitas formas de se afastar da fé verdadeira. Uma delas é viver na fé cega e. ficar defendendo uma verdade efêmera ao invés de viver na verdade absoluta. Veja o exemplo de um homem que diz ter fé, mas se refugia na ilusão da cachaça, da maconha e de outras drogas: Onde está a fé que ele diz possuir? Não há! Onde está “sua espiritualidade e fé, quando ele se anestesia fugindo da força, quando pita maconha na ilusão de que está apenas consagrando santa maria? Também não há!

Não adianta ficar falando aos outros que você é um homem de fé, meu filho! Somente suas ações e obras irão atestar sua fé. Onde está a razão científica, a espiritualidade e a fé das pessoas que muitas vezes conquistaram um diploma de faculdade, às vezes ostentam o título de doutoras, mas chamam drogas de psicoativo, tentando criar a ilusão de que a ayahuasca e as drogas estão no mesmo patamar? Elas desprezam, inclusive, que a ciência que provou que a ayahuasca não se enquadra nas drogas e a liberou no Brasil e em vários outros países é a mesma ciência que demonstrou cientificamente que a maconha é uma droga viciante, perigosa e responsável por lesões no cérebro humano com apenas um ano de uso.

Onde está a razão científica, a espiritualidade e a fé desses doutores que se dizem científicos, mas desprezam as próprias comprovações científicas, apenas porque desejam, irresponsavelmente, a liberação da maconha? Nem ao menos levam em conta os danos que causarão nos filhos desta nação! Não há razão científica nesses pseudodoutores, pois eles desprezam as constatações da ciência, que é impessoal, permanecendo no “achismo”, que é totalmente pessoal. Não há espiritualidade nesses doutores que não se importam com as conseqüências do “achismo” dissimulado que pregam. Acham-se grandes por ostentarem diplomas e títulos, os quais qualquer pessoa comum pode ter se conseguir simplesmente pagar uma faculdade. Mas se dizendo científicos desprezam as comprovações científicas sobre as drogas como a maconha, quando o vício que os domina está em jogo.

É claro que ter ensino superior é de vital importância para a formação de uma mente cientificamente esclarecida em fatos e não em “achismo” e conveniências. Tanto sei disso que custeio a faculdade para um grande número de pessoas que não tiveram pais que pudessem arcar com essa despesa para o bem da formação de seus filhos. Minhas palavras de agora sobre esses doutorandos do “achismo” que incentivam uso das drogas foram pesadas, mas são verdadeiras e tenho as pesquisas científicas mais recentes sobre as drogas e a maconha, que confirmam tudo que digo. Mas, para você que ainda não está bem certo do que é a maconha, reflita agora: ayahuasca eu indico aos meus filhos; Deus eu indico aos meus filhos. Mas maconha e cocaína você indicaria aos seus filhos?

Nós vivemos em uma comunidade e isto nos impõe algumas responsabilidades que vão além do livre arbítrio. Como se comportar ao ver as atitudes erradas e até destrutivas de algumas pessoas? Você deve repreendê-las ou se calar? Se decidir repreender, estará julgando? Então como agir, como se comportar diante de uma situação dessas?

Preste bem atenção, meu filho: o simples fato de você viver em uma sociedade já demonstra que você deve trabalhar pela felicidade e pelo êxito de todos, pois felicidade só existe no âmbito coletivo, e nunca no individual.

As atitudes de um indivíduo ou de um grupo podem, às vezes, ser muito nefastas e prejudiciais para toda a sociedade! Não é proibido ver o mal quando ele existe. Contudo, às vezes esse mal prejudicará apenas seu malfeitor. Mas e, em outros casos, quando o mal observado atingirá outras pessoas e não apenas o seu malfeitor? Esta questão é muito delicada e precisamos recorrer à caridade bem compreendida. Primeiro, esteja certo de que sua intenção não é apenas denegrir, pois isso é coisa que não provém da luz. Depois, veja se o mal observado afeta somente o seu malfeitor. Pois, se for este o caso, não haverá necessidade alguma de tornar o fato público, pois isso resultaria somente em desmérito e desabono.Agora, se o mal observado pode se estender à sociedade, afetando inclusive pessoas inocentes e ingênuas, não seja omisso e tome uma atitude. É sábio optar pelo sacrifício de um homem para poupar o sacrifício de uma casa. É sábio optar pelo sacrifício de uma casa para poupar o sacrifício de um bairro inteiro. É sábio optar pelo sacrifício de um bairro para poupar o sacrifício de toda a aldeia. E optar pelo sacrifício de uma aldeia para poupar o sacrifício de uma nação. As necessidades de muitos suplantam as necessidades de um.

Conforme a circunstância, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode ser um dever. É melhor que um homem ou um só grupo caia, do que muitos outros homens e grupos serem enganados e tornarem-se vítimas ou prisioneiros desse mal. Quero lembrar que nas leis espirituais não existe a omissão, existe apenas a conivência. Aquele que viu o mal e nada fez contra ele foi conivente com o mal. Porque, na pior das hipóteses, era possível ao menos alertar os outros.

Como bem sabem, eu e minha amada esposa Genecilda (já falecida), sempre combatemos, com muita avidez e força, o uso das drogas principalmente dentro dos rituais do SANTO DAIME, como no caso do Cefluris, fundado pelo padrinho Sebastião Mota de MeIo e deixado aos cuidados de seu filho Alfredo Gregório. Graças aos rituais xamânicos sérios, com ayahuasca ou daime, em dois anos apenas, aqui no Céu Nossa Senhora da Conceição (CNSC) foram recuperados por completo, aproximadamente, mais de 7.500 dependentes químicos.

Quando comecei minha jornada dentro do daime, percebi que as igrejas do SANTO DAIME vindas do padrinho Sebastião de Mota Melo, conhecidas como Centro Eclético da Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra, ou simplesmente Cefluris, eram o falso SANTO DAIME, pois usavam muitas drogas nos trabalhos de daime. Principalmente quando fabricavam o daime, que é a ayahuasca, eles pitavam muita maconha o dia inteiro e às vezes até usavam outras drogas. Isso realmente me chateou. Eu vi isso acontecer e muitas pessoas, que já foram do Cefluris e hoje pertencem CNSC, também viram.

Por outro lado, foi, muito bom testemunhar tais insanidades cometidas por aqueles lesados pela maconha, pois isto esclareceu o motivo da presença de tanta gente de curta compreensão, tanta gente em crise familiar e financeira, tanta gente desempregada, pessoas rudes e mal educadas, pessoas casadas três, quatro vezes e ainda vivendo mal em casa, tanta gente se achando cheia de sabedoria, se julgando um exemplo de vida.

Certa vez, no Céu de Maria, eu vi um homem de uns 45 anos, vestindo um terno branco, pitando um charuto de maconha e dizendo com muita pose a um grupo de adolescentes iniciantes: “Olhem que absurdo, dizem que a santa maria faz mal. Olhem para mim, eu pito há 15 anos e vejam como estou bem!” Este homem tentava passar uma imagem de grandeza para aqueles jovens principiantes. Ele fazia até as poses dos atores das propagandas de cigarro na TV. Tentava mesmo passar uma imagem de grandeza e perfeição. Pouco tempo depois fiquei sabendo que aquele homem pomposo, na vida real, estava com a água e a luz cortada por falta de pagamento. Acho que já por isso ele se drogava tanto. Pois, drogadas, as pessoas se iludem, pensam que são grandes, caridosos e um exemplo de vida, esquecendo por algumas horas a merda em que vivem. Se o leitor acha que estou sendo radical, eu lhe pergunto com clareza: você já observou de perto as pessoas viciadas em drogas há mais de dois anos, o exemplo de vida que elas dão, como agem e como se comportam? Então, gostaria que seu filho fosse como elas?

Conheci um homem que falava fluentemente três idiomas e sempre se vangloriava dizendo ser um velho espírito, possuidor de grande sabedoria, detentor dos mais vastos conhecimentos. Inquiri um pouco o tal homem, com muita sutileza, e ele foi soltando a língua. O dito espírito velho e sábio tem é um péssimo testemunho de vida e vive na mais pura cegueira do ego. Mora de favor em uma pequena casa de fundos e está desempregado a oito anos. É cheio de tudo saber, de tudo conhecer, mas na prática é uma sanguessuga que não tem ânimo sequer para vender cachorro-quente. Sua família sobrevive do salário que a esposa ganha e da caridade alheia, que ajuda os filhos que ele tem. Gente assim termina sozinha, abandonada inclusive pelos filhos. Também conheci um outro rapaz apenas pela Internet, que vive num ego enorme, se achando grande. Segue os mesmos passos profanos do padrinho Sebastião e através da Internet incentiva mesmo as pessoas a usarem drogas. Mas que só sobrevive queimando o que resta da herança deixada pelo avô, já que é apenas um viciado e nem trabalhar sabe.

Fiquei estarrecido ao ver justamente padrinhos, madrinhas e fiscais, pitando maconha com o nome de santa maria. Algumas vezes, eu mesmo cheguei a observar pessoas usando também a cocaína, a qual eles chamam de santa clara. Alguns, inclusive, punham a cocaína na maconha para deixar o pito mais forte. Essas pessoas nem sequer conhecem a diferença marcante entre plantas medicinais, plantas de poder e plantas de poder professoras. Mas também, pelo que percebi, a maioria delas não está em busca de verdades. Elas apenas encontraram, nas mentiras ilusórias do padrinho Sebastião Mota de melo e no Cefluris, uma desculpa para se manterem no mundo da ilusão das drogas e dos vícios.

Deixo aqui registrado que em diversos rituais do SANTO DAIME do Cefluris, presenciei jovens menores de idade se drogando muito. De manhã cedinho, dando carona a alguns deles, percebi que eles já estavam em depressão. Entristecido, eu pensava: “Será que os pais desses menores sabem que eles passaram a noite toda se drogando?”

 

Eu gostaria muito que o padrinho Alfredo Gregório, filho do padrinho Sebastião, fundador do Cefluris, me mostrasse onde na Constituição está escrito que é permitido pitar maconha com daime!? Será que vocês, Alfredo e padrinhos do Cefluris sabem de fato o grande mal que estão causando a tantas pessoas, quando as deixam viciadas nas drogas, apenas porque elas seguem suas mentiras sobre a santa maria? Puxa vida, ayahuasca é libertação, faz uma conexão entre a mente e o coração. Ela é para o ser humano o que o microscópio é para a biologia. Um ritual com ayahuasca, desde que revestido de toda seriedade e respeito, resulta em crescimento espiritual e em muita disciplina. Mas a droga é uma droga! São medicamentos usados da forma errada, que vão resultar em vício e prejuízo espiritual. .

O padrinho Sebastião, fundador do Cefluris, pitava muita maconha com pasta base de cocaína, também usava cogumelo e até caiçuma tomava com o daime. Há muitos comentários dentro do SANTO DAIME que dizem que ele teria morrido por overdose de drogas. Também existem livros relatando esses pontos negros do padrinho Sebastião, que o Cefluris pratica até hoje.

Vejam o que disse a escritora Alicia Castilla no livro “SANTO DAIME Fanatismo e Lavagem Cerebral”;

 

SEBASTIÃO MOTA DE MELO (Padrinho Sebastião)

Falava sem parar, abordando qualquer assunto, mudando para outros, de forma caótica, porém cativante. Alguma coisa, que eu não entendia, me deixava de orelha em pé. A imagem que eu tinha de como deveriam ser os homens sábios era mais silenciosa. Imaginava que quem atingisse determinado grau de conhecimento atingiria também equilíbrio interno. Várias vezes ele me surpreendeu com afirmações a respeito da doutrina espírita que, na hora, criaram grande impacto na minha consciência. Quando mais tarde fui conferir, veio à decepção: as afirmações do padrinho não passavam de equívocos. Seu carisma e seu magnetismo eram tão intensos, que outorgavam ao maior disparate uma aura de credibilidade.Perguntava a mim mesma por que ele não ficava calado, quando não tinha certeza sobre o assunto, em vez de

jogar conversa fora.

Já naquele tempo sabia que ele pitava – fumava maconha – com muita freqüência e até algumas vezes pitei com ele. Anos mais tarde soube que os pitos que ele preferia eram os “incrementados”, ou seja, misturados com pasta-base de cocaína.

 

Outra questão polêmica era sua saúde: o padrinho vivia doente. No meu entendimento, a doença é sinal de desequilíbrio. Os hinos sustentavam a mesma idéia. Acreditava que, tomando daime, chagaria a um padrão de compreensão, onde transcenderia a doença. O padrinho tomava daime há décadas! Era esse estágio que eu poderia almejar após anos de daime, hinários, vômitos e sacrifícios?

E não era só ele: outras pessoas que chegavam da Amazônia apresentavam desequilíbrios evidentes de personalidade. Não só falavam compulsoriamente, como também comiam de forma caótica e davam palpites a respeito de tudo. Eles pareciam intuir a falta que fazia para essa turma de alternativos a figura do contador de histórias e tentavam ocupar esse espaço como quem tenta vestir um sapato três números a mais do que calça.

Assim, de mansinho, os “padrinhos” começaram o exercício do “paternalismo benevolente”, mais pela carência de figuras carismáticas no universo dos adeptos do daime do que por mérito próprio. O Alex, em seu hinário, tem um hino de louvação ao padrinho Sebastião, que diz:

“Padrinho é Bastião

Padrinho em todo lugar”.

Achei “puxa-saquismo” institucionalizado. Culto à personalidade misturado a lavagem cerebral. Na hora desse hino, eu não cantava. Perguntava-me até que ponto isso formava parte de um plano maior. Os questionamentos me torturavam cada vez mais. Enquanto o daime como elemento expansor da consciência mostrava cada vez mais que se tratava de um caminho válido, as atitudes das pessoas indicavam perigo. Perigo de se perder a autonomia do pensamento, de se robotizar, de virar embuche. As mulheres passaram a se vestir da mesma forma que as mulheres acreanas, sem levar em consideração as diferenças climáticas. Assim, com o frio de Mauá, que no inverno chega a zero grau, as mulheres do Céu da Montanha usavam saias compridas feitas de panos leves, próprias para o calor amazônico. Com os homens acontecia o mesmo fenômeno. Começaram a falar com sotaque acreano e a conjugar os verbos propositalmente de forma errada: “nós vai”, “nós planta”.

Para poder administrar sentimentos tão opostos, como a vontade de tomar daime – o que aumentava cada vez mais a expansão da consciência – e a rejeição que sentia pelas atitudes de fanatismo e descontrole, tomei uma atitude que, na hora, parecia ser a mais correta do ponto de vista ético: não teria nenhum tipo de envolvimento com as pessoas que freqüentavam os trabalhos. E mais: seria a última a chegar e a primeira a sair.

Em 1989 a rede Manchete de televisão levou ao ar um documentário gravado na Amazônia sobre o SANTO DAIME. A proposta dos realizadores do programa parecia sincera. Tentaram fazer um trabalho de esclarecimento para a opinião pública sobre essa bebida que ganhava, a cada dia, mais adeptos entre os artistas e pessoas famosas.

Um dos blocos do programa era sobre o padrinho sebastião. Ele falava com jeito esquisito: me pareceu drogado, estava por demais empolgado. De repente soltou a seguinte afirmação: “Os médicos, se quiserem aprender a curar, vão ter que vir até aqui, cagar e comer o que cagaram para depois começar seu aprendizado”.

No bloco seguinte, dona Peregrina Gomes Serra, viúva do mestre lrineu e chefe da igreja que ele fundou, afirmava de forma veemente: “O padrinho sebastião e seus seguidores são todos maconheiros”.

Nesse momento resolvi parar de cantar o hinário do Sebastião e redobrar a atenção. O que tinha começado como um pequeno grupo de bebedores de daime em Mauá, estava virando uma organização de porte nacional. O padrinho pregava a vida em comunidades e a necessidade de reavaliar os padrões de consumo. Esse discurso já tinha encantado a geração anterior, nos tempos do movimento hippie. Morar entre amigos, serem todos iguais é um sonho que a humanidade acalenta há milênios. Mas John Lennon já tinha avisado: “O sonho acabou”.

Beber a ayauhasca com freqüência leva a atenção para os mundos internos, desestimula a luta na realidade externa. Assisti com preocupação à transformação do céu do Mapiá (comunidade daimista na floresta amazônica) numa espécie “Meca alucinógena”. Muitos iam e não voltavam. Os poucos que retomavam, às vezes traziam informações preocupantes. Em janeiro de 1990 morre o padrinho sebastião. Outro líder da mesma geração, Bagwam Shree Rajneesh, que também trabalhou pela expansão da consciência, porém conseguida através das práticas já citadas, como meditação, repetição de sons e movimentos ritmados, desencarnou no mesmo dia. Para muitas pessoas a perda foi dupla. Ele também tinha pregado a vida em comunidades e o abandono do mundo da ilusão. A principal diferença residia no fato de Rajneesh ter acumulado uma enorme fortuna.

Em respeito à verdade devo afirmar que, apesar de ter-se envolvido diversas vezes com a policia, em questões que nunca foram devidamente esclarecidas, de ter contribuído e apoiado o trabalho de lavagem cerebral que muitos adeptos sofreram e de ter incentivado o uso de outras substâncias junto com a ayauhasca, sebastião mota manteve as rédeas da seita. Os piores exageros foram cometidos j1rlos seus seguidores, ap.ós sua morte.

Os “pastores alucinógenos” que o sucederam criaram também o mito do padrinho sebastião, atribuindo-lhe uma condição de messias. Esse objetivo aparece bem evidente no livro de Alex Polari O Guia da Floresta. A partir de 1992, observei nas igrejas daimistas das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo a ascensão do sebastião mota de meIo à condição de “homem santo”. Seu retrato, vendido aos fieis, que o colocam num ponto nobre da sua residência, faz lembrar a tradição do padrinho Cícero em Juazeiro do Norte.

Na tradição xamânica não existe o conceito de padrinho. Existe o de mestre e o de aprendiz. Quem quiser se tornar um xamã deverá aprender com alguém, e para isto é preciso, primeiro, resolver sua própria história, trabalhar sua própria cura. Chegando lá, começa a andar sobre seus próprios pés. O novo xamã tem por seu mestre respeito e consideração. A condição de padrinho imposta no Cefluris é sinônimo de dependência psicológica, Os integrantes da seita pedem a bênção, beijando a mão dos padrinhos.

Quem atinge o grau de padrinho fica acima do bem e do mal. Não pode ser questionado nem criticado. Desta forma, cometem-se os mais variados tipos de abusos e atropelos para com os apadrinhados, e estes, aceitando, demonstram assim sua submissão à doutrina. O crescimento das seitas já cria preocupação em outros países. As lideranças sectárias são, sem dúvida alguma, mais perigosas que as ideológicas ou políticas.

O padrinho sebastião conheceu o daime através do mestre lrineu, na cidade de Rio Branco. Após a morte do mestre, em 1971, houve diversas brigas entre os seguidores por causa da liderança. A igreja naquela época funcionava com o nome de Ceflu (Centro Eclético Fluente da Luz Universal). Como conseqüência das brigas do mota – assim ele é chamado em Rio Branco – com outras pessoas que disputavam a liderança, ele se retirou, seguido por um grupo, e instalou-se num local próximo à cidade, cujos terrenos valiam cinco mil cruzeiros cada um. Daí a origem do nome “Colônia 5000”, primeira comunidade que sediou à igreja fundada por ele, registrada com o nome de Cefluris (Centro Eclético Fluente da Luz Universal Raimundo Irineu Serra). .

De acordo com o que a viúva do mestre Irineu manifestou no programa levado ao ar pela rede Manchete de televisão, assim como a versão dada por muitos outros daimistas, o que motivou o racha propiciado pelo mota foi a inclusão da maconha nos rituais, como planta sagrada, sob o nome de santa maria e a pasta-base de cocaína, denominada “mescla”. ‘”

Em Rio Branco, conheci contemporâneos do mestre. Irineu e, portanto, do sebastião mota de meIo. Apesar de haver enormes desavenças entre todos eles, há um ponto em comum: todos têm histórias a contar sobre as vezes que ele foi preso por causa de drogas e outras questões de moral duvidosa.

Essas pessoas, em Rio Branco, me perguntavam se é verdade que no sul do país o mota é chamado de padrinho ou se era algo que acontecia só nos livros de Alex Polari. Ante a minha confirmação, eles manifestavam espanto. A Colônia 5000 é considerada, naquela cidade, como um “buraco negro”, a vergonha da cultura dai mista”.

Durante o tempo que fiquei em Rio Branco fui continuamente procurada por pessoas das mais diversas origens, que por motivos também diversos fizeram questão de me relatar fatos gravíssimos acontecidos no âmbito do Cefluris.

Embora não fosse minha intenção checar a veracidade desses depoimentos, todos eles apresentavam coerência e semelhança com casos que eu já conhecia. O sebastião mota de melo morreu na véspera do dia de São Sebastião no ano de 1990, enquanto era cantado o hinário dele na igreja de Pedra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, fundada pelo seu seguidor de doutrina e drogas Marcos Imperial. Naquele tempo, motivada por questões éticas, eu não participava dos trabalhos nos quais se cantava o hinário dele ou o do Alex Polari, porque me recusava a aceitar os assuntos referidos a “se humilhar”, “aceitar os castigos de Deus” e outros semelhantes.

Na data mencionada -19 de janeiro de 1990 – o filho do mota, alfredo Gregório (atual presidente do cefluris e conhecido como padrinho alfredo), encontrava-se em Mauá para comandar uma série de trabalhos. Devido ao fato de ele ser uma pessoa carismática, com talento musical e conhecimento de “comando” dos trabalhos, resolvi abrir uma exceção. Compareci ao evento junto com minha filha.

Quando o trabalho estava no fim, exatamente no último hino, chegou um carro procedente do Rio de Janeiro trazendo a noticia da morte do padrinho. A Verônica ouviu Alex dizer ao Alfredo: “O velho fez a passagem”. Segundo ela, alfredo girou sobre si mesmo dizendo: “O marcos imperial (chefe da igreja de Pedra de Guaratiba) vai ter que explicar essa história”. .

Nos dias seguintes, movida por curiosidade, perguntei a várias pessoas qual foi a causa mortis do padrinho. Dava para perceber certo mal-estar por causa da pergunta. A resposta foi infarto fulminante, quando estava no banheiro, e, segundo as mesmas fontes, ele teria morrido se segurando no porta-toalhas.

(Extraído do livro SANTO DAIME – Fanatismo e Lavagem Cerebral, Cap.8 pág. 111, de Alicia Castilla)

 

É importante salientar que a Alicia Castilla é ferrenha defensora da maconha. (contudo, os registros deixados por ela nesse livro sobre o padrinho sebastião mota de meIo e o Cefluris é que são importantes, pois provam que eles sempre disseminaram o vício das drogas, conforme afirmo hoje. Agora, imaginem só o tamanho da hipocrisia do SANTO DAIME do Cefluris e seus integrantes quando negam a todos o fato de que lá eles se drogam?


II
A viagem ao Acre

Voltar ao sumário

Desde quando comecei a escrever esse livro, narrar os fatos acontecidos por anos. e que claramente demonstram a mácula dentro do SANTO DAIME que tem sido o Cefluris e a traição do padrinho Sebastião contra o mestre Irineu, que percebi em, minhas reflexões diárias a necessidade de expor depoimentos de pessoas que viveram por anos com o mestre no Alto Santo, a instituição fundada por ele em Rio Branco, no Acre. Eu era muito menino quando o mestre Irineu fez a passagem, ou seja, quando ele faleceu. Então não tive a oportunidade de conviver fisicamente com o mestre Irineu, embora espiritualmente o conheça muito bem. Não minto, porém milhares de pessoas que nunca sequer ouviram falar de mim estarão agora lendo uma denúncia aberta sobre as falsas igrejas que se dizem daimistas, mas não o são. Desse modo, decidi fazer uma viagem em março de 2007 a Rio Branco, no Acre, para buscar a história viva do SANTO DAIME, por meio de entrevistas com contemporâneos do mestre lrineu, a fim de desmascarar as fraudes, mentiras e dogmas criados pelo falso SANTO DAIME.
Senti a necessidade do aval de pessoas que conviveram com o mestre Irineu, para que nenhuma dúvida ficasse pairando no ar. A Bíblia diz que os filhos das trevas são mais astutos que os filhos da luz. Já conheço muito bem o Cefluris, ali reina o ego e a dissimulação, o povo de lá sabe mesmo mentir e fingir. Eles não perderiam a oportunidade de aproveitarem-se do fato de eu não ter convivido fisicamente com o mestre Irineu, para alegar que eu poderia estar mentindo ou enganado. Daí a importância dos depoimentos de pessoas ainda vivas, lúcidas e saudáveis, que conviveram com o mestre Irineu, confirmando tudo aquilo que venho alertando a todos há três anos.
Como chegar assim de chofre no Acre, totalmente desconhecido por lá e ainda receber o apoio dos contemporâneos e remanescentes vivos do mestre lrineu? Eu havia estado no Acre há aproximadamente um ano e meio atrás, foi quando conheci o Paulo Serra, filho adotivo do mestre Irineu. Senti grande afinidade com ele, foi fácil de perceber que se tratava de um homem sério, honesto e que detesta o tal do “diz -que diz -que” e mentiras também. Mas meu contato com ele foi de no máximo uma hora há mais de um ano e meio atrás. Difícil essa situação, mas precisava ir e, tentar!
A passagem já estava comprada para domingo e eu ia sozinho. Mas na véspera, sábado, o irmão e amigo Luis Carlos vendo o grande peso que seria essa empreitada para um homem sozinho disse: “Gideon, eu vou contigo. Essa bandeira já é de muitos, você bem sabe. Em dois fica muito mais fácil”. Fiquei muito feliz e concordei na hora. Estávamos em uma semana xamânica aqui no Céu N. Sra. Conceição, domingo ainda teria um exercício lindo dentro das matas. Mas o Luis Carlos junto com esposa e família seguiu no sábado mesmo para garantir a compra da passagem aérea. Abençoados os homens de boas vontades!
Domingo à noite, já no aeroporto de Congonhas em São Paulo, nos encontramos e já estávamos na fila para o check-in e rindo muito nós dois comentávamos: “Na lista da Internet eu disse que ia fazer o possível para gravar uma reportagem com um pessoal de muito peso para beneficiar o livro que está quase terminado. Mas acho que quase ninguém imagina que estamos pegando um avião para o Acre”, e ríamos ainda mais. Doce ilusão! Acho que devido a descontração com que ríamos a TV Bandeirantes, que estava em reportagem no aeroporto, nos filmou com destaque. Aparecemos nas TVs do Estado todo pelo menos. Choveram telefonemas na fazenda (do Céu Nossa Senhora da Conceição) com o pessoal perguntando: a entrevista é fora de São Paulo?
Já no avião eu comentei com o Luis Carlos que essa nossa batalha agora seria uma batalha de fé. Que iríamos chegar com a cara e a coragem. Que pediríamos coisas difíceis a pessoas que nunca nos viram e que já estavam escaldados com falsas promessas de escritores que disseram uma coisa e fizeram o oposto do que haviam dito. “O que temos nessa empreitada de agora é a nossa fé. O que estamos fazendo, não fazemos para proveito próprio, só queremos limpar o bom nome do mestre Irineu que o sebastião e o Cefluris sujaram muito. Esse livro só tem dado despesa e trabalho, mas a clareza que ele vai levar às pessoas fará tudo valer a pena. Sei que voltaremos com a vitória em nossas mãos. O astral superior certamente já tomou as providências necessárias e nós é que ainda não estamos vendo isso”, disse ao meu amigo.
Na segunda-feira logo cedo pegamos um táxi e fomos ver se achávamos a casa do Paulo Serra, porque nem o endereço eu tinha. Mas foi fácil encontrar. Batemos palma e a esposa dele veio nos atender. Eu a reconheci de imediato. Perguntei se de estava e ela disse que havia ido até a cidade, porém logo retomava. “E quem são os senhores?”, ela perguntou. “Não se lembra de mim, mas eu me lembro bem da senhora, que é a D. Altina, esposa do seu Paulo. Sou aquele moço de São Paulo que esteve aqui conversando com o seu Paulo há um ano e meio atrás, só que eu estava de barba e cabelo comprido”, me apresentei. “Ah, agora me lembro sim, é o Emilio (era assim que eles me chamavam no Acre desde a primeira vez que estive lá). Ó seu Emilio, vamos entrar, o Paulo não demora chegar. Mas ele comentou que o senhor estava pra aparecer por aqui”, acrescentou. “Comentou isto, D. Altina?”. Perguntei muito feliz porque isso já era evidente ser movimento vindo do astral superior, que já havia preparado tudo para a nossa chegada.
D. Altina respondeu: “Ele me contou que andou mirando com o senhor uns trabalhos de daime atrás. Até me avisou, aquele homem de São ‘Paulo está chegando por aí. Eu até perguntei pra ele: Paulo, mas qual é a sua história sua com esse homem? Ele respondeu: Eu não sei ao certo, mas sei que teremos uma história juntos.
Eu e Luis Carlos ríamos muito, porque estávamos presenciando mais uma vez a misericórdia do GRANDE ESPÍRITO, que preparara todo o caminho antes mesmo de iniciarmos a caminhada. Em pouco tempo chegou o Paulo Serra. Tomamos um suco delicioso de cupuaçu, feito pela D. Altina, e começamos a conversar. Expliquei a ele o que viemos fazer ali e que eu contava com ele. Paulo respondeu na hora: “Emilio, tive duas mirações com você. A primeira num”trabalho de daime eu mirava, quando vi você na minha frente e disse: você aqui? Como anda você? E na minha miração você respondeu: Estou aqui e sempre ando na sinceridade. Depois você sumiu. Numa segunda vez em outro trabalho de daime, recentemente, mirei que você estava chegando aqui em casa, então olhei melhor e vi que haviam chegado dois. Até avisei pra minha patroa que você estava chegando por aí. Emilio, pode contar comigo. Ajudarei em tudo que puder”, disse Paulo Serra.
Era evidente o dedinho do mestre Irineu e todas as hostes da LUZ conosco nessa empreitada. Como é bom ser sincero, como é bom ser da LUZ!
À tarde, já em um carro alugado, Paulo nos levou para, conhecer um amigo dele que mora próximo a algumas igrejinhas do daime. Lá há muitas. Aconteceu algo no caminho que marcou definitivamente essa viagem. Foi lindo. Paramos o carro exatamente em frente à uma igrejinha do daime. Da estrada dava para ver o interior do local. Era simples, mas muito bonita. Foi quando uma borboleta toda branquinha com pequenos traços verdes só na borda de suas asas entrou dentro do carro, voou em volta de todos nós e saiu. Ficou voando do lado de fora a uns 5 metros à nossa frente, então voou de volta para dentro do carro pela segunda vez. Voou ao nosso redor mais uma vez e tornou a sair, ficando bailando a uns cinco metros em nossa frente de novo. Então pela terceira vez ela voou para dentro do carro novamente passando em frente ao rosto de cada um de nós e saiu continuando a bailar voando na mesma distância que antes. Todos nós sorríamos muito, entramos em êxtase. Perguntei ao Paulo Serra: “O senhor sabe o que significa isso?” E ele também rindo muito respondeu: “É claro que sei Emilio, é claro que sei!” Pela quarta vez, ela retomou para dentro do carro, voou entre nós novamente e saiu. Mas desta vez ela foi para dentro da igrejinha do lado onde estávamos parados, voou várias vezes em volta do cruzeiro que estava no altar dessa igreja e então pela quinta vez, voou de volta para dentro de nosso carro, mas, dessa vez pousou sobre o coração do Paulo Serra, permaneceu ali um pouquinho, voou para fora e foi embora entrando na mata. E ele, emocionado também, disse: “É o mestre dando sinais”. Em pensamentos e em êxtase eu dizia para mim mesmo: Como DEUS é fiel.
Conversando com inúmeras pessoas de Rio Branco, percebi a enorme mágoa que eles haviam no coração, pelo que o Cefluris fez ao SANTO DAIME de LUZ, pelo que o padrinho Sebastião fez com o bom nome do mestre Irineu. Muitos deles me contaram que no passado devido as drogas que usavam e as besteiras grossas que fizeram o padrinho Sebastião e o CEFLURIS, a Polícia Federal deu batidas até no Alto Santo, porque como o padrinho sebastião se intitulava sucessor do mestre Irineu, a Polícia Federal achou que o cefluris era só uma filial do Alto Santo; E que o padrinho sebastião só fazia aquilo que aprendera com o mestre Irineu!
Até a Polícia Federal entender que o Alto Santo nada tinha a ver com o CEFURIS ou com o padrinho sebastião, o Alto Santo passou, por grande constrangimento. A madrinha Peregrina Gomes Serra, viúva do mestre, coitada, foi certamente quem mais sofreu com tudo isso. Ver a obra de LUZ que seu esposo Irineu fundou, ser vista como seita de drogados e vagabundos pela Polícia Federal e por muitos da população local, graças apenas a insanidade do uso das drogas que o padrinho sebastião promovia na Colônia 5000, junto com os hippies, que ele agrupou. Que mulher forte a madrinha Peregrina precisou ser!
Que grande sofrimento e injustiça o sebastião mota e o Cefluris que ele fundou, causaram a tanta gente que só fez praticar a caridade. Conhecemos, vários contemporâneos do mestre Irineu. Todos eles nos receberam com carinho; Quando souberam do intuito de nossa visita, não hesitaram nem um minuto que fosse para dizer “sim”. Foram 10 pessoas que procuramos, apenas duas pessoas me disseram que não queriam dar entrevistas e ainda tiveram a boa vontade de nos explicar suas razões. Entendemos perfeitamente a posição deles e os respeitamos.
O Juarez Martins Xavier, homem plenamente lúcido em seus 83 anos de idade e contemporâneo do mestre lrineu, me disse: “Na época eu mandei avisar ao sebastião mota que não ficasse pondo estas coisas com o daime, porque isso ia trazer desgraça. Ele não quis me ouvir. Não passou muito tempo e a desgraça aconteceu. Bem que eu avisei. Eles castraram e mataram um homem lá. Era um tal de Ceará que se dizia pai-de-santo e que também punha porcarias com o daime. É que o pessoal da Colônia 5.000, que o Sebastião fundou, descobriu que o Ceará dizendo que ia fazer curas com as mulheres do outros, servia um daimezinho, levava elas de canto e “sexo”. Os homens todos ficaram muito bravos quando ficaram sabendo do que realmente acontecia. Daí seguraram o Ceará e estirparam-Ihe de uma só vez toda a sua genitália. Castraram e mataram o Ceará que se dizia pai-de-santo. Eu tinha avisado ao Sebastião, mas ele queria ser grande e não escutava ninguém. Aconteceram outras desgraças também, não foi só esse caso do Ceará não”, encerrou os dizeres com um ar chateado.
A filmadora digital que levei apresentou problemas. Então, eu e o Luis Carlos, contratamos os serviços de um cameraman amador, um moço de 40 anos, chamado Renildo Monteiro. Quão grande foi a surpresa que tivemos com ele! Renildo já havia assistido a vários testemunhos conosco enquanto filmava as entrevistas quando em um certo momento, com a cabeça baixa, disse pra mim e para o meu amigo: “Eu acho que tenho algo para falar também. Esse livro que o senhor está escrevendo vai ajudar muita gente, vejo isso. Então acho que não vou ficar calado, não.” Perguntei a ele do que ele estava falando e ele respondeu: “É que eu nasci, cresci e sempre vivi aqui em Rio Branco, no Acre, sei de algumas coisas sobre essa colônia 5000. Todo mundo aqui sabe também. Mas mesmo aqui em Rio Branco muita gente acha que os daimistas são todos drogados. Eles pensam que o Céu do Mapiá, a Colônia 5000 e o Alto Santo são todos o mesmo SANTO DAIME, tudo uma coisa só. Esse livro vai ajudar muita gente a saber da verdade. Eu também quero contribuir. O velório do Ceará foi na frente da casa onde eu morava, quando criança, e dos 15 aos 16 anos estive no terrível mundo das drogas, mas consegui sair dele. Um amigo meu nesta época foi morar na Colônia 5000 e me contou que as drogas lá eram servidas na cuia, depois do daime havia uma rodada de baseado que vinha na cuia”, relatou Renildo Monteiro, em depoimento gravado. Muitos depoimentos, colhidos em Rio Branco e que aparecem na forma de entrevista, estarão disposição ao longo desse livro.

 

HISTÓRIA VIVA DO SANTO DAIME

Contemporâneos do Mestre Irineu

 


 
Entrevista – Março de 2007

 

Paulo de Assunção Serra

Filho adotivo do mestre Irineu Serra

 

 

Data de nascimento: 01/12/1939

 

 

Gideon dos Lakotas

: O Sebastião Mota de Meio usava drogas antes do daime?

 

Paulo Serra

: Eu não sei desses detalhes, mas pessoas me disseram que ele usava, mas depois parou quando entrou no daime. Mas quando ele se meteu com o Ceará aí o Ceará botava bebida e depois botou a santa maria no meio (maconha) e depois o pessoal ficava viciado. E hoje eu estive depois disso no Centro de Mapiá e a dona Rita (viúva do Sebastião) disse que o Sebastião pediu ao Alfredo (filho do Sebastião) que não usasse mais isso, que continuasse só com o daime, mas ele estava viciado de uma tal maneira que não teve mais jeito de acabar com aquilo. Mas quando conheci o Alfredo ele era um menino bom, fora dessa história é uma pessoa que você conversa com ele e é uma boa pessoa, mas o erro é ele ter adotado essa história, da maconha. Foi o Sebastião que deixou isso, mas ele não queria mais, pediu para o Alfredo continuar a doutrina sem aquilo, nas palavras da dona Rita.

 

Conhecendo o trabalho no Céu do Mapiá

 


 

Paulo Serra:

Em 1993 eu fui ao Mapiá. Pedi para o Alfredo que eu queria ver um trabalho lá com a santa maria. E ele disse que não tinha mais isso, mas tinha. E aí ele escolheu o pessoal firme para agüentar o trabalho. E primeiro foi feito o trabalho de concentração com o daime e depois ele falou que ia mudar para o trabalho com a santa maria para eu ver. E eu disse que queria ver com o dai me, mas sem participa. E aí começaram a usar aquele cigarro e tive que pegar o lenço porque não agüentei o cheiro, senão ia participar do mesmo jeito. E quando terminaram tudo foram cantar e eu vendo tudo aquilo como um vento que dá aquele redemoinho em uma rua de folhas, que leva as folhas até uma certa altura e depois falta o vento e as folhas caem no chão. Aí em uma certa altura eu escutei uma pessoa, depois de uns 40 minutos daquela confusão, a dizer assim: o que é que tu quer? Isso aqui é coisa daqui, quer passar para cima, passa para tu ver. E aí quando passei a um determinado ponto só aquele nojeira, aquela seboseira, aquela caatinga. E então agradeceram os trabalhos, eu agradeci a gentileza do Alfredo, ele disse que aquilo era coisa dali de dentro, mas o que não presta é da conta de todo mundo. Mas pelo menos eu conheço isso hoje, não vou pela cabeça de ninguém. E o Juarez também conhece essas coisas mais do que eu. Um dia ele estava no centro dele e chegaram dois camaradas para os trabalhos. E ele disse para aqueles camaradas:

voltem, peguem aquela porqueira que você deixaram lá no pé daquele pau e voltem. E os camaradas saíram, um entrou no mato e pegou a sacolinha.

 

Sebastião e mestre lrineu

 


Paulo Serra: Quando cheguei em 1969 em Belém o Sebastião Mota estava aprendendo a fazer o daime com o papai (mestre Irineu). Ele mandou o Francisco Granjeiro, que era o feitor do daime, ensinar o Sebastião a conhecer as folhas, a fazer o daime. Tudo isso ele aprendeu lá no Alto Santo com mestre Irineu e o pessoal dele. Na época, o Alfredo era um rapazinho novo. Tínhamos uma amizade bacana, mas depois que papai morreu ele achou que deveria implantar uma bandeira no Alto Santo. Então juntaram-se o Sebastião Jacolte e outros membros para fazer uma reunião para perguntar a ele sobre essa bandeira. Na reunião ele disse que queria implantar uma bandeira lá dentro e o Sr. Leôncio (um dos coordenadores do Alto Santo) perguntou que bandeira era essa. E” o Sebastião disse que ia explicar depois de implantar a bandeira. Mas ninguém queria implantar uma bandeira sem saber que “cor” era essa bandeira. E o padrinho disse pra mim que o mestre Irineu antes de morrer disse a ele: “Leôncio não deixe ninguém inventar moda aqui dentro, não deixe ninguém botar um pingo no “i”, uma vírgula, porque está tudo como é pra ser. O dia que você tiver uma dúvida reúna 10 pessoas, tomem daime, pensem em mim, me chamem que eu venho dizer, e o que você ver todos eles vão ver”. O Leôncio disse isso pra ele (para o Sebastião Mota) e ele se aborreceu e foi embora. E foi pra casa dele, onde ele continuou e fundou o Cefluris.

 

Gideon dos Lakotas:

Cefluris significa Centro Eclético da Fluente Luz Universal Raimundo lrineu Serra, então o Sebastião está usando o nome do mestre em um trabalho em que se usam drogas. Como o senhor vê isso?

 

Paulo Serra:

Justamente era isso que eu queria que através de uma história dessa a gente pudesse desvincular esse nome, tirar o nome dele. O Sebastião vendeu o daime e ainda usa o nome do mestre Irineu. Isso tem que ser desvinculado, porque cada um manda na sua própria casa. Fico muito magoado por as pessoas usarem o SANTO DAIME e usarem coisas que não deveriam ser usadas dentro do SANTO DAIME.

 

Mestre lrineu e a cobrança

de trabalhos

 

 

Gideon dos Lakotas

: O mestre lrineu não se sustentava com o dinheiro do daime?

 

Paulo Serra:

Não, o mestre Irineu se sustentava com a agricultura, trabalhava na roça. E nas horas de folga fazia os trabalhos. Ele era assim: se juntassem 30 homens para dar um dia de serviço pra ele, no roçado, quando terminavam, já era 5 horas, todo mundo tomava o café pra ir embora, e ele chamava “fulano chega aqui”, e daqueles 30 homens ele tirava uns 5, 6 e na época em que se pagava 5 cruzeiros para uma diária de trabalho ele dava 10. E os homens falavam “não, compadre, eu vim lhe dar um dia de serviço”. E ele respondia que eles não podiam dar um dia de serviço, que se chegassem em casa ia faltar o café, o açúcar. “O dia que você puder me dar um dia de serviço eu vou saber”. Então ele era assim.

 

História do “dedinho”

 


 

Paulo Serra:

Essa história foi quando eu fui lá na casa do Alfredo, depois daquele dia que eu pedi para ver o trabalho com a santa maria. E o Alfredo perguntou onde eu mandava. E eu disse que eu não mandava nada, que eu pedia. Sou pequeno, uma coisa que não me acanhei é de pedir. E ele disse que se eu quisesse mandar tinha três igrejas para eu mandar: no Rio, em Belo Horizonte e uma igreja em Porto Alegre, para eu escolher. “Você só leva a transferência dos filhos e a roupa, chegando lá tem carro; casa, escola, motorista, tudo para você”. E eu disse que não podia dar aquela resposta àquela hora que precisava conversar em casa com minha esposa. E aí falei com a mulher e ela ficou toda animada. E aí numa quarta-feira tomei ¾ de daime e fiquei ali em casa. Mas depois vi que não estava bom ali, tomei mais meio copo de daime e falei para minha mulher que ia lá no túmulo do mestre lrineu (no Alto Santo) e falei que se eu demorasse mais de uma hora e meia era para pedir a alguém para me chamar. Cheguei lá, deitei bem do lado do túmulo de papai e fiquei rezando. Fiquei ali um pouco e depois me sentei bem de frente ao túmulo, pensando na história do Alfredo, fui levantando a vista e só vi um dedinho do mestre Irineu fazendo sinal de “não”. Então não era para eu ir. Porque ele dizia “se te acompanham os bons tu será um deles, se te acompanham os ruins tu serás igual ou pior do que eles”. Não vou dizer que eles são ruins, mas tem a história que não me agrada.

 

Gideon dos Lakotas:

Lá no sul e aqui também pregam muito que o Sebastião é o sucessor do mestre Irineu.

 

Paulo Serra:

Não. Não. Ele unicamente deixou o presidente, Sr. Leôncio Gomes da Silva. O dia que seu Leôncio faltasse ficaria uma pessoa para assinar os documentos, mas que não se considerasse presidente. Não tem sucessor, tem a pessoa para administrar o trabalho, mas não sucessor. Se o Sebastião disse para alguém essa palavra (que seria o sucessor do mestre Irineu), ele desculpe-me dizer isso, mas se ele disse essa palavra considero uma mentira.

 

Mensagem

 


 

Paulo Serra:

Eu gostaria de dizer o que o mestre Irineu sempre me dizia: a lei dos homens nós vamos sempre respeitar. É proibido andar pela esquerda, então vou andar pela direita. É proibido beber cachaça? Então não vamos beber. É proibido usar drogas? Então não vamos usar. É para limpar o SANTO DAIME. Misturar o SANTO DAIME com outras coisas não é coisa que preste. Porque você pega meio copo de óleo e copo de água mistura bem misturadinho e fica bonito, mas dali meia hora já está separado. Peço a todos que tomam daime que tomem daime e não usem outras coisas. O daime eu tomo na frente do governador, do secretário de Justiça, de qualquer um, já a maconha não tenho coragem de fazer, nem faço. Deus não vai deixar eu fazer isso. O daime traz à luz e a maconha traz tristeza.

 

 

 

 

Entrevista – Março 2007

Juarez Martins Xavier

Discípulo do mestre Daniel Pereira de Matos e seguidor do mestre lrineu Serra

 

Data de nascimento: 17/12/1924



Juarez Xavier:

Conheci o mestre Irineu e convivi com ele pouco tempo porque pertencia a uma seita de linhagem já do mestre Irineu, que era do mestre Daniel Pereira de Matos. Então eu tomei daime com o mestre lrineu umas duas ou três vezes. Então conheci ele era um gigante, um homem muito educado, recebia as pessoas com muita educação e palavra firme. Eu tomei dai me pelas mãos dele. Eu sou da mesma linhagem do mestre Irineu, porque Daniel de Matos recebeu essa missão através de mestre lrineu Serra e pôs em prática. E eu sou discípulo de Daniel e de mestre Irineu, recebi tudo espiritual através de mestre Daniel, mas trazido por mestre lrineu.

 

Primeiro daime com o mestre

 


 

Juarez Xavier:

A primeira vez que eu fui tomar daime com o mestre Irineu eu saí da minha casa e fui lá tomar o daime que ficava em uma frasqueira grande e era distribuído para todo aquele povo. E deixava o resto na frasqueira e ele tinha um copo grande e ia tomando, porque ele era um homem agigantado. Ele sentava lá no cantinho dele e fumava um charuto baiano, dirigindo os trabalhos com os adeptos.

 

Gideon dos Lakotas:

Mas era charuto mesmo, tabaco? Estou insistindo nisso por que existe uma versão que o mestre pitava maconha.

Juarez Xavier: Em absoluto. Eu afirmo e confirmo que aqui não. O mestre só formava o charuto dele. Esse negócio de droga e santa maria, maconha, veio ultimamente quando surgiu o interesse monetário. O daime é limpo, não tem essas coisas, quem usa ele desse jeito está em uma linha completamente diferente. Eu digo e afirmo porque há 43 anos tomo dai me e meu daime é puro e aquele que mistura não está certo, pode ficar na certeza disso e o velho (mestre Irineu) não usava isso e Daniel também não usava isso. O daime que eu comecei a trabalhar e ‘uso é completamente diferente dessas arrumações de tóxicos. Meu daime é feito de água, cipó, folha, fogo e orações de penitências. Aquele que usar drogas, que eu conhecer que usa drogas no meu centro tem dois caminhos: por água e por terra. O irmão pra me seguir não toma bebida alcoólica, é preciso que não fume, não tenha vícios. Então essas arrumações de santa maria é uma coisa horrível, eu não uso isso e não admito que meus adeptos usem. Primeiro de tudo é uma coisa que é proibida pela lei do homem. E não vou infiltrar droga em uma bebida tão sublime como o daime. Considero como um crime.

 

Alto Santo (centro do mestre Irineu) e a cobrança dos trabalhos

 


 

Juarez Xavier:

O mestre Irineu não cobrava os trabalhos porque ele dizia o que digo hoje: “A mãe das florestas nos dá de graça e de graça eu dou também”. O lugar onde se toma daime com dinheiro na frente não está certo.

 

Gideon dos Lakotas:

Depois do falecimento do mestre lrineu é que houve esse desvirtuamento do daime com as drogas, o que o senhor gostaria de falar sobre isso?

Juarez Xavier: Sobre essa parte de drogas estão errados. Porque a minha iniciação com os mestres Daniel de Matos e lrineu Serra não tinha nada disso. Agora depois é que se arraigou tudo isso. O daime é limpo, o daime é vida e não tem essas coisas no meio… E tudo aquilo que é proscrito pela lei do homem o daime condena. Porque nele está a luz de Deus, porque tenho conhecimento disso e não sou fanático. O daime é uma força divina, é uma erva benigna, folha e cipó. Não é como a droga que só leva o sujeito para a profanação, para o desequilíbrio moral, para a doença. O daime é diferente, eleva o mundo, ajusta o homem, ensina o homem a amar a Deus, ao próximo, ensina até o sujeito a se alimentar. Esse uso que estão fazendo do daime é um crime. Eu sou um soldado com bandeira em punho em defesa dessa bebida, porque com ela vi coisas que nesse mundo homem nenhum mostra. Essas palavras que estou dizendo é de um velho caminheiro que toma daime há 43 anos. Eu comecei a tomar daime com 33 anos e ele me trouxe do desajuste para o ajuste, me ensinou a amar a família, a amar meu próximo, me ensinou a respeitar as autoridades constituídas, me educou. E aquele que toma daime dentro dessa direção receberá as mesmas bênçãos. É pra tomar daime e respeitar, não podemos misturar sujeiras, não. Espero que isso seja esclarecido para o mundo.

 

Gideon dos Lakotas:

O senhor conheceu o Sebastião Mota de Melo?

 

Juarez Xavier:

Conheci e tomei daime na seita dele por um convite que eles fizeram para mim no aniversário dele. O Sebastião Mota desviou-se um pouco por causa da parte material, ele se engrandeceu muito e vacilou, fez besteira, aconteceram coisas dentro do centro dele e com o povo dele que não eram para acontecer. E eu o avisei antes, o que poderia acontecer com aquela situação, misturando bebidas alcoólicas. Pedi que ele me desculpasse que eu não tinha nada a ver com a vida dele, mas que ele estava em um caminho errado. Eu falei isso para um membro do centro dele. Depois aconteceu um incidente lá.

 

Gideon dos Lakotas:

O senhor está falando do incidente em que castraram o Ceará (um conhecido pai-de-santo de Rio Branco adepto do daime no centro de Sebastião de Mota Meio que morreu nessa ocasião)?

 

Juarez Xavier:

Exatamente. E isso aconteceu pela falta de disciplina, porque um homem que toma daime tem que ter cuidado com o que ele está fazendo. O Sebastião era um homem de muita luz, mas foi corrompido, corrompido pelo dinheiro, caiu na fraqueza.

 

Gideon dos Lakotas:

Lá no sul e aqui também prega muito que o Sebastião é o sucessor do mestre Irineu.

 

Juarez Xavier:

Isso é uma profanação, uma heresia. (…) Ele não tinha nada com sucessor, senão não teria feito aquilo, não teria caído. Não quero profanar nosso irmão, que Deus o tenha. Ele caiu e todos nós estamos sujeitos a isso. Porque a exterioridade está sempre junto da gente. (…) Precisamos estar sempre atentos porque sempre vem a fantasia para querer corromper. Deixamos que luz venha a nós. Ela é que nos traz a beleza, a verdade, o amor, os ensinamentos, a justiça, a saúde.

 

Centro do padrinho Juarez e o dinheiro

 



Juarez Xavier:

O centro a que eu pertenço é uma associação filantrópica e trabalhamos em caridade, não cobramos nada de ninguém. Aquilo que nos dão de livre e espontânea vontade, são doações, vivemos disso. Não quero muito, quero pouco, não para a matéria, para o espírito. O dinheiro nos corrompe, mas nós precisamos de dinheiro, não resta dúvida, porque vivemos em vida de matéria e nós temos que lutar com ele para nossa sobrevivência. Para a espiritualidade ele é bom até certo ponto, quando se sabe lutar com ele, da outra parte ele corrompe, nos estrago. Jesus disse: Dai, a César o que é de César e daí a Deus o que é de Deus. Nós precisamos de dinheiro, mas não vamos nos agarrar a ele. Vamos fazer nosso castelo de rocha não de areia, porque de areia o vento vem e leva e a rocha é para sempre. E o nosso caminho é esse, trabalhar e fazer a caridade. (…) Eu tive em um trabalho do mestre Irineu e vi ele fazer uma conta entre os irmãos para comprar uma bacia para confeccionar daime, agora cobrar daime de quem quer que seja eu jamais vi nem ele, nem na casa de quem fui adepto.

 

Mensagem

 


 

Juarez Xavier:

Mediante o esclarecimento que o senhor está dando, que será ventilado para o mundo inteiro, da luz criada na pureza, eu tenho a grata satisfação de apresentar essa mensagem. Muito antes de conhecer essa luz, que me ensinou, que me educou, eu era um desajustado, eu bebia, não conhecia família, desrespeitava as autoridades constituídas, tudo isso eu fazia, depois com a idade de Jesus Cristo, aos 33 anos, ela abriu-se pra mim corno se fosse o dia, a verdade, mostrou o que era o fumo, a bebida, meus erros do passado, sem eu dizer nada para o mestre, só eu e a luz clareando e mostrando a luz da verdade, me educou e trouxe o ajuste. Não sou culto, mas tenho educação que essa luz me deu. Ela só dá o que é bom. A droga trás o desajuste vicia, ela é má, torna dependente, e isso a luz não faz. Haja vista que eu tomo daime cada 15 dias ou toda semana e só tomo por carência quando vou executar o trabalho. E isso eu não vejo na humanidade, viciada, corrompida, com a morte pela frente e essa bebida não traz isso. Eu tenho 83 anos e estou lúcido ainda! Eu não trabalho para a carne, trabalho para o espírito. (…) Seu livro vai ajudar muitas pessoas, vai esclarecer muita gente.

 

CONFRONTO DE IDÉIAS – Fatos do Passado e do Presente

 

Veja agora o conflito de informação, tomando por base os conceitos apresentados por Paulo Serra e Juarez Xavier, passado à sociedade pelo discípulo do Sebastião Mota de Melo, Alex Polari de Alvarenga, em trechos do livro de sua autoria “O Guia da Floresta”:

“- Estou esperando um povo, um povo que queira… pegar essa Doutrina e levá-la para frente”.

Ele falava assim na certeza de que, quando esse povo chegasse (e nós éramos os primeiros indícios), haveria muito pelo que lutar, para esclarecer os preconceitos que levam a confundir com um mero consumo de drogas o uso ritual e doutrinário de plantas sagradas expansoras da consciência.

– A gente não come e bebe aquilo que gosta? É preciso garantir o direito de usar e beber, dentro da igreja e de nossas casas, aquilo que a gente gosta. E provar que isso nos eleva espiritualmente, não é mesmo? É um sacramento, não é um vício, e vocês, o povo das cidades, é que vão lutar por esses direitos.”

(Extraído do livro “O Guia da Floresta” – cap. I – O mago de Rio Branco pág. 27″ de Alex Polari de Alvarenga.)

 


 

 

Veja um trecho em que o autor compara Sebastião Mota a um profeta:

 


“Um profeta é um pouco diferente de um mestre, que apenas transmite o seu conhecimento e ajuda o discípulo a realizar aquilo que ele já vislumbrou. Não é apenas instrutor de discípulos, mas mestre de um povo, empenhado no cumprimento da palavra de Deus, artífice do plano divino na realidade material, temporal e humana. O mestre pode se dar o luxo de ser uma personalidade totalmente serena e autocontrolada. Por ser guardião da Palavra Divina, o profeta precisa, em alguns momentos, denunciar a rebeldia e a resistência daqueles que são inconscientes ou que não querem ver a Palavra realizada. Nesses momentos, a figura de Sebastião Mota se agigantava ainda mais… Clamava para que acordássemos do nosso torpor e víssemos aquilo que ele estava vendo… Reduzia a pó qualquer ilusão ou falsidade que quiséssemos manter em nosso coração. Era nesses momentos que nós, seus afilhados, reconhecíamos nele a força de São João Batista e a vibração da Justiça Divina daquele grande ser que o próprio”. Cristo disse ter sido Elias.

No final da década de 70 e começo da de 80, um novo fenômeno ocorreu. Viajantes, buscadores, jovens mochileiros na rota de Machu Pichu faziam circular entre os “iniciados” a notícia da existência de uma comunidade perto de Rio Branco que usava uma misteriosa bebida mágica, de origem inca. Foram esses ecos que me levaram até lá e, uma vez chegando, senti-me em casa. O Padrinho nos esperava. Desde a década de 40, os hinos falavam desse povo que viria de longe, até do estrangeiro, se juntar ao povo que começou a ser colhido pelo Mestre Raimundo.

Irineu Serra. O Padrinho nunca se esquecia das palavras do Mestre: “Seu Sebastião, esses daqui ainda não são o nosso povo, são apenas os esteios. O nosso povo ainda vai chegar de longe”.

 

 

(Extraído do livro “O Guia da Floresta -Introdução, págs.13 e 14 de Alex Polari de Alvarenga.)”.

 


 

 

Deturpações sobre a doutrina daimista

 


A doutrina daimista vem sendo descrita e relatada de forma equivocada nas últimas décadas em trabalhos acadêmicos e também por diferentes veículos da mídia, seguido o jornalista, psicólogo e escritor Luiz Carlos de Carvalho Teixeira de Freitas, estudioso do tema. Em um artigo apresentado na mesa redonda “Velhos e novo usos da Ayahuasca no Brasil: contrastes e perspectivas”, realizada durante o Primeiro Encontro Paulista de Xamanismo, realizado em 2006 em Cotia, São Paulo, o autor aponta essas incorreções e faz comparações com a doutrina originária de Raimundo Irineu Serra. As informações contidas nesse artigo são parte do trabalho do autor nos livros “O Mensageiro – o replantio da doutrina daimista” e A Rainha da floresta – a missão daimista de evangelização”. Para demonstrar o ponto de vista do autor, reproduziremos aqui na íntegra alguns trechos desse artigo.

“As Origens”.

Para quem já leu sobre a doutrina daimista, é conhecido o fato de que Raimundo Irineu Serra, o maranhense que viria a ser o pregador da doutrina daimista a partir de 1931, veio para o Acre por volta dos vinte anos de idade para arriscar a vida como seringueiro. Sabe-se também que na divisa com Peru e Bolívia conheceu a bebida ayahuasca, habitual entre os pajés e curandeiros da região desde tempos imemoriais. E sabe-se que, década e meia após, mestre. Irineu viria a denominar a bebida de “daime”, utilizando-a daí por diante como recurso para a pregação de uma doutrina religiosa.

Quase tudo, porém, o que se escreveu sobre o processo formativo desta doutrina, seu propósito e sua identidade, é falho enquanto informação. Por uma compreensível razão: desde os primeiros estudos acadêmicos, a amostra adotada como referência do que seria a doutrina daimista não representou esta doutrina tal qual ela foi revelada a mestre Irineu e pregada depois por ele, por ser composta de material de campo colhido no Cefluris – Centro Eclético da Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra, uma dissidência com sistema de crenças e práticas rituais diferentes, senão opostos, ao que, de fato, caracterizou a doutrina daimista tal qual foi revelada e pregada. Desta forma, descreveu-se e se analisou uma dissidência, ao invés de se descrever e analisar a forma original, enviesando a percepção que se pudesse ter sobre a doutrina daimista.

A Base Doutrinária

Mestre Irineu fez sua passagem (faleceu) no ano de 1971, mais precisamente em julho. Até então, a doutrina daimista fora exclusivamente cristã, nunca preconizara a mescla de cultos ou o uso de outras plantas psicoativas juntamente com o daime – fosse jurema, maconha, cogumelos ou quaisquer outras – e sempre fora pregada dentro dos princípios de identidade e propósito expostos em seus hinos e nos ensinamentos orais de seu pregador inicial.

Para a posteridade, mestre Irineu deixou determinado como base doutrinária os hinos de cinco hinários, o seu e de quatro seguidores, Germano Guilherme, João Pereira, Maria Marques Vieira “Damião” e Antonio Gomes da Silva, em fato reconhecido até por seu principal dissidente, Sebastião Mota de Melo, motivo pelo qual todo princípio de crença que destoe dos expostos nos hinos da base doutrinária não pode ser tomado como próprio da doutrina daimista, se por “doutrina daimista” se entende, como estou entendendo aqui, o que foi revelado a mestre Irineu e pregado nos hinários da base doutrinária.

O Viés

Alguns anos após a passagem de mestre Irineu, Sebastião Mota de Melo, até então um de seus seguidores instaurou sua própria forma de serviço religioso, dando início em 1974 a reuniões regulares na Colônia 5.000, o local onde vivia nos arrabaldes da cidade de Rio Branco, e fundando em 1978 o Cefluris. A despeito da homenagem a mestre lrineu, no entanto, a dissidência já se evidenciava: “Centro Eclético”. Pois aos poucos Sebastião Mota foi agregando ao que era doutrina daimista práticas rituais firmemente desaconselhadas por mestre lrineu, segundo inúmeros de seus seguidores iniciais e até mesmo quem residiu em sua própria casa, como seu sobrinho Daniel Acelino Serra e seus filhos adotivos Paulo de Assunção Serra e Percília Matos da Silva.

Entre tais alterações, como a gradativa ênfase em aspectos de “cura” e na realização de “serviços bailados”, a aceitação da incorporação de entes espirituais com abolição de consciência e a adoção de práticas vindas do candomblé, como o “beija-mão” ritual, em 1977 seria introduzida a prática ritualizada do maconhismo, em aberta divergência com as orientações de mestre Irineu, que ensinava que “quem quiser seguir comigo é com daime e não com outra mistura nenhuma, nem de linhas nem de plantas”, segundo depoimento de Percília Matos da Silva que registro no “O Mensageiro”. No tocante à interdição do uso de outras plantas, já não fosse esta declaração de Percília Matos da Silva, a qual além de filha adotiva foi braço-direito de mestre Irineu por quase quarenta anos, cito testemunho narrado por Paulo de Assunção Serra e colhido por mim no ano de 1994 na cidade de Rio Branco: “de 1959 a 1969 eu estive em Belém do Pará, onde fui tentar a vida e casei com a Altina, minha mulher. Lá, eu conheci a maconha e ‘viajei’ um pouco com ela. Aí, ao voltar a Rio Branco, um dia fui visitar papai e levei um pouco para ele, perguntando se era bom eu usar. Ele olhou, pensou um bocadinho e me disse: ‘Olhe, Paulo, pegue isto e enterre lá no pé daquela paxiúba [palmeira típica do Norte brasileiro], pois isto não é da doutrina, não, e não vai ser bom você usar”.

No período de 1977 a 1981, contudo, importantes ocorrências se deram na Colônia 5.000: a absorção de andarilhos vindos de centros urbanos do Sul e Sudeste e a decisão da implantação de um modelo social comunitário – nos moldes do preconizado pelo movimento hippie, dominante na segunda metade dos anos 60, mas prolongado no Brasil até a década dos 70 -, a castração e morte de um homem, a prisão de um rapaz portando daime e maconha nas ruas de Rio Branco e a invasão da Policia Federal para erradicar o plantio na propriedade.

A seguir, naquilo que sempre foi destacado somente como ocorrência de messianismo popular, mas bem provavelmente como alternativa para escapar à crescente pressão social e legal, Sebastião decidiu trasladar a população da comunidade para o interior da floresta amazônica, abrindo o seringal “Rio do Ouro” e, adiante, o vilarejo “Céu do Mapiá”, ambos no Estado do Amazonas.

Neste exato sentido, os antropólogos Alberto Groisman e Clodomir Monteiro da Silva respectivamente registraram que, “no final da década de 70 (…) chegam ao local, vindos de centros urbanos, jovens andarilhos (…) Sua inserção no grupo provoca Uma redefinição dos valores até então praticados e inaugura uma ideologia de comunidade” e, “por falta de condições para aquisição de tratores e outros implementos, visando reciclar a terra cansada, por causa, ainda, do crescimento da comunidade e, principalmente, por se sentirem constantemente perturbados pela presença de elementos da Polícia Federal e de pessoas não identificadas inteiramente com o Projeto, a partir de maio de 1980 o Cefluris iniciou abertura e implantação do seringal ‘Rio do ouro’ “. .

Nessa época o daime ganhou visibilidade nacional pela mídia – embora as práticas daimista já ocorressem em Rio Branco havia meio século -, atraindo a atenção para o que passou a parecer uma “nova religião”, mesmo que os hinos da base doutrinária daimista nunca tivessem afirmado isso e que mestre Irineu o negasse com firmeza: tratava-se da pregação, “à moda local”,da “doutrina de Jesus Cristo Redentor”, em culto devocional a Maria Santíssima e em missão evangelizadora sem nenhuma violação aos princípios dos Evangelhos, não derivando de sincretismo com cultos anteriores ou, então, contemporâneos, nem tampouco surgindo como uma outra forma popular de catolicismo, por reinterpretação de rituais católicos, como já se quis também.

Foi a partir daí que se desenvolveram no Brasil os estudos sobre o que passou a ser chamado de “culto do SANTO DAIME” ou “religião do SANTO DAIME”. Os estudos pioneiros são a pesquisa da historiadora Vera Fróes Fernandes (1982- 1983), a qual resultou no livro “História do povo Juramidam – A cultura do SANTO DAIME”, e a dissertação de Mestrado do antropólogo Clodomir Monteiro da Silva, “O palácio de Juramidam – SANTO DAIME, um ritual de transcendência e despoluição”, datada de 1983.

A eles se seguiram vários outros, e menciono apenas alguns dos nacionais, como a pesquisa da socióloga Geovânia Barros Cunha (O Império do beija-flor, 1986) e as dissertações de Mestrado em Antropologia de Fernando de La Rocque Couto (Santos e xamãs, 1989), de Sandra Lúcia Goulart (As raízes culturais do SANTO DAIME, 1996), de Arneide Bandeira Cemin (Ordem, xamanismo e dádiva – o poder do SANTO DAIME, 1998) e de Beatriz Caiuby Labate (A reinvenção do uso da ayahuasca nos centros urbanos, 2000), além de livros como o do antropólogo Edward MacRae, Guiado pela lua – xamanismo e o uso ritual da ayahuasca no culto do SANTO DAIME (1992), os do escritor Alex Polari de Alverga, O livro das mirações (1984), O guia da floresta (1992) e O evangelho segundo Sebastião Mota (1998), o do antropólogo Alberto Groisman, Eu venho da floresta – um estudo sobre o contexto simbólico do uso do SANTO DAIME (1999), e o organizado pelos antropólogos Beatriz Caiuby Labate e Wladimyr Sena Araújo, O uso ritual da ayahuasca (2004).

Todos estes estudos, todos e muitos mais outros, no entanto; cometeram o mesmo e crucial erro metodológico, falhando naquilo que se espera de um trabalho de referência: segura informação. Pois, tomando por base o que se passou a praticar anos após a passagem de mestre Irineu, e aceitando por fiel testemunho da história e do perfil da doutrina daimista os depoimentos verbais de Sebastião Mota de Melo e de seguidores seus, duas décadas de produção acadêmica registraram princípios de crença e aspectos doutrinários acreditados por estes como se caracterizassem de fato o que fora um dia a doutrina daimista.

Incorporações

Quando mestre Irineu ensinava, segundo inúmeros de seus primeiros e principais seguidores, que pode ocorrer incorporação desde que a consciência seja preservada, para expansão do conhecimento pessoal ou partilha de ensinamento com irmãos, em um dos aspectos mais discretos dos ensinamentos doutrinários daimistas, ele se referia à possibilidade de “convivência”, em uma mesma pessoa, por instantes que fosse ou por períodos mais longos, do espírito que anima a pessoa e de um ente espiritual, em um fenômeno humano universal e nem de longe restrito aos ensinamentos kardecistas.

É suficiente relembrar um dos principais teólogos cristãos, que antecedeu em mais de milênio e meio a obra de Alan Kardec. Lecionou santo Agostinho que, “quando um espírito se une a outro, é possível que comunique a ele o que sabe, graças às imagens que possui, seja levando-o a entendê-las, seja a aceitá-las como quem aprende”.

Como Percília Matos da Silva relatou, segundo depoimento colhido por mim em 1996, “o Mestre sempre dizia: ‘quem quiser seguir e aprender alguma coisa dentro dessa doutrina é com daime, não tem esse negócio de misturar com isso, misturar com aquilo, nem entrar em outras linhas’ (…) E por isso o Mestre não adotava, não sabe? Esse negócio de incorporação, essas coisas ele nunca adotou, porque d,entro da linha do daime, Se o irmão está preparado, toma o daime e vai procurar a sua linha, o seu seguimento. O irmão recebe a mensagem que for preciso, a entidade até vem e lhe diz, o irmão olhando a entidade, então o irmão ouve ou tem por intuição. Mas consciente! A mensagem! Não precisa mandar recado, não sabe? (…) O que ele falava era isso: há mais mentira do que verdade, nessas linhas da incorporação. Onde existe uma verdade, existem cem mentiras “.

Interessa assinalar este ponto, para que não se pense em preconceito contra cultos de matriz africana, como já me apontaram também. Trata-se do fato de que “nem toda religião contemporânea propõe um trabalho interno, ou espera isso de seus seguidores; quer dizer, nem todas as formas de religiosidade esperam desvelar o caminho das moradas internas”, como resume o antropólogo brasileiro José Jorge de Carvalho.

Na dissidência estudada, porém, pela própria história pessoal de Sebastião Mota de Melo – que incorporava, quando jovem – e, depois, pela mescla com cultos de matriz africana, adotou-se o incentivo a incorporações, inclusive com abolição da consciência, resultando uma importante modificação dos rituais da doutrina daimista, interpretada depois, pelos estudiosos e pela mídia, como representando a doutrina daimista original.

Serviços de cura e bailados

Outro pormenor diz respeito aos “serviços de cura”. Se recuarmos ao início da doutrina daimista, nos idos dos anos trinta do século XX, veremos que a primeira iniciativa de mestre Irineu foi implantar as sessões de “concentração” aos sábados, nas quais os fiéis tomavam daime e se sentavam em silêncio, como até hoje, imersos em meditação. Meditação sobre si, seu entorno familiar ou social, a espiritualidade e o propósito da vida, enfim. Algo após passaram a existir “serviços de cura”, se solicitados por homens ou mulheres que sofriam de algum grau de distúrbio orgânico ou emocional e criam ali obter resolução para seus problemas ou, ao menos, conforto.

Tais “serviços de cura”, quando ocorriam, até a passagem de mestre Irineu eram realizados em silêncio contrito (e nunca cantados, como Sebastião Mota de Melo estabeleceu depois), com a “banca de cura” rogando pelo “doente”, por caridade, buscando fazer de sua ardente oração apelo para que o Espírito Santo de Deus “curasse” quem fosse merecedor.

Muitos anos mais tarde é que mestre Irineu instituiu como prática ritual os “serviços bailados de hinário”, ou festejos, inclusive acolhendo a iniciativa de irmãos, por nada de mal identificar em celebrações de louvor realizadas em dias por convenção consagrados a santos e, em verdade, vislumbrando benefícios para todos, ocasiões nas quais os hinos já recebidos por ele e irmãos ou irmãs pudessem ser cantados festivamente: São João, na casa de Maria “Damião”, em meados dos anos trinta (o primeiro serviço bailado registrado na história da doutrina daimista), São José, bem mais de uma década à frente, por sugestão pessoal’ de Francisco Granjeiro, e outros.

 

Livros na Internet

 

Os livros “O Mensageiro – o replantio da doutrina daimista” e “A Rainha da floresta a missão daimista de evangelização”, de autoria de Luiz Carlos de Carvalho Teixeira de Freitas, que contêm uma análise mais profunda sobre a doutrina daimista, podem ser encontrados na íntegra no site:
www.juramidam.jor.br .

 


III – Drogas e Xamanismo

Voltar ao sumário

Eu temo que as drogas aqui no Brasil sejam liberadas. Os pensamentos e desejos de vários milhões de pessoas juntas podem sim resultar na aprovação de leis que liberem as drogas, e, é claro, em prejuízo exclusivamente da nação inteira. Um grande número de irmãos e irmãs do CNSC eram freqüentadores e fardados das igrejas do padrinho Sebastião (Cefluris). Mas, hoje, eles estão totalmente recuperados, andam na luz e ainda se esforçam muito para tirar seus antigos colegas de SANTO DAIME das drogas. Portanto, tirar as máscaras do Cefluris é um dever, uma obrigação. Na verdade, estou zelando inclusive por você, que talvez eu nem conheça, mas está sendo alertado ao ler este livro.
Saiba que não há rancor em meu coração. Nem mesmo conheci pessoalmente o padrinho Sebastião Mota de Melo e nunca estive com o Alfredo Gregório, seu filho. Mas a ilusão das drogas que eles propagam tem conseqüências graves e pode vir a prejudicar em muito as pessoas de nossa sociedade. Além do mais, onde estaria minha luz se eu ficasse neutro e omisso em relação à podridão das drogas que, insanamente, o Cefluris espalha nas famílias do país onde nasci? Onde está a luz de um padrinho que é dominado pelo vício?
Irmãos prestem atenção: o mundo está mudando, o mundo está bem mais evoluído. Só se refugia nas drogas aquele que ainda não entendeu isso. Tais mudanças trouxeram conseqüências marcantes, pois está se fechando o espaço para a ilusão de “guerra, sombra e água fresca”, “viva e deixe viver”, “paz, amor e rock ‘n rol” e para a ilusão de ficar se drogando em nome do amor, do espiritual e do místico. Todas essas coisas foram tolices das décadas de 60 e 70.
Hoje nos são cobrados a humildade e o reconhecimento de todos sermos iguais tanto na liberdade como na responsabilidade. Hoje um novo aprendizado nos é cobrado. Aqueles que insistirem no erro, rejeitando as mudanças, já estão fadados à falência moral, espiritual e material. Hoje nos é cobrado, todos os dias, o esforço para o auto-aperfeiçoamento. Hoje nos são cobrados o dinamismo, a vontade forte e muita responsabilidade. Hoje a sociedade nos cobra equilíbrio emocional, gentilezas e ações doces, sem almejar nada: em troca nas relações com outras pessoas, principalmente colegas de trabalho e irmãos de igrejas. Hoje nos é cobrado o fim da hipocrisia. Na nova era, ninguém terá o direito de pensar pequeno, fazer coisas pela metade, não se envolver, não participar, não lutar. Hoje as empresas recrutam apenas os melhores e mais esforçados de cada área, mas não podem esquecer do equilíbrio emocional de cada um deles. Hoje sabemos que não existe empresa 100% com funcionários só 50% equilibrados.
Aos irmãos e irmãs presos na ilusão da santa maria que almejam a liberação das drogas, digo que não lhes quero mal. Mas não posso ser conivente com o mal que vocês propagam a tantos. Que retenham na memória as qualidades do padrinho Sebastião de Mota Melo, mas aprendam também com os graves erros que ele cometeu quando disseminou as drogas, inclusive dentro do SANTO DAIME sério que o mestre Irineu trouxe ao mundo. Mudem enquanto é tempo a sua formas de pensar, de agir, acreditem que o futuro será espetacular para quem souber viver e trabalhar os novos tempos. Na minha adolescência, li um livro muito bom e escrito com muita simplicidade, que demonstra com exatidão o tipo de espírito inquiridor que irá habitar a nova era. O curioso é que esse livro nada menciona do terceiro milênio e apenas conta à história de uma gaivota. O nome desse livro é “Fernão Capelo Gaivota”. Você o encontrará com facilidade em qualquer biblioteca pública do seu bairro ou cidade e em poucas horas já o terá lido por inteiro.
O terceiro milênio, no qual já estamos entrando, será habitado por pessoas que não aceitarão as verdades efêmeras, mas se esforçarão e se empenharão com afinco para atingirem as verdades absolutas. Cada vez que você defende que a igreja é a casa de Deus, você nega a parte de Deus que está dentro de você mesmo. Pois o homem já nasce sendo o templo vivo de Deus e Ele não habitará em nenhum lugar feito por mãos humanas. Cada vez que você permite que um vício sobrepuje seu espírito, você nega a posição de Deus filho que você já ocupa. E eu não falo apenas do vício em drogas, como maconha, cocaína e outras drogas falo também do vício da mentira, do vício da hipocrisia, do vício da avareza e principalmente do vício da preguiça. Saiba que quem escolhe viver no mundo das ilusões e finge crescer, ao invés de viver na realidade do espírito e travar as lutas do crescimento, possui o vício da covardia. Polaridades não são inimigas, mas existe a ordem natural do valor de cada um. Dentro de você existe o ego e o espírito, ou seja, a mente racional e a mente espiritual. Qual delas você acha que tem maior valor? Qual delas está comandando você?
Uma coisa eu posso lhe dizer, meu filho, qualquer forma de vício provém apenas do ego. Qualquer forma de justificativa provém do ego. Até aquelas historinhas sobre hostes treveiras poderosíssimas que alguns até dizem ver, na verdade provêm apenas dos demônios internos que a própria pessoas possui, ou seja, do ego. Ele é o pai de todo sofrimento. O ego é o lado escuro dos seres humanos. E é também o pai da cegueira espiritual. Exatamente as mentes racionais que se julgam grandes, às vezes por terem feito uma faculdade, defendem, inconseqüentemente, a liberação das drogas, não se importando com os estragos que causarão aos filhos dos outros e à nação. Na cegueira do ego, desprezam, inclusive, o fato de que os jovens de hoje são o alicerce do amanhã desta nação.
A grandiosidade de uma nação é apenas o reflexo de sua cultura. Que cultura espera ter uma nação, com seus filhos usando aquilo que prejudica a saúde e ainda mata os neurônios? Filho, eu aqui ensino o xamanismo. Mas o xamanismo verdadeiro, onde a ciência é unificada com a espiritualidade. Razão e intuição, ciência e espiritualidade são coisas que precisam andar lado a lado. Aquilo que venho ensinando é o que a física quântica está comprovando cada vez mais.
No xamanismo, sabemos que a felicidade não existe na individualidade, mas na coletividade. Então, desejamos muito ver você feliz também, independentemente de quem você é, porque o xamanismo não tem povo, não tem tribo, não tem nação e não tem planeta. Para o xamanismo não há fronteiras. Xamanismo é universalismo!
Vocês podem observar que, no nosso estatuto, antes das palavras CNSC, está escrito “Instituto Espiritual Xamânico”. Isso porque aqui se perpetua o bom caminho vermelho, tal qual me foi ensinado pelos Lakotas e Sioux na minha última encarnação. Sim, eu sou um espírito Lakota dentro do corpo de um branco e que expresso com muita honra a firmeza e o amor dos Lakotas.
Aqui no CNSC todos os povos estão reunidos em um só povo. Aqui é um local sagrado onde todas as egrégoras se fundem em uma só. Abaixo de Wakan Tanka há apenas irmãos. Na verdade, todas as egrégoras de luz do astral superior são apenas uma. Elas se moldam de acordo com a necessidade psicológica de uma pessoa ou um povo para não serem rejeitadas e poderem ajudar. A Mãe Divina é a representação feminina da mente de Deus e se apresenta sob diversas personalidades, como Yemanjá, Nossa Senhora da Conceição, Mulher Búfalo Branco, a deusa da Wicca e outras. O Mestre Jesus (meu Senhor e de Quem apenas sou servo) é a representação da mente crística, da rosa que desabrochou na cruz.
Conheço muito bem as plantas de poder, a forma correta e responsável de usá-las. É preciso entender que há uma diferença marcante entre plantas medicinais, plantas de poder e plantas de poder professoras. Nem toda planta de poder é uma planta mestra! Algumas tribos indígenas que conhecem a cannabis sativa ou maconha, dão a ela um nome cuja tradução é “planta que te prende”. A palavra maconha, por si só, já significa mau conhecimento. A cannabis sativa é uma boa planta medicinal e possui fins curativos, mas apenas se usada da forma correta. O uso correto, desta planta medicinal é a extração de um óleo da sua raiz, que, aplicada sobre a pele, é muito boa para alguns problemas da mulher e para o glaucoma. Alguns médicos afirmam que ela é boa para prevenir o câncer. Mas, se for ingerida como chá, bolo ou ainda de outras formas, mesmo que pitada, tragada ou fumada sob a alegação de estar consagrando santa maria, ela vai mesmo lhe prender no ego, prejudicar muito sua sinapse cerebral, lhe deixar letárgico, enfraquecer sua memória e chegar inclusive a matar seus neurônios. Energeticamente, causará o atrofiamento dos seus chacras e rebaixará sua freqüência espiritual para a freqüência grosseira da ilusão. E esteja certo, meu filho, maconha vicia, sim!
Saiba que existem plantas que favorecem o espírito e plantas que favorecem a matéria. Portanto, uma favorece a libertação para as verdades absolutas do espírito e a outra, se mal usada, prende o indivíduo na ilusão das verdades efêmeras criadas por homens-ego e defendidas como verdadeiras. Como toda medicação, se for utilizada da forma errada, vai prejudicar e resultar em vícios. Mas o pior cego é aquele que não deseja enxergar.
Imagine uma carruagem puxada livremente por um belo par de cavalos fortes numa estrada. Os cavalos são fortes e estão acostumados a guiarem-se sozinhos e ir onde desejam. Estão acostumados a correr por essa estrada da forma que bem entendem. Eles realmente pensam que são os donos da estrada.
Para total surpresa dos cavalos, há um passageiro dentro da carruagem. O passageiro diz: “Parem!” Os cavalos fortes se assustam a princípio, raciocinam um pouco e dizem a si mesmos: “Deve ser sol demais”. O passageiro ordena novamente e com mais força: “Parem!” Os cavalos levam um outro susto. Desta vez, percebem que há algo a mais na carruagem, mas oferecem grande resistência, pois pensam que são senhores de si mesmos. O passageiro então apanha as rédeas com as duas mãos e as puxa com força. Trava-se uma pequena batalha entre os cavalos e o passageiro, até que os cavalos obedecem e fazem exatamente a vontade do passageiro.
Os dois cavalos fortes são o seu cérebro e a sua mente racional, ou seja, o seu ego. Até hoje eles vêm dominando você, são eles que têm dado as ordens e estão acostumados a fazer apenas as próprias vontades. A carruagem é o seu corpo, O seu aparelho. Nada mais que um veículo para o passageiro experimentar o mundo da matéria. E o passageiro é você, sua mente espiritual. É aquele que não precisa pensar, porque se pensou não é você. A consciência é o passageiro, é você! Compreende agora?
Mas não se esqueça que o passageiro precisa começar a puxar as rédeas dos cavalos. Então, que tal usar apenas o que fortalece o passageiro e não os cavalos?
Eu disse há pouco: “se pensou não é você!” Sei que isto pode soar de uma forma estranha, até porque você está acostumado a pensar sempre. Então, proponho que faça uma experiência comigo neste exato momento.
Escolha um objeto e olhe fixamente para ele. Com o seu dedo indicador, o fura bolo, aponte para o objeto escolhido. Conclusão: você está vendo um objeto fora de você e ainda está apontando para ele com o dedo, certo? Agora olhe para o seu corpo. Você consegue vê-lo, não por inteiro, mas você o vê. Olhe para o seu pé e aponte o indicador para ele. Conclusão: você está vendo o lado de fora do seu pé e ainda apontando para ele, não é? Agora, coloque o seu indicador exatamente na frente dos seus olhos e aponte para você. O que você vê? O seu dedo! Então, cadê você?
Você pode até alegar que está aí dentro do corpo, mas isso não pode ser verdade porque só enxerga fora àquele que está do lado de fora. Se você estiver no fundo de uma caverna fechada, conseguirá enxergar o que tem lá fora? Sabe que não. No máximo, poderá usar a faculdade da memória. Este conceito pode lhe surpreender, mas é verdadeiro. Quer ver só? Feche seus olhos. Veja seu coração. Consegue ver seu coração? Claro que não! No máximo, você poderá usar a memória, relembrando da figura de um coração que tenha visto numa revista ou vídeo. Você não pode ver seu coração porque ele está na parte de dentro. E a parte de dentro você não enxerga. Mas as coisas externas você enxerga, e muito bem! Por que, então, você enxerga as coisas externas? Responda-me agora: onde você está? Porque dentro deste corpo você não está! Você, que é aquilo que não pensa, está sim conectado ao corpo e se manifesta através dessa carruagem.

Conceitos como esse integrarão o terceiro milênio. Aqueles que insistirem em permanecer na ilusão do ego e nos vícios não terão espaço para coexistir com as verdades absolutas do povo da nova era. Já observou como uma criança pede comida? Tão logo ela tenha aprendido a verbalizar um pouco, como a criança pede comida a sua mãe? Acaso ela diz: “estou com fome?” Não! Ela diz: “Joãozinho está com fome”. A mãe retruca na hora: “‘Joãozinho está com fome’ não, você está com fome!” A criança estranha e ainda insiste: “Joãozinho está com fome”. Sabe por que a criança se expressa assim? Porque toda criança nasce sabendo que aquele corpo e aquela mente pensante não é ela. A criança nasce sabendo quem é, ela tem identidade. É natural em toda criança o fato de que ele está muito além do corpo e da mente racional. Mas não demora pra que os adultos comecem a recriminá-la com insistência, impondo-lhe afirmações racionais: “‘Joãozinho está com fome’ não, é você quem está com fome!” A criança ainda se encontra em um estado frágil. De tanto o adulto se impor, termina por massacrar a identidade da criança, que começa a aceitar essa falsa identidade que são o seu corpo e a sua mente pensante.

Mas, então, quem é você e onde você está? Porque seu corpo é apenas um aparelho sensorial que permite experiência r o mundo da matéria, da ilusão. A mente é apenas um veículo. Ela é pensante e, se pensa, também não pode ser você. É o ego que se manifesta através da razão, da lógica, dos pensamentos. E o ego não é você. Na verdade, ele é uma ferramenta maravilhosa que você tem mas que será o seu lado negro se você não o dominar.

Você está muito além do corpo e da mente. Você é muito mais do que seu corpo e sua mente. Mas, então, quem é você e onde você está? É para a obtenção destas respostas que o xamanismo encaminha você. Na integração cósmica você sabe essas respostas. Existem vários caminhos que irão lhe conduzir para a integração cósmica. Na verdade, todos os caminhos levam a Deus. Uns são rápidos e retos, como nos ensina a luz. Outros são cheios de curvas e longos demais. Daí a expressão: “uns vão pelo amor e outros pela dor”.

A meditação e as plantas de poder, se usadas corretamente, são um desses caminhos rápidos e retos para a integração com o cosmo, para a integração com Deus. Ambos lhe conduzirão para os estados mentais da consciência ampliada. A ayahuasca, em rituais de xamanismo, é um atalho para a iluminação. Esse atalho, além de não fazer curvas, ainda é turbinado. Plantas medicinais usadas da forma errada também lhe levarão à integração com Deus, mas será por um caminho cheio de curvas e muito demorado. Pelas drogas você chegará a Deus através da dor, através do sofrimento. Drogas só geram sofrimento. E o sofrimento é uma das formas de retomar a Deus. Mas você pode escolher ir a DEUS pelo caminho do amor!

Deixo aqui registrado que tenho a consciência de muitas das minhas encarnações passadas. Já fui hebreu, negro, amarelo e vermelho. Já estive na posição de escravo e na posição de senhor de muitos escravos. Fui membro de igrejas, mas também sacerdote nas sinagogas. Outrora fui soldado e usava o gládio, mas também fui centurião. Julguei ter sido muito injustiçado por alguns, mas também cometi grandes injustiças quando nasci em família nobre. Outrora, vivi momentos de grande paz e momentos de grandes guerras.

Um dia amadureci e, ao olhar para trás, vi o quão grande era a jornada que eu havia caminhado. Trago dentro de mim experiências de muitas culturas e das religiões provenientes delas. Por isso, sei que o Grande Espírito olha para todos nós da mesma forma, com o mesmo amor. Também é por isso que ensino o respeito a todos os povos e a todas as igrejas. Não busco discípulos, busco irmãos. Irmãos caminhando juntos, de mãos dadas, todos unidos pelo mesmo objetivo de um mundo bem melhor.

Aqui não há mestres nem discípulos, porque sei que todo ser humano é mestre e discípulo ao mesmo tempo. Mestre mesmo é o Senhor Jesus, que comanda todo o astral superior e foi Ele quem me enviou. Por isso, o CNSC é um solo ecumênico. Eu prego somente o amor, não prego o poder. Poder somente a luz possui, mas os que andam na luz comungam com o poder. Somente o amor lhe põe no caminho da luz. Portanto, só comungam o poder da luz aqueles que amam. Não existe poder sem amor. Mas não se iludam, há situações em que é justo o filho da luz usar o poder. Principalmente em assuntos que envolvem honra e sacrilégios, pois é aí que a pessoa vai descobrir que a justiça sempre virá antes da benevolência!

Aqui recebemos irmãos de todas as religiões e de todos os povos. Aqui freqüenta o budista, o espírita, o judeu, o umbandista, o evangélico, o católico, o místico e o esotérico, o sábio e o ignorante, o culto e o pouco letrado. Aqui vêm pessoas de todos os povos e de todas as denominações. Mas todos eles encontram um contato mais íntimo com Deus.

Aprendi, ao longo de todas essas jornadas, que somente o contato mais íntimo com a Luz Maior nos transforma para melhor. Por isso ensino o xamanismo. Porque xamanismo não é uma religião e nem uma doutrina. Xamanismo não é apenas um dos raios do espectro, mas sim o espectro inteiro. Xamanismo é integração. No bom caminho vermelho se aprende rápido que todo homem precisa encontrar seu centro. Aqui você encontrará seu centro. Quando, nas tribulações da vida, você se distanciar de seu centro, aqui sempre poderá encontrá-lo.

Ainda vai chegar o dia em que você também vai olhar para trás e ver o quão grande é a jornada que já caminhou. Ainda vai chegar o dia em que você também vai saber quem você é e onde se encontra. Ainda vai chegar o dia em que você vai entender que as trevas fogem da luz, porque a luz mostra para as trevas por que elas são trevas.

Eu só apregôo o amor. Na qualidade de xamã, eu apenas mostro portas dentro de você que você desconhecia. Mas a chave que abre estas portas é o amor. Só ensino as virtudes do espírito que todo ser humano traz latente dentro de si. Mas o amor é à base de todas as virtudes.

Tenho ensinado sempre que devemos ser forte com os fortes e fraco com os fracos; que em meio a lobos precisamos ser leões, não cordeiros; que devemos ser bons e não bonzinhos. Sou grato ao Grande Espírito por ter vivido o suficiente para ver milhares de irmãos e irmãs despertarem seu próprio guerreiro interior e se transformarem em guerreiros do coração.

Minha missão já está quase cumprida com a publicação desse livro. Tenho dado o testemunho vivo do desapego material, da consciência da impermanência e do amor incondicional. Já espalhei as sementes das boas novas a muitos e muitos milhares de irmãos e irmãs. Quando eu me for, seguirei em paz, pois saberei que tive uma existência útil que deixei minha singela contribuição para o surgimento de um mundo bem melhor. Mas volto a frisar que quem não junta espalha. Espiritualmente, não existe a omissão, apenas a conivência. O omisso em relação ao mal é, na verdade, conivente com o mal. Ninguém é mestre. Todos são mestres. O Cristo é o seu Mestre!

 

Testemunhos de quem viveu o FALSO SANTO DAIME

 


 

Meu nome é L. M. B. M. A., nasci em Santana do Livramento Rio Grande do Sul em 28 de novembro de 1955. Sou dentista, isto é, exerci Odontologia Preventiva – Odontopediatria por 18 anos. Depois fiz pós-graduação em Administração de Empresas e trabalhei mais 6 anos na TV Setorial- TV educativa e regional do Vale do Paraíba.

 

Agradeço a Deus a oportunidade e a honra de estar lado a lado do Gideon, meu amigo e padrinho do Céu Nossa Senhora da Conceição, mas por mais que eu coloque aqui alguns adjetivos nunca serão suficientes para descrever a firmeza e a garra de uma pessoa que abraçou uma missão de peito aberto e não descansa até vê-Ia cumprida. Como ele mesmo diz, devemos viver por algo que valha a pena dar a vida.

Antes de contar o que sei, o que vivenciei, tenho que colocar alguns conceitos e formas de conduta, portanto, ações que me norteiam.

Os Jargões da sociedade são frases ditas e repetidas há muito tempo que se tornam “verdades” só porque escutamos desde que nascemos. Eles nos enrijecem, ou “emburrecem” mesmo!

O principal jargão que não aceito é:

“Isto não é comigo” – eu “não sou responsável por isto” ou “pela desgraça do mundo”. Estas e outras frases semelhantes que podem ser faladas em “mil e uma” circunstâncias deviam ser banidas da sociedade porque encalham a evolução dela!

Se realmente é um assunto que eu não entendo eu posso responder: Isto é com os marceneiros (por exemplo, porque não entendo nada de marcenaria). Ou eu conheço um ótimo marceneiro, é o fulano. Ou, o fulano deve conhecer um marceneiro podemos falar com ele ou o que for possível se fazer, que se faça!

Mas pelo amor de Deus! Todos nós que estamos no mundo somos responsáveis por ele sim e devemos mesmo fazer alguma coisa, qualquer coisa, o que cada um puder!

Quando se trata de coisas que destroem a sociedade então, jamais podemos nos omitir, ou apoiar. Como diz o Gideon: omissão não existe e sim conivência.

Devemos ter envolvimento com o mundo, raciocinando e agindo assim, o mundo muda mais rápido, a começar pelo que está a nossa volta.

A paz no mundo começa no meu interior, no interior de todos nós.

“Mas no meu interior é que tenho que dar conta primeiro e depois poder ajudar o mundo a minha volta”.

É verdade! Mas não podemos estacionar aí, neste estágio a vida toda. É preciso sair da situação “preciso cuidar de mim” e entrar na situação “eu posso fazer isto também, além de cuidar de mim”. Este é o ponto! A chave! O alicerce estruturado para a atividade, missão de vida.

Quando se sai desta “eu preciso de ajuda” para “eu posso ajudar” é que a vida flui.

Ao estacionarmos no primeiro estágio estamos, de maneira muito cômoda aceitando uma postura viciada, que faz com que as pessoas passem a vida inteira pensando só nelas, e a hora de olhar para as pessoas à sua volta, nunca chega. Dou conta da minha paz ao mesmo tempo da de todos os que me cercam! Eu posso! Eu quero! Demais a mais SOMOS UM. É só resolver.

Meu pai, M. M. M., dizia, com muita freqüência duas frases que me marcaram e que comprovei a vida toda: RICO É AQUELE QUE DÁ E POBRE É AQUELE QUE PEDE. Por mais necessitado que uma pessoa seja, se ela enxergar a possibilidade de ajudar o outro, com amor, estando inteira no ato, com a única intenção de ajudar o outro, ela muda a situação dela mesma. A outra frase é: É IMPOSSÍVEL NÃO BENEFICIAR A SI MESMO QUANDO SE PENSA E SE AGE NO BEM DE TODOS.

O pensamento “primeiro cuidar de mim” tem justificado muito egoísmo e muita omissão, multiplicando o número de Pilatos. Devemos ter sempre em mente o bem coletivo a começar pelos mais próximos de nós. É possível SIM, a qualquer instante, mesmo na maior das crises, ou especialmente nelas. Não existe esse momento de pensar só em mim, sou uma unidade importante do todo. O todo que me cerca precisa de mim e vice-versa.

Devemos ter sempre em vista o bem da humanidade. Porque não? Somos pequenos para isto? Não. Nós somos a unidade que compõe a humanidade. Façamos cada um a nossa parte!

Minha parte aqui:

Quando ouvi falar sobre ayahuasca foi em um documentário no canal Discovery Channel. Pegamos o bonde andando, meu marido e eu, mas ficamos muito curiosos. Pouco tempo depois fiquei sabendo que em Pindamonhangaba, local onde moramos tinha um local em que se fazia o uso.

Fomos conhecer. Levei um choque inicial. Não sabia que era usado de uma maneira tão ritualizada. Ou melhor, dogmática, hoje eu já sei me colocar melhor nesta questão, não sou a favor de “dogmas nem tabus” (dogma: ponto indiscutível de uma doutrina religiosa e tabu: proibições convencionais impostas por costume ou tradição), mas rituais eu respeito muito. A seriedade e a firmeza de propósitos acontecem na seqüência de rituais (ritual: conjunto de práticas consagradas pelo uso, que devem ser observadas em determinadas situações, são na verdade uma metodologia eficaz de se atingir um objetivo). O Gideon, sempre explica: Todo ritual deve ser revestido de toda seriedade e respeito, para que se cumpra seu objetivo. Dogmas e tabus, escravizam e não tem sentido prático, ao passo que o ritual você realiza livremente sem se sentir constrangido. Mas só hoje, com a teoria e a prática bem vivenciada, é que posso ter este discernimento.

Porém naquela época isto era impossível para mim e então “mergulhamos de cabeça”. Meu marido e eu passamos a freqüentar o Santo Daime. Eu cheguei até a me fardar. Sempre lendo e estudando tudo o que podíamos. Sempre buscando, meu marido e eu, cada vez mais, esclarecimentos.

Embora fosse o hábito desta instituição fazer a “reunião de novos”, por mais que eu fosse a essas reuniões, elas não me esclareciam tantas perguntas, mesmo as “respondidas”. E depois, que consegui maiores esclarecimentos, percebi que havia conhecimentos que se perderiam se dependessem de um dia se perguntar. É que uma vez eu perguntei para madrinha, no final de uma reunião: – Ana porque você não explica tudo, numa ordem, numa seqüência, para não se perder. Olha, hoje, por exemplo, você não falou da limpeza. – Ao que ela respondeu. – A gente responde só o que perguntam. O Daime responde tudo.

Hoje entendo, muito bem, que esta postura é arriscada e desonesta. Por tudo o que vivenciei. As explicações dadas na palestra inicial, feita em todos os trabalhos “lá no Céu Nossa Senhora da Conceição comprovam isto. É simplesmente uma atitude natural de respeito que o Gideon tem com todas as pessoas que lá comparecem.

Ninguém que vai pela primeira vez participar de um ritual de ayahuasca saberia perguntar o que é muito necessário saber para se ter uma boa experiência com ela. E vale aqui repetir: Omissão é mentira!

Eu, empolgada e sem prudência (que “era”). Fui levando logo para lá minha mãe, mais uma irmã (tenho outra irmã que já freqüentava) e, também, um sobrinho. Meu marido tem uma propensão natural de não se deixar envolver até se sentir muito seguro. Esta é uma qualidade fortíssima nele. Eu me encantei e embora ainda continuasse a estudar, já havia me entregado, tanto que levei mãe, irmã, etc.

Teve ocasião, que meu marido perguntou a madrinha, Porque Cefluris? Resposta: Ah! Porque sim. Tínhamos que ter um respaldo legal e o Cefluris é uma instituição “idônea” (na opinião dela!). Outra ocasião, ele perguntou: Se o Daime harmoniza pessoas e grupos. Porque, justo o mestre da Doutrina – Mestre Irineu, não cofiaria a sua esposa ou ao filho prosseguirem. Porque ele confiaria a Doutrina a um “amigo”?!

Um dia meu marido, chegou com uma bomba. “Lá tem drogas”. Eles usam drogas, vamos lá e você vai ver. Fui e quando cheguei lá nem me lembrei que deveria observar. Meu marido viu e começou a se revoltar. Falava comigo e eu não queria ver. Hoje me dou conta de tudo, mas na época, envolvida que estava, com minha mãe e irmãs junto a mim, não queria mesmo enxergar!

Primeiro descobri que a linha que eu freqüentava não era única, tinham outras. Depois descobri que esta linha (o CEFLURIS) é uma linha que usa maconha, e não concordo com isto.

Eu cheguei a me fardar sem saber deste “detalhe” (omitido para variar!). Detalhe de fundamental importância para mim. Me revoltei, mas hoje entendo que foi o caminho que eu tinha que percorrer para entender a minha missão.

Um dia, no meio da “crise” que meu marido e eu atravessamos por causa da minha teimosia em não querer aceitar e de não querer ver que lá havia drogas, falta de esclarecimento, falta de transformação, falta de prosperidade e tudo o mais que a edificação do ego proporciona. Um dia no meio desta crise, me vi no carro do “Padrinho Valter”, junto comigo estavam as minhas duas irmãs. Eu fui contando para eles que o Caio, meu marido, “inventou” que lá tem drogas! Ai o padrinho Valter me respondeu, e se as minhas irmãs tiverem firmeza vão confirmar! “Você já viu um trabalho de Santa Maria aqui? Não (respondi) Então (ele continuou), e durante a semana, eu vivo falando para os meninos, e só duas vezes (que se pode usar a maconha). É que Lia… o Daime tem destas coisas… ele tira muita gente das drogas, mas para alguns ele apresenta!” (foi primeiro buraco no alicerce do que eu estava tentando construir!).

O Daime que Raimundo Irineu Serra nos deixou, jamais apresenta drogas para uma só pessoa sequer, que dirá para alguns! Depois, lá no Céu Nossa Senhora da Conceição, eu descobri o número catastrófico desse “alguns”. Lá eu tive também muitos esclarecimentos, aliás, os fundamentais. Na maior transparência e honestidade.

Continuo estudando_ lendo e buscando mais e mais esclarecimentos, mas lá no Céu Nossa Senhora da Conceição eu aprendi muitas coisas importantes, como:

. Que ayahuasca expande a consciência e você pode expandi-Ia de outras formas. Como respirações, meditação e outras técnicas que lá são ensinadas.

. Que a limpeza pode ocorrer e é bem vinda, quando se tem o que limpar.

. Lá eu fiz vários cursos e inclusive assisti a uma palestra com um médico que faz um estudo científico sobre o efeito da ayahuasca recuperando os danos causados pelas drogas no cérebro de pessoas viciadas.

. Outra coisa muito importante que lá aprendi a fazer a separação do ego do nosso eu centrado (eu superior). É tão maravilhoso viver este conhecimento. Pode parecer estranho para quem não o vivenciou. Mas só depois desta vivência é que começamos realmente nossas mudanças.

Enfim, é para lá que eu levo, muitas pessoas que buscam a luz do entendimento na expansão da consciência. Vou levar, agora mesmo, uma amiga, que esta sofrendo com um filho de 17 anos, que rouba da própria casa para ter dinheiro para comprar drogas.

Aliás, sobre está história de ayahuasca com drogas preciso ainda por às claras. No tempo em que freqüentei a instituição aqui de Pinda (Cefluris), e me foi omitido o uso da maconha, como já contei, levei para lá minha mãe e mais uma irmã, outra irmã já freqüentava e ainda freqüenta junto com minha mãe. Hoje uma dessas irmãs não quer nem ouvir falar em Ayahuasca, Santo Daime, ou Daime – mácula no nome! Porque viu que lá usavam drogas, usaram na frente dela! – talvez uma espécie de pressão para fazê-la usar. Sentaram-se em roda em volta da minha irmã, após um trabalho, e começaram a pitar e passar um cigarro de maconha, na roda estavam a madrinha e a alta diretoria da instituição!

Mas quando comecei a freqüentar esta instituição ouvi (da madrinha), na tal reunião de novos que os jovens usuários de drogas e os alcoólatras perdiam, respectivamente, o gosto pelas drogas e pela bebida. Achei maravilhoso! Fui buscar um sobrinho que sabia que era usuário de maconha. Convidei meu sobrinho a ir comigo e eis o que realmente aconteceu:

Na primeira vez que ele tomou o Santo Daime (lá eles usam este nome) ele resolveu parar com as drogas e parou, durante três meses. Ai aconteceu de haver uma caminhada para Aparecida. Ele foi sozinho, na época eu ainda trabalhava muito e não podia estar em todos os eventos.

No meio da tal caminhada, meu sobrinho viu o padrinho e a madrinha, do Cefluris, usando a maconha (ela tem um nome de Santa – acho que é para sabotar a consciência), Meu sobrinho mergulhou nas drogas novamente, por algum tempo pensou que eu apoiava àquilo.

Foi através deste sobrinho, e das suspeitas do meu marido e de tudo o que eu vivenciei que, finalmente, descobri que estava apoiando uma instituição que jamais apoiaria se soubesse de toda a verdade.

O Gideon deixa esta história muito bem esclarecida e, é por este motivo, que é para lá que eu levei e levo tantas pessoas que necessitam de ajuda e esclarecimento.

Eu mesma tive muita graças ao freqüentar este lugar. Tenho muito que aprender ainda. Mas reconheço que meu progresso espiritual trouxe o meu progresso profissional e financeiro e tudo o mais que já alcancei graças a este percurso.

Tem mais algumas coisas que quero colocar aqui, como, por exemplo, sobre o Curso de Difusão Cultural que fizemos na USP. Drogas – Perspectivas em Ciências Humanas (03 de outubro a 05 de dezembro de 2006, às terças-feiras, das 19h30 às 22h30).

Verifiquei durante este curso um grande esforço de todos os integrantes, ou melhor, a intenção muita bem declarada do movimento em si, de encaixar a Cannabis Sativa como substância psicoativa de nenhum malefício, ou até mesmo de muitos benefícios aos seus usuários.

As principais argumentações foram fracas e baseadas em análises que desprezam, menosprezam ou mesmo ridicularizam a ciência e as comprovações científicas. Não foi abordado em nenhum instante o uso de drogas como catástrofe social que é. Houve um debate, se é que podemos dizer que é debate, no encerramento do curso. Digo isto, porque em um debate deve haver dois lados para debater e na verdade houveram 4 discursos a favor da legalização da maconha. Lá foi muito citado uma apostila da ABRAND – Associação BRASILEIRA multidisciplinar de.Estudos sobre Drogas cujo tema da apostila é Maconha – uma visão multidisciplinar. Esta apostila se contrapõe a uma publicação científica da ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria – intitulada “Revisão Científica: Maconha e Saúde Mental”.

Durante todo o curso houve ainda a intenção muito clara de se colocar no mesmo caldeirão, ou na mesma prateleira a Cannabis Sativa e a Ayahuasca, ignorando-se a diferença de ambas.

A Cannabis pegando carona nas qualidades da ayahuasca numa tentativa de encantar e incentivar o seu uso.

A Ayahuasca foi trazida da cultura indígena para o homem branco pelo ex-seringueiro Raimundo Irineu Serra – o mestre Irineu em 1930.

O fenômeno Mestre Irineu (mestre de nova era, como tantos mestres já enviados para auxílio ao desenvolvimento da humanidade) historicamente estudado e documentado, demonstra claramente que ele foi o criador (ou quem canalizou, recebeu.) uma metodologia de uso ritualizado da ayahuasca, hoje conhecido como Daime.

Após 1930, ou seja, após o mestre Irineu, surgiram outras instituições como, A Barquinha – de Daniel Pereira -1945 e a Associação Beneficente União do Vegetal hoje conhecida como UDV – de José Gabriel da Costa – 1961

Preparando-se para sua passagem, Irineu em vida, teve a preocupação de organizar um estatuto porque previa que após a sua morte ocorreriam mais ramificações (as chamadas linhas). As diversas linhas são formas de rituais variáveis que foram previstas e aceitas por mestre Irineu. Quando lhe perguntaram, com qual linha ele ficaria, respondeu: eu fico com todas. É natural que estivesse se referindo as linhas que seguiram com o uso de ayahuasca, só e somente só, de formas variadas de rituais.

O acréscimo de outra substância – a Maconha – ao ritual do Daime em uma das “linhas” foi trazido por Sebastião Mota de Melo – o Padrinho Sebastião, como é conhecido, e está “linha” que segue o Padrinho Sebastião é o CEFLURIS.

Se olharmos para o artigo 19 do estatuto deixado pelo Mestre Irineu, veremos que esta “linha” nem pode ser considerada uma linha. Ela é em sua essência um grave desvio, um engano de conseqüências que podem ser comprovadas de muitas maneiras.

Hoje persistem e aparecem as ramificações, as linhas que foram surgindo após a passagem do mestre Irineu. Podemos considerar válidas e linhas de fato as que seguem o preceito básico deixado pelo estatuto e pela vontade de Mestre Irineu.

I

A Ayahuasca teve seu percurso de perseguições e comprovações, é legalizada e só causa benefícios aos seres humanos de forma comprovada cientificamente e de qualquer outra forma de observação que não a ciência. A verdade é o que é dado a ver.

A USP é uma instituição muito séria e não sabe o que ocorre lá dentro. Mas é assim, também, que são levados para o “daime” desvirtuado com drogas, que não I é daime coisa nenhuma, uma porção de jovens desavisados, cujos pais não fazem: idéia que lá, dentro de uma instituição de ensino, os filhos estão “aprendendo” a menosprezar as comprovações científicas e a desrespeitar as leis e a própria instituição de ensino.

É interessante notar, que os organizadores deste curso tiveram oportunidade de realizá-lo, justamente por dominarem uma ciência.

Estão dentro de uma instituição de ensino em nome da ciência que professam, mas menosprezam e ridicularizam outras áreas da ciência, para atingir seus objetivos de desfazer, desorganizar e mesmo desrespeitar outras ciências que comprovam o que eles não querem enxergar. Total falta de ética!

Para Concluir vou contar um pouco da experiência que estamos vivenciando agora:

Estamos dando trabalho com ayahuasca, somos responsáveis por um ponto de luz saído do Céu Nossa Senhora da Conceição. Caio, meu marido, e eu aceitamos esta missão, entendemos que poderíamos servir, entendemos que seria, e é, uma grande honra e uma grande responsabilidade.

Nos preparamos através de um curso de “Padrinhos e Madrinhas” recebemos autorização ou fomos “aprovados” já no primeiro curso que fizemos, mas mesmo assim resolvemos fazer mais dois cursos que já ocorreram depois do primeiro. Acho que vamos fazer todos os que tiverem e também vamos continuar a estudar de todas as formas para permanecermos bem preparados para esta missão. Nunca vamos parar de estudar e aprender.

Tem um detalhe que é muito importante. Por mais que nós nos preparemos nunca vamos passar de “enfermeiros”. O Gideon, o Xamã nosso padrinho, sempre se diz “simples enfermeiro” explicando que quem dá o trabalho é o alto, a espiritualidade, os seres de luz. Digo isto só para que fique claro que devemos trabalhar com muita, seriedade, lucidez e muita humildade.

Nestes cursos (o primeiro foi de 9 dias e os dois outros foram de 5 dias cada um) nós ficamos todos estes dias em jejum de palavras (silêncio absoluto) e comendo papa de arroz sem sal e as vezes mandioca sem sal. E, é claro tomando muita ayahuasca. Aprendemos muito. O silêncio, a dieta e os dias seguidos com trabalhos de ayahuasca, as palestras e orientações do Gideon, os cursos e técnicas = apresentação de ferramentas, provocam uma profunda interiorização e uma grande mudança. Para melhor é claro!

As ferramentas são cursos de: “Tela mental”, “Animais, de força”, “Viagem astral”, “Quebra da Ilusão da Realidade”, etc. Tudo isto nos fortalece nos transforma e depois nos transporta para um viver mais consciente. Aprendemos que é uma coisa só, não há separação entre vida espiritual e vida material. A vida material é um reflexo da vida espiritual.

Outra coisa muito importante que aprendemos lá, como já foi citado, é a separação do ego do nosso eu centrado (eu superior). Com o auxilio da expansão da consciência facilitada pelo Daime ou ayahuasca bem orientada, nós nos vemos por dentro. Mas logo depois da expansão da consciência que um trabalho dê ayahuasca proporciona, com os dias que se seguem, o ego pode voltar a assumir com força o comando de nossas vidas. No dia a dia devemos ficar atentos para não perder aquela lucidez que a consciência expandida, proporciona. Caso contrário o ego, que sempre reinou soberano, volta a dominar e se permitirmos, se não estivermos atentos, ele sabota a nossa consciência. Então inventamos mecanismos de defesa, inventamos histórias e justificativas para que tudo volte a ser como antes e é justamente ai que mora o perigo. Quando a pessoa toma Daime sem ter tido a experiência da separação do ego ou sem maiores esclarecimentos, ela cai nas suas fraquezas novamente e acaba fortalecendo o ego.

Vamos assumir a responsabilidade de Mudança! SOMOS NÓS

Somos nós que mudamos o mundo para melhor. Podemos viver assim clareando a vida das pessoas enquanto clareamos a nossa vida!

Assumo toda a responsabilidade por tudo que aqui contei:

L. M. B. M.A.

 

 

 

Depoimento do policial F.


Caro Irmão Emiliano Dias Linhares, Gideon dos Lakotas

Através da presente Carta venho dar testemunho do que vivenciei nas Igrejas Conveniadas ao CEFLURIS, durante o período em que lá estive.

Nos idos de 1990 tive uma companheira que freqüentava a Igreja Céu do Mar, que fica na Estrada das Canoas n° 3036, São Conrado, Rio de Janeiro, RJ.  Face aos constantes convites por parte dela, eu finalmente cedi e fui conhecer o que ela chamava Santo Daime. Antes, porém tendo ainda certa dúvida quanto o Santo Daime ser droga ou não, pois eu nunca tive experiência com drogas e inclusive não sou de beber e fumar, tomei o cuidado de pesquisar um pouco e descobri que o Santo Daime não estava relacionado como droga, então decidi ir conhecer. Chegando lá no Céu do Mar ao ingerir o Santo Daime tive uma revelação, na qual a presença que vi e que se denominava Virgem da Conceição, me disse que necessitaria de minha ajuda para uma missão. Continuando a freqüentar os trabalhos espirituais, fui recebendo mais alguns esclarecimentos, sempre que ingeria o Santo Daime e finalmente percebi que havia realmente alguma coisa estranha na forma como as coisas eram conduzidas, percebi que o hálito de várias das pessoas tinham o cheiro parecido com o da maconha, que seus olhos ficavam muito vermelhos, indícios característico de pessoas que fazem uso dessa droga.; Isto é fácil perceber, pois quase todos já passaram por alguma situação na vida em que se depararam com um viciado; Finalmente em um determinado trabalho espiritual na Igreja Céu do Mar a figura que se apresentava nas visões espirituais disse que precisava de meu auxílio para limpar sua casa, ou seja, a Igreja, o que depois fiquei sabendo ser um problema ainda maior, estava em todas as Igrejas de Santo Daime que veneravam Sebastião Mota de Melo conhecido como padrinho Sebastião.Quando comecei a freqüentar os trabalhos espirituais o padrinho Sebastião havia falecido faziam poucos meses e todos mencionavam seu nome com grande respeito. Quando tentei sondar sobre os fatos revelados pela Visão, fui descobrindo que realmente havia uma doutrina paralela nas Igrejas que idolatravam Sebastião Mota de Melo, que a doutrina paralela era a comunhão com a maconha que eles a chamavam de “Santa Maria” e que para participar do culto apenas eram convidadas pessoas de confiança e os integrantes da Igreja que são denominados de “Fardados”.

Depois de tentar por algumas vezes conversar com o dirigente de lá cujo nome é Paulo Roberto, e não ter logrado êxito em conseguir solução para os fatos em uma entrevista pessoal, finalmente em um dos trabalhos a mesma entidade que me havia aparecido me deu uma solução para a questão, então segui as orientações e comecei o processo de iniciação, que lá chamam de “fardamento”. Após o “fardamento” comecei a ter mais espaço dentro daquela irmandade, porém não me permitiam saber sobre a doutrina da “Santa Maria” e seus pormenores. Só depois quando alguns participantes fardados e ex-fardados que tomaram conhecimento de minha proposta, de que o Santo Daime fosse praticado de maneira Legal, ou seja, sem que fossem praticados outros cultos parasitários concomitantes com o Santo Daime, como, por exemplo, a “Santa Maria” que é o uso da maconha, é que comecei a ter informações sobre o uso da maconha com o nome de “Santa Maria”, que haviam locais determinados fora do salão de trabalhos espirituais que chamam de Igreja, que estes locais são denominados de “casa de pito”, que o ato de pitar ou comungar a “Santa Maria” era utilizar a maconha como planta de poder, que apenas poderiam ir até a ” casinha do pito” durante o culto ou fora dele as pessoas que estivessem comprometidas a não revelar o segredo, de que foi Sebastião Mota de Melo quem introduziu o “Culto à Santa Maria”, que este culto teve início no período após o falecimento do Mestre Raimundo Irineu Serra em 1971, quando Sebastião Mota de MeIo se arvorou no direito de ser seu sucessor natural, saindo da Igreja fundada por Mestre Irineu que se chama Alto Santo e fundado sua própria linha espiritual juntamente com seus filhos e atuais sucessores de nome Alfredo e Valdete. Na época muitos “‘hippies” freqüentavam seus trabalhos espirituais, que tempos depois Alex Polari e um psicólogo de nome Paulo Roberto, que se tornou seu genro casando-se com sua filha de nome Nonata, que daí graças aos conhecimentos de Alex.

Polari e Paulo Roberto foi se estruturando o que foi denominado de CEFLURIS – Centro da Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra, e que todos aproveitando-se do bom nome do Mestre Irineu, pessoa de grade índole moral, material e espiritual, começaram a desenvolver uma rede de Igrejas que usam o Santo Daime e o bom nome do Mestre Irineu como fachada para encobrir seus trabalhos ilegais com a utilização da maconha, e que este é o verdadeiro motivo da grande expansão numérica de Igrejas que idolatram a pessoa e a Doutrina criada por padrinho Sebastião, um culto dirigido por pessoas gananciosas, que existem filiais com representatividade em várias cidades de todos os estados brasileiros, inclusive em diversos países, que a grande fonte de riqueza é a venda e distribuição do chá Santo Daime, que o responsável pela venda e distribuição é um integrante da seita de nome Caparelli, que Caparelli também tem uma;Igreja que fica no Pontal da Barra no Rio de Janeiro e que se chama Jardim Praia da Beira Mar, que Alfredo e Alex Polari estão à frente do CEFLUR e que Paulo Roberto por ganância tem sua própria rede de Igrejas com o mesmo ,princípio tanto em todo o Brasil quanto em diversos países, que isto é facilmente constatado vendo como estas pessoas tem enriquecido tão vertiginosamente desde que passaram a integrar este tipo de atividade, que se forem pesquisados existem,ocorrências envolvendo essas pessoas em algum tema relacionado a entorpecentes, que Sebastião é reconhecido na Doutrina que fundou como a reencarnação de João Batista, que Alfredo é conhecido como reencarnação do Rei Salomão, que Alex Polari é reconhecido como a reencarnação do Rei David, que os seguidores muitos realmente sabem que estão praticando coisas erradas mas segundo a instrução de,seus Dirigentes “o mundo ainda não está preparado para que seja revelado em público a profundidade das práticas deixadas por Sebastião Mota de Melo”. Durante o período em que freqüentei me foi dito por ex-fardados que Sebastião teria como causa de sua morte o uso demasiado de “Santa Maria”, que quando morreu Sebastião havia deixado uma fita gravada dizendo que havia falhado nas suas convicções e quem quisesse levar a bandeira da “Santa Maria” o fizesse com o seu próprio nome, depois do falecimento do padrinho Sebastião foi criado em torno de sua pessoa um mito e que foi ainda mais popularizado e difundido sua Doutrina da “Santa Maria”. Então, com o decorrer do tempo fui observando e tentei por diversas maneiras conversar com alguns dos representantes, que ao invés de sanarem todas as distorções por mim apontadas, ao contrário, procuraram cada vez mais aumentar a segurança quanto a divulgação destas informações, para que ninguém viesse ate mim para fazer relatos similares. A liberação sua e abertamente defende comunidade Janeiro Rio Mar Rainha dirigente Imperial Marcos nome CEFLURIS filiada também pessoa uma Orkut no Maria”< “Santa à Culto do existência a comprova que o redor, ao plantados maconha de pés vários tem drogas, uso proibir não país Holanda, na fica Igreja da filial.

No Brasil locais onde são plantados os pés de maconha são guardados em segredo, porém acredito que será fácil constatar desde que a Polícia Federal passe a fazer operações para averiguar e constatar tais fatos. Acredito que em todo o Brasil e no estrangeiro devem existir diversos relatos tristes que envolveram e envolvem até hoje diversas pessoas, que todos tem medo de se expor e serem perseguidos, pois os dirigentes alegam ser amigos de pessoas influentes e poderosas…

Crianças participam de trabalhos com Santo Daime e mães com crianças de colo participam também, existe dia especial para culto apenas de crianças, que desde pequenas aprendem a idolatrar o padrinho Sebastião, que na fase a adolescência muitos são iniciados no culto a “Santa Maria”, segundo me relataram.

Durante o tempo que convivi com toda essa situação, no período de 1990 a 2000, fui convidado por uma pessoa da Doutrina, chamada carinhosamente de Baixinha, dirigente espiritual da Igreja Céu da Montanha em Nova Friburgo, e juntos tentamos por diversas vezes conscientizar a todos do problema da “Santa Maria”, inclusive a Baixinha por diversas vezes propôs que fossem realizados trabalhos para a cura do vício e a exclusão da prática do uso da “Santa Maria”.

Estive no período que freqüentei percebi que por diversas vezes em que eram empregadas as palavras “Santa Maria” e “Santa Clara” nos cânticos e nas preleções tanto nas Igrejas associadas quanto nas filiadas ao CEFLURIS que estas palavras fazem menção a maconha e a cocaína respectivamente.

Constatei ainda através de estudo espiritual com a ingestão de Santo Daime, que no Hinário do Mestre Irineu em nenhum dos Hinos, ou seja, Cânticos, tem juntas as palavras “Santa Maria”. Pode-se ler o Hinário do princípio até o fim e constatar a veracidade do fato que afirmo, isto é, para se concluir que não é a toa que Raimundo Irineu Serra é reconhecido como Mestre. Ele jamais permitiu uso de drogas em seus trabalhos espirituais deixando inclusive bem explícito no Estatuto de Fundação do Alto Santo quanto aos procedimentos a serem tomados, assim jamais permitindo que seu nome seja associado a coisas ilegais.Por mais que tentem envolver seu nome, sua figura está ilesa tanto por suas palavras, quanto por seus escritos e seus atos.

O CEFLURIS e o Céu do Mar mantém sites na Internet divulgado a pessoa do padrinho Sebastião, é só qualquer pessoa que realmente quiser averiguar os fatos começar a freqüentar os trabalhos espirituais para em pouco tempo testemunhar tudo aquilo que estou afirmando.

Espero que este relato sirva para que outros neste momento se sensibilizem e passem a remeter mais cartas divulgando suas vivências com as Igrejas associadas ao CEFLURIS que disseminam a doutrina da “Santa Maria” a Emiliano Dias Linhares, cujo nome espiritual é Gideon dos Lakotas, responsável pelo Instituto Xamânico Céu Nossa Senhora da Conceição a utilizada da forma que quiser, quer seja para reproduzi-Ia ou divulga-Ia por qualquer meio.

Fraternalmente

F.


IV Plantas de poder X Plantas drogas

Voltar ao sumário

Primeiramente, desejo explicar que xamanismo é universalismo. Portanto, um xamã não se atém nas âncoras das verdades efêmeras dos pré-conceitos de homens ou tribos, dogmas e tabus, que na verdade têm origem apenas no apego. Nós sabemos que somente as verdades absolutas promovem um acelerado crescimento espiritual. Então, nós, xamãs, sabemos que intuição e razão precisam andar em paralelo.
Ciência e espiritualidade devem fazer parte de todos os dias de sua vida para que você possa adentrar as maravilhas do reino dos céus. A intuição lhe dá a direção, a razão traça o caminho, e pela vontade você alcança. No mundo existe a luz e a ausência de luz. Na verdade, não há sombra, mas ausência da luz. E na ausência da realidade. Pensa demais, racionaliza demais. Assim, enxerga como se houvesse fumaça diante dos olhos e se perde.
Mas quando você se encontra na luz, com a firme coragem de enfrentar e dominar as paixões do coração, silenciar o próprio cérebro e vencer os vícios de uma ver por todas, então sua luz fica ainda maior porque o grande espírito sorri para o filho obediente. Portanto, não concordar com as coisas que lhe desviam da luz é sábio; E enxergá-las é uma grande necessidade da evolução.
Todas as plantas provêm do Grande Espírito, todas são bênçãos. Não há planta_ ruins, e todas foram criadas com funções distintas. Existem as plantas medicinais as plantas de poder e, ainda, as plantas de poder professoras:
. Plantas medicinais: criadas exclusivamente para fins de cura, medicinais. Agem pela química que têm e são geralmente voltadas à ação em um órgão especifico, com rara exceção. Mas medicação usada de forma errada prejudica e causa dependência.

. Plantas de poder: possuem a capacidade de promover a ampliação da consciência e a conexão com o mundo espiritual. Mas elas não lhe guiam. Apenas lhe colocam lá, daí você precisa se valer da bagagem espiritual que já possui para poder caminhar. Infelizmente, a grande maioria da humanidade está apenas engatinhando no que se refere ao mundo invisível.

. Plantas de poder professoras: têm a capacidade de promover a ampliação da consciência, a conexão com o mundo espiritual e ainda lhe guiam por este mundo e lhes ensinam muito. Por isso são professoras! A ayahuasca é a rainha das plantas de poder nesta era em que vivemos.

A PLANTA DE PODER

A planta de poder se caracteriza pela capacidade de causar alterações de consciência de a quem a utiliza. Ela não causa qualquer dano físico ao usuário e, ainda, pode chegar a reativar por completo órgãos danificados ou mesmo, em certos casos, reativar totalmente órgãos que não funcionavam mais.

Outra característica importante é que a planta de poder possui elementais masculinos e femininos igualmente. Por isso ela causa o equilíbrio! Assim ela age no homem mais no lado masculino e menos no feminino, pois a natureza do homem e’ maior no lado masculino e menor no feminino. Energia masculina é criação e circula principalmente nos braços e tórax. Por isso o kambô, nos homens, é aplicado nos braços. Na mulher ela age mais no lado feminino e menos no masculino, pois a natureza da mulher é maior no lado feminino e menor no masculino. Energia feminina é recepção e circula principalmente nas pernas. Por isso, nas mulheres, o kambô é aplicado nas pernas.

Uma característica importantíssima é o fato de uma planta de poder jamais causar dependência em quem dela faz uso. Ela jamais viciará ninguém, pois age pela energia que tem e não pela química que possui. Tanto que mesmo as leis cientificas não conseguem enquadrar uma planta de poder na classe das drogas! Esta é a razão pela qual o organismo jamais oferece resistência a uma planta de poder, ou seja, os efeitos que lhe causam 50ml de ayahuasca hoje serão os mesmos efeitos que lhe causarão 50ml da mesma ayahuasca depois de 20 anos! O que muda é apenas o nível de experiências espirituais, jamais os efeitos.

Outro detalhe é o fato de toda planta de poder promover, sempre que houver necessidade, a limpeza física e energética do canal ou corpo que a usa, pois a luz não habita em templo sujo. A planta de poder conecta quem a usa com a sensitividade e com as energias do espírito. Ela promove, cada vez mais, a abertura e o alinhamento dos chacras. Assim, seu usuário começa a aumentar muito o SENTIR. Começa a compreender pela intuição e basear suas certezas na luz em que passa a viver… Ele sabe o caminho que deve seguir porque SENTE, não porque a razão assim definiu. Nos trabalhos de consciência ampliada com ayahuasca, você sempre tenderá a manter contato direto com o seu eu interior, com a sua essência. Verá a si mesmo por dentro, com todas as mazelas e qualidades que possui. Adentrará o mundo das causas e quebrará os véus da ilusão, o que lhe manterá na verdade (ver + dado = dado à visão).

Há muitas plantas de poder, mas cito como exemplos seguros: ayahuasca, peiote e watchuma. Além das plantas, há também alguns tipos de cogumelos, mas a grande maioria é apenas medicinal. Se utilizados da forma errada, prejudicam muito. Um cogumelo poderoso, muito forte mesmo, é o que nasce no guano (nome dado às fezes dos morcegos). Mas, ao contrário da ayahuasca, ele não guia nem ensina.

As PLANTAS MEDICINAIS

Toda planta é natural, provém de Deus. Mas a ciência do correto manuseio também é natural e provem do mesmo Deus. As plantas medicinais também têm por característica o fato de serem capazes de alterar a consciência do usuário, mas ás custas de donos físicos e seqüelas em médio prazo. Essas conseqüências danosas já foram comprovadas cientificamente pela medicina comum, mas principalmente pela medicina espiritual.

Outra característica de uma planta medicinal é que ela possui apenas um tipo de elemental ou energia, masculino ou feminino. Pois, espiritualmente falando, nós, xamãs, sabemos que mesmo a energia das doenças tem características masculinas ou femininas. Essa é uma das razões pelas quais um curador precisa conhecer bem as plantas de energias masculinas e femininas. Utilizadas forma inadequada, as plantas medicinais causam sérios danos no corpo energético de quem as usa. Veja, por exemplo, a cannabis sativa, também conhecida como maconha ou santa maria, que possui elemental apenas feminino. O uso correto dessa planta medicinal é a extração do óleo de sua raiz e sua aplicação, como uma pomada, na superfície da pele. Apenas em caso de glaucoma ela poderá ser pitada, mas no máximo, três vezes. Se a maconha for tragada (pitada), ingerida como chá ou bolo, ela irá lhe causar, em curto prazo, graves danos fisiológicos.

A maconha afeta com muito mais rapidez o homem que a mulher. Ela causa, rapidamente, graves danos ao chacra sacral, provocando cada vez mais no homem usuário um desinteresse pelo sexo feminino e pode, sim, levar à impotência sexual. Podem observar que as mulheres que fazem uso incorreto da maconha ou santa maria sofrem os efeitos danosos mais vagarosamente, ao passo que os homens usuários se sucumbem com muito mais rapidez. Já a cocaína possui apenas energia masculina. Mesmo sendo apurada em laboratório, sua energia em nada se altera. Observem que as mulheres que usam incorretamente a cocaína sofrem os efeitos danosos com muito mais rapidez que os homens usuários. Por ser a coca uma planta de energia exclusivamente masculina, ela causa, de imediato, uma espécie de curto circuito no campo energético feminino, chegando a fechar por completo os chacras de uma mulher.

Mas, tanto no homem como na mulher, o THC da maconha mata os neurônios, causando letargia cerebral e lapsos de memória (veja capítulo científico nesse livro sobre a maconha e seus efeitos). Esta planta medicinal, quando utilizada inadequadamente, promove uma conexão cada vez mais intensa com o estado de beta, com a lógica, com o raciocínio cru, pois devido ao atrofiamento dos chacras, ela diminui a sensitividade ou mediunidade de quem a usa. Neste aspecto a maconha ou santa maria é implacável. Como eu já disse, em algumas línguas indígenas, maconha significa “planta que te prende”. Quanto mais você a usar, mais ficará sujeito às freqüências terrenas ou baixas. Lembre-se, leitor: tudo no universo é freqüência, tudo vibra. Se a sua freqüência abaixar, ficar grosseira, que tipo de entidades do mundo invisível poderão acessar você?

Outra característica é que o uso incorreto da planta medicinal causa dependência ou vício, coisa que uma planta de poder jamais causará. Aquela idéia de que a cannabis sativa é uma droga leve é apenas uma justificativa mentirosa criada pelas mentes já viciadas. A maconha causa fortes seqüelas já no primeiro ano de uso, vicia com rapidez e é atualmente a principal porta de entrada para as drogas mais fortes. Ela danifica a parte do cérebro responsável pela manifestação da vontade em ambos os sexos, deixando o usuário letárgico, com o raciocínio lento e, principalmente com tendências acentuadas para a preguiça.

A maconha é natural, mas seu uso incorreto é antinatural e desrespeita os princípios da criação. Tanto que o corpo do usuário sabe disso, e em pouco tempo começa a rejeitar o THC da maconha, oferecendo grande resistência à droga. Mas a mente usuária geralmente despreza o aviso que o corpo dá, insistindo em doses cada vez maiores para ter alguma alteração de consciência. O usuário chega inclusive a optar por substituí-Ia por drogas mais fortes! Entre as plantas medicinais muito utilizadas de forma errada na atualidade, cito: maconha (santa maria) e cocaína. Deixo claro que os verdadeiros xamãs utilizam somente plantas de poder ou plantas de poder professoras para exercícios de consciência ampliada. Plantas medicinais são apenas para uso medicinal. Sabemos que o uso incorreto de tais plantas sujas e denigre tanto o corpo como o espírito do homem. E isso é muito grave porque temos a consciência de que o homem é o templo vivo de Deus, mas Deus não habita em templo sujo.

ALGUMAS CONSTATAÇÕES SOBRE AYAHUASCA.

A dose letal (DL) é a quantidade de uma substância que, uma vez ingerida, leva ao óbito. A DL da água é 10 litros: se você ingerir de uma só vez 10 litros de água pura, o risco de óbito é quase 100%. A DL da ayahuasca é 7,8 litros, ou seja, uma pessoa precisa ingerir de uma só vez 7,8 litros de ayahuasca para que ocorra o risco de óbito. Percebe a similaridade entre a água e a ayahuasca? Contudo, aqui no Instituto Espiritual Xamânico Céu Nossa Senhora da Conceição, você vai ingerir, para um trabalho de consciência alterada de 12 horas, no máximo 200ml de ayahuasca. A dose letal da ayahuasca é muito similar à dose letal da água! A DL do suco de maracujá puro é 8 litros. E, finalmente e mais impressionante, a DL do uísque, que tanta gente bebe, é de apenas 1 litro. Se você ingerir de uma só vez 1 litro de uísque, você corre risco de óbito. A nossa cachacinha brasileira é muito similar ao uísque! Entendem o que isto significa? Um litro de uísque tem mais toxinas que 7,8 litros de ayahuasca.

Outra forma de estabelecer cientificamente o grau de toxidade de uma substancia é ministrá-la em 5 cobaias em doses de 1 grama por quilo. A substância é considerada inócua se não causar danos fisiopatológicos na quantidade de até 5 gramas. Para a ayahuasca, essa marca foi consideravelmente ultrapassada, pois chegou a 5,8 gramas por quilo, sem qualquer tipo de efeito danoso.

Foram também aplicados os testes psiquiátricos recomendados pela ortodoxia científica: o CIDI (Composite International Diagnostic Interview) com os critérios do CID 10 e DSM IIIR.c; e o TPQ (Tridimensional Personality Questionnaire). Constatou-se, em relação aos dos dois grupos separados para esta pesquisa científica (o grupo dos “usuários de ayahuasca» e o grupo dos “não usuários de ayahuasca»), que os usuários de ayahuasca mostravam-se mais reflexivos, resistentes, leais, estóicos, calmos, frugais, ordeiros e persistentes. E, ainda, mais confiantes, otimistas, desinibidos, despreocupados, dispostos e enérgicos. Exibiam também alegria, determinação e confiança elevada em si mesmos. E, contrariando as especulações de que a ayahuasca enfraquece a memória, os testes neuropsicológicos constataram cientificamente que a memória do grupo dos “usuários da ayahuasca» teve um desempenho significativamente melhor que a do grupo dos “não usuários de ayahuasca».

 

V – Verdades que você precisa saber

Voltar ao sumário

Graças a uma lei recentemente aprovada, agora se tornou quase impossível retirar as drogas de dentro do SANTO DAIME. Quase impossível devolver o SANTO DAIME à originalidade e à seriedade da forma em que ele foi entregue ao mestre Irineu. O povo sempre tem o governo que merece, isso é uma verdade. Quiseram assim, assim aconteceu.

Dois terços da população do planeta cairá durante a colheita universal devido às muitas formas de manifestação do apego. O apego é a grande provação de todos que encarnam neste planeta. Ao menos metade desses dois terços cairá pelo apego materializado no vício em drogas. O vício em drogas é a mais intensa forma da manifestação do apego dos dias de hoje. Então, a lei recém aprovada, que abranda muito a situação do usuário, em nada me surpreendeu. Entristeceu, sim, mas não surpreendeu.

Uma triste sina dentro do celeiro do mundo está por vir. E esse a povo enxergara tarde demais. Durante um trabalho de consciência ampliada que fiz em meio aos pinheiros, derramei lágrimas de encher minha botina. Foi um choro sentido pela escolha que fizeram. Enxergo longe, triste foi essa escolha dentro do celeiro do mundo. Mas esta lei será revertida no futuro, graças ao peso político que este movimento de luz está alcançando.

As drogas são um dos principais manjares da matéria e da freqüência grosseira. E exatamente esse manjar está sendo entregue à humanidade agora. Assim, aqueles que estão ainda em cima do muro, não resistindo a esse manjar, irão se decidir. Uma coisa é certa: Deus não julga e não condena. O homem julga a si próprio. São as suas atitudes que decidem o que é joio e o que é trigo. O manjar da luz também será entregue à humanidade e isto acontecerá aqui no celeiro do mundo. Podem aguardar, sei bem o que digo. Cada homem optará o lado que deseja ficar, assim joio e trigo se separam naturalmente. Nesse dia não haverá o famoso jeitinho e cada um responderá por si, segundo seus feitos e suas obras. E então vocês verão o quanto eram verdadeiros os meus ensinamentos e quão grande foi meu amor por vocês. Tudo fiz para alertá-los.

De minha parte e da parte do Céu Nossa Senhora da Conceição, continuaremos a distribuir gratuitamente mudas de jagube e chacrona em centenas de milhares, como já temos feito. Também continuaremos abertos aos milhares pontos de luz que não visam qualquer forma de lucro e não se misturam com as drogas. Pontos de luz irmãos do CNSC que também caminham com a mesma seriedade e nobreza do mestre Raimundo Irineu Serra. A honra é algo que você precisa conquistar por si próprio. De que vale falar das glórias de seu avô, se você mesmo não conquistou nenhuma?

Paz e amor com muita droga é apenas ilusão e não lhe trarão honra! Saiba que a luz engrandece ainda mais aqueles que buscam a honra e se esforçam por conquistá-la. A honra provém do amor como a luz provém do sol. A nobreza está na alma e a honra está na bondade. Onde está a honra e a caridade daqueles que ajudam a disseminar os vícios? Onde está a nobreza daquele que busca a ilusão das drogas?

Firmeza e ponderação acompanham a nobreza do espírito. Então, é sábio tê-las por companheiras. Você, que ambiciona a fama e o engrandecimento, e para alcançá-los escolheu o movimento das drogas e a sua liberação, por este assunto atrair a tantos, verá que com o tempo toda a verdade virá à tona e a repulsa estará no semblante daqueles que se lembrarem de você. O ambicioso sabe ser dissimulado e se aprimora na arte de enganar. Assim, por algum tempo, será bem visto nas multidões. Mas a ambição está presente em todos os homens, pois ela faz parte da natureza humana. Bem ou mal conduzida, será uma bênção ou uma maldição.

Tolo é aquele que vive na ambição e despreza a modéstia. É como tentar matar a sede bebendo água do mar. A ambição vive na alma do traidor e a hipocrisia o acompanha todos os dias. Com atos calculistas seguidos por palavras macias, distribui seu veneno àqueles que lhe derem ouvidos. Em busca dos aplausos que ambiciona, promove a apologia daquilo que prejudicará milhões. Despreza o karma pesado que adquire com isso, como se pudesse escapar das leis da justiça do alto. Mas esteja certo: antes da benevolência vem a justiça.

Quem anda na luz almeja as virtudes do espírito e despreza a fama que a ambição deseja. Quem vive o amor incondicional não anda à procura de aplausos, então jamais se ofende. Não há vitória senão no amor incondicional e no desapego que dele resulta. Quanto maior o amor incondicional, menor será a necessidade de aplausos, Contudo, maior a luz que irá irradiar e maior a honraria que irá receber pelos méritos conquistados.

Nesta minha jornada, vi inúmeras pessoas encararem o daime apenas como uma fonte de renda, desprezando a santidade que nele habita. Desprezando que daime e droga são coisas bem diferentes. Desprezando, inclusive, a gigantesca diferença entre nosso sóbrio e luzente mestre Irineu e Sebastião Mota de Melo, que trouxe as drogas, que tanto usava, e o comércio para dentro do SANTO DAIME. Vi pessoas que, se intitulando padrinhos de igrejas daimistas, se mantiveram como políticos, acendendo velas para dois senhores na tentativa de serem bem vistos por todos, sem sequer se importar com o que é certo e o que é errado diante das leis de Deus. Como esperam receber as bênçãos da luz se, até no pouco que receberam, demonstraram ser infiéis? Quem é infiel no pouco também será infiel no muito! Fiquei triste ao ver um desses padrinhos de igreja daimista afundar como um martelo sem cabo. Tanto o alertei que adiante das leis do Criador não existe a tal da diplomacia, mas apenas o correto. Se ele tivesse ouvido meus avisos, a luz do Senhor não teria se afastado dele.

Eu e minha falecida esposa Genecilda jamais nos vendemos ou arredamos os pés daquilo que é verdadeiro. Sempre nos mantivemos firmes nos ensinamentos da mãe divina, nos ensinamentos espirituais do astral superior. Posso, sim, afirmar em voz alta: “Eu honrei os grandes mestres, com ações e firmeza e me sinto honrado por ter feito isso”. É pelo carinho da madrinha e pelos ensinamentos do padrinho que o CNSC tem hoje dezenas de milhares de filhos adotivos. Houve a passagem da madrinha e nem mesmo a viuvez alterou essa situação.

Minha parte eu fiz bem feita. Tenho passado com muita clareza os ensinamentos que vêm do alto e nada tenho pedido em troca. Tenho dado vivo exemplo de amor incondicional e sobriedade espiritual. Tenho demonstrado firmeza de caráter e a coragem espiritual de um filho da luz por fazer aquilo que é certo, apenas por ser o certo, sem olhar se vai agradar a fulano ou a sicrano e, decididamente, recusando tudo aquilo que é meio certo, porque o meio certo é também meio errado. Na luz nada pode ser manchado.

 

HISTÓRIA VIVA DO SANTO DAIME

Contemporâneos do Mestre Irineu

Entrevista – Março 2007′

 

Adália de Castro Granjeiro

 

 

Uma das devotas mais antigas do mestre Raimundo Irineu Serra

Data de nascimento: 18/11/1933

 

 

 

Adália Granjeiro:

Eu conheci o mestre lrineu com 5 anos de idade e convivi com ele por uns 30 e tantos anos. O meu pai, Antonio Gomes da Silva, era um homem de confiança do mestre Irineu. O mestre Irineu era muito caridoso, alegre, só nos ensinava coisas boas, para ser humilde, trabalhar pela humanidade, a tratar os irmãos com amor, carinho e respeito. Ele nos ensinou a cantar hinos, rezar, bailar, tudo isso aprendemos com ele. Para mim, foram apenas coisas boas.

 

Gideon dos Lakotas

: O mestre Irineu alguma vez cobrou pelos trabalhos?

 

Adália Granjeiro:

Ele nunca cobrou, poderia haver contribuições, mas nunca cobrava nada e até recusava o dinheiro que algumas pessoas davam para ele. Só usava para caridade.

 

Gideon dos Lakotas:

A senhora sabe qual era a opinião do mestre Irineu sobre o uso de drogas?

 

Adália Granjeiro:

Ele era contra. Nunca ouvi ele falar que tenha usado ou aconselhar alguém a usar. Alguns que usavam iam lá atrás de ajuda e ele ajudava a pessoa a sair. Com o daime nem pensar, porque o daime é puro, não se mistura com nada. Então hoje existe essa mistura por conta do mundo lá fora, porque ele nunca ensinou isso pra ninguém.

 

Gideon dos Lakotas

: A senhora conheceu no Alto Santo o Sebastião Mota de MeIo?

 

Adália Granjeiro:

Sim. E eu tinha pra mim que ele era uma pessoa muito boa. Nunca pensei que ele fosse se transformar assim. Quando ele convivia com a gente era uma pessoa muito boa. Ele já até nos ajudou bastante naquela época. Depois que ele separou, quando houve essa divisão no Alto Santo, aí é que mudou tudo. Não consegui nem acreditar pela pessoa que ele era. A gente tinha tanta consideração por ele, trabalhava no daime junto com meu esposo, que ensinou ele a fazer daime. Como é que a pessoa muda de repente para outro lado? Aprendeu direito, tudo direitinho, e depois foi fazer tudo errado. O mestre Irineu dizia para a gente não se apavorar que chegaria uma época que aconteceriam coisas que a gente ia duvidar. (…) Eu entrego para Deus, que só ele que sabe resolver. Nos meus pensamentos peço a Deus que lhe dê mais força, coragem, para esse trabalho.

 

Gideon dos Lakotas:

Qual é o conselho que a senhora deixa para a juventude, sobre o daime, sobre a experiência que a senhora tem?

 

Adália Granjeiro:

Eu desejo que todos se voltem para essa luz, para enxergar onde está a verdade, o poder, a misericórdia de Deus, através dessa doutrina é que a gente consegue a felicidade, a salvação, o bem-estar e a juventude toda precisa pensar. Eu não sei falar muito.

 

Gideon dos Lakotas

: O daime precisa ser usado com responsabilidade?

 

Adália Granjeiro:

Quem não tiver responsabilidade não tem direito nem a uma gota de daime, é o que o mestre dizia. A pessoa que não respeitar o daime, na casa que não tem harmonia, não tem paz, o daime não entra. O mestre dizia: “quem tiver sua boca porca não tome do meu daime”. (…) O daime só é as três misturas, cipó, folha e água. Agora o “apuro”, o resultado dele, quem dá é Deus. São algumas coisas que ouvi o mestre falar.

 

Gideon dos Lakotas:

A senhora tem mais alguma história para nos contar?

 

Adália Granjeiro:

O Sebastião Mota convidou uma vez meu marido para ir lá trabalhar com eles, mas ele não quis por causa desses negócios, de drogas, aí acabou a amizade. Porque meu marido não se iludia com conversa. (…) Eu ouvi dizer que o Sebastião Mota falava que o mestre Irineu que tinha mostrado a maconha para ele, que ele viu no espiritual que ele chegou com as folhas, com as ramas, e mostrou para ele, pra fazer uso, curar todo mundo com aquilo.

Mensagem

 

Adália Granjeiro:

Tudo o que o mestre fazia era com a ajuda de Deus, o dinheiro não dá força. Ele queria a força de Deus para ajudar ele não o dinheiro: Ele sempre dizia que depois que não estivesse aqui era para tomarmos daime e pedirmos a ajuda dele, que ele viria.

 

Entrevista – Março 2007

Família Carioca

Conviveram estreitamente com mestre Raimundo lrineu Serra

Júlio Carioca Filho

Data de nascimento: 24/9/1956

Maria de Lourdes Carioca

Data de nascimento: 16/2/1936

Jane Maria da Silva Carioca

Data de nascimento: 3/4/1959

 

Gideon dos Lakotas:

O que trouxe a senhora ao mestre lrineu?

 

Maria de Lourdes Carioca:

Eu estava muito doente, com apêndice aguda, estava dias em repouso e estava tudo certo que eu devia me operar. E aí fui até o mestre Irineu, ainda nem tinha sede, era na casa dele o trabalho, e ele deu o daime para umas 30 pessoas. Nós não conversamos nada sobre o que eu sentia. Tomei o daime, todos começaram a mirar e eu também. E na minha miração eu vi um hospital e aí fiquei curada. E eu não falei nada para ele.

 

Gideon dos Lakotas:

A senhora sabe se o mestre lrineu usava alguma droga?

Maria de Lourdes Carioca: Ele nunca fez isso. A gente não ouvia nem falar disso, de droga, maconha, nada, de 1975 para cá no Acre que começou com isso. E ficamos sabendo que estavam dando maconha até para criança.

 

Gideon dos Lakotas:

Vocês que conviveram com o mestre Irineu acreditam que existe algum sucessor dele?

 

Maria de Lourdes Carioca:

Não existe sucessor dele porque ele era um homem puro, do natural. Ele era e é da natureza. Ele sempre falava que era para nós nos reunirmos e trabalharmos que ele estaria com a gente. E ele disse que seria difícil conseguir chegar no daime verdadeiro. E que aqueles que aprenderam a fazer daime com ele deveriam reunir os outros no seu próprio quintal e fazer da forma que ele ensinou porque ia ficar muito difícil chegar ao daime puro e verdadeiro como ele deixou.

 

Gideon dos Lakotas:

As pessoas comentam que o Sebastião Mota de Meio almejava ser mestre?

 

Jane Carioca:

Até o tempo que ele estava por aqui nós não sabíamos disso.

 

Júlio Carioca:

Quando soubemos que ele tinha ido embora daqui já estava com um centro bem formado lá no Mapiá, bem adiantado. E ele já andava como padrinho Sebastião Mota.

 

Jane Carioca:

Ele levou alguns componentes para lá, alguns que eram amigos do mestre.

 

Júlio Carioca:

Ele levou os componentes que visavam lucro.

 

Jane Carioca:

Não sei bem se era isso, porque logo que ele foi pra lá não tinha “santa maria” (maconha). Só depois de uns dois, três anos é que a gente ficou sabendo que ele tinha adotado a “santa maria”, através de uma visão que ele teve. E por esse motivo nós fomos até agredidos aqui pela Polícia Federal.

 

Júlio Carioca:

A madrinha Peregrina ainda sente seqüelas disso tudo, por isso ela sempre se fecha quando têm qualquer documentário, essas coisas.

 

Jane Carioca:

Você não vê um livro que fale do daime que tenha a nossa imagem, todos têm a imagem passada pelo Mapiá, por isso ela (madrinha Peregrina) nos preserva.

 

Dinheiro e drogas

 

 

 

Jane Carioca:

O mestre Irineu nunca deu valor a dinheiro. Ele preferia recusar qualquer coisa dessa natureza. O foco dele era servir à humanidade.

 

Júlio Carioca:

A gente já viu várias pessoas que vêm do Mapiá pedir ajuda para tentar ficarem boas.

 

Gideon dos Lakotas:

O que vocês acham que o mestre Irineu falaria sobre tudo isso?

 

Jane Carioca:

Ele iria ficar na dele, calado, vendo o que queríamos.

 

Júlio Carioca:

Estávamos vendo hoje o que ele avisou que ia acontecer. Jane Carioca: O mestre Irineu na verdade é o poder.

 

Júlio Carioca:

Nunca existiu droga com o mestre Irineu e nem deve existir com quem quer seguir ele. (…) E o Sebastião Mota vai tentar infiltrar as drogas no mundo com o daime por trás. E dou esse depoimento colaborando para isso não acontecer. (…) Para quem conserva essa doutrina descarte Sebastião Mota. Isso é uma coisa que existe na colônia inteira. O que o mestre Irineu deixou para nós cultivar foi a doutrina. E o Sebastião Mota já foi e deixou semente de que? Do mal. A semente que ele deixou no mundo foi do mal. E infelizmente os filhos dele acham que isso está servindo não sei para quê. Agora querer usar o nome do mestre Irineu?

 

Gideon dos Lakotas:

E Cefluris é Centro da Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra, vocês acham isso justo?

 

Jane Carioca:

Não, foi um pecado. (…) Ele nunca veio aqui combinar nada aqui com a madrinha Peregrina falando que ia usar o nome do mestre nos trabalhos. (…) E os nossos trabalhos aqui são como o mestre deixou, não existe incorporação ou desincorporação. É tudo bonito, usando as frases que ele deixou, todo mundo sai mais feliz, melhor do que chegou. Mas é puro porque tomou só água, chá e daime, lúcido, nem cigarro a madrinha fuma mais. E ela não pede nada, é a comunidade que colabora.

Júlio Carioca: Até que ponto vai o pessoal do Sebastião Mota, até onde a justiça vai ser cega? Vamos ter que acabar com isso, não podemos deixar isso ir para frente.

Jane Carioca: Eu acho que o que aconteceu com essa mistura venenosa no cérebro da pessoa foi essa falta de pudor, falta de amor dentro dos seres humanos. O daime é o centro, é o divino, é o poder. Isso vai tirar o amor próprio das pessoas, o amor ao próximo, à natureza. De 1975 pra cá é morte, é guerra. Onde estava o daime puro era tudo calmo até 1975, de 1975 pra cá isso veio tudo, veio a mistura da cocaína com a maconha, com incorporação, e nada disso tinha antes. Nada dessa mentira.

 

Gideon dos Lakotas:

Houve até um assassinato, uma castração do Ceará aqui, não foi?

 

Jane Carioca:

Foi uma castração do curador, o Ceará. É que com as mulheres durante o ato da cura aconteceram outras coisas e os maridos se juntaram e fizeram um trabalho ali. Mas tudo isso veio depois da maconha, das drogas. E ele (mestre Irineu) avisou para a gente antes de ir que iria ter muita coisa feia.

 

Mensagem


Júlio Carioca:

É para a pessoa que quiser conhecer o que é a doutrina procurar sempre o verdadeiro, não deixar se levar por ilusões. Drogas jamais. Esse negócio do Cefluris com drogas, isso não existe, essas são palavras de pessoas que conheceram o daime verdadeiro. Um conselho que dou e até peço a vocês: para conhecer essa doutrina procurem conhecer pessoas que conheceram essa doutrina de verdade, que conheceram e conviveram com o mestre Irineu. E essas são palavras de quem conheceu o mestre Irineu e o Sebastião Mota.

 

Maria de Lourdes Carioca:

Meu recado é idêntico. Pra deixarem de lado o Sebastião Mota, que eles estão totalmente iludidos, para procurarem a verdade.

 

Jane Carioca:

Eu tenho dó das pessoas que misturam um poder divino com uma ilusão, que te leva a fazer o mal. O mestre Raimundo Irineu Serra com Sebastião Mota não combina nunca, é água e óleo, é luz e sombra. A verdade que eu conheço, aos meus 48 anos, é a verdade das três coisas: folha, a água e o cipó, fogo e a oração. E as palavras que vieram dele (mestre Irineu). Tenha certeza que a droga é ilusão, é tóxico. Cante os hinos que você já sabe. Quem for jovem e ler esse livro já procure a perceber que se misturar o daime com a maconha você está dentro de uma grande ilusão. Ficará sempre no plano de pessoas que não sabe qual é a verdade.

 

VI Situação da ayahuasca no Brasil

Voltar ao sumário

No Brasil, existem quatro linhas daimistas ou ayahuasqueiras tradicionais que formaram a base de todas as outras igrejas ayahuasqueiras independentes:

. Alto Santo: fundada pelo mestre Raimundo Irineu Serra. Ele é o pioneiro e foi através dele que o daime surgiu. Esta obra é muito séria, de pura luz e amor. Não usa e nunca usou qualquer tipo de droga nos rituais com o daime. Está em conformidade com a nossa Constituição.

. Barquinha: fundada pelo mestre Daniel Pereira de Matos. Ele é seguidor do mestre Raimundo Irineu. É também uma obra muito séria, que não usa e nunca usou drogas nos rituais com o daime. Está em conformidade com a nossa Constituição.

. União do Vegetal (UDV): fundada pelo mestre José Gabriel da Costa. Essa obra é muito séria, de muita luz, não usa e nunca usou drogas nos rituais com ayahuasca. Também está em conformidade com as leis vigentes em nossa Constituição.

. E, infelizmente, há o Cefluris: esta obra é a mancha negra do daime, que faz tudo aquilo que o próprio mestre Raimundo Irineu Serra dizia, inclusive em seu estatuto, para nunca ninguém fazer.

Existem outras linhas que são independentes, como o Céu Nossa Senhora da Conceição (CNSC). São obras sérias e de luz, sem fins lucrativos, que não usam e nunca usaram drogas com a ayahuasca, ou de qualquer outra forma. Entretanto, há outras linhas independentes fundadas por discípulos do padrinho Sebastião que, embora não sejam filiadas ao Cefluris, também usam muitas drogas. Elas também disseminam um grande incentivo ao uso dessas drogas, alegando estarem consagrando a santa maria e besteiras desse tipo.

Aqui no CNSC, nos últimos dois anos, pela graça e misericórdia do Grande Pai, nos trabalhos de xamanismo com ayahuasca foram recuperados por completo mais de 7.500 dependentes químicos, viciados em drogas como a maconha (santa maria) e a cocaína (santa clara).

Um número considerável desses dependentes químicos que aqui vieram buscar ajuda eram fardados e assíduos freqüentadores das igrejas do Cefluris. Fiquei ainda mais aborrecido quando ouvi os relatos e testemunhos de alguns deles. Eles contavam que nunca haviam usado drogas de qualquer tipo, até começarem a participar dos rituais do SANTO DAIME das igrejas do Cefluris. Lá, acreditando na história de que consagrando a maconha a Deus ela deixa de ser a cannabis sativa que é e passa a ser a santa maria, em poucos meses eles estavam totalmente viciados. Não demorou nada para eles passarem para drogas ainda mais fortes.

O irmão Sebastião tinha amor no coração quando começou. Em sua trajetória, cometeu o erro terrível de se viciar em drogas e foi exatamente isso que o desviou da luz. Mas as coisas ficaram mais sérias quando ele deixou um grande número de discípulos que acreditavam no mito “padrinho Sebastião, homem iluminado pelas drogas”. Portanto, é necessário quebrar este mito para que o daime retome a sua origem santificada. E, dessa forma, até o karma do padrinho Sebastião, que é pesado devido às seqüelas que deixou, vai também se amenizando. Assim, o CNSC também o está ajudando.

Vocês nem imaginam a alegria que sinto quando vejo as pessoas do Cefluris chegando aqui e acordando para a vida, para a realidade libertadora do mundo espiritual. Há apenas dois anos atrás, havia uma grande fila de daimistas que me odiavam de morte devido às verdades que demonstro e provo inclusive cientificamente. Hoje apenas 30% dessa fila existe, pois ao menos 70% deles já acordaram e perceberam o quanto eram verdadeiras as minhas palavras. A colheita universal já bate às portas! Você acha que o Hercólubus é conto da carochinha? Que o apocalipse bíblico não se cumprirá? Pois saiba que até as vírgulas se cumpriram à risca! Dois terços da população da terra vai cair. E metade desses dois terços cairá pelo vício em drogas. Saiba que o vício é um problema espiritual. Ele tem sua parcela

no físico, mas é no espírito que ele acontece. Você desencarna e ele te acompanha Consegue imaginar um espírito sofrendo por necessidade da matéria?

Ainda tenho a esperança de vê-los corrigidos, felizes e libertos, somando
força no caminho da luz para a iluminação de toda a irmandade do planeta, incondicionalmente! Amados, o crescimento espiritual acontece ora pela rosa, ora pelo chicote. Ninguém neste mundo vai conseguir fugir disso. Quando se colocam as cartas na mesa, quando se mostra a verdade às claras, é necessário expor tanto os mérito como os erros. Não se trata de críticas, ma sim de mostrar a falha e explicar por que ela é uma falha. Mostrando-se a ilusão dos dogmas e também a realidade da verdade, só não enxergará aquele que deseja se manter na cegueira da ilusão. E não há nada que valha a pena levar deste mundo!

 

Testemunhos de quem viveu o

FALSO SANTO DAIME

 


 

 

A quem possa interessar:

Eu B_____ D_____R____RG:_____residente em São Paulo -Capital, dou agora meu o meu testemunho com muita satisfação e alegria porque fui tão abençoada e presenciei tantos serem abençoados, que é mínimo que posso fazer é falar a outros das muitas bênçãos e libertações que tive e que presenciei muitos outros terem também. Assim, estou levando um pouco de luz a eles também, porque eles ficam conhecendo este caminho.

Sempre procurei em vida pessoas que como eu, estivessem dispostas a fazer um mundo melhor.Até então, eu apenas havia me decepcionado com pessoas desiludidas e egoístas.

Perdi-me nas drogas e na bebida, durante sete anos, me revoltei contra o mundo, prejudicando a mim e a minha família.

O mundo parecia uma escuridão sem fim, onde as pessoas andavam perdidas, sem enxergar, tropeçando, caindo, chorando.

Até que eu conheci o Instituto Espiritual Xamãnico “Céu Nossa Senhora da Conceição”, até que conheci o Daime Xamanismo ensinado com tanta seriedade e carinho pelo Xamã Gideon, até que conheci a Divina Ayahuasca.

É graças ao daime/xamanismo e da ayahuasca é que fui liberta e curada dos vícios das drogas e da minha desilusão interna. Essa planta de poder abriu uma nova visão, um novo sentido em minha vida (para muitas pessoas também), ela mostrou o caminho para eu me reencontrar, ela mostrou que eu sou muito mais n do que eu pensava ser. Aqui neste Céu (Céu Nossa Senhora da Conceição) nos podemos amar de peito aberto, com coragem, porque todos mantêm a mesma harmonia e o mesmo objetivo: um mundo melhor para todos.E é neste Instituto Espiritual Xamãnico, o nosso Céu, o lugar perfeito para eu ajudar os irmãos que chegam em busca da cura e do amor Divino, porque aqui se encontra um grande número de irmãos e irmãs com o mesmo objetivo!

A Ayahuasca trás luz para a vida das pessoas e andando na luz ninguém se perde porque é tudo muito claro.

Presenciei um grande número de pessoas que eram viciadas em drogas que iam desde a maconha e o craque, a cocaína e ao êxtase já se libertarem de vez das drogas e dos vícios já nos primeiros trabalhos de daime/xamanismo do Céu Nossa Senhora da Conceição. Foi assim comigo e foi assim com tantos e tantos outros que nem consigo enumerar.

Ouvi o Xamã Gideon muitas vezes falar sobre as igrejas falsas que falsamente usam o nome do Santo Daime . Ele disse: Este povo que mistura o daime com drogas, ta fazendo um grande mal a muita gente e maculando o divino Santo Daime verdadeiro, aquele que o irmão Irineu deixou pra raça branca. Com esta história de que santa Maria não é maconha e de que santa clara não é cocaína, estão se drogando e se viciando cada vez mais, tanto a eles quanto a outros que vão lá inocentemente. Eles precisam mudar!

Mas eu mesma conheci muita gente viciada em maconha principalmente, que vieram de muitas destas falsas igrejas do santo daime que o nosso xamã falou. Um número grande de pessoas, que começaram com aquela historinha enganada de que estava apenas consagrando a santa Maria ( maconha) e a santa clara ( cocaína) , e que se viciaram e chegaram no fundo do poço, perdendo tudo que tinham inclusive a família e a dignidade.

Vieram aqui no Céu Nossa Senhora da Conceição desesperados em busca de libertação e luz, em busca de um caminho de verdades. A maioria deles já no primeiro trabalho espiritual de daime/xamanismo se libertaram por completo, largaram a dependência das drogas e do álcool, se fortaleceram e hoje andam na luz. Presenciei muito destes ex-viciados em drogas, recuperarem em pouco tempo a família, os bens materiais e principalmente a autoconfiança e a dignidade. Hoje eles vêm em seus próprios carros e ainda trazem aqueles antigos companheiros das drogas para se curarem também.

Também presenciei muitas curas físicas maravilhosas, pessoas que chegaram aqui doentes, passando muito mal e que saíram daqui curadas e com um bem estar maravilhoso.

O que mais me encantou e sei que encantou aos que aqui vem sempre, é o fato de que neste Instituto Xamânico, os trabalhos com a ayahuasca não visam lucros. Aqui não faz comércio. É somente sete reais por pessoa, que é o preço de custo da ayahuasca usada nos rituais xamãnico. Mas como aqui vem muitos ripis e mendigos também, muitas vezes o nosso amado Xamã paga por eles.

Agradeço ao nosso querido Xamã Gideon que, com muita seriedade e muito amor administra os maravilhosos trabalhos espirituais xamãnicos, e que com muito esforço e compaixão fez nascer o abençoado Céu Nossa Senhora da Conceição com um único objetivo: um mundo melhor para todos os irmãos. Ele nos ensina os ensinamentos do SENHOR JESUS e nos falados grandes segredos do um universo.

Agradeço também a madrinha Genecilda e a todos os irmãos da fazenda que dedicam suas vidas a obra, aos irmãos e aos ensinamentos do Mestre Jesus. Agradeço a Deus por ter criado essa ferramenta Divina que é a Ayahuasca que nos faz evoluir em horas, o que demoraríamos anos, nos curando, tanto fisicamente, quanto àquelas mágoas existentes no fundo do coração, nos fortalecendo para continuarmos a caminhada,

 


Ao instituto Xamãnico “Céu Nossa Senhora da Conceição”.

 

Sempre tive uma vida muito agitada, conhecia e vivia uma vida movida a drogas, dinheiro fácil, usei todos os tipos de drogas, para terem, idéia o que era minha vida, as drogas mais fracas que usei foi maconha cocaína que foi quando comecei nessa vida, passando para o L.S.D., extasy, M.D.M.A., cristal, Ketamina, crack, Anfetaminas, em fim se colocar aqui todas que já usei escreverei uma enciclopédia famacéutica. Passei por uma vida de promiscuidade com tudo de errado que possa existir. Desci no fundo do poço. Até que um dia não agüentando mais essa vida resolvi mudar, e com a ajuda de uma amiga tive a oportunidade de conhecer o “Céu Nossa Senhora da Conceição”, um lugar divino, abençoado por “Deus”, onde fui recebido dignamente, lá me fizeram sentir uma pessoa de verdade me receberam com muito Amor e me ensinaram o verdadeiro sentido da vida.

Cheguei um dia uma pessoa, dois dias depois com um tratamento com ervas, (Plantas de poder) e espiritual era outra pessoa, me transformei em um homem digno e novo com bons pensamentos, limpo não só o corpo, mais o espírito e o coração também.

Hoje penso nas pessoas que prejudiquei e sei que a partir de hoje vou poder

Ajudar muitas outras pessoas que estão nesse mundo a se curarem e as que prejudiquei também.

Devo tudo isso ao nosso pai lá de cima, meu padrinho Gideon e ao “Céu nossa Senhora da Conceição”, e digo que “Ayahuasca” é o começo de uma nova vida.

M.A.M.P.S., 30 anos, curado e agradecido.Amor, Paz e Luz.

 

 



 

 

SÃO PAULO 23 DE AGOSTO DE 2004-08-22

 


 

 

A QUEM INTERESSAR

PREZADOS SENHORES, (A) VENHO A TRAVES DESTA RELATAR AS MINHAS PASSAGENS PELO CENTRO “CEU NOSSA SENHORA DACONCEIÇÃO

DESDE DEZEMBRO DE 2003 PARTICIPO DOS TRABALHOS QUE ESTA ENTIDADE PROMOVE E TENHO OS SEGUINTES RELATOS A DECLARAR.

JÁ NA PRIMEIRA VEZ QUE ESTIVE NAQUELA ENTIDADE: E PRECISO RELATAR QUE SOU ESTUDIOSO DAS ERVAS NATURAIS (ESTUDANTE DE PHITOTERAPIA) CONSTATEI A PRESENÇA DE PESSOAS VINDAS DE LUGARES DIFERENTES BUSCANDO A CURA E LIBERTAÇÃO DAS DROGAS,VINDAS TAMBÉM DE OUTRAS IGREJAS E INSTITUIÇÕES E APÓS JÁ UM SO TRABALHO UMA GRANDE PARTE DESTAS PESSOAS HAVIAM ABANDONADO O VÍCIO. E APÓS TER VOLTADO LÁ OUTRAS VEZES EM CONTATO COM ESTAS PESSOAS REALMENTE ELES HAVIAM ABANDONADO O VICIO E , MUITOS COMEÇARAM A TRABALHAR, SE RELACIONAR NOVAMENTE NO CONTESTO SOCIAL,VOLTANDO A TER UMA VIDA NATURAL E SAUDÁVEL. MUITOS ATÉ TROXERAM SEUS FAMILIARES POIS OS MESMOS QUERIAM CONHECER O LUGAR QUE OS TORNARAM SAUDÁVEIS NOVAMENTE.

EU MESMO POSSO RELATAR QUE ESTAVA SOFRENDO DE UMA DOENÇA BEM CONHECIDA NA MODERNIDADE O STRESS E APÓS UM MÊS DE TRATAMENTO NÃO PRECISEI MAIS TOMAR OS MEDICAMENTOS ANTI STRESS, VIVO DESDE ENTÃO COM SAUDE MENTAL E FÍSICA.

APÓS TER CONHECIDO E FREQUENTADO ESTA ENTIDADE OBSERVEI A CADA VEZ O AUMENTO DO NÚMERO DE PARTICIPANTES E DOENTES SENDO CURADOS E ABENÇOADOS COM ESTE REMÉDIO.

ESTE SENHOR QUE ESTÉ A FRENTE DESTA ENTIDADE TEM TIDO UMA DEDICAÇÃO MUITO HONROZA E SEU TRABALHO VEM SENDO NOS MEIOS ESPIRITUAIS CADA VEZ MAIS ADMIRADO.

LENDO PESQUISAS A RESPEITO DA AYAHUASKA EXISTEM PAISES NA EUROPA QUE AUTORIZARAM O SEU USO PARA FINS RELIGIOSOS,SENDO OS MESMOS PORTADORES DE LEIS ANTI DROGAS MUITO SEVERAS.

Á SIMPLES DIZER MAS NÃO É SÓ A PESSOA QUE UTILIZA-SE DESTE REMEDIO E QUE PODE CONSTATAR OS BENEFICIOS FISICOS ,PSICOLOGICOS, MENTAIS E SOCIAIS QUE O MESMO NOS PROPORCIONA. É IMPORTANTE SALIENTAR QUE EM NENHUM MOMENTO SENTI UMA DEPENDÊNCIA EM

RELAÇÃO AO USO, POIS A IDA PARA ESTE EVENTO É RELACIONADA A UM CULTO RELIGIOSO COMO UMA IGREJA.E NÃO ME CONSTA EU TER FICADO COM ABSTNÊNCIA EM NENHUMA DAS VEZES EM QUE ME DECIDI PARTICIPAR. E ENTENDO A PREOCUPAÇÃO DAS AUTORIDADES TENDO EM VISTA OS PROBLEMAS QUE AS DROGAS VEM CAUSANDO A SOCIEDADE, MAS ME COLOCO PARA A DISPOSIÇÃO DOS SENHORES SE FOR O CASO PARA FAZER UM ESTUDO MAIS DETALHADO PARA SER CONSTATADO O MEU RELATO.

NUNCA TIVE EXPERIÊNCIAS COM DROGAS MAS AS REAÇÕES E SENSAÇÕES DE UMA PESSOA QUE USA DROGAS SÃO TOTALMENTE DIFERENTES SEGUNDO O QUE FOI INFORMADO POR PESSOAS

COMPETENTES NO ASSUNTO.(MÉDICOS)

É VERDADE E DOU FÉ


 

 

N.F.G.


Pensando hoje sobre a minha vida, nas mudanças constantes e radicais que têm ocorrido desde dezembro do ano passado até aqui, tenho a nítida sensação de estar no meio de um furacão onde todas as coisas a minha volta estão sendo arrancadas, transformadas e passam voando por mim que permaneço simplesmente presa num só ponto, centrada, visualizando e caminhando suavemente por este novo caminho que se abre a minha frente e pelo qual sou levada como um pena que flutua ao sabor do vento. Sabendo exatamente o porquê de cada coisa que acontece, consciente de cada passo e para onde este caminho está me levando…

Durante muito tempo estive em busca de algo que faltava em minha vida… Na verdade sentia que faltava algo dentro de mim, pois eu tinha tudo: família, amigos, saúde, trabalho… Mas realmente nada preenchia aquele vazio constante…

Minha alegria era sempre momentânea; me sentia feliz em estar ao lado das pessoas que eu gostava, assim como em estar ao lado dos meus “amigos”, de poder ajudá-los de alguma forma, mas sempre me sentia diferente, pois já não via graça naquela “curtição” que as pessoas queriam estar constantemente, pois o que sempre “rolava” pra proporcionar aquele “estado de felicidade” era exatamente as coisas que eu sempre procurei me manter afastada: drogas (maconha rolava ali com naturalidade), álcool, fumo, etc… Das baladas até que eu gostava, de estar perto dos meus “amigos”, mas muitas vezes me sentia mesmo deslocada no meio daquele monte de gente pulando, gritando, xingando, tirando um barato de outra pessoa pelo simples fato de se vestir diferente… Não… Eu não agüentava mais aquela vida vazia… Então aos poucos fui me distanciando, distanciando, o pessoal falando que eu já estava mesmo era ficando velha, não agüentava mais curtir as coisas boas da vida e assim fui ficando meio isolada. O que se acentuou quando em busca deste “que” que faltava na minha vida comecei a freqüentar uma determinada “religião” quando as pessoas passaram a se afastar de mim, pois achavam que eu estava virando bruxa, feiticeira ou algo assim… Mas quando passavam por algum problema que não achavam solução sempre vinham me procurar pedindo ajuda.

Bem, então eu já estava me sentindo bem melhor comigo mesma, pois não me preocupava com o que as pessoas iriam pensar ou dizer… Importava que eu estava fazendo a minha parte, achava que estava fazendo a coisa certa… Embora tivesse “algumas coisas” com a quais eu não concordava neste caminho, eu procurava praticar aquilo que era bom, puxando para mim somente aqueles ensinamentos com os quais eu me identificava…

Na verdade eu já conhecia o grande ensinamento que diz “onde há luz não há trevas”, mas houveram algumas explicações, colocações que me fizeram permanecer por ali, até porque já havia freqüentado diversos lugares e em nenhum deles eu tinha me identificado tanto… Mas quando a gente sabe e conhece a verdade, nosso espírito pode até aceitar certas coisas até certo ponto, até que a gente retire daquela experiência o aprendizado necessário, mas uma vez que vimos da luz e para a luz voltaremos, temos que voltar melhores, mais puros do que chegamos aqui e isto não acontece se permanecermos no erro e então uma hora nossa alma emite “um grito de socorro” quando começamos a busca novamente…

Permaneci neste caminho por quatro anos, achando que estava trilhando o caminho da verdade, mas não percebia que tudo que eu ganhava se ia, que até o vinho, única bebida que eu realmente gostava e a principio eu saboreava, degustava de vez em quando, passei a ter cm casa como uma necessidade, sendo que uma taça já não era suficiente, tinha que ser uma garrafa sempre… Acrescentando que se estivesse com um pessoal, de vez em quando dava vontade de pegar um cigarrinho.

Namorados então, eu nem me preocupava… Sentia-me só ficava com um, com outro e já não conseguia viver sem sexo…

Tudo na minha vida estava tomando proporções de exagero, assim os vícios iam chegando e ficando: sapatos eu tinha que ter muitos, assim como roupas, bolsas, etc… O materialismo cada vez tomando mais conta de mim e eu sem perceber que as más influências estavam me dominando a cada dia.

No trabalho não tinha como conversar com o meu chefe, as brigas eram constantes… Com os outros funcionários havia atrito constante, pois era um terrível clima de inveja, insegurança, fofocas… Isto já me provocava dores de estômago, cabeça, garganta e estava ficando afastada direto… Quando eu vi que as coisas estavam indo de mal a pior, não agüentava mais viver nesta loucura e não via uma saída pra resolver tudo isto, pois me sentia já numa prisão, uma porta imensa se abriu e uma mão de luz me puxou e direcionou à fazenda Céu Nossa Senhora da Conceição… Dez/O3 onde pela primeira vez eu participei de um trabalho xamânico utilizando o Santo Daime, conhecido como ayahuasca (ou vinho das almas), esta santa bebida que me proporcionou tanta limpeza, tanto de corpo físico como espiritual e me trouxe de volta à realidade da vida, me fez perceber quão momentânea é a nossa existência e eu ali sem cumprir um nada daquilo para o qual somos predestinados, a praticar o bem e evoluir espiritualmente. Este chá tão puro e sagrado me trouxe de volta ao encontro comigo mesma, me fez perceber que tudo aquilo que eu buscava em outros lugares ou pessoas estava na verdade guardadinho dentro de mim, como um presente envolto em uma embalagem apenas esperando a hora que eu me dispusesse a soltar as amarras e acessar tudo aquilo que me foi presenteado desde o meu nascimento.

A partir de então, nada na minha vida foi mais como antes, a felicidade e o amor incondicional passaram a fazer parte da minha vida e do meu vocabulário diário.

O trabalho que me prejudicava foi afastado, as pessoas que me prejudicavam se afastaram, hoje eu vivo radiante e feliz, pois aprendi que basta, apenas termos fé para conseguirmos tudo aquilo de que necessitamos. Doenças não tive mais… Até o óculo que eu usava por quase dez anos para controle de miopia e astigmatismo foi banido da minha vida… Se às vezes dou uma vacilada e me afasto um pouco do contato com o astral superior (Deus) e as doenças querem me rondar, já conheço as armas para lutar contra elas e me manter íntegra, firme e forte no propósito que me foi predeterminado.

Minha consciência ecológica aflorou de uma maneira como eu nunca tinha percebido antes… Hoje eu consigo perceber que existe um sol nascendo e se pondo todos os dias, que há estrelas e uma lua linda brilhando no céu, que o vento sopra e acariciam meu corpo todos os dias, que a terra que se esconde sob nossos pés está cheia de vida e embora os homens tentem a cada dia apenas poluí-la e extingui-la, esquecendo-se da sua grandiosidade e importância, ela continua gerando vida e recursos para a nossa subsistência…

Assim surge a necessidade de pararmos de remar contra a maré e procurarmos meios (e existem vários) de continuarmos nosso processo de crescimento e evolução sem agredir a natureza, pois mais grandioso que simplesmente percebê-la é aprender que eu sou parte dela e que ela é parte de mim e assim precisamos nos harmonizar para continuarmos o doce ciclo da vida.

Eu sou grata! Imensamente grata a Deus por ter me aberto a visão para este doce caminho de luz que é o Xamanismo, a reintegração do homem à natureza – em especial à sua própria natureza, e principalmente por ser na fazenda Céu Nossa Senhora da Conceição onde a luz divina brilha com uma intensidade jamais vista, aonde as pessoas chegam tão mal, viciadas até mesmo em drogas pesadas como cocaína, crack e outras (como eu tive a oportunidade de conhecer várias pessoas que chegaram lá assim) e desde o primeiro trabalho com daime/xamanismo receberam a libertação total. Pessoas que por anos e anos eram viciadas em álcool, cigarro, etc. e foram libertas desde o primeiro contato com o santo-daime, este chá sagrado… ISTO É MARAVILHOSO!

Fora que ainda ganhamos uma nova família (literalmente), pessoas que andam de mãos unidas, uma ajudando a outra, de mãos dadas em verdade e espírito, pois sabemos que o sucesso de um é o sucesso de todos, a felicidade de um é a felicidade do outro… e claro, eu não poderia finalizar sem agradecer à santíssima trindade, Deus e Jesus Cristo, Pai, Filho e Espírito Santo por ser tão maravilhoso e nos ter presenteado com esta grande obra. À mãezinha amorosa, Nossa Senhora da Conceição que é a nossa guardiã e protetora e ao nosso amado e iluminado Xamã Gideon dos Lakotas, que está à frente deste trabalho, por nos dar sempre tanto amor e passar com tanta clareza os ensinamentos recebidos direto da mão do nosso Mestre Jesus.

QUE O AMOR, A PAZ E A LUZ DIVINA SEJAM NOSSO PRESENTES E GUIAS NESTA BUSCA DIÁRIA PELO CONHECIMENTO DA VONTADE DO ASTRAL SUPERIOR EM NOSSAS VIDAS!!!


 

 

 

Meu nome é T. C.da S. N., RG xx.xxx.xxx  Moro na cidade de Cruzeiro-Sp.

Freqüento os trabalhos de daime/xamanismo do Instituo Espiritual Xamânico Céu Nossa Senhora da Conceição há pouco mais de um ano, Neste tempo, devido aos trabalhos espirituais xamânicos um grande número de irmãos que lá chegaram, muitos deles pessoas cultas, médicos, advogados, engenheiros, muitos comerciantes , pessoas de todas as linhas religiosas, ricos e pobres, letrados e analfabetos, Mas em comum todos eles assim como eu também, tínhamos a busca da luz, da cura de nossos males, da sabedoria, da compreensão do mundo espiritual para um crescimento espiritual.

Lá não visa lucros com a ayahuasca, lá não se comercializa a espiritualidade. Um trabalho xamânico com ayahuasca de 12 horas de duração custa só SETE REAIS.

Mas muito destes irmãos chegaram lá com doenças e traumas, mas o que mais me chamou a atenção foi o grande numero de pessoas viciados em drogas como a maconha, cocaína, craque, êxtase, álcool e outras coisas. Fiquei muito admirado ao conversar com muito destes irmãos viciados em drogas, porque eles mesmo contavam que freqüentavam igrejas que se intitulavam do santo daime mas que foi lá que se viciaram em drogas!

A grande maioria destes irmãos viciados e drogados, foram libertados por completo dos traumas e das drogas logo no primeiro trabalho de daime/xamanismo.

Eram pessoas já desesperadas, que não conseguiam se libertar e que hoje vivem normalmente. O Céu Nossa Senhora da Conceição tem sido uma U.T.I. espiritual para libertação de vícios de todos os tipos e curas completas de qualquer doença .

Eu posso falar porque eu mesmo fui curado e posso provar isto por laudo médico pra quem quiser ver!

Em agosto do ano passado, eu tive fortes dores no abdome, dores que só passavam com altas doses de buscopam na veia, ainda assim não resolviam por completo. Procurei um especialista na Santa Casa de Cruzeiro aonde moro e depois de muitas chapas de raios-X e uma bateria de exames foi diagnosticado que eu estava com pedra na vesícula. O diagnóstico foi dado numa quarta-feira após as 16:00h e guardo comigo os exames e os raios X caso alguém duvide de mim.

Foi marcada uma cirurgia para a sexta-feira às 5:00h para a retirada da vesícula. Não me contentei com o resultado e procurei o Céu Nossa Senhora da Conceição, aonde o nosso amado Xamã Gideon se prontificou de imediato a realização de um trabalho espiritual de cura. Este ritual xamânico de cura que envolve ayahuasca durou pouco mais de quatro horas, a dor passou já no inicio do trabalho e eu amanheci na quinta feira como se nunca tivesse acontecido nada. Eu estava curado!

Marquei uma consulta com o mesmo especialista para desmarcar a cirurgia, ele não acreditou no que estava vendo e me ouvindo dizer. Ele me disse: “Milagre não existe, daqui um mês você vai voltar aqui com todo o abdome inflamado e terá que fazer uma cirurgia de emergência correndo risco de vida”.

Mas ficou ainda mais surpreso quando eu disse a ele que havia aqui um grande número de médicos se tratando dos mais diversos males.

Com a graça de Deus e em nosso Senhor Jesus, nunca mais tive problemas na vesícula e nem em nenhum outro órgão do meu corpo.

Eu só tenho a agradecer à todos do Céu Nossa Senhora da Conceição, aos trabalhos de daime/xamanismo que vem curando e libertando de vícios cada vez mais irmãos, especialmente os que se viciaram nas igrejas que se dizem do santo daime mas que misturam drogas com o daime , que chegam desesperados sem saber mais o que fazer e que aqui, logo nos primeiros trabalhos se libertam das drogas e encontram um novo sentido a vida, tanto moral como financeira, cada vez mais o Céu Nossa Senhora da Conceição vem ajudando maior número de irmãos necessitados.

Obrigado à todos deste Céu que em nome de nosso Senhor Jesus vem ajudando à todos que necessitam.

 

 

DECLARAÇÃO

Eu, A.M.D., portadora da Carteira residente e domiciliada na Rua de Identidade RG n° DECLARO,

para os devidos fins, que sou freqüentadora do Centro Espiritual Xamânico Céu Nossa Senhora da Conceição, localizado na Cidade de Pariquera-Açu, desde julho/2004.

Quando da minha visita à Fazenda Céu Nossa Senhora da Conceição, o objetivo era apenas o de conhecer o local e a seita, que libertaram meu filho do uso de drogas.

Qual não foi minha surpresa em lá chegando, ao conhecer e ter a oportunidade de testemunhar, a presença de tantas outras pessoas, vindas de outras igrejas e seitas, que através do Xamanismo e do Vinho das Almas, usado na Fazenda Céu Nossa Senhora da Conceição, encontraram sua libertação espiritual e principalmente sua libertação do uso de drogas.

Na bastasse o meu espanto com tantos testemunhos e relatos de libertação, tive oportunidade de participar dos trabalhos, no qual obtive a cura para um problema de saúde que me afligia, qual seja, endometriose. Desde então, não tomei um único comprimido para dor.

O que me deixa maravilhada e fascinada em relação a “Fazendinha”, é a freqüência de um grande número de jovens e a maioria com suas famílias, o que caracteriza o sentido familiar do local. Além da valorização do “instituto” família, temos a valorização do jovem, seu trabalho, o ser em si.

Também já me acostumei a ver igrejas, templos, etc., que em algum dado momento, passa-se a “sacolinha”. Lá não existe nada disso.

Ademais em visita ao site da Fazenda Céu Nossa Senhora da Conceição, pude constatar o seguinte: “se você irmão ou irmã, obteve uma cura, doe uma cesta básica à alguma família necessitada”. Ora, claro está que a Fazenda não busca nada para si, apenas prega a caridade.

Outra coisa impressionante é pessoas alcançam sua libertação do uso de drogas. A maioria com quem conversei, estava liberta logo nos primeiros trabalhos.

As mudanças na vida pessoal de cada freqüentador são visíveis logo nas primeiras idas à Fazenda. Meu filho, por exemplo, parece ter encontrado objetivo de vida, não é mais aquela pessoa agressiva em casa, se interessa pelos problemas da família, vive cantando músicas religiosas, tive oportunidade de presenciá-lo ajudando outras pessoas, como, por exemplo, carregar sacolas de uma idosa, o que em outras épocas certamente ele não o faria.

Reitero, que todas as graças acima mencionadas, só foram alcançadas através do uso do Vinho das Almas, administrado de forma competente e responsável na Fazenda Céu Nossa Senhora da Conceição.

 

 

 

VII Aliciamento e disseminação do uso de drogas com daime na Internet

Voltar ao sumário

 

Neste capítulo, você encontrará a comprovação das ações de discípulos do FALSO SANTO DAIME que buscam por meio da internet disseminar o uso das drogas, manipulando informações e tentando transformar o vício em algo sagrado. Na maioria dos e-mails, a maconha é chamada de santa maria. Além disso, muitas vezes proferem mentiras a respeito do mestre Irineu na tentativa de legitimar o uso das drogas com o daime. Neste exato momento, seus filhos podem estar entrando no mundo das drogas pela porta do falso SANTO DAIME, que se espalha como uma praga por meio de e-mails e discussões em grupos da Internet. Leia abaixo algum desses e-mails.
Tentativa de convencer usuários que o mestre Irineu usava maconha

 

 

From: naiara

To: santodaimeplantassagradas@grupos.com.br

Sent: Sunday, January 09, 2005 3:23 PM

Subject: [plantassagradas] Re: Re: Polícia Federal invade 5 Mil

 

 

Gostei desta pergunta por acaso tb tinha essa dúvida, aliás, tenho muitas dúvidas sobre a santa maria.

Z <zerivan31@yahoo.com.br> wrote:

Olá Marco.

Sei que o texto não é seu, mas gostaria de saber se existem registros (orais, gravações, escritos) qualquer coisa que possa comprovar que o Mestre Irineu fez uso da Santa Maria. Entrevistei no ano passado um contemporâneo do Mestre Irineu e ele chegou a ficar um pouco irritado com a pergunta que fiz sobre a ligação do Mestre com a Santa Maria. Os outros contemporâneos do Mestre, o que dizem?

 

De: “Marco Antônio Gracie Côrte Imp” <marcoimperial@uol.com.br>

Para: santodaimeplantassagradas@grupos.com.br

Assunto: [plantassagradas] Mestre e a Santa Maria
Data: Mon, 10 Jan 2005 17:15:14 -0200

 

 

Um som Crybaby, pra fazer o pensamento viajar nas possibilidades.

Bom, na verdade eu sempre soube que o Mestre usava as escondidas, e lógico que dá para entender o porque.

Mas conversar sobre isto é um tabu e uma guerra, pois dizem que de maneira nenhuma e se ofendem com esta possibilidade.

No caso do Mestre Irineu a coisa fica meio que às avessas se declaramos que ele não conhecia ou desmerecia o seu uso. Se ele teve passagem pelo Tambor de Mina que é conhecida como Casa de Mina, e lá se cultua e bem cultuado o uso da Cannabis.

Mestre Irineu era Maranhense e negro, no Maranhão especialmente na parte onde os negros mais dominam, sempre foi cultivada a planta. Nada mais do que normal, pois o uso da Cannabis era de comum nas tribos africanas.”Ma Konia ” Mãe Divina

Padrinho me disse que o Mestre usava, Padrinho Wilson também me disse que o Mestre usava, eu ouvi vários relatos lá em Rio Branco de que o Mestre usava sim, mas ai é que é a questão, muitos vão dizer que não e outros vão dizer que sim, mas é meio impossível agora querer descobrir se realmente o Mestre usava.

A questão maior é sobre o que cada um quer para si. Eu Marco abraço a Santa Maria como Doutrina e sei que isto pode ser bom para quem realmente sabe da Doutrina.

Em maior conceito, também acho que as pessoas devem ser livres para pitar o seu baseado sem estas de prisão e perseguição.

A Doutrina da Santa Maria está ai para quem quiser segui-Ia, para quem não quer, não siga. Mas esta polêmica é muito ruim. Pois surgem medonhos seres com raiva e baba.

Temos relatos de parentes que apresentaram a maconha para o Mestre e este disse ser uma planta de muita ciência, e por ai vai.

Mas não acho que se o Mestre usava ou não usava pode influir na vontade de alguém. Mestre Irineu comia 12 ovos por dia segundo alguns historiadores, comiam carne de porco. Este exemplo eu nunca seguirei, pois acho horrível a carne de porco e ovo também não como. Mestre morreu doente e sua circulação sanguínea era péssima, então algumas coisas que o Mestre fazia, eu acho detestável, como comer carne, principalmente de porco.

Nem por isto, eu desmereço o Mestre e sua missão que também é minha e de quem quiser seguir os passos de atender os doentes, distribuir Daime e Doutrinar o Mundo Inteiro. Ser educado, alegre e amoroso, seguir sempre a verdade e a justiça.

Na verdade, a Santa para uns é boa, e para outros não é boa.

Uns precisam e outros devem é manter distância, já vi muitos casos de a pessoa não agüentar os trabalhos espirituais, com Santa Maria, muita gente não agüenta, eu acho que os trabalhos de Santa Maria podem ser mais fortes do que com Daime.

Aqui na Rainha do Mar volta e meia eu suspendo a Santa Maria e ai muitos vem se queixar e eu coloco para fora, pois Doutrina não é fazer o que se quer e quando quer, doutrina é doutrinar-se. Fumar a toa é bom, mas usar em Doutrina é bem melhor. Três em três dias, sete em sete, quinze em quinze trinta em trinta, fazer jejuns, diminuir o uso, eis a Doutrina da Santa Maria. Como o Daime a Santa Maria também pode levar o camarada para as profundezas. Daime faz a mesma coisa, a pessoa ta ali tomando Daime e pensa que ta subindo e na verdade esta descendo. Isto acontece quando a pessoa está iludidíssima com as suas descobertas e acha que ela é que detém o poder.

Padrinho dizia que o Daime vai dando escada e mais escada para a pessoa subir e depois tira a escada, quem souber se segurar no pincel se salva.

Mas pitar na Doutrina tem que ser macho, pois já vi muitos tremerem e nunca mais nem passar perto do cheiro.

Já vi um cabra chegar com um kilo de fumo, traficante e depois do trabalho com a Santa Maria, nunca mais pitar e deu todo o fumo que tinha, nem se atreveu a vender nada da planta.

A Doutrina é muito boa, só tem a dar coisas boas para este país e para este mundo.

No caso de ser liberada para consumo próprio, de imediato acaba com um grande financiamento que estes bandidos tem. As prisões esvaziam em um terço da sua população.

A corrupção diminui em muito.

Os problemas familiares de pais e filhos diminuiriam, pois ao país sem estudos e movidos pela propaganda da sociedade e governo fazem barbaridade com seus filhos.

Há uns meses atrás um jovem de 14 anos, um garoto super estudioso, gente fina, tranqüila, uma pessoa admirável, foi colocado para fora de casa por causa de um baseado que o pai achou no seu bolso. Bom, o camarada acabou na rua e sem nada de auxílio. Ai vemos que isto é praxe, meu pai me colocou pra fora de casa com 12 anos de idade porque me viu fumando um baseado.

Dormi meses na rua, passei o pão que o diabo amassou só porque o governo a sociedade resolveram sem bases cientificas nenhuma e nem em bases morais, pois o fato da pessoa usar um baseado, não a torna capaz de fazer atos amorais, e muito pelo contrário, é um sedador, um calmante, um relaxante muscular recitado desde os primeiros escritos médicos consideráveis e que adotam como Pai da Medicina. Para uso na hora do parto, hora sagrada que temos na nossa vida. A crisma era feita com maconha, isto é fato comprovado e ai?

Bom, muita coisa ainda vai ser revelada, como muita coisa foi escondida na luz da noite. Mas nada como a luz do Sol, brilhante e feliz, revelando o que estava escondido pela negra escuridão.

Vejamos o mal que esta lei faz ao país e então podemos dizer que a sua proibição gera mais injustiças e pobreza do que o seu possível mal à saúde, sim possível pode causar, pode fazer, mas nunca ouve provas de que fizesse. Uma lei que se comparada ao uso do cigarro podemos encarar logo a injustiça existente.

O injusto é ainda mais os que dizem coisas a respeito sem ter o conhecimento sagrado e do conhecimento real da sociedade, em relação ao que acontece mesmo, pois não se pode admitir que ainda tenhamos leis tão perversas e de cunho segregacionista, Confederalista do Sul dos EUA em atuação aqui. Algodão, Algodão, e nem doce e nem salgado.

O importante é a pessoa saber o que é bom para si e deixar a regra para se acomodar com a realidade de cada um.

No meu ver, parece que o Mestre usava.

Marco Gracie Imperial

 

“Marconheiro” e a morte do padrinho Sebastião Mota de Meio

 

 

Email

De: Marco Antônio Gracie Côrte Imp <marcoimperial@uol.com.br> Para: santodaimeplantassagradas@grupos.com.br santodaimeplantassagradas@grupos.com.br

Assunto: [plantassagradas] cruz credo!!!

Data: santodaimeplantassagradas@grupos.com.br

 

 

Tinha um camarada aqui em Pedra que fazia esta coisa, só que estava com raiva de mim. Falou isto prum monte de meninas e ai a namorada dele veio atrás, para saber se era verdade. Mas eu acho bem legal, não tenho problema nenhum de ser chamado de marconheiro, nesta Terra onde muitas injustiças foram feitas, eu que comecei desde os 12 anos de idade, só sinto é feliz, feliz com Deus.Uma vez eu ia chegando na casa do meu pai, e lá pelas tantas ele teve que sair apressado, ai lá estavam várias meninas que enquanto o papai tava em casa, mal falavam comigo. Mas bastou ele sair que elas me rodearam e eu sem entender nada, porque elas eram super frias comigo na frente do papai, fiquei ali no meio e elas começaram, Marquinho, você fuma maconha? E todas olhando para mim e eu disse que sim, e elas me pediram pra fumar comigo. Bom, fumamos e me contaram, que papai antes de eu chegar, fizera a minha caveira com as meninas, disse que eu era drogado, que nem falassem comigo. Mas o que aconteceu foi ao contrário, elas vieram todas felizes me pedir um baseado.

A vida é assim, imagine, agora todo mundo tá sabendo de como eu fui tratado, na época da morte do Padrinho, na verdade esta mentira de que o Padrinho morreu de overdose, foi criada pelo pessoal do CEFLURIS, para me desmerecer perante ao ocorrido na época onde o Padrinho Sebastião exigiu, debaixo de maldições contra aqueles que não queriam deixa-Ia vir para a Rainha do Mar. Padrinho aqui sempre foi muito bem tratado, estava sofrido, e só reclamava do ramramram do povo. Aqui na Rainha ele foi tratado como eu tratei o meu pai nos seus últimos dias aqui na Terra. Recebi-o e o tratei, sempre contra o povo que o cercava. Sofri o pão que o diabo amassou, e eram coisas deste tipo. O Alfredo dizendo uma barbaridade desta, e foi assim mesmo. Como se eu fosse culpado da morte do Padrinho, assim eu fui tratado e ainda volta e meia alguém vem com estas coisas. Se o velho tivesse morrido de overdose, eu mesmo diria, mas não foi, tenho aqui até hoje o porta toalha, quebrado onde ele se agarrou e caiu. Padrinho morreu depois de um ataque fulminante, pois ele tinha mal de chagas uma doença que deixa o coração imenso e ele fica mais propício a ter este tipo de ataque fulminante. Mas padrinho chegou quase morto aqui em casa. Fui buscá-lo a seu pedido no Céu do Mar e de lá o retirei, fui chegando e ele amaldiçoava a todos ali, e eu Marco, fui e o abracei e disse pra ele que ele ficasse mais tranqüilo que eu tinha chegado e já o ia levar para a nossa casa. Na verdade eu parei as maldições que eram veementes e inesquecível para quem viu o Padrinho abençoar, o tempo todo, mas amaldiçoar, eu raríssimamente poderia ver o que vi. Mas depois da morte dele, foi só o que eu recebi do filho e de muitos. Na morte dele eu levei o corpo para o Céu do Mar e lá estendi a mão para um dirigente e este me virou as costa, procurei saber e fui informado, que eu tinha matado o Padrinho de overdose. Esta coisa eu soube no dia da morte do velho no Céu do Mar e nasceu ali, a troco de que só posso pensar que é maldade pura, uma indecência a troco de nada, ou seja a troco de me desmerecer. Porque esta coisa contra mim? Tem tiro que sai pela culatra. Hoje a mentira cresceu e está pegando todo mundo, daqui a pouco o raciocínio começa a ser este. Estão acusando a todos e eu nem ligo, mas tem gente que vai ficar sem dormir. O camarada ta é fazendo a minha fama. Ainda mais eu filho de Carlos Imperial, o homem que dizia: “Falem mal, mas falem de mim”, e eu depois de aprender a apanhar na Academia Gracie desde infância, hoje sou o próprio pão-de-ló, quanto mais bate, mais eu cresço, cresço em estudos, cresço em família, cresço em amigos, cresço no amor.

To mais preparado do que nunca, para trabalhar no astral, “tenho as armas na mão” e me sinto feliz, e muito feliz com o avanço da Rainha do Mar que está de vento em popa em três municípios trabalhando com produção e sendo auto sustentável. “As linhas do bem estão presentes aqui na Rainha do Mar, salve as crianças encarnadas, salve todos os orixás” e Salve a Rainha do Mar”

E Santa, gosto que me enrosco. Já comi com chocolate é uma delícia. Apesar de ter uma rapaziada aqui que queria me matar só de ver eu comer o bãozão que apareceu aqui, só o cheiro dá vontade de comer.

Outra coisa, se querem aumentar o Daime é falarem mal dele, uma vez a Veja fez uma reportagem horrorosa sobre o Daime, e ai não parou o telefone, aqui em Pedra vieram mais de 10 pessoas só por conta da reportagem. Falou mal do Daime é aumento na certa.

Marconheiro é bem legal. Hoje eu digo que sou um Mariano do Uso Sacramental. Ficou chic!

Um abração

Marco Gracie Imperial

 

Reconhecimento dos efeitos negativos da cannabis

 

 

Email

 

]From: valerialuanova

To: santodaimeplantassagradas@grupos.com.br Sent: Thursday, January 13, 2005 5:09 PM

Subject: [plantassagradas] Re: Cannabis X Ayahuasca

 

 

Que maravilha!!!!!! quer dizer então que estamos no caminho certo… Viva o santo Daime!!! viva a santa Maria!!! …Obrigado irmão pelas informações…Abraços..Valeria

Lamat Ka <hessf@biof.ufrj.br> wrote:

Esqueci de dizer que os efeitos negativos da cannabis são diminuídos e quase revertidos com infusões de 5-HT(serotonina), ou análogos como o DMT. Já que este efeito de perda da memória parece ser relacionado a uma diminuição da 5-HT no hipocampo, que é a região responsável pelo armazenamento da memória e aprendizado.

Com isso posso afirmar com certeza que o Daime ajuda a inibir os efeitos negativos a memória relacionados com a ingesta de THC.

Em attach o artigo onde estes dados são revelados

beijos e abraços

Lamat Ka- Estrela Lunar 28 7:7::7:7

In Lak’ech

Felipe F. Hess, M.Sc.

Jaboratório de Fisiologia da Cognição

Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho

Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

Dúvidas e perseguição

 

 

Email

From:”Marco Antônio Gracie Côrte Imp” <marcoimperial@uol.com.br> To: santodaimeplantassagradas@grupos.com.br

Sent: Tue, 16 Nov 2004 02:23:11 “0200

Subject: [plantassagradas] Ao irmão Marco Imperial

 

 

Bom, sobre a perseguição é realmente uma barra, muitos perseguem e ai a coisa fica difícil, por isto é que se deva ter segredo, não conversar com quem não usa, nem dar chance de alguém falar nada, pois quem persegue, não sabe o que diz, e nem o que faz.

Eu fui perseguido desde os meus 12 anos e imagine hoje estou com 47 e ainda vejo perseguição, quando for liberado o uso, ai as perseguições diminuirão.

mas o segredo é ter segredo, e viver numa boa, sem mostrar para ninguém, e fazer os seus intentos sem alarde, para que diminua a pressão dos que são contra.

Com tanta gente falando besteira, acabamos por ter esta dúvida sobre se estamos fazendo o certo, e acabamos por achar que podemos estar errados.

Mas este caminho ainda é de perseguição, quem entrar nele é também para enfrentar estas coisas.

Não espere compreensão de ninguém, e descubra você mesmo se é este o seu caminho. Mas de ante-mão pode esperar perseguição, pois ainda é considerado crime, pela legislação brasileira, um dia isto acaba.

Um abração

Marco Gracie Imperial

Boa Noite, irmão Marco Imperial

Estou com uma coisa na minha cabeça e preciso conversar com alguém como vc, que é solícito e tenho certeza de que me compreenderá. Faço uso da maconha, que recentemente descobri ser uma planta de poder e ser chamada Sta Maria, mas tenho recebido duras criticas sobre essa prática. Estou fazendo mesmo algo de errado? Esta erva não deve ser utilizada desta forma? Estou aqui para aprender e confio em seu julgamento!! Obrigada por se mostrar atencioso comigo!

um abraço,Cris.

Email

 

From: Marco Antônio Gracie Côrte Imp

To: santodaimeplantassagradas@grupos.com.br Sent: Saturday, March 26, 2005 8:58 AM Subject: [plantassagradas] Santa Maria

 

 

Olá criei uma comunidade sobre a legalização da Cannabis

Coloquei uns textos bons para debate

Cannabis Legalização Brasil

http://www.orkut.com/CommTopics.aspx?cmm=1515024Amor. Alegria e

Educação, são as bases da Doutrina do Santo Daime
Endereço desta página: http://www.grupos.com.br/grupos/santodaimeplantassagradas
E-mail do grupo:santodaimeplantassagradas@grupos.com.br
Assinar: assinar-santodaimeplantassagradas@grupos.com.br
Cancelar assinatura: cancelar-santodaimeplantassagradas@grupos.com.br
Fundador do Grupo: fundador-santodaimeplantassagradas@grupos.com.br
Moderadores do Grupo: moderadores-santoclaimeplantassagradas@grupqs.com.br
Administradores do Grupo: administradores-santoclaimeplantassagradas@grupos.com.br

Amor, Alegria e Educação, são as bases da Doutrina do Santo Daime Endereço desta página: http://www.grupos.com.br/grupos/santodaimeplantassagradas

E-mail dogrupo:santodaimeplantassagradas@grupos.com.br
Assinar: assinar-santodaimeplantassagradas@grupos.com.br
Cancelar assinatura: cancelar-santodaimeplantassagradas@grupos.com.br
Fundador do Grupo: fundador-santodaimeplantassagradas@grupos.com.br
Moderadores do Grupo: moderadores-santodaimeplantassagradas@grupos.com.br
Administradores do Grupo: administradores-santodaimeplantassagradas@grupos.com.br

From: Antonio Garcia <garcia.antonio@gmail.com To:

santodaimeplantassagradas@grupos.com.br Sent: domingo, 27 de março de 200511:51
Subject: [plantassagradas] Re: Re: Santa Maria

 

 

Marco,

Não quero de forma alguma questionar o valor de Santa Maria para quem dela faz um uso de respeito e sabedoria… Mas fico me perguntando se essa naturalidade em se falar, em meios públicos como Orkut, de seu uso dentro da Doutrina do Daime não seria um tanto quanto arriscado para o livre desenvolvimento de nossos trabalhos… I

Quando fiz meus primeiros trabalhos o “pito” tinha um ar meio restrito, secreto, que só se falava entre fardados… E o que vejo hoje é uma escancaração de tal forma que aqueles que já eram preconceituosos com o chá se tornam ainda mais defensores de seus pequenos juízos, já que a canabbis há muito vem sendo profanada de todas as formas por nossa sociedade…

Mas de fato o que mais me preocupa é o lado da justiça humana, das leis, do papel… Falar abertamente do uso de uma substância proibida (por mais que já estejamos carecas de saber da verdade) é, ao meu ver, uma maneira de dar respaldo jurídico à raposa…

Deus queira que não chegue a época que tenhamos que nos tornar clandestinos- para tomar Daime…

E só pra reforçar o que disse no inicio, “não quero de forma alguma questionar o valor de Santa Maria para quem dela faz um uso de respeito e sabedoria”…

Enfim, só um desabafo.

Boa Páscoa a todos.

[]s Antonio Garcia

 

Disseminação de receitas com a maconha

 


From: “Z” <zerivan31@yahoo.com.br>

To: santodaimeplantassagradas@grupos.com.br Senti Sun, 28 Nov 200411:45:31 -0300 (ART) Subject:[plantassagradas]Re: Chá de Santa Maria

 

 

olá galera

*olha, sempre tive essa idéia de que a santa era lipossolúvel e por isso o chá de nada serviria… Nunca fiz, mas tão logo tenha um pito de primeira eu vou fazer o teste…

O bolo a minha esposa às vezes e o efeito demora um pouco, uma meia hora ou menos um pouco, mas quando vem é muito bom… Dá pra fazer tb um patêzinho muito gostoso…

um abraço a todos

From: santodaimeplantassagradas@grupos.com.br
To: santodaimeplantassagradas@grupos.com.br
Senti Fri, 26 Nov 2004 17:46:48 -0200
Subject:[plantassagradas] Re:Chá de Santa Maria

 

 

Ola Marco, Sérgio e demais irmãos da lista…

Minha caixa de entrada é um pouquinho pequena e acaba enchendo logo, enfim gostaria de te pedir a gentileza de me passar como se prepara o Chá de Santa Maria, pois acabei de receber uns pezinhos de Santa que tinha em casa e acho que eles seriam apropriados para fazer Um chazinho..

Por favor se possível passar para ricardoflexa@yahoo.com.br

Muito grato e bom final de semana..

Ricardo.

From: “Marco Antônio Gracie Côrte Imp” <marcoimperial@uol.com.br>

To: santodaimeplantassagradas@grupos.com.br
Sent: Fri, 26 Nov 2004 09:39:10 -0200
Subject: [plantassagradas] Chá de Santa Maria

 

 

acredito que seria um desperdício fazê-lo, isto porque o THC (substância ativa da santa) não é hidrossolúvel, isto é, ele praticamente não se dilui em água.

Veja só Alex, eu não sei se o THC é ou não é hidrossolúvel, mas deve sair alguma coisa ou então o THC não é a única propriedade a dar o efeito, mas o chá é muito bom, ele leva uns 10 minutos para fazer efeito, é bem mais tranqüilo e menos ofensivo a garganta.

Eu sou a favor do chá, ou do bolo, ou de comer, já comi várias vezes e é muito bom.

Um tempo atrás apareceu um soltinho de ouro por aqui e eu comi tudo, para revolta geral do pessoal da Rainha do Mar, quiseram me matar, por causa de eu comer quase tudo.

Eu colocava para destrinchar para fazer o pito e ai ao destrinchar, eu ia comendo, comendo e quando eu via já tinha comido tudo. O pessoal ficava batendo com a cabeça, diziam que era desperdício e coisa e tal, eu sei que o pessoal que não conseguia comer tava certo em parte, mas é muito gostoso.

O THC é lipossolúvel, isto é, ele se dilui facilmente em gordura, como por exemplo, na manteiga. Derrete-se a manteiga suficiente para fazer um bolo numa frigideira em fogo baixo, coloca a santa já “dichavada” até virar uma pasta preta, cuidado para não queimar.

Depois usa esta “pasta” para fazer um bolo normalmente.

Além de ficar uma delícia, a força bate de uma maneira incrível.

Mas se for fazer, procure uma santa mais pura e de qualidade, para evitar alergias, intoxicações, etc

Sim as plantas cultivadas dentro da Doutrina da Santa Maria, ou por pessoas que tem a ligação com a invocação do espírito que ali habita, trazem mais pureza.

Agora eu digo que ai tem coisa nesta história de princípios ativos.

Ex, É provado que os princípios ativos não sobrevivem por muito tempo em extração aquosa quente, Aqui com temperatura ambiente, eu garanto que estão preservadas. A minha extração a temperatura ambiente, não estraga e fica anos a fio sem estragar.

Mas é o que eu digo, que muitos acham que os tais conceitos sobre princípios ativos explicam o mundo espiritual.

Mas estão muito longe de poderem ser um prumo para o estudo do mundo espiritual. Vai ser um dia, quando colocarem outro conceito de principio ativo de uma planta em relação aos que a usam. Vejam que o metabolismo de cada um é diferente do outro

Pois eu tenho experiência nesta área e vejo que o mais importante é o entendimento da pessoa com o que ela invoca.

Claro que os tais princípios ativos devem ser importantes, mas a minha observação diz que nem tanto.’

Dizem que o Daime fervido produz Metanol, que de várias amostras todas mostraram metanol na sua composição. Segundo a Ana Vitória que mandou analisar o Daime feito pelo Pedro Dário e outros.

Abraços,

Marco Gracie Imperial

 

Veja como mesmo atualmente é perpetuada a disseminação da santa maria (maconha) em um e-mail de um Encontro de Mulheres marcado para julho de 2007

 

 

 

Email

Mensagem encaminhada de pllcarol@yahoo.com.br – – – –

From:Palloma Caroline <pllcarol@yahoo.com.br>

To:

Ceu de maria <ceudemaria@grupos.com.br>, Reino do Sol

<reino_do_sol@yahoogrupos.com.br>, Grupo Cheia

<Iuacheia_sp@yahoogrupos.com.br> Sent: Wed, 2 May 2007 14:02:35 -0300 (ART)

Subject: [reino_do_sol] mensagem de Maria Alice sobre o Encontro das Mulheres
Reply-To: reino_do_sol@yahoogrupos.com.br

 

 

ENCONTRO DE MULHERES NA FLORESTA CÉU DO MAPIÁ – AMAZONAS

 

 

De 15 a 25 de julho de 2007

ÁS QUERIDAS IRMÃS DA DOUTRINA DO SANTO DAIME

Durante o terço de abertura do trabalho de São Sebastião, ao som das muitas Ave-Marias, entrei numa meditação sobre o feminino, sobre a origem e propósito de organizar um “Encontro de Mulheres” no Céu do Mapiá. Viajei no tempo, chegando ao Mestre Irineu e ao Padrinho Sebastião, mestres iluminados que, na Terra, sempre valorizaram o feminino.

Mestre Irineu recebeu a doutrina do Santo Daime das mãos de Nossa Senhora, que se apresentou na lua branca. Com esta força feminina desenvolveu a doutrina.

Padrinho Sebastião, ao criar o comunitário, sempre contou e valorizou o serviço feminino, dando com isso maior liberdade à mulher, igualando-a ao homem, tantos nos trabalhos espirituais como materiais: trabalhar nos feitios do Daime, administrar centros comunitários, sentar-se à mesa nos trabalhos espirituais, trabalhar nos roçados plantando e colhendo. Na história do Padrinho Sebastião, o feminino esteve sempre presente e alimentado pela força de Santa Maria. E nesta força, como mulheres da Bandeira do Padrinho Sebastião, vimos à necessidade de criar este Encontro, e convidar as mulheres de todas as igrejas do Santo Daime para participar. É um desafio para cada uma de nós e ao mesmo tempo a oportunidade de estarmos reunidas nesta linda Floresta Amazônica, trocando conhecimento. Certamente trará muita alegria em nossos corações, vê-lo realizar-se.

Para este importante evento contamos com o apoio e as bênçãos de nossa querida Madrinha Rita, exemplo feminino de amor e sabedoria.

Neste novo tempo vêm surgindo à Nova Jerusalém com as mulheres da Nova Era, que vão despertar e libertar a mente, criando esse grande elo espiritual. É o tempo da realização do ser, o grande ser que está dentro de cada uma de nós clamando por liberdade interior. É tempo de união que gera a força.

Vivamos este tempo! Sejamos estas novas mulheres!

O encontro tem por objetivo criar um elo feminino de intercâmbio e doutrina.

Assinado: Regina Pereira e Mulheres do Céu do Mapiá.

 

Descriminalização da maconha

 


 

From: iranildo correia

To: hinodasemana@yahoogrupos.com.br Sent: Wednesd<:iY, November 24, 2004 5:12 PM
Subject: Re: [hinodasemana] VÍCIOS

 

 

ha fla serio vão tomar na peida fumo tb e não me culpo por isso agora fica esse bando de fanáticos falando ai meu deus isso ai meu deus a kilo assumam quem vcs são e o que fazem e sejam feliz sem culpa ke fazem luz ou escuridão caminhemos que só deus julga o que fazemos’ certo ou errado acho que vou sair dessa sala o povo vive na nos tempos em que medo do inferno impewrava koleh galera para com issoh porrrr.

cansei dessa sala e tanto fanatismo barato nem parece que tomam daime ,e enxergam bem alem!!!!!

fala serio que carolice!!!! e depois do trabalho aquele bando de gente como eu fumando seu cigarrinho e não como eu se culpando…

HA VAO, SER FELIZAES PRA CANABIS

QUE SACO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! !!!!!1

Email

 

From: marciorogeriomarques

TO: hinodasemana@yahoogrupos.com.br

Sent: Tuesday, May 10, 2005 8:31 PM

Subject: [hinodasemana] Re: na Argentina, 23 mil pessoas se manifestaram pró-legalização Cannabis]!

 

 

Pois é, entendo que tenhamos errado na preparação do ato mais uma vez. Naquela oportunidade da passeata em que a polícia espalhou jogando água nos participantes entendo que quando da organização do ato, nos atos preparativos deveríamos ter enviado oficio às autoridades policiais, requerendo proteção policial ao ato publico, cuja realização é assegurada pela constituição, desde que sem violência é claro. Outro fator que devemos deixar bem marcado é que a luta antiproibicionista segundo seus diversos segmentos, é geral, ou seja, relaciona drogas em geral, que mesmo as famigeradas drogas químicas e seus viviados, não é uma questão de polícia e sim de saúde pública, porém: devemos nessas lutas ressaltar deixar claro, que não obstante, a luta antiproibicionista generalizar, existem as diferenças entre drogas e plantas de poder. Isso devemos sempre ressaltar bem. Por outro lado, não podemos confundir descriminalização com liberação ou favorecimento de uso, incentivo ou apologia ao uso de drogas ou mesmo das plantas professoras.

Devemos considerar que não há necessidade de se utilizar drogas ou plantas para ser um bom ser humano, por outro lado, não é por que o cidadão faz uso dessas substâncias que o “mesmo seja uma má pessoa, precisa mesmo é sempre nos respeitar. Quem usa e quem não usa “tratar-se respeitosamente.

Por fim, peço que enviem ou reenviem pra mim essa mensagem em pvt, por gentileza, quero, ver os anexos.

há braços

Márcio

 

Veja como a maconha é até cultuada em hinos como santa maria

 


E-mail

 

From: “Vinicius, Viana” <vvviana2003@yahoo.com.br>

To: hinodasemana@yahôogrupos.com.br

Sent: Fri, 24 Dec 2004 13:10:24 -0300 (ART)

Subject: [hinodasemana] Santa Maria

 

 

108. Santa Maria

Quem não conhece Santa Maria

E faz uso dela todo dia

Vive sempre em agonia

Mas agora chegou como eu queria

Meu Senhor São João Batista

Jesus Cristo ê São José

Agora chegou como eu queria

Agora chegou como Deus quer

Chegando como Deus quer Daí, tudo fica bem

Chegando como meu Pai quer

Chegou como eu quero também

Na vontade da Virgem Maria

Ela agora vai vigorar

Ela é do meu comando

E manda eu comandar

Eu comando aquele que crê

Em Jesus Cristo e São João

Que esta a verdade

Que temos em nossa união

Vou dizendo assim para todos

E quero cumprir o que digo

Quem não for me ajudando

Não prova que é meu amigo

Para todos nos manda esta ordem

Agora respeita quem quer

Mas aqui eu digo a todos

Vamos ser todos como Deus quer

Olhem todos bem para o Sol

E todos olhem bem para mim

Sê ainda tem confusão

Mas meu Pai não pratica assim

Deus Pai e Espírito Santo

Na nossa Mãe se encerra

Vamos todos afirmar paz

Deixa quem quiser afirmar guerra

 

from: “Vinicius Viana” <vvviana2003@yahoo.com.br>

To: hinodasemana@yahoogrupos.com.br

Sent: Sun, 14 Nov 2004 13:36:44 -0300 (ART)

Subject: [hinodasemana] Santa Maria

 

Quando voltei de Petrópolis

Fiz um voto de fé

Joguei uma pedra de Santa Maria fora

E prometi não usar mais

Até que liberasse

Esperava liberar até o fim do ano

Mas eu tenho Pai e não padrasto

Agora estou convencido

De que o que vai libertar

Não vai ser a erva que faz ouvir

Mas a verdadeira, aquela que nos fala aos ouvidos

Viva a liberdade decretada de Santa Maria!

Que se rompam as correntes!

 

Ameaçaram-me para que eu me calasse,

mas subestimaram a verdade que me alicerça

:

 

 

 

hinodasemana : Mensagem: ALE FELICIANO Página 1 de 2

Bom, eu recebi muitos e-mails de vindas destes viciados drogados que fazem parte destas lista da Internet, dizendo que deveriam me processar, que eu me escondo por detrás de falsas identidades, que poderiam fazer a lei confiscar minhas extensas terras e blá blá blá………. então é para este povinho que tanto fala sobre leis, que escrevo o resumo abaixo que estou dando de novo:

“Eu, Emiliano Dias Linhares nome de batismo desta encarnação e Gideon meu nome espiritual sob minha única e total responsabilidade e nas minhas mais perfeitas faculdades mentais estou dizendo;

Que as falsas igrejas de daime incluindo as do CEFLURIS USAM DROGAS em teus rituais com daime…………. FUI CLARO COM VOCES!!!??? Alfredo mostre pra mim aonde na constituição está dizendo ser permitido usar drogas com o daime????

Que o padrinho Sebastião foi apenas um homem viciado em drogas e traiu os ensinamentos verdadeiros do daime do irmão Raimundo Irineu Serra. Ele nunca se iluminou exatamente por que #9; usava maconha com pasta de cocaína !!!!!

“ME PROCESSEM!” EU TOPO IR A UM RIBUNAL……………………

Que tal envolvermos a polícia federal nesta história, a Secretaria Anti Drogas do Brasil, a imprensa as redes televisivas, os pais das famílias cujo filhos estão se drogando com a maconha ai com vocês!!!!!

Que tal vocês explicarem para um juiz em um tribunal que vocês estão apenas consagrando a santa Maria e a santa clara quando pitam a maconha e cheiram a cocaína !!!!!

Tolos vocês que acham que vou me esconder por detrás de e-mails com outros nomes, Amo com coragem e confio na luz do Grande Espírito que me guia. Aqui ha um espírito já velho e um guerreiro da luz. Encontrarão aqui um leão e não um carneirinho. Vim para unificar e não separar, até hoje apenas tenho combatido as drogas com o daime e a cobrança fariseista aos trabalhos espirituais, mas. daqui pra frente, é vocês quem decidirão o rumo tudo isto vai tomar.

Assinado:

Emiliano Dias Linhares ou

 

Gideon

dos lakotas.

——————————————————————————————–

Yahoo’ Mail: agora com 1GB de espaço grátis. Abra sua conta!

Encaminhar

<Mensagem anterior / Próxima mensagem>
——————————————————————————————-

Expandir mensagens Nome / E-mail Classificar por datas

ALE FELIClANO Emiliano Dias 4 de Jun de 2005 12:58 am
Então Ale Feliciano, não era você que dizia que
achava que deviam tomar providencia legais contra
minha pessoa?Então menino, aproveite agora……..

 

Tópico anterior / próximo topico

Mensagem……………… OK buscar…………………….OK avançado

 


VIII Estados alterados de consciência

Voltar ao sumário

Amados, explicarei com muita simplicidade e sem misticismo ou dogmas, sob n luz da ciência e do espírito, o que são os estados alterados de consciência e qual sua relação com o vinho das almas ou com as plantas de poder verdadeiras. Mas, para isso, será necessário adentrar um pouco a parapsicologia moderna e a ciência médica. Será possível, então, compreender na íntegra o que são estados alterado de consciência.

O primeiro passo é compreender o que é o sentir. Como já devem saber, amados, tudo no universo vibra, tudo no universo possui freqüência e as freqüências caminham. Portanto, sentir é apenas a capacidade de perceber as freqüências. É o choque de auras, simples assim! O segundo passo é ter consciência dos níveis cerebrais. Nosso cérebro pulsa, tem freqüências. O homem definiu, pela ciência médica, quatro níveis de pulsação cerebral que qualquer eletroencefalograma demonstra claramente: beta, alfa, teta e delta.

No nível beta, o cérebro humano pulsa entre 14 e 28 ciclos por segundo. Este é o estado da vigília, que se dá quando o está homem acordado, com freqüência acelerada. Nele, o homem está preparado para perceber o mundo da terceira dimensão, para perceber a matéria mais grosseira com rapidez. Pode realizar atos como desviar de um obstáculo quando está dirigindo ou agir sobre reflexos motores, realizar serviços mais brutais e até guerrear fisicamente. No estado beta, o sentir do ser humano é pequeno, limitado, se atém apenas à parte grosseira das freqüências da matéria e da sobrevivência física. É no estado beta que existem para nós o tempo e o espaço.

No nível alfa, o cérebro pulsa numa freqüência que oscila entre 7 e 14 ciclos por segundo. É um estado de grande paz. Nele, seu sentir se faz muito maior e é capaz de perceber freqüências tão sutis e refinadas, que no estado de beta você nem imaginava existir. Amados, sabem quando vocês estão quase dormindo, ainda não dormiram, mas também não estão despertos? Isso é alfa! Aquele estado gostoso que precede o sono, no qual parece não existir o tempo e nem as perturbações? É alfa!

Alfa é o estado perfeito para programações mentais e é nele que acontece

a recepção das freqüências telepáticas e alguns outros fenômenos parapsicológicos como clariaudiência, clarividência, psicografia, radiestesia e energização. Em alfa o homem fica com pelo menos o dobro da capacidade cerebral de beta e, ainda possui uma memória quase perfeita. Esse é o estado mental perfeito para as projeções mentais dos seus desejos e para a meditação também.

Neste estado, o tempo e o espaço não existem mais. Mantendo sua mente acesa, consciente, em alfa profundo, você tem acesso às suas freqüências e facilmente percebe a quarta dimensão, podendo entrar em contato íntimo com os seres de lá. Com um pouco de treinamento, qualquer ser humano pode entrar e permanecer, em alfa por períodos longos com muita facilidade, mesmo que esteja no meio de um campo de batalha. Nos cursos de xamanismo e magia real, ministrados gratuitamente aqui no Céu Nossa Senhora da Conceição, os irmãos e irmãs aprendem isso na prática com extrema facilidade.

Em teta, o cérebro humano pulsa na freqüência que oscila entre 3 e 7 ciclos por segundo. O tempo e o espaço não existem. Nesse estado, o ser humano tem acesso a ferramentas como telecinésia ou psicocinésia, saída do corpo astral com materialização e até bilocação. No entanto, para realizar a bilocação, a pessoa tem mesmo que ser muito boa no que faz. Em toda a História conhecida, há apenas meia dúzia de casos constatados.

O grau de percepção da mente quando o homem se mantém consciente em teta é algo maravilhoso. É possível ter acesso á memória DNA registrada em cada uma de nossas células, assim como à memória espiritual. Então, você pode acrescentar sua memória espiritual, que é eterna, à memória DNA de seu corpo desta encarnação, enriquecendo-a muito! Quando se está em teta profundo, pode-se sentir um ancestral seu ser você. O conhecimento e a consciência dele são você, claramente! Mas isso não é uma incorporação, é apenas você tendo acesso à memória DNA das suas células.

É também em teta que temos acesso fácil aos arquétipos, tanto coletivos como individuais. E, exatamente na passagem de alfa profundo para teta ocorrem os sonhos. Como nesse estado cerebral não existe tempo e espaço, os microssegundos de cada passagem podem parecer uma eternidade nos sonhos.

Com um pouco mais de treinamento, autodisciplina e autodomínio, qualquer irmão ou irmã pode facilmente atingir conscientemente o estado teta e desfrutar muito das vantagens deste estado mental. Nos cursos de xamanismo e magia real, ministrados gratuitamente no CNSC, ensina-se rápido a fazer isso.

No estado delta, o cérebro pulsa entre zero vírgula alguma coisa e 3 ciclos por segundo. Zero vírgula alguma coisa, porque o zero absoluto ocorre no caso de morte do cérebro. É em delta que o ser humano se refaz em energias para o dia todo. Pesquisas demonstram que a somatória da freqüência delta durante o sono de uma noite inteira de um homem gira em torno de apenas 4 minutos. Eu não conheço nenhum ser humano que conseguiu constatadamente atingir consciência em delta.

Mas qual a relação entre plantas de poder e estados alterados da consciência? A planta de poder, como o vinho das almas (ayahuasca), faz com que você se mantenha “conscientemente” no estado cerebral teta e ainda abre seus chacras. Abrir um chacra do ser humano é algo demorado e não é tão simples como muitos alegam, Através da meditação, é possível abrir os chacras e atingir o estado teta profundo com consciência, mas isso leva às vezes meio século de um forte treino. Já quando se usa a planta de poder dentro dos rituais corretos, isso acontece em apenas alguns minutos. Assim, através do uso correto da planta de poder, qualquer ser humano, mesmo sem qualquer treino, pode ter acesso às ferramentas da mediunidade, da sensitividade total. Terá acesso ao interior de si mesmo. Amados, o vinho das almas abre uma conexão entre o cérebro e o coração, revigora sua saúde e seu amor!

A planta de poder pode ser um grande auxílio para o irmão conseguir abrir seus canais com Deus, com o cosmo. Saibam que há passagens na Bíblia que falam sobre grandes profetas de Deus com um cálice de vinho dourado e espumante nas mãos! Por acaso vinho de uvas é dourado? Que vinho dourado e espumante vocês acham que era este, meus queridos? Através das batidas de um tambor também é possível atingir alfa ou teta profundos. Por isso, o tambor é uma das ferramentas sagradas do xamã. Há mantras que, quando entoados por longos períodos, também levam o homem à teta. Os irmãos tibetanos usam muito esses mantras.

Um homem com a consciência ampliada pode compreender facilmente as razões reais de seus traumas, ter acesso às soluções e aprender a colocá-las em, pratica. Pode receber com facilidade as orientações dos mentores de luz sob a regência do senhor Jesus e da Virgem Mãe soberana. Um homem em beta observa uma rosa e sente ou vê algo muito diferente do que verá ou sentirá quando estiver em alfa profundo ou teta. Com a consciência ampliada, um amado tem acesso fácil à quarta dimensão, que foge por completo do conhecimento da “ciência dos homens brancos”. Passa a lidar com conhecimentos e dados que extrapolam em muito seus limites. Percebe cores que não conhecia antes. Consegue respostas rápidas para perguntas que a humanidade vem se fazendo há milhares de anos, como: “Quem sou?”, “Onde estou?”, “De onde vim?”, “Para onde vou?”

É muito interessante lembrar que a planta de poder é apenas uma ferramenta espiritual entregue à humanidade pela graça e misericórdia do Grande Espírito. Ela lhe eleva rápido a um alto grau de luz, consciência, autodomínio e sensibilidade. A planta de poder nos rituais corretos retira o homem do degrau do racional e o eleva ao degrau do espiritual, depois disto você não usa mais a planta de poder porque está apto a caminhar por si mesmo neste grande jardim. No universo da ayahuasca está cheio de pessoas que alegam saber de tudo e ” falam e falam muito”. Mas, após breve pesquisa, você descobre se tratar de uma pessoa que sempre ficou “achando e achando” como deve ser um movimento altruísta e uma obra de luz, mas na hora de “obrar e obrar”, ou seja, realizar um ato altruísta e de luz, ele tirou o corpo fora dando uma desculpa furada e simplesmente nunca fá nada de concreto! Mas serão as suas obras que irão definir vocês. Quem não junta espalha! Se você observar Hitler, Napoleão, Átila, o Uno e até o Temogin, verá que todos eles fizeram grandes obras, mas obras sem luz. Assim, as obras deles apenas atestaram o tamanho do ego que possuíam! Por outro lado, observe Gandhi, Francisco de Assis, os Lamas e monges tibetanos, Francisco Cândido Xavier, DI’. Celso Charuri, Alberto Montalvão, alguns xamãs e muitos outros que tiveram grandes obras de luz. As obras deles atestaram o tamanho do espírito que possuem! Como dizem os ditados, “o pior cego é aquele que não deseja ver” e “mostra-me suas obras que conhecerei sua fé”.

 



 

IX A maconha do ponto de vista científico

Voltar ao sumário


OBS:Apresenta fotos tomográficas do cérebro humano de usuários (Pesquisas atuais).

Introdução

Consideramos importante esta atual abordagem sobre o controvertido tema da maconha porque ainda persiste no mundo médico-científico uma divergência grande de opiniões, talvez por ignorarem os danos psico-neuro-sociais em toda a sua abrangência. Graças aos avanços recentes dos recursos tecnológicos (ressonância nuclear magnética, tomografias computadorizadas-CAT, PET, SPECT, mapeamentos cerebrais – eletroencefalogramas digitais, polissonografias e exames laboratoriais na área de psiconeuroendocrinologia) é que se pode esclarecer todas estas dúvidas que rondam o meio médico e, conseqüentemente, a população leiga.
A maconha é única do ponto de vista farmacológico. Não se assemelha a nenhuma outra droga conhecida. Suas ações clínicas são únicas, assim como as sustâncias químicas que contém em sua estrutura molecular (WEIL, 1986). A Cannabis sativa é a maconha cultivada no Hemisfério Ocidental, enquanto que a Cannabis indica é a maconha cultivada no hemisfério Oriental (SEYMOUR e SMITH, 1987).
Ao contrário do que se pensa a planta não é brasileira. Na realidade, foi trazida pelos escravos africanos da África Ocidental, que era lá usada para fins intoxicantes. Porém, a África já havia recebido a planta da Ásia, onde nasce espontaneamente ao pé das montanhas além do lago Baikal (DÓ RIA, 1986). Um imperador chinês de 2.200 a.C. já descreveu o uso da maconha (LEAVITT, 1995).
Os chineses reconheceram as propriedades psicoativas potentes da maconha há 4000 anos atrás, mas a sociedade Ocidental reconheceu suas propriedades intoxicantes apenas no século XIX, quando as tropas de Napoleão III retornaram à França com haxixe Egípcio. Um membro da Comissão de Ciências e Artes reportou em 1810 que a maconha cultivada no Egito era realmente intoxicante e narcótica (BEAR et aI., 2007).
A maconha foi descrita por vários pesquisadores como a droga ‘que é a “porta de entrada”; um estudo relata que 98% dos usuários da cocaína começaram com a maconha. Mas, apesar disso, existem lugares onde a maconha é permitida como medicamento o que faz com que a percepção de que a maconha é perigosa deixe de existir. À medida que a percepção do perigo da droga cai, seu uso sobe (AMEN,2000).
A planta cânhamo (Cannabis sativa), fonte da maconha, cresce em todo o mundo e floresce nas regiões temperadas e tropicais. É uma das plantas não comestíveis mais cultivadas no mundo. Seu principal componente psicoativo é o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC), que é um alcalóide encontrado na resina que recobre os brotos fêmeos do cânhamo. Além do THC, a resina contém cerca de 60 compostos canabinóides, como o canabidiol e o canabino1. Todos eles bem menos ativos que o THC. (Cannabis and the brain Leslie Iversen Department of Pharmacology – University of Oxford Brain 2003; 126: 1252 – 70.)

Os produtos da Cannabis incluem a maconha, haxixe, bang, ganja e sinsemilla. Haxixe (charas), que consiste do exudato resinoso das inflorescências fêmeas, é a preparação mais potente, contendo cerca de 10 a 20 % de THC. Ganja e sinsemilla são produtos secos das flores das plantas fêmeas e contêm entre 5 a 8% de THC. Maconha e Bhang – também pode ser preparado em forma líquida – são as preparações mais fracas retiradas das folhas e às vezes das flores secas da planta e seu conteúdo de THC é de cerca de 2 a 5 %.

A planta maconha sintetiza pelo menos 400 substâncias químicas. Destas, mais de 60, incluindo o delta-9-tetrahidrocanabinol são canabinóides (LEAVITT, 1995). A estrutura química do THC é única, diferindo tanto da estrutura dos sedativos quanto da dos psicodélicos.

 

Composição

 

 

SÁ descreve 421 constituintes da maconha, sendo eles:

– Canabinóides (61 conhecidos), entre eles do tipo canabigerol, canabicromeno, canabidiol, delta-9-THC, delta-8-THC, canabiciclol, canabielsoin, canabinol, canabinodiol, canabitriol, miscelanio e outros;

– Compostos nitrogenados (20 conhecidos), entre eles: bases quaternárias, amidas, aminas e alcalóides espermidina;

– Aminoácidos (18 conhecidos);

– Proteínas, Glicoproteínas e Enzimas (9 conhecidos);

– Açúcar e compostos relacionados (34 conhecidos), entre eles:

monossacarídeos, dissacarídeos, polissacarídeos, ciclitóis e aminoaçúcar;

– Hidrocarbonetos (50 conhecidos);

– Álcool simples (7 conhecidos);

– Aldeídos simples (12 conhecidos); – Acetonas simples (13 conhecidos);

– Ácidos simples (20 conhecidos);

– Ácidos graxos (12 conhecidos);

– Ésteres simples e lactonas (13 conhecidos);

– Esteróides (11 conhecidos);

– Terpenos (103 conhecidos), entre eles: monoterpenos, sesquiterpenos,

diterpenos, triterpenos, miscelânea de compostos de origem terpenóide;

– Fenóis não canabinóides (16 conhecidos);

– Glicosídeos flavonóides (19 conhecidos);

– Vitaminas (1 conhecida);

– Pigmentos (2 conhecidos).

 

Estatísticas

 

 

A maconha é a droga ilícita mais consumida no mundo e o número de usuários vem crescendo a cada ano. Em 10 anos (1991 a 2001) houve um aumento de 5,4% do número de usuários nos EUA e também do teor de THC na maconha – 2,1%.

O uso na vida aumenta a cada ano, com início aos 12 (1%) e pico aos 19 (18%).

Aos 25 anos esta freqüência cai para 8 % e chega novamente em 1% entre 50 e 54 anos.

4 milhões de usuários jovens entre 18 e 24 anos (14%) são usuários freqüentes, a maioria homens (17%) seguido das mulheres (11%).

22% dos adultos jovens desempregados são usuários, sendo menor este uso por aqueles que estão empregados (13%) e também entre aqueles que trabalham meio período (15%).

Segundo pesquisa realizada com alunos do Ensino Médio e Fundamental, da rede pública de ensino, pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas – CEBRID (1997) a maconha é a droga ilícita mais usada no Brasil.

No levantamento de 1997, as capitais que apresentaram maior consumo foram Curitiba (11,9%) e Porto Alegre (14,4%). Constatou-se que 7,6% dos estudantes relataram já ter experimentado maconha uma vez na vida. No estudo realizado por Saibro e Ramos (2003), com 1586 estudantes, em 14 escolas públicas e privadas do ensino médio e fundamental de Porto Alegre, verificou-se que o uso de maconha teve seu pico de experimentação na faixa etária dos 14 aos 16 anos (72,5%), sendo a prevalência de uso na vida (uso experimental) de 21% nesta população. (Rigoni, M.; Oliveira, M; e Andretta, I. (2006). Conseqüências neuropsicológicas do uso da maconha em adolescentes e adultos jovens: uma revisão da literatura cientifica recente. Ciências & Cognição; Ano 03 Vol 08.)

Foi observado um aumento de registros de acidentes de automóveis, motos, trens e até caminhões, envolvendo motoristas consumidores de maconha. Um experimento com pilotos de aviação avaliou que a maconha é mais perigosa que o álcool e a mistura de ambas. Existem informações que o THC é 4000 vezes mais potente que o álcool ao produzir uma diminuição no desempenho de um motorista em condições adequadamente controladas (KALINA, 1997).

Em 1993, foram estudadas 175 pessoas detidas por dirigir “temerariamente”, sob a influência de cocaína ou maconha. Destes, 68 motoristas tinham teste de detecção da maconha positivo. 88% (60 pessoas) oscilaram entre estados moderados ou de extrema intoxicação e 12% (98 pessoas) não mostraram sinais de alteração. Em 18 casos, também foi detectada cocaína. Foram classificados 3 tipos de conduta de acordo com o estado de ânimo: 19% (8 pessoas) foram classificados como paranóides, briguentos e arrogantes, 62% (26 pessoas) como cooperativos, despreparados e felizes, e 19% (8 pessoas) como lentos e sonolentos (KALINA, 1997).

 

Sistema endocanabinóide

 

 

Sabe-se atualmente que o sistema nervoso central produz substâncias semelhantes ao THC – são os canabinóides endógenos – anandamida (N-aracdonil-etanolamina), o 2-aracdonilglicerol (2-AG) e o 2-aracdonilgliceril éter. Estes, juntamente com os receptores canabinóides e as enzimas de síntese e degradação, formam o sistema endocanabinóide.

A anandamida é a mais conhecida e estudada, mas o 2-aracdonilglicerol é o mais abundante. São sintetizados a partir de ácidos graxos de cadeia longa, principalmente o ácido aracdônico. Os canabinóides endógenos são secretados localmente, enquanto que o THC (principal psicoativo da maconha) atinge de uma vez sÓ todos os receptores CEl do cérebro. A ação dos canabinóides dura alguns segundos e o THC permanece horas no sistema nervoso central; por fim, a anandamida é cerca de 4 a 20 vezes menos potente que o THC.

Engeli e colegas mostraram que os endocanabinóides anandamida e 2-AG estão aumentados no plasma de humanos obesos e seus níveis estão inversamente relacionados com a atividade da FAAH (fofolipase-N-acilfosfatidiletanolamina-seletiva). Já foi demonstrado que o jejum aumenta os níveis de anandamida no intestino delgado, o que se relacionaria ao estímulo da ingesta alimentar (fome – “larica” na gíria).

O SNC também possui receptores específicos para os endocanabinóides e o THC. Há dois tipos de receptores conhecidos: o CB1, presente em todo o cérebro (próximo às terminações nervosas de neurônios pertencentes a outros sistemas) l’ o CB2, localizado em tecidos periféricos, principalmente no sistema imunológico.

Site: Álcool e Drogas sem Distorção (www.einstein.br/alcooledrogas) / Programa Álcool e Drogas (PAD) do Hospital Israelita Albert Einstein.

As áreas do SNC com maior densidade de receptores são as seguintes, com as respectivas funções:


Córtex frontal – raciocínio, abstração, planejamento.

Núcleos da base – motricidade

Cerebelo – equilíbrio e coordenação

Sistema límbico – elaboração e expressão de fenômenos emocionais

a. Hipotálamo – coordenação das manifestações emocionais

b. Hipocampo – memória emocional e inibição da agressividade

c. Giro do cíngulo – controle dos impulsos

 

Os receptores canabinóides CB1 estão localizados nas membranas pré-sinápticas de diversos sistemas de neurotransmissão. Os receptores pré-sinápticos é que determinam a quantidade de neurotransmissores que será liberada nas sinapses. Portanto, o sistema canabinóide modula a ação de outros sistemas sobre o cérebro.

O sistema GABA é considerado o sistema de inibição do cérebro enquanto o sistema glutamato é considerado o sistema excitatório. Ambos trabalham em sintonia. O sistema GABA prevalece nos momentos de relaxamento, despreocupação e sono e o sistema glutamato prevalece nos momentos que requerem atenção e vigília.

A atividade do sistema canabinóide parece inibir tanto o sistema GABA quanto o sistema glutamato. Em momentos de maior atividade (trabalho, estudo, jogos, etc) inibem o sistema GABA e em momentos de menor atividade inibem o sistema glutamato.

Os sistemas GABA e glutamato estão espalhados difusamente por todo o cérebro. Já o sistema canabinóide se concentra mais no córtex frontal, núcleos da base, cerebelo e sistema límbico.

Os núcleos da base e cerebelo são responsáveis pela coordenação da motricidade e do equilíbrio e o sistema canabinóide é o “maestro” da sinfonia inibitória / excitatória nestas regiões. Havendo um desequilíbrio deste sistema, há prejuízo da função motor a e do equilíbrio.

O hipocampo, responsável pelo armazenamento da memória, faz parte do sistema límbico, que é rico em receptores CBl. A presença de anandamida e THC inibem de forma retrógrada tanto o sistema GABA (inibitório) quanto o sistema glutamato (excitatório) – este com maior intensidade – tornando esta estrutura incapaz de armazenar informações provenientes das diversas situações, devido ao déficit de processamento das informações sensoriais. Experimentalmente, no hipocampo os neurônios ficam atrofiados e com menor número de conexões entre si após meros três meses de exposição dos ratos ao THC.

 

Efeitos farmacológicos

 


Farmacologia

 

 

Apesar das pesquisas com maconha terem começado há cerca de 150 anos, só em 1964 foi isolada uma substância ativa chamada delta-9-tetrahidrocanabinóide (∆9-THC) e apenas em 1970 chegou-se à conclusão de que este é o principal componente psicoativo da maconha, sendo alguns outros canabinóides também ativos – menos potentes – e até mesmo agonistas do THC

 

(site http://qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/maconha/thc.html)

 

 

A distribuição do THC, que é solúvel em gorduras, é rápida e completa. Os efeitos farmacológicos ocorrem cerca de 10 a 15 minutos após o uso do cigarro, permanecendo por cerca de 3 a 4 horas, se outra dose não for administrada. A substancia pode ser detectada no corpo até 12 horas após o uso de um único cigarro. A absorção oral é lenta e incompleta e os efeitos surgem em % a 1 hora, podendo persistir por até 5 horas.

Sabe-se que o efeito da Cannabis é três vezes mais potente quando fumado que quando ingerido pela boca, mesmo na forma natural (chá ou resina), embora a absorção gastrointestinal seja satisfatória.

Um cigarro médio de maconha tem cerca de 0,5 a 1 grama da planta. Se considerarmos como 5% o percentual de THC, teremos aproximadamente 50 mg de THC por cigarro. Em geral, cerca de 1,4 a 1,2 do THC presente no cigarro é disponível na fumaça. Então, em um cigarro com 50 mg de THC, cerca de 12 a 25 mg são disponíveis na fumaça. Na prática, a quantidade de THC na corrente sangüínea após o uso de 1 cigarro de maconha está entre 0,4 a 10 mg.

Uma vez absorvido, o THC é distribuído aos vários órgãos do corpo, principalmente aqueles ricos em gordura. Portanto, penetra rapidamente no cérebro – rico em gorduras – sem ser bloqueado pela barreira hemato-encefálica. O THC também atravessa a barreira placentária e alcança o feto rapidamente. É quase completamente metabolizado no fígado a um metabólito ativo (1l-hidroxi-delta-9-TEIC) que é subseqüentemente convertido em metabólitos inativos e então excretado_ pela urina e fezes. O metabolismo do THC é bastante lento: uma meia vida de 30 horas é aceita pela maior parte dos pesquisadores, mas alguns reportam uma meia vida de 4 dias. Portanto, o THC pode permanecer no corpo por vários dias ou semanas e o uso subseqüente de novas doses de maconha podem ser intensificados ou prolongados.

Pelo fato de apenas mínimas quantidades de THC serem encontradas na urino de usuários, os testes isolam principalmente seus metabólitos. Em usuários agu dos ou ocasionais os metabólitos podem ser identificados por 1 a 3 dias na urina. Já em usuários crônicos (mesmo 2 ou 3 vezes por semana) os testes permanecem constantemente positivos. Um usuário pesado que para de fumar pode ter testes de urina positivos por cerca de 30 dias. Portanto, um único exame positivo não esclarece se o usuário é agudo ou crônico. Múltiplas amostras podem ser necessárias para diferenciar os resultados.

A maconha pode se tornar extremamente tóxica quando está intoxicada com paraquat, um herbicida químico muito venenoso usado para matar plantas indesejáveis. Ele afeta os pulmões e outros órgãos. O pior problema é que muitas vezes este herbicida é dificilmente identificado na maconha (WEIL e ROSEN, 1993).

 

Efeitos farmacológicos em animais

 

 

O THC e outros canabinóides produzem efeitos comportamentais semelhantes numa grande variedade de espécies animais. Em baixas doses produzem um misto de efeitos depressivos e excitatórios e em altas doses, predominantemente efeitos depressores do sistema nervoso central (SNC). THC e anandamida são sedativos e analgésicos (tanto na medula quanto no cérebro), deprimem a atividade motora, deprimem a temperatura corporal, acalmam comportamentos agressivos, potencializam efeitos de barbituratos e outros sedativos, bloqueiam convulsões e diminuem reflexos.

Em primatas, diminui a habilidade para tarefas complexas, parecem induzir alucinações e distorções do tempo. Também aumentam as interações sociais. Altas doses também parecem diminuir a concentração de hormônios sexuais femininos, diminuir a ovulação e também a espermatogênese.

 

Efeitos farmacológicos no homem

 

 

Para uma droga tão bem estudada como a maconha, ainda existem muitas controvérsias sobre os seus efeitos agudos e crônicos no homem, talvez pela falta de trabalhos que estudem o uso da maconha na “vida real”. Veremos a seguir o que a literatura atual, baseada nas novas descobertas da psiconeuroendocrinoimunologia, tem a nos dizer:


Efeitos neuropsicológicos

 


Quatro pesquisadores da Universidade de Washington publicaram um estudo na respeitada revista Journal of Neuroscience mostrando o que ninguém queria acreditar: maconha mata neurônios. O uso crônico da maconha pode levar a déficits cognitivos e perda de tecido cerebral como demonstram inequivocamente os estudos de Daniel Amen.

Imagens (SPECT) 3D de um cérebro normal

Imagens de cérebros de usuários de maconha

 

Sistema cardiovascular

 

 

Conforme descrito por Huestis e cols. (1992), o aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial são efeitos comumente observados após o fumo da maconha e são proporcionais à dose. Estes efeitos se devem à ação vagolítica da planta. As veias da córnea se dilatam, provocando a hiperemia observada logo após o uso da substância.

 

Sistema pulmonar

 

 

Em um estudo clássico, Hoffman e cols. (1975) fizeram uma análise dos componentes do tabaco e da maconha e notaram que, com exceção da nicotina no tabaco e do THC na maconha, os outros inalantes eram muito semelhantes.

Tashkin e cols. (1995) encontraram evidências de irritação e inflamação brônquica em usuário de maconha, mas não puderam demonstrar um declínio da função pulmonar a longo prazo, como nos estudo com tabaco.

Também ainda não se pode associar o uso da maconha com o desenvolvimento do câncer de pulmão, mas os cientistas também não podem afirmar que o uso crônico da maconha seja seguro para o tecido pulmonar. Ressalta-se ainda a presença do benzopireno, carcinogênico altamente poderoso, e o benzotraceno, encontrado em uma proporção 50% superior na maconha com relação ao cigarro comum.

 

Sistema imune

 

 

Fora do SNC, existem receptores canabinóides específicos no sistema imune.

O uso prolongado da maconha é associado com vários graus de imunossupressão, que pode desencadear infecções e outras doenças. As evidências a este respeito ainda são inconclusivas, mas deve-se ressaltar que outras drogas depressivas como álcool, harbitúricos, benzodiazepínicos e anticonvulsivantes compartilham esta ação imunossupressora.

O baço e os linfócitos, por sua importância no sistema imune, foram estudados quanto a sua relação com os canabinóides. Kaminski e cols. (1992) identificaram os mesmos receptores de canabinóides em células do baço e Diaz, Specter e Coffey (1993) identificaram os mesmos receptores nos linfócitos. Quando ativados pelo THC estes receptores inibem a resposta imune destas células. Cabral e cols. (1995) reportaram que tanto o THC quanto a anandamida inibem a função de células matadoras de tumores.

 

Sistema reprodutor

 

 

As evidências sobre os danos ao sistema reprodutor e hormônios sexuais estão cada vez mais fortes, em usuários crônicos de maconha. Já se sabe que diminuem os níveis de testosterona e a espermogênese em homens.

Em mulheres, os níveis de LH (hormônio luteinizante) e FSH (hormônio folículo estimulante) estão diminuídos e podem ocorrer ciclos anovulatórios e irregulares. Todos estes efeitos são reversíveis com a interrupção do uso da droga.

 

Gestação

 

 

Já se sabe que a maconha atravessa a barreira placentária livremente. Fried

(1995) pesquisou o efeito do uso de maconha na prole de usuárias e não encontrou dados significativos em crianças de 1 a 3 anos, mas com 4 anos houve aumento dos problemas de comportamento, diminuição da performance visual e cognitiva. A posição pré-natal altera funções de execução e, portanto afeta o lobo pré-frontal da criança em formação.

Estudos recentes relacionam o uso de maconha por mulheres grávidas ao desenvolvimento de leucemia linfoblástica na criança. O THC parece produzir aborto espontâneo, baixo peso ao nascer e deformidades físicas quando dado em períodos específicos da gestação (ZIMMER e MORGAN, 1997).

Alguns estudos revelaram que filhos de mães que fumavam maconha durante a gestação eram menores, ou tinham menor peso (ZIMMER e MORGAN, 1997).

 

Efeitos da intoxicação

 


Aguda

 

 

Os efeitos da intoxicação aguda pela Cannabis aparecem após alguns minuto do uso do cigarro e dependem de alguns fatores como a qualidade e quantidade de substância usada bem como do humor, personalidade e experiências prévias com a substância. Estudos demonstram que diferentes efeitos ocorrem em usuários ” novos “e “veteranos”. Parece que com a repetição o usuário aprende a antecipar, reconhecer e aproveitar mais os efeitos, enquanto um usuário “novo” pode se sentir confuso e tonto. O ambiente e as companhias também influenciam a experiência.

 

Efeitos psíquicos

 

 

. Euforia e/ou bem estar geral

. Risos sem motivo

. Aumento da sociabilidade e comunicação verbal

. Aumento da percepção de cores, sons, texturas, paladar

. Aumento da energia mental e criatividade

. Mudanças de consciência

. Distorção do tempo e espaço

. Aumento do apetite (“larica”)

. Prejuízo da concentração e memória

. Paranóia – geralmente ligada ao fato de saber que está infringindo a lei .Ansiedade e confusão

. Letargia e sonolência

 

Físicos

 

 

. Hiperemia das conjuntivas

. Taquicardia

. Boca seca

. Retardo e falta de coordenação motora

. Broncodilatação

. Tosse

 

Efeitos Crônicos

 

 

O uso crônico da maconha pode levar a danos neuropsicológicos, infertilidade, impotência, problemas respiratórios, deficiência imunológica, agravar problemas

cardíacos e também pode ser a droga precursora para o uso de drogas cada vez, mais fortes.

 

Efeitos no campo bioelétrico

Pacientes usuários


 

 

 

 

 

 

 

Pacientes usuários

 

 


 

Pacientes Usuários

 

 

 

 

 

Pacientes usuários

 

 

 

Pacientes usuários

 

 

 

 


 

 

 

Mecanismo de dependência

 

A busca constante por estímulos prazerosos, como alimentos saborosos, uma cerveja geladinha e a relação sexual excitante, está associada a um “sistema cerebral de recompensa”, assim denominado pelo neurobiólogo americano James Olds nos anos 60. Trata-se de uma complexa rede de neurônios que é ativada quando fazemos atividades que causam prazer. Este sistema nos fornece uma recompensa sempre que fazemos determinadas atividades, levando-nos, portanto, a repetir aqueles atos. Biologicamente, ele tem uma função específica e essencial: garantir n sobrevivência do indivíduo e da espécie, ao dar motivação para comportamentos como comer, beber e reproduzir-se.

Infelizmente, não somente as funções fisiológicas normais estimulam este sistema – relacionado à liberação de dopamina, mas também o fazem o álcool e outras drogas de abuso, e às vezes gerando um prazer muito mais intenso do que as funções naturais (www.adroga.casadia.org/news/sistemaprazer.htm). A dopamina circulante no sistema de recompensa pode ser 10 vezes maior que a encontrado durante prazeres cotidianos, “internos”. Diante de tal estimulação, o sistema reduz sua sensibilidade e a pessoa precisa de cada vez mais drogas para produzir os mesmos efeitos. A droga muda o “ponto zero” do sistema de recompensa de ta I forma que nunca mais, com ou sem droga, o mesmo grau de prazer ou recompensa será atingido.

 

Síndrome de abstinência

 

 

A síndrome de abstinência do cannabis não está incluída no DSM-IV pois “os sintomas da abstinência do cannabis… foram descritos… mas suas significâncias clínicas são incertas”. Uma revisão realizada em 2002 por Smith concluiu que os estudos não apresentavam forte evidência para a existência da síndrome de abstinência do Cannabis. Esta revisão precedeu a descoberta cientifica dos receptores canabinóides, fato que permitiu estudos mais consistentes e bem controlados. Por tanto, em revisões mais recentes não há mais dúvidas sobre a existência da síndrome de abstinência da maconha.

Sendo o tetrahidrocanabinol (THC) altamente lipofílico (solúvel em gorduras), demora muitos dias para ser eliminado e apenas 20, 25 e, às vezes, 30 dias após último uso é que ocorrem os sintomas de abstinência, incluindo irritabilidade inquietação, angústia, tremores, alterações de sono e de apetite, agressividade além da busca de substância dopaminérgicas como cigarros e/ou café que atuam como o THC, de preferência nos receptores DA2 no núcleo do septo acumbente na área límbica do cérebro (KALINA, 1997). Também por esta propriedade lipofílica, tem sido difícil estudar o THC e os canabinóides relacionados, inclusive fazendo com que alguns pesquisadores sugiram que o efeito se dê através de ação direta n membrana e não mediada por receptor (NESTLER et al., 2001).

Os sintomas são primeiramente emocionais e comportamentais – humor negativo: irritabilidade, ansiedade, depressão; insônia – muito embora a mudança de apetite, perda de peso e desconforto físico sejam freqüentemente citados. O início e curso dos sintomas se mostraram semelhantes àqueles encontrados em síndromes de abstinência provocadas por outras substâncias psicoativas. A magnitude (gravidade destes sintomas foram consistentes e os achados encontrados sugere que a síndrome de abstinência do cannabis tem considerável importância clínica.

O tratamento do ex-usuário de maconha deve incluir o suporte durante a síndrome de abstinência e posteriormente a reabilitação neuropsicoimunendocrinológica deste indivíduo, pois como já foi dito nos itens anteriores, o dano atinge outros órgãos e sistemas além do cérebro.

 

 


X Como fazer ayahuasca ou daime

 

Voltar ao sumário

 

 
Para uma ayahuasca de primeiro grau, você usa um saco de farinha (desses de padaria) de 60 kg de jagube e 1/2 saco de folhas, sendo a proporção dois para um. Prepare uma panela de mais ou menos 70 litros, sendo a primeira camada de jagube e a outra de folhas, sucessivamente, totalizando 4 camadas de jagube e 3 de folhas. Note que as folhas devem ficar entre o jagube. Faça 4 cozimentos, em 4 panelas, com fogo de fornalha ou de fogão de alta pressão. O elemento fogo é muito importante para a ayahuasca pegar força, senão fica aquela ayahuasca crua sem força nem luz ou com força e luz que duram pouco.
Depois, junte todos os cozimentos. Tire 30 litros da primeira panela, 15 litros da segunda, 10 litros da terceira e 5 da última. Pegue esses 60 litros e monte outra panela, reduzindo tudo isso a 20 litros apenas, sempre terminando um processo de feitio, retirando e colocando o cozimento sucessivamente por 4 vezes. Quando a mistura virar o vinho das almas, ela formará um tipo de verniz e terá cheiro de melado. Os verdadeiros feitores, que possuem a consciência de que nada mais são do que instrumentos do poder superior, sabem bem o “ponto de luz” do vinho das almas, pois, quando ele fica pronto tudo fica cintilante, mágico e maravilhoso. Aí é tirar e ter o vinho de primeiro grau.

Abstenha-se do sexo por 3 dias antes e 3 depois. As mulheres não participam, mas podem juntar as folhas e entregar ao feitor. Dobre seus joelhos em nome do mestre Jesus, ore ao Grande Espírito e lhe entregue o feitio em mãos. Escolha um bom jagube, de no mínimo sete anos e que já tenha florescido. Dizem que a ayahuasca de rama dá certo e dá mesmo, mas não tem a mesma força de um jagube maduro. Quanto à folha use a folha de rainha ou chacrona “cabocla”, pois a orelha-de-onça dá ânsia de vômito, o que muitos ainda acham que é limpeza espiritual, mas, na verdade, é uma reação química no organismo. Evite um feitio com tagarelices e palpites. Ouça hinos que não idolatram falsas divindades e que não elogiem drogas como, por exemplo, a santa maria (maconha).

O irmão Irineu Serra fazia somente ayahuasca de primeiro grau e retirava somente 12 litros por saco, mas como os tempos mudaram, eu sou a favor de utilizar bem o material… Naquele tempo, cipó era praga de quintal.

 

Vinho das almas mais apurado

 

 

 

Normal ou de primeiro grau

 

 

Use um saco de jagube e 1/2 saco de folha, sendo 4 camadas de jagube e 3 de folhas (entres as camadas colocar 2 de pó de jagube) para 60 litros de cozimento (repassado várias vezes). Reduza para 10 litros.

 

Concentrado:

pegar 30 litros de cozimento mais 30 litros de ayahuasca de primeiro grau e reduzir para 20 litros.

 

Dobrado:

60 litros de ayahuasca mais 1 saco de jagube e 1/2 saco de folha. Reduzir para 30 litros.

 

Apurado

 

 

Apure 60 litros de ayahuasca de primeiro grau mais 30 litros de cozimento de primeira e segunda passadas em 1/2 saco de jagube e 1 saco de folha. Quando levantar fervura, apure por 2 horas e reduza para 15 litros.

 

Mel

 

 

Cozinhe 1/2 saco de rainha em 60 litros de água. Quando estiver bem cozida em 40 litros, entre com 20 litros de ayahuasca de primeiro grau. Durante uma hora ou mais, reduza para 6 litros.

XI A contabilidade verdadeira dos trabalhos com daime ou ayahuasca

Voltar ao sumário

Vou agora mostrar ao leitor como o falso xamanismo e o FALSO SANTO DAIME fizeram dos rituais sagrados um meio fácil de vida apenas explorando comercialmente a busca espiritual do homem por DEUS. Hoje nós produzimos quase todo o daime que usamos em nossos rituais de daime xamanismo. Mas no início desta grande obra, nós comprávamos o daime de outros estados como Acre, Rondônia e Amazonas. Portanto, sei exatamente quanto custa um litro de daime nestes lugares e quanto sai o frete por litro para chegar aqui em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Um litro de daime quarto grau (o que é muito forte) vai custar nesses estados cerca de R$ 25, mas terá cerca de R$ 2 de acréscimo por litro devido ao frete até São Paulo, então um litro deste forte daime de quarto grau vai chegar em São Paulo ao custo de R$ 27. Uso por cada participante de 150 a 200 ml desse forte daime quarto grau para que tenha um trabalho forte de consciência ampliada por 10 horas ou mais. É o equivalente a quatro copinhos de cafezinho, mas em geral as pessoas ingerem apenas três copinhos, recusando o quarto, ou seja, consomem só 150 ml. Mas 200 ml desse forte daime tem o custo de R$ 5,40 apenas, como damos os trabalhos espirituais a R$ 7 por pessoa, ainda sobra R$ 1,60 por cada participante, o que custeia facilmente o papel higiênico, a água e a luz, que consomem cada participante.
Em um ritual com nove horas de duração, para 100 pessoas, o papel higiênico, a água e a luz que gastamos aqui, não chega a se quer a R$ 100. Então pergunto: se aqui nós cobrimos todas as despesas com os rituais de daime xamanismo a R$ 7, o que leva outros locais se dizendo espirituais e desapegado a cobrarem R$ 20, R$ 30, R$ 80 e às vezes ainda mais? RESPOSTA: Fazem essa insanidade por dinheiro, devido ao alto índice de lucro que é de mais de 300% que eles têm, comercializando trabalhos com o daime ou ayahuasca a R$ 25. Imagine então os que cobram ainda mais! Portanto cobrar vinte reais ou ainda mais, por trabalho de daime, é visar lucro e alto. Saiu do espiritual e entrou no comercial. Todas as bênçãos provêm de DEUS e de graça, que direito tem o homem de negociar com tais coisas? “O que recebeste de graça também dê de graça, disse o Senhor Jesus”.
Portanto se seu trabalho for mesmo espiritual repasse aos participantes apenas a despesa que teve.
O mestre Jesus sempre diz: Cuida de meus pequeninos na Terra, que te faço grande entre os homens. Isto é o que fazemos aqui neste Céu santificado. O amor e a compaixão, o carinho e a seriedade são a nossa recepção. A palavra pelo ESPÍRITO SANTO e a prática destes ensinamentos, o nosso lema. Nas nossas ações e atitudes, a demonstração clara de que a fé sem obras é fé morta e que houve um dia em que acreditei em palavras. Os resultados maravilhosos que os participantes vêm alcançando através dos trabalhos espirituais de daime/xamanismo que aqui acontecem, como a libertação completa das drogas ou vícios. Curas das doenças físicas, a quebra rápida dos karmas não vencidos, o rápido crescimento espiritual e a prosperidade inclusive no mundo da matéria, que experimentam todos aqueles que aqui têm freqüentado é a testificação e prova das verdades que aqui ensinamos. Você reconhecerá o FALSO SANTO DAIME e os falsos xamãs pelos sinais da cobrança que fazem e pelas drogas que usam.

Vou mostrar agora como era o quadro da exploração comercial da fome e da sede de integração com DEUS, há três anos quando inauguramos o Céu Nossa Senhora da Conceição. Aqui nós ministramos inúmeros cursos de xamanismo e esotéricos a preços ao alcance de todos e eles ainda nos ajudam na realização de obras sociais, na formação de às vezes até 90 cestas básicas por mês, sem precisar estar explorando as necessidades espirituais dos buscadores. Há três anos para um curso de Reiki, os três níveis em outros locais custariam ao menos R$ 1.500, mas aqui neste instituto de xamanismo o custo é R$ 30 os três níveis juntos. Rituais com o daime cm falsas igrejas que cobram já com lucro de 300% o valor é de R$ 25, mas aqui neste instituto de xamanismo é de R$ 7 e vamos abaixar ainda mais, é apenas uma questão de tempo!

Tenda do suor em outros locais gira em torno de R$ 350 ou 2 X R$ 190 e nem uma ayahuasca é servida, mas aqui o valor é de R$ 15 e com ayahuasca se você desejar. Curso de fabricação de tambores, o mais em conta que vi lá fora foi R$ 190 e não havia nem sequer uma consagração, mas aqui no xamanismo verdadeiro o valor é R$ 40, já incluso um ritual xamânico de consagração na fogueira e com ayahuasca se desejar e você ainda leva o tambor para casa, porque ele é seu! Para invocação e reconhecimento dos animais de força, um curso muito procurado, o falso xamanismo cobra R$ 450 ou 3 X R$ 175, mas aqui onde habita a verdade é R$ 20 e com um ritual lindo! Eu, xamã Gideon, demonstro isso de peito aberto para que vocês vejam com clareza como as falsas igrejas de daime, falsos xamãs e outros oportunistas exploram impiedosamente a necessidade espiritual da humanidade de buscar a integração com DEUS.

 

XII Quem está preparado para ser padrinho e madrinha

Voltar ao sumário

Quem está preparado para abrir seu ponto de luz, ser o padrinho e a madrinha de sua própria igrejinha de luz… Acaso já se perguntaram isso? Para ajudar a quem está se afogando, primeiro precisa saber nadar ou corre o risco de se afogar junto! Não se iludam, meus amados, estar à frente de uma obra de luz exige grande responsabilidade, dedicação, esforço e muita autodisciplina. Dar trabalhos de luz sem que se ande na luz, é ilusão pura. Cego guiando cego, ambos caem no precipício! Reflitam com sinceridade sobre as perguntas que faço agora aos aspirantes a padrinho e madrinha de seus próprios pontos luz:

. Como anda sua compaixão? Porque o homem sem compaixão é como a candeeiro sem óleo…

. Acaso tem dobrado seus joelhos a Deus em nome do mestre Jesus ao menos três vezes ao dia? Porque a oração ao grande espírito é feita de joelhos postada ao chão com humildade, em nome do Senhor Jesus, é o óleo que mantém a luz do candeeiro!

. Tem refreado sua língua? Porque o insensato fala a esmo e se embaraça na própria língua. Que condição tem um homem de aconselhar e mostrar o caminho a ser seguido por outros se nem domina a própria boca? Saiba que nada que entra pela sua boca pode contaminá-lo, mas somente o que sai dela!

. E o objetivo que o leva ao desejo de abrir seu próprio ponto de luz: altruísmo ou egoísmo?

. Acaso não tem olhado com desejo o status que paira sobre o padrinho e a madrinha de uma obra, se esquecendo da grande responsabilidade que eles assumiram com Deus?

Obteve-se a confiança de Deus, mas permitiu em seu coração que a ambição falasse mais alto que o altruísmo, o raciocínio mais alto que o espírito, o desejo da carne mais alto que o dever para com a luz, a fúria mais alta que a compaixão, o vício maior que sua vontade, o “ter” mais alto que o “ser”, saiba traiu a si próprio e traiu o Deus que habita em você! De que adianta dizer que lê uma passagem da Bíblia todas as manhãs, e o restante do dia fica a meditar no que leu, se ao realizar um trabalho espiritual o faz cobrando com lucro?

De que adianta você tanto falar de paz e das leis universais se quando olham as suas ações percebem que você é apenas um viciado em drogas como a maconha, por exemplo? É pelo fruto que se conhece a árvore e tais obras revelam claramente quem você é de fato!

Como vai sua sinceridade ao menos consigo próprio? Por que você afirma ser o m daimista? Saiba que a mentira é o espinho que mais fundo se crava na alma do homem! Porque se veio ao daime em busca de amor, paz, luz e crescimento espiritual para si mesmo e para os que lhe cercam, então aleluia! Veio ao lugar certo, sim, Deus será consigo e prosperará em todos os sentidos! Ou será que tem vindo para o daime para curtir um “barato e viagens” que droga alguma pode dar?

Lamentável, irmão, o vinho das almas não é droga e só vale para quem deseja crescer! Ele é divino e o faz crescer. Enxerga você além da máscara zen que tenta mostrar, veja com clareza seus impulsos primitivos e a língua ferina que ainda cultua. Um viciado e um insensato andam na mesma canga. Ambos se encontram desqualificados adiante da luz, então como poderiam liderar um povo? Bons frutos não provêm de má árvore, o mestre ensinou!

Veja aqui mesmo no CNSC, achar que aqui parece um quartel militar por impedirmos a sua rebeldia persistente de após tomar o vinho das almas querer permanecer fora da igreja e dos rituais, ir passear no platô ou achar que a sua vontade é que deve prevalecer durante os trabalhos, como a de fumar e pitar maconha, ficar conversando alto e outras coisas erradas, mesmo contrariando as normas de luz desta igreja daqui, são atitudes que representam a ignorância sombria que ainda está dentro de si, saiba disso!

Daqui mesmo de nosso céu sagrado: reconheça de coração o grande esforço e o suor derramado, que aqui acontecem todos os dias para que as obras, plantios e prioridades sejam realizados. Ou, sem nada fazendo a favor, tem simplesmente criticado e julgado pelo seu ego e ignorância, sem nem ao menos se dar conta de que ainda desconhece as prioridades que nos são passadas do Alto? Quem não ajunta espalha, e são as suas obras e palavras que demonstrarão isso, padrinho ou madrinha de uma obra. Sacrificado, não é?

Como vai seu agradecimento a Deus após receber as bênçãos que desejava, se manteve no caminho da luz de Jesus? Olhando com sinceridade as atitudes que vem tendo e o refrão constante de sua língua, saberá! Até para ser fraco no caminho da luz, há limites. Errar é muito humano e por isso Deus muito perdoa. Mas errar sempre o mesmo erro é se afirmar nas sombras, é recusar a luz, é deixar claro o caminho que escolheu trilhar!

De que adianta vir aos trabalhos de luz daqui, me dizer mentiras quando fala que largou as drogas, a mentira e a falsidade, a língua ferina e a maldade, que anda agora na luz, se após os trabalhos suas atitudes mostram claramente que ainda insiste em errar diante da luz? Embora sejam poucos, ainda há alguns fazem isso! Aprendam a lição que nos dá a toupeira, porque ela anda na escuridão pensando estar segura, mas por engano sai para a luz com lama sobre sua cabeça. Então o dedo do ridículo lhe aponta.

Como dizer que continua freqüentando as falsas igrejas de daime mas que não compactua com o joio? Ora, diga-me com quem tu andas que lhe direi quem és… ressaltou o Mestre Jesus! Canarinho que anda com morcegos dorme de cabeça para baixo e quem anda com porcos aprende a comer lavagem, ressalto eu!

Você conhece verdadeiras obras de luz? Eu conheço algumas! Dou meus parabéns ao Alto Santo, a Barquinha, a União do Vegetal, fundada com muita sabedoria pelo irmão Gabriel, que é de muita luz e que gosto muito. Parabenizo a todas as igrejas independentes daimistas sérias e de luz porque combatem as drogas e evitam lucros com os trabalhos espirituais, tal qual ensinou o nosso estimado irmão Raimundo Irineu Serra. Estas igrejas que acabei de citar são igrejas sérias e de luz, fazem jus à divindade do dai me ou vegetal. Há muitas falsas igrejas daimista. Na verdade, a grande maioria delas são falsas e enganadoras, visam o lucro financeiro e trabalham de modo a enfraquecer o espírito de quem lá freqüenta. Citam o nome de irmãos sérios e de luz como o irmão Irineu Serra e até fotos dele colocam nos cultos que fazem, mas em verdade maculam com drogas, como a maconha, a divindade do daime. Esses são como sepulcros caiados, que embora bonitos por fora escondem a podridão do lado de dentro. Mas os karmas que adquirem são terríveis e crescem a cada um que eles encaminham para o vício e para as drogas. Que alto preço lhes será cobrado, padrinhos e madrinhas dessas falsas igrejas. O plantio é de sua livre escolha, mas a colheita do que plantou é obrigatória!

Com falso pretexto de que santa maria não é maconha e santa clara não é cocaína, se drogam e são viciados agora. Insistem neste vício mórbido e ainda levam para o abismo que se encontram outros que por engano ou fraqueza lhes procuram para ter ajuda. Naquele dia, falso padrinho irá preferir a punição de 1000 foragidos da justiça do que encarar o seu próprio karma. Assumir um trabalho de luz, com a luz e pela luz é uma decisão difícil, exige muita disposição, altruísmo e coragem. Mas vale a pena, queridos, pois enquanto forem fiéis à luz suas bênçãos serão muitas, aonde colocar sua mão o mestre colocará a dele. O que disser, será.

De minha parte, eu, Gideon dos Lakotas, que carrego no coração o selo de meu Senhor Jesus, tudo farei para auxiliar os novos padrinhos e madrinhas das novas igrejas a serem construídas. Nada pedirei ou cobrarei de vocês, porque vivemos o limar incondicional. Nosso Único desejo é que vocês vivam a luz, espalhem a luz, derramem a luz. Nos sentimos realizados em ver vocês realizados, se vocês estão felizes, também ficamos felizes! Não há necessidade nenhuma de serem filial daqui, pois o vínculo que nos unirá é o vínculo de sermos servos da luz, é o vínculo de aspirarmos por um mundo bem melhor, o que nos manterá unidos é o vínculo da luz do mestre Jesus, dentro de nossos corações. Portanto, queridos, usem o bom senso espiritual e o amor de vossos corações e escolham a denominação de

seu ponto de luz! Uma obra de luz provém de Deus, que diferença faz que nome lhe dá? Tenham plena certeza de que para os que forem fiéis a luz, oferecemos:

. O vinho das almas que precisarem para seus rituais, ao preço de custo/despesa apenas e ainda parcelado se preciso for;

. Apoio judicial para a legalização de seus pontos de luz;

. Acervo musical que necessitarão, compartilharei o que tenho;

. Em qualquer problema que por ventura possam passar, estaremos sempre aqui para o que possível for.

Mas lembrando a você, que é você o responsável pela sua igreja, sendo assim podemos no máximo auxiliar você em algum problema que possa estar passando, mas essa cruz é a sua e o que fizer ou se passar em sua igreja é sua responsabilidade, portanto, pés no chão! Temos por objetivo tornar as novas igrejas de luz 100% independentes.

Para os novos padrinhos e madrinhas das novas igrejas eu digo o seguinte: amados (as), vale a pena seguirem na trilha da luz, vale a pena assumir e ser fiel aos compromissos vindos da luz. Suas bênçãos serão inúmeras e fartas. Mas lembrem-se novos padrinhos e madrinhas:

. Jamais façam comércio com as plantas de poder ou com o vinho das almas;

. O que recebestes de graça também dê de graça, ensinou o Senhor Jesus;

. Repasse apenas o custo / despesa do vinho usado, aos participantes, tal qual tenho dado o exemplo;

. O vinho das almas é uma ferramenta divina, portanto macular, vilipendiar, desrespeitar este vinho divino e sagrado, misturando ele com drogas, álcool e outras coisas, é desrespeitar a divindade.

Eu pergunto: você está mesmo preparado? A resposta sendo sim, estou aqui!

 

 

XIII Como aconteceu a passagem da madrinha Genecilda

Voltar ao sumário

Faço questão de expor neste livro como foi a passagem da madrinha Genecilda, a única mulher que amei nessa vida. Aqui você, leitor, vai poder ver claramente O falta de luz deste povo que compõe o Cefluris. O quanto esse povo que fica defendendo e difundindo as drogas é baixo, medíocre. Neste capítulo, você saberá como eles agiram durante o falecimento de minha esposa, inclusive durante o velório dela. Mesmo em uma batalha, precisa existir honra. Posso compreender o fato do Cefluris e seus componentes terem uma grande aversão à minha pessoa, afinal sou eu quem começou a desmascarar a fraude que eles vêm sendo e as enganações que vêm pregando. Contudo nunca inventei história nenhuma para denegrir o Cefluris ou o padrinho Sebastião. Eu fui atrás dos fatos e só falei a verdade. Tudo que falo sobre o Cefluris e o Sebastião provo adiante de qualquer tribunal. Eu com, bato a mentira mostrando a verdade. Mas esse povinho defensor das drogas e do Cefluris, esse povinho da santa maria, é mesmo dissimulado e vive em mentiras. Agora vou mostrar a você como eles são e como eles agem.

Minha amada esposa Genecilda fez a passagem de uma forma brusca. Foi assassinato e doeu demais. Somente com um espírito guerreiro e o senso de responsabilidade com as obras que vêm do Alto para nos manter firme neste momento tão atribulado. Mas DEUS nos dá o frio de acordo com o cobertor, sei que posso superar e vencer mais esta vez. Estávamos em um ritual de xamanismo com inúmeras pessoas. Já era de madrugada do mês de julho de 2006 e,minha esposa pegando um carro foi comprar um analgésico na farmácia 24 horas do posto Petropen, que fica no município. Horas depois chegou uma viatura policial e nos deu a notícia de que ela havia sofrido um acidente e havia falecido. Passado um tempo a polícia falou o que realmente havia acontecido: ela fora assassinada. O choque foi intenso e por alguns minutos me deu um branco, fiquei sem reação. Mas me recuperei em seguida. Conheço minha esposa, dominar aquela mulher não é nada fácil, ela sempre foi uma leoa. Acredito que aconteceu um assalto seguido de morte, já que dela desaparecera dinheiro, carteira e jóias. Muitos crimes vêm acontecendo aqui neste vale, recentemente assassinaram em Registro um policial civil com muitos tiros. Um dia saberemos da verdade. Não foi fácil, tive que esquecer da própria dor e me lembrar daqueles que estavam participando do ritual. As filhas de minha amada esposa, Isis e Tatiana, também estavam presentes no ritual. Que momento difícil! Mas eu já havia sentido o mesmo sentimento séculos atrás no grande massacre. Não desejo isso a ninguém.

Usando a mesma forma de agir que os policiais usaram, orientei aos fiscais da casa que dissessem aos demais que ocorrera um acidente de carro e que a madrinha falecera, assim seriam poupados aqueles que estavam se iniciando no caminho. Amanhecendo procurei saber de fato o que havia acontecido. Constatamos que desapareceu dela um colar de ouro, um anel de ouro com dois diamantes e um rubi, a carteira com dinheiro e que havia um pneu furado de forma estranha. Talvez tenha sido vítima de um latrocínio, talvez não. Aqui ainda é mundo de provas. O fato de andar na luz não o livra de passar por tais coisas. O próprio Mestre Jesus passou por isso. Seus apóstolos e todas as grandes mentes de LUZ que vieram pregar o amor neste mundo também se sujeitaram a tais coisas. A vida neste mundo ainda é assim. Poderia ter sido comigo, com você ou com outro ainda. Mas isso não importa agora. Os caminhos do DEUS PAI são estranhos aos olhos dos homens, mas tudo sempre ocorre da forma certa independentemente de nós entendermos ou não. Então pedirei ao GRANDE ESPÍRITO que a fúria não tome conta de meu espírito, que o rancor não ache casa em meu coração, que minhas mãos não estejam manchadas com sangue inocente quando a verdade vier à tona. Conheço os limites de minhas forças e sei bem do que sou capaz. Me manterei na retidão e na humildade como sempre fiz. Enfrentarei toda a situação com a coragem e bravura que sempre tive e que são típicas dos filhos da luz. Aguardarei no SENHOR, pois é nesta rocha que descanso.

Informei ao delegado de Pariquera-Açu que conheço os procedimentos legais quando no caso de assassinato e que cooperaria de todas as formas. Forneci eu mesmo a relação de todas as pessoas presentes durante o ritual no dia do ocorrido, com nomes, telefones e endereços de todos. Também pessoalmente informei ao delegado que minha esposa e eu sempre pagamos seguro de vida, mesmo antes de nos conhecermos já fazíamos assim pela segurança da família. Que aproximadamente há dois anos nós resolvemos fazer novos seguros de vida onde nossos filhos e enteados estariam como beneficiários. O meu seguro de vida é de quase dois milhões de reais e o de minha esposa é de um milhão. Mas em ambos os seguros os beneficiários eram nossos filhos. Aos poucos fomos informando as pessoas que não se tratou de um acidente, mas sim de um assassinato. Deixamos a lei seguir o seu curso, mas segundo minha opinião, houve falhas na investigação policial desde o princípio. Coisas que talvez tivessem feito grande diferença.

Alguns parentes que durante estes três anos ao menos nunca sequer telefonaram para a minha amada esposa Genecilda, nem sequer para dar um bom dia assim que ficaram sabendo do óbito já conversaram sobre se haveria herança com a morte dela. Pessoas mesquinhas não respeitaram nem mesmo a nossa dor e já olhavam se lhes sobraria algum dinheiro com isso. Como que pessoas assim conseguiram ser parente de uma alma de tanta luz como a minha amada esposa Genecilda? Quão grande missão minha amada já nasceu!

As próprias filhas da Genecilda, que moram aqui neste Céu e que estavam presentes no dia da passagem, Tatiana e Isis (minhas enteadas), indignadas, responderam a eles lhes chamando a atenção e dizendo algumas verdades bem às claras. Mas pelo menos este povo foi autêntico, assinava embaixo.

Mas agora é que começarei a narrar as atitudes do povinho do Cefluris e com agiram. No orkut, algumas pessoas indignadas com as verdades sobre o padrinho Sebastião Mota de Melo, as drogas e o comércio existente dentro do FALSO SANTO DAIME Cefluris, que venho, expondo com tanta clareza há três anos, pessoas que defendem o uso e liberação das drogas ou o comércio com trabalhos espirituais em beneficio próprio, criando e-mails falsos para que não fossem responsabilizados ou encontrados, postaram na internet boatos mentirosos inventados por pura maldade, como “Gideon suspeito de assassinato de sua esposa”. Infelizmente nos grupos do IG e do Yahoo, e também no próprio orkut, você pode criar um monte de e-mails como se fossem outras pessoas. Eles não exigem sequer o CPF da pessoa e não há nenhuma verificação da autenticidade das informações fornecidas pela pessoa que está criando um e-mail novo. Então, escondido por trás de uma identidade falsa, se passando por alguém que na verdade não existe, qualquer um poder ir a um cibercafé e enviar falsas denúncias e mentiras sobre pessoas ou entidades. É a mesma tática que usaram os concorrentes da Coca-Cola quando lançaram aquele boato de que uma pessoa que estava tomando uma coca geladinha em uma lanchonete encontrou o pedaço de um dedo humano dentro do refrigerante.

Assim eles conseguem caluniar, difamar e mentir à vontade, sem que possam ser responsabilizados pelas mentiras, calúnias e difamações que pregaram. Mentirosamente eles colocaram na internet que eu era o suspeito do assassinato de minha esposa e que o seguro dela estava inclusive no meu nome. Que golpe baixo, que povo ardiloso. Esse povinho desconhece de fato o significado da palavra honra. Todas essas personalidades fantasmas e calúnias foram criadas apenas para ver se conseguiam manchar minha imagem e a imagem do Céu Nossa Senhora da Conceição que tanta milhares de pessoas vêm ajudando ao longo destes três anos. O intuito das calúnias e mentiras ditas anonimamente por este povinho das drogas é que eu parasse de alertar ao mundo sobre o Cefluris que usa drogas dentro e fora dos rituais de SANTO DAIME, queriam que eu parasse de demonstrar as verdades sobre o padrinho Sebastião Mota de Melo ter sido apenas um viciado em drogas e que ainda sujou o nome do SANTO DAIME, traindo o mestre Irineu.

Pensaram que eu ia desanimar, me abater, desistir da missão espiritual que assumi. Mas vendo toda esta podridão vinda deste povinho tudo isso só me fez ainda mais decidido em combater as drogas dentro do SANTO DAIME. Aqui tem um espírito velho, um guerreiro do coração. A grande quantidade de energia que foi liberada pela emoção do ódio que senti por esta situação, eu canalizei para realizações construtivas, de forma que as obras que iríamos realizar em cinco anos, agora serão realizadas em ,dois anos e meio.

A concretização destas obras é o presente que ofereço a minha falecida, mas muito amada esposa Genecilda. A única mulher que realmente amei nessa vida. Esta atitude também será uma das minhas repostas a estas falsas personalidades por detrás dos falsos e-mails, vindos deste povinho medíocre e desonrado, que desconhecem por completo as virtudes do espírito e os benefícios da luz. De agora em diante, estarei muito empenhado nas novas construções e no cumprimento das metas determinadas. Então deixei este povinho falar sem lhes dar qualquer importância, que é o correto. Mas para toda ação existe uma ou mais reações, para esses que falaram de minha esposa, da idoneidade de nosso casamento e ainda tentaram criar uma situação onde eu estaria como suspeito de sua morte, alegando mentirosamente inclusive que o seguro dela estava no meu nome e não no nome de nossos filhos. Portanto agora é questão de honra, coisa que eles desconhecem. A coisa foi muito longe, apoiando-se no anonimato, nas mentiras e na hipocrisia, eles transpassaram todos os limites do permitido, pois acreditavam que estavam escondidos no anonimato, mas sei quem são, aonde moram e o que fazem, cada um deles. Foi muito fácil saber. Em relação a estas pessoas, 2007 será um ano justo. Sei que meu tempo aqui pode ser pequeno, pode estar no fim. Pois com a publicação deste livro e a aquisição das novas e gigantescas terras, terei cumprido 100% a minha missão. Mas isto não faz diferença, isto não me afeta. A ausência de um corpo físico me faz ainda mais forte.

No momento, preciso cuidar que sejam cumpridas as metas que tracei para os próximos anos e vou olhar para estas pessoas com toda a atenção e farei destas um exemplo a olhos vistos. Armas das trevas são fofocas e picuinhas, pois não passam de borra-botas e firmas falidas. Mas eu ando com a luz e o poder está apenas na luz. Existe algo que este povo sórdido desconhece, este algo se chama “honra”. A honra é do espírito, não pertence a carne. A partir de junho de 2007, verão II peso da honra de um espírito xamã. Os vermes que vivem no lodo têm muito que aprender com este povo. Sei bem das implicações do que aqui acabei de escrever. Mas faço questão de deixar aqui registrado as minhas palavras e por isto eu as escrevi de forma que em nada poderão afirmar, mas entenderam muito bem a mensagem. Fazer destes um exemplo a todos é a palavra final do Leão Dourado, do Búfalo Branco, do Dragão Branco, da Baleia Azul, do Urso Pardo e do Lobo. Também sobre a passagem da madrinha Genecilda, minha amada esposa, há o acontecimento citado abaixo:

Esta história envolve dois homens, os quais eu e minha esposa recebemos com carinho e inclusive ajudamos muito até materialmente sem nada pedir em troca. Um chama-se Francisco, que mora em Santos e, segundo ele mesmo, freqüentava o Cefluris. Apareceu aqui trazendo uns cogumelos e se dizendo já ser um espírito muitíssimo velho remanescente do continente de Atlântida. Eu e minha esposa desconsideramos tais besteiras vindas de um ego muito forte e lhe estendemos as mãos, na esperança de que ele acordasse. Já o outro homem, Paulo, músico de São Paulo, eu realmente tive esperança de que ele se firmasse na LUZ, mas se entregou ao ego infelizmente. Escolheu continuar na ilusão de que é um profeta, vidente, falando muito da vida de todo mundo, mas, o que é pior, andou explorando comercialmente os trabalhos espirituais, querendo se enriquecer através da ayahuasca. Que pena, pois eu realmente gostava deste Paulo. Mas ambos tiveram seus intentos materialistas e egoísticos totalmente frustrados, devido à seriedade e ao zelo dos princípios da luz que mantêm o Céu Nossa Senhora da Conceição, onde não se admite comércio com o sagrado ou drogas com as plantas de poder.

Então se aproveitaram maldosamente do momento difícil para todos nós, que foi o falecimento de minha amada esposa Genecilda, madrinha desta obra, em julho de 2006, para inventar uma profecia. Eles profetizaram, às escondidas, a várias pessoas que freqüentam este Céu e aqui estavam para o velório, que “as trevas haviam entrado no CNSC e que até o final de dezembro de 2006 aqui não mais haveria trabalhos espirituais e nem igreja, pois até as terras já seriam de outro dono?”, Esses dois, que se julgam “espíritos evoluidíssimos”, disseram isso a muitas pessoas, que inclusive confirmam o que estou dizendo exatamente do jeitinho que estou escrevendo, até adiante da lei. Foi uma atitude sórdida, muito baixa e eles só tiveram essa oportunidade porque nós (Gideon e Genecilda) os amamos e os ajudamos como irmãos. Deus sabe quanto ajudamos esses dois sem nada pedir em troca. Bom, após a profecia desses “dois iluminados” e “mensageiros supremos da luz”, nós, meros mortais do CNSC, com humildade, muito trabalho e pouca conversa, pela graça e misericórdia do Grande Espírito apenas, prosperamos da seguinte forma de julho a dezembro de 2006:



Aumentamos nossas igrejas irmãs de 11 para 57 até dezembro e já estamos agora em 6 estados do Brasil. Acredito que terminaremos o ano de 2007 com mais de 100 igrejas irmãs;

Construímos um salão ritualístico xamânico para 2.000 pessoas em pé e que já foi utilizado na passagem do ano em um ritual maravilhoso;

O número de participantes em nossos trabalhos espirituais aumentou tanto, mas tanto, que teremos de iniciar logo a construção da nova igreja com capacidade para 1.000 pessoas sentadas, a qual iríamos construir somente em 2008;

Em julho nós distribuíamos aproximadamente umas 30 cestas básicas por mês. Mas daí para dezembro isto aumentou para 60 cestas básicas por mês. Há meses em que chegamos a distribuir 90 cestas básicas às famílias necessitadas da região;

Realizamos o que acredito ser o maior batizado da história do SANTO DAIME, do qual foram batizadas de uma só vez, 126 pessoas, sem contar às crianças que não assinaram o livro. Já temos uma fila ainda maior aguardando o próximo batismo;

Conseguimos repassar a ayahuasca produzida aqui e muito concentrada para as igrejas irmãs, não só a R$ 27 o litro, como sempre fizemos, mas agora também cm três vezes sem juros;

. Estamos com mais de 350 pedidos para o próximo fardamento deste Céu santificado;

Ampliamos e melhoramos os banheiros daqui com pisos no chão e paredes, 20 vasos sanitários, 6 chuveiros, 8 pias e 1 mictório;

Pessoas de todo os estados do Brasil e até de outros países ligaram tentando participar do curso para padrinhos e madrinhas ocorrido em no final de dezembro de 2006, que teve grande número de inscritos;

Nosso site foi traduzido para espanhol e inglês. Agora está na internet em três idiomas. Também foram acrescidos em nosso site vídeos de nossas palestras, rituais e cursos para serem assistidos por você em casa;

 

Olhe só quanta prosperidade realizada poucos meses após as profecias egóicas de Paulo e Francisco. Em relação ao Paulo, vi ganância e ingenuidade, pois ele chegou mesmo a estipular uma meta financeira de ganhar dois mil reais por mês com os trabalhos espirituais com ayahuasca, desconsiderando as conseqüências desta atitude. Já em relação ao Francisco de Santos, vi maldade e hipocrisia, pois ele inveja o sucesso e a vitória daqueles que se esforçam até alcançarem o êxito, ao invés de se esforçar para sair da derrota em que vive. Francisco de Santos, você está tão preocupado em ficar afirmando para os outros que você já é um evoluído antigo espírito de Atlântida, que desconsidera a realidade de estar desempregado a oito anos viver em crises. A sua realidade mostra exatamente quem é você. Assim como a realidade deste Céu santificado mostra exatamente quem somos! Afirmo em alto e bom tom: muito cuidado com aqueles que gostam de ficar profetizando e demonstrando vidência. Em geral, são pilantras e fracassados, pessoas com grandes frustrações pessoais e profissionais, pessoas puramente ligadas à matéria. Em verdade, são apenas vítimas do próprio ego enorme, que os domina completamente.

OBS: Hoje, 21 de abril de 2007, o livro já está entregue na editora e juntamente com mais dois irmãos, aumentamos as terras da fazenda Céu Nossa Senhora da Conceição, de 150 alqueires para 40.000 alqueires

.

 

BREVE BIOGRAFIA


XIV Gideon dos Lakotas e o início do Céu Nossa Senhora da
Conceição

Voltar ao sumário

MINHA INFÂNCIA

 

Nasci às 16hs de 7 de março de 1964 em uma cidade pequenina que fica aos pés de muitas serras da Zona da Mata em Minas Gerais. Quando criança, eu não gostava muito de estudar. Esse negócio de ficar raciocinando era difícil pra mim. Minhas notas não eram lá aquelas coisas. Preferia andar a cavalo que ficar com os livros. Tive uma infância normal, como a de qualquer menino sadio e astuto. Uma característica minha é que sempre fui muito obediente e sempre manifestei profundo amor pela natureza e todas as coisas vivas. Gostava de conhecer as plantas e observar os animais. Gostava de cuidar da horta e conversava muito com as árvores e animais. Também soltava às escondidas os passarinhos que meu irmão mais velho pegava no alçapão e prendia em gaiolas. Algumas vezes apanhei por isso.

Tive um grande amigo desde o jardim de infância, seu nome é Paulo Roberto e seu pai era o dono do açougue da cidade. Crescemos juntos e por muitas vezes eu ia com ele receber contas atrasadas de alguns clientes do açougue. Era uma forma de ganharmos um dinheirinho extra. Os pais do Beto, Amauri e Lourdes, sempre foram como pais pra mim. Desde que me conheço por gente, eu já comentava com as pessoas, embora de forma infantil, que um dia eu compraria uma fazenda grande e lá eu poderia acolher os animais machucados. Dizia que lá soltaria um milhão de cavalos, um milhão de aves, um milhão de bois, um milhão de cães, um milhão de gatos etc, para eles viverem livres e morrerem de velhice. Na mente de uma criança um milhão parece ser um bom número.

Talvez cuidar sempre da horta e perceber a fartura que saía dali me levou a perceber que a terra era agradecida e sempre retribuía com muito. Essa era uma das razões de eu sempre perguntar aos adultos como é que pessoas passavam fome se o Brasil tinha tanta terra? Lembro muito bem que eu sempre levantava de madrugada, às quatro horas, trocava minha roupa e ia para frente da casa do Sr. Zeli Pereira esperar ele sair para a sua fazenda, onde lidava ‘com gado de leite. Isso eu fiz por anos a fio. Através do sentir, eu sempre soube que precisaria ter grandes terras para cumprir a missão que vim realizar, embora ainda não tivesse consciência plena do que era exatamente essa missão. Então, eu sabia que indo para a fazenda do Sr. Zeli (que era como um avô para mim) todos os dias, de certa forma eu já estaria dando início a alguma coisa.

Meus Deus, como eu falava! Eu não parava de fazer perguntas ao Sr. Zeli sobre os animais. Perguntava tudo sobre os cavalos, sobre o gado, sobre os cabritos, sobre as galinhas e patos, sobre os peixes, sobre as hortas e sobre os pastos. O Sr. Zeli, pacientemente, sempre me respondia tudo. Certa vez, ele, encontrando o meu pai na padaria do Prachedes, onde se reuniam para jogar umas partidas de buraco, disse sorrindo: “Você precisa me dar um quilo de bala”. Meu pai perguntou: “Por que?” E o Sr. Zeli respondeu: “Para eu dar ao seu menino para ele ficar com a boca ocupada e me dar um tempo com as perguntas”. E ambos riram muito.

Eu estudava no primário da escola pública, onde eram comuns as visitações do padre João. Co mo eu simpatizava com o padre João! Aquele holandês enorme, meio calvo e dos olhos azuis que fumava constantemente um grande charuto de cheiro forte. Muitas vezes nós sabíamos que o padre estava próximo devido ao cheiro do charuto, que chegava primeiro. Eu sempre sonhava com uma santa pretinha circundada por um manto de estrelas que sempre me confortava quando eu passava por momentos difíceis. A vovó Bijuca, que teve formação católica, costumava contar para nós, os netinhos, as histórias da santa Corrêa. Isso era outra coisa que eu adorava.

Mas o interessante é que, apesar de todos esses fatores positivos, eu sempre tive verdadeira ojeriza pela igreja católica romana. Da igreja católica romana, o que mais gostava era a distância! Aquela historinha de me confessar, mesmo que fosse com o padre João, que eu tanto simpatizava, jamais me agradou e era uma briga feroz tentar me obrigar a confessar daquela forma. Por diversas vezes a professora, a vovó Bijuca e até minha mãe, perguntavam:

– Por que você não gosta da igreja católica?

– Eu sinto não ser a coisa certa.

– Mas como então você gosta do padre João?

– Eu sinto que ele é bom.

Após muitas brigas, nas quais eu estava numa visível desvantagem, precisei começar a articular planos. Sabia que a tal da confissão na escola acontecia só duas vezes por ano. Eu poderia fingir que havia me confessado e nenhuma briga aconteceria. Aí ficaria muito mais fácil. Então veio a primeira comunhão e as coisas se complicaram de novo. Eu era apenas uma criança e sofria a maior pressão por parte da minha mãe e das mães dos amigos também. Mas sentia que ali não era o caminho, embora eu ainda não pudesse explicar. Não teve jeito, me obrigaram na marra a fazer a primeira comunhão. Como odiei ser ainda pequeno nesse dia!

Aos 7 anos, a sensitividade que eu manifestava já era forte. Também já sabia ler comecei a estudar a Bíblia. Sempre guiado pela intuição, eu encontrava as passagens que iam de encontro com as atitudes da igreja católica. Trechos que falavam sobre imagens e reverências, sobre a fé sem obras e o suor de todos nós. Falavam também que “a árvore se conhece pelos frutos que dá” e tantas outras coisas. Embora eu não gostasse de estudar, havia uma forte razão que me motivava a ler a Bíblia. Em pouco tempo nenhuma das mães, minha e dos meus amigos, tentavam me obrigar a seguir a doutrina católica romana, porque agora eu tinha argumentos que as punham em cheque. Pouco tempo depois, minha mãe começou a freqüentar um centro espírita Kardecista e ali sim eu me sentia em casa. Sentia ser a coisa certa.

Certa vez, uma médium maravilhosa de nome Floripes ficou me observando na rua enquanto eu andava com a minha mãe e, se aproximando, disse: “Seu filho é um médium de traços fortes, precisa se desenvolver”. Essas palavras entraram em minha mente como uma flecha. Aos 10 anos, no quarto ano de grupo escolar, me tornei muito amigo de um rapaz da mesma idade e começamos a estudar na mesma sala. Um crioulo muito simpático e inteligente e muito alto que muitas vezes me deu aulas nas vésperas de provas. O nome dele é Jerônimo. Vinha de uma família humilde, de berço Kardecista. Seus pais, Sr. João e D. Isaura, foram como pais para mim e foi através deles que eu entrei, de fato, no mundo do Kardecismo. Por diversas vezes, participava da semana espírita que acontecia no asilo da rua de cima e dessa forma pude presenciar os verdadeiros exemplos de amor incondicional. Também nessa época, eu, o Paulo Roberto e o Jerônimo, costumávamos acampar nas montanhas. Éramos astutos e nadávamos bem, então nossos pais permitiam. Tempos dourados aqueles!

Quando fiz 12 anos, já na sexta série ginasial, chegara a época das confissões, mas aconteceu algo que mudaria muito as coisas pra mim: a presença de um bispo e de um outro padre. Não sei por que o simpático padre João não foi. Por amor a ele eu até teria ficado quieto. Eu enxergara uma forma de lutar, resolver de vez aquele problema e o estimado padre João estava ausente. Aquele era o momento perfeito, eu estava afiado na bíblia e há mais de um ano vinha aprendendo com os espíritas muito sobre as verdades não contadas na história. Enchi o bispo e o padre com perguntas bíblicas que põem em cheque muitas das atitudes da igreja católica romana. O interessante é que até então eu não sabia que podia me sair tão bem. E ainda, tirando proveito sobre as histórias da santa inquisição que muito, perguntei ao bispo se o Senhor Jesus aprovaria os assassinatos e torturas acontecidas por ordem do papa da época? O bispo e o padre se entreolharam, tossiram, fizeram “ham ham” com a garganta. Tanto o bispo quanto o padre novo já estavam exaltados pela situação que os coloquei diante de 40 estudantes e, antes que pensassem em uma desculpa, fiz mais uma indagação: “Senhor bispo, o senhor pode, me explicar o que é hipocrisia? É que ouço tanta gente usar esta palavra quando o assunto é a igreja católica que eu quero saber o que significa”.

O padre novo, já com a voz visivelmente alterada respondeu com energia, que eu tivesse educação e respeito, que perguntasse essas coisas para minha mãe e dentro de minha casa. Então eu soube, aquele era o momento certo: “Seu padre, será que hipocrisia tem há ver com o fato do senhor andar numa Brasília novinha, mas nunca pagar as contas que faz no açougue do pai do Beto?” Aos berros, me expulsaram da sala de aula, graças a Deus! Aquele martírio escolar de tantos anos se encerrara com aquele confronto. Mas algo aconteceu nesse dia que me deixou maravilhado: descobri o poder da inteligência seguida pela ação. Mas um outro acontecimento é que viria consumar de vez esta lição, nesse mesmo ano. Eu vadiei demais e levei bomba, repeti o ano. Nunca vou me esquecer do que senti quando percebi que meus antigos amigos seguiram adiante, e eu fiquei para trás. Eu me senti como se tivesse desistido de continuar a caminhar com eles. Isso me causou tamanho repúdio e gerou uma tão grande energia que me acordou para a vida de uma só vez. Eu me senti tão derrotado naquele dia, que tomei a decisão de nunca, mas nunca, nunca mesmo, desistir de nada que eu começasse enquanto não alcançasse a vitória. Eu jamais seria derrotado novamente. Eu morreria de pé, mas não viveria de joelhos!

E isso realmente me mudou, porque foi quando eu descobri o poder da vontade e da inteligência. No ano que se seguiu comecei a estudar em uma sala com pessoas estranhas a mim e ao entrar na sala fui recebido com uma vaia enorme. Senti-me o pior dos homens naquele momento. Mas o espírito de luta da decisão que já havia tomado me sustentou. Tornei-me um estudante assíduo. Passei inclusive a dar aulas para os meus colegas nas vésperas de provas. Descobri o quanto eu gostava de ciências. Havia descoberto a força da “cri atividade”. Passei a competir e a vencer as feiras de ciências da minha escola e das escolas da minha e da região também. Travei grandes amizades com o Wilson e seu primo Bruno, o Regis dd Guido e o Reginaldo do Pedro Capixaba, o Flávio Bichinho de Luz e o Naldo seu irmão, o João Almada e seu irmão Rogério, o qual chamávamos de padre. Aquilo que começou como um martírio se transformou em anos dourados.

Alguns anos depois, junto com meu amigo Flávio do Juquinha, cheguei mesmo a ir competir em Belo Horizonte, representando a Secretaria de Ensino daquela região de MG. Havíamos vencido todas as escolas daquela Delegacia de Ensino e agora estávamos em belo Horizonte. Ficamos hospedados no hotel Gontijo e um diretor, de uma empresa de nome Nordberg, ficou emocionado com o projeto que nos havíamos desenvolvido e nos deu 100 dólares de presente.

Comecei a praticar capoeira e me saí muito bem. Depois de um ano passei para artes marciais mais fortes, com o professor William. Junto também estavam meu inseparável amigo Jerônimo e o Lala, filho do Orlando soldado, de quem sempre gostei muito. As artes marciais me auto disciplinaram ainda mais. Descobri o quanto, uma vontade forte e bem canalizada fazia meu corpo forte e minha mente obediente. Nadava muito no açude da usina Paraíso e no rio Pomba também. Correndo acelerado eu fazia todas as tardes a volta do “O”, que tem 8 km. Aprendi a fazer malabarismo em cima de cavalos e gostava do desafio de montar de vez em quando em garrotes no curral do Sr. Zeli. Ser forte e atlético resultava em muitos elogios e me fez muito popular entre os amigos. Mas acabou por me deixar “convencido” e houve um tempo em que eu me achava “o máximo”. Havia muito ego comigo. Antes de repetir o ano, eu estava numa extremidade. Depois, através da vontade e da inteligência, caminhei sentido ao centro. Então, forcei demais e agora estava na outra extremidade.

Foi quando eu recebi uma lição que me marcou muito. Havia um rodeio na cidade e os verdadeiros peões que viviam disso já tinham se recusado montar o touro araçá daquele rodeio. Eu, me achando muito grande, quis fazer bonito e disse que montaria aquele touro. Quase morri neste dia! Eu vi a viola em cacos! Aquele tanque de guerra que mugia me arremessou para mais de 10 metros no chão e passou por cima de mim como se fosse uma locomotiva. Num ato desesperado de tentar sair da frente daquele monstro, eu me arrastei rápido no meio da bosta com palha de milho e passei por debaixo da cerca. Mas isso não antes de ter minha perna direita pisoteada por aquela locomotiva de chifres. Além de machucado, ainda levei uma vaia daquelas da platéia do rodeio. Naquele momento, todo lambuzado e machucado, enquanto alguns peões me socorriam, pude perceber claramente o alto preço que cobra a vaidade, enquanto a platéia, rindo, gritava por mais diversão. A vaidade nada lhe dá e tudo exige em troca. Minha perna não quebrou graças a Deus, mas o músculo da barriga da perna inchou e ela ficou tão grossa quanto a coxa. Levei mais de um mês para me recuperar por completo. Esse acontecimento me fez retomar ao caminho do meio, ao meu centro. Quanto ao touro araçá, observo que sua decisão de nunca se deixar domar era fascinante. Aquele touro foi magnífico.

Quase todas as tardes eu ia para a casa do Jerônimo. O fato de nós estudarmos em salas diferentes em nada atrapalhou nossa amizade. Mas aquela tarde havia algo no ar. Tanto eu como o Jerônimo percebíamos uma brisa diferente, um calor diferente. Embora o céu estivesse todo azul e ensolarado, e o vento estivesse calmo, uma sensação de que havia algo de diferente se fazia presente. O comportamento dos animais não era o mesmo. Naquela tarde, não houve a revoada costumeira de algumas aves e nem o canto do sabiá. Até os pardais, que se aninhavam no final de tarde nas árvores da praça, fizeram isso nervosos. Naquela noite, uma grande massa de nuvens carregadas tomou a região. Eram umas nove horas da noite quando começou a chover muito. De vez em quando, a escuridão da noite era anulada pelos flashes fortes dos relâmpagos que corriam pelo céu. O estampido dos trovões ecoava seguindo a claridade dos raios.

A chuva estava muito forte e não parava. No começo da madrugada, os trovões se fizeram ainda mais fortes e a chuva aumentara ainda mais. Já madrugada adiantada, quando a chuva já havia diminuído muito, quando ouvimos algumas pessoas passarem na rua avisando alto a toda a cidade: “O rio está subindo, o rio está subindo!” Pensei comigo: todos os anos o rio Pomba cresce. Já havia presenciado aquele rio subir uns três metros de altura, por que agora pessoas anunciavam a enchente que chegava? A noite estava terminando e a manhã começava a romper o dia. O céu estava novamente limpo e teríamos, mais uma vez, um dia bem ensolarado. Mas havia um barulho diferente: um som como de um ronco era contínuo naquela manhã.

Eram umas cinco e meia da manhã quando troquei minhas roupas e fui ver o que era. Ao chegar do outro lado da pracinha, vi algo que me gelou o estômago, O rio Pomba havia subido mais de 10 metros. A ponte alta, que toda as manhãs eu atravessava para ir à escola, agora estava meio metro abaixo da água que continuava subindo. Lembrei-me de imediato do Jerônimo. Embora sua casa não fosse na beira do rio, pela altura da enchente, certamente sua morada teria sido atingida. Fui correndo e, ao me aproximar, me deparei com um grande número de casas dentro da água. Por sorte, naquela parte a água fizera volume, mas não havia qualquer correnteza, pois era um terreno meio que plano mas longe do leito original do rio.

A água nas casas já estava com mais de um metro e meio e ainda subia mais. Na outra extremidade da rua, em meio a uma multidão, vi a D. Isaura e o Jerônimo sentado em um banquinho velho. Atravessei nadando e, chegando até eles, senti o Jerônimo totalmente desanimado. A D.Isaura, em silêncio, mantinha uma expressão preocupada enquanto olhava sua casa agora na água. Perguntei a D. Isaura onde estavam as coisas da casa. Ela respondeu que a água subiu depressa demais e quase nada eles conseguiram tirar de dentro. E disse que cada família precisou se ocupar com a própria casa, de forma que não puderam se ajudar mutuamente, D. Isaura contou que nem mesmo a compra do mês feita no dia anterior eles conseguiram retirar. Perguntei ao Jerônimo se ele sabia onde estava guardada a compra do mês. Ele disse que sim, mas do que adiantava perguntar isso agora?

Era hora de ação e não de palavras. Segurei forte a mão do meu tão estimado amigo e literalmente o puxei águas adentro. Então ele se animou. Ao entrarmos na sua casa, uma caixa grande que continha toda a compra do mês estava no alto, em cima das paredes do quarto da Nancy sua irmã, sobre um suporte de madeira feito por dois caibros e ainda estava sequinha. Tiramos a compra do mês, toda a roupa restante e quase todos os móveis da casa. A água estava muito alta e tivemos que parar, mas quase nada restava lá. Uma hora depois, a água subira demais e apenas o telhado aparecia. Lamentavelmente, vimos o telhado se mover e a casa ruir. Não houve vítima e nem feridos, graças a Deus. O Sr. João e D. Isaura ficaram na casa do Sr. Beazino. Já o Jerônimo aceitou passar uns dias na minha casa. Então, tudo começou a voltar ao lugar novamente. Naquela noite, de madrugada, o Jerônimo leve um pesadelo e acordou gritando. Demos todos muitas risadas por isso.

Dois dias depois houve uma outra enchente ainda maior. Desta vez o rio Pomba havia subido um metro a mais do que a primeira vez. Lembro-me bem do Jerônimo me dizendo: “O estrago que a enchente podia me fazer, ela já fez. Então agora eu vou é admirar esta segunda enchente”. E eu achei isso maravilhoso, porque tanto eu como o Jerônimo havia aprendido a olhar o lado bom de todas as coisas.De bicicleta, nós andamos muito pelo município admirados com a força que a natureza podia ter. Dois meses depois, Jerônimo e sua família estavam morando em uma nova casa com um grande quintal, no morro do Cabibó, um bairro alto da cidade. Tudo havia se ajeitado e a paz voltava a reinar.

Já no segundo grau, eu estudava à noite e as manifestações mediúnicas se faziam mais fortes e mais visíveis. Eu tinha uma namorada de Dona Euzébia, uma cidade vizinha chamada Leninha. Eu e ela e suas muitas colegas do vilarejo do Jacaré estudávamos juntos. Foi quando eu percebi o quanto podia ajudar as pessoas com meus dons mediúnicos, mesmo sem que elas soubessem disso. Descobri que podia conversar com a mente das pessoas enquanto elas dormiam. E, ainda melhor, no dia seguinte, quando elas acordavam, a idéia que eu havia posto na mente delas estava lá. Elas, sem saberem do acontecido, pensavam que a idéia era delas e ficavam muito empolgadas e animadas para colocá-la logo em ação.

Então, comecei a compreender a responsabilidade que eu tinha nas mãos e que precisaria de orientação. Foi nessa fase que uma entidade espiritual, um preto velho muito amável, começou a me instruir sobre o mundo espiritual. Era uma entidade de muita luz e de extremo amor. Tinha profundo conhecimento sobre as coisas. Fui orientado a subir as montanhas por diversas vezes em retiro espiritual, onde aprendi muito sobre o mundo espiritual, os segredos da floresta e o podei espiritual e curativo das plantas. Também foi nessa época que descobri que podia com muita facilidade, invocar os espíritos animais. Foi também quando aprendi a silenciar a mente para escutar a voz do Grande Espírito que está em todas as coisas.

Por diversas vezes, subi as montanhas em caminhadas junto com muitos dos meus amigos, pois eu tentava compartilhar com eles as maravilhas que via. Impotente, assisti um grande número de meus amigos e conhecidos, pessoas que eu amava, cair no vício das drogas. Eles começavam com a maconha. Diziam que aquilo era uma maravilha e defendiam seu uso dizendo que estavam numa boa. Começavam a ter explicações para tudo e viviam em uma cegueira racional completa. Seis meses depois, já se tornava visível os sinais de degeneração na personalidade deles. Eles tinham depressão, pitavam todos os dias e não admitiam que já estavam viciados. A maioria deles passou para drogas mais fortes, talvez em busca de uma solução para o vazio que os corroia por dentro. Grandes amigos meus foram prejudicados pelas drogas. Malditas sejam as drogas!

Certa vez, um rapaz já maior de idade, da cidade de Ubá, durante as comemorações da semana portuense, junto de um outro rapaz que sempre gostei muito, veio me oferecer drogas para comprar. Surpreso, perguntei a eles porque me ofereciam essas coisas já que eu não usava drogas e nem precisava destas coisas. O rapaz de Ubá, indignado com a minha resposta, rebateu dizendo: “Aí careta, fica dando uma de gostosão, mas até seu irmão compra o meu bagulho”. Maldito foi esse momento, pois quebrei os dentes da frente e o braço direito desse rapaz. Ele estava inconsciente no chão quando retirei do bolso dele um saco plástico com maconha e muitos vidrinhos de lança perfume caseiro que na época chamávamos de loló. Joguei tudo de cima da ponte dentro do rio. Naquela época a polícia não brincava em serviço, era o final da ditadura. Então, não houve queixa na polícia devido ao grande número de testemunhas que me viram tirar as drogas do bolso dele. Sendo assim, ele escolheu ficar quieto e ainda se manter escondido, pois o molho poderia lhe sair mais caro que o peixe. Atribuo minha reação à impulsividade da juventude. Até hoje me arrependo disso.

Sempre houve aqueles que me ofereciam um cigarro dessa droga, mas eu sempre recusei porque meu sentir acusava não ser isto a coisa certa. Tive todas as oportunidades possíveis de usar drogas, mas nunca usei qualquer tipo delas. Quando fiquei sabendo que um irmão meu havia se envolvido com tais coisas, entendi que não era hora de passividade. Deixo aqui relatado que desde criancinha eu sempre soube que vim para dar início a uma obra sagrada que ajudaria a humanidade. As vezes, o ego inflava e eu me sentia grande com isso, mas então me recordava da lição do touro araçá e me mantinha na humildade.

Em 1984, senti que meus dias em MG haviam terminado. Eu andava sempre duro. Não tinha dinheiro nem para namorar. A passagem para Dona Euzébia era cinqüenta centavos e houve uma vez que tive de voltar a pé por que nem isso eu tinha no bolso. Minha família vivia uma crise financeira devido à Souza Cruz e os seus cigarros já prontos. Dois de meus tios donos de confecção, por razões que nada tinha haver comigo, me negaram um emprego modesto para que eu pudesse fazer a faculdade. Minha intuição me apontava São Paulo. Foi quando procurei um homem de nome Ailton, que era um dos dirigentes do Bradesco e morava na minha cidade. Pedi a ele uma oportunidade de emprego, pois eu precisava começar minha vida. Mesmo com pouca roupa e quase sem dinheiro, eu vim para São Paulo. Cheguei numa segunda-feira e em uma semana já estava empregado no banco Bradesco da Cidade de Deus. Nos exames escritos eu me saí muito bem, mas no exame de datilografia sei que foi o Ailton quem deu uma força. Uma das poucas pessoas na vida que me ajudou de verdade foi o Sr. Ailton. Tenho por ele profundo respeito e gratidão. Hoje sou um homem muito abençoado no mundo da matéria e, de bom grado, pago a faculdade para um número considerável de jovens. Mas tudo começou com o apoio que ele me deu. Eu agora estava empregado, quanta bênção!

No ambulatório da Cidade de Deus, conheci um fisioterapeuta espírita e místico cujo nome é Cláudio. Embora bem mais velho do que eu e já com família formada, tínhamos grande afinidade. Nos tornamos grande amigos e através dele adentrei a Rosa Cruz, o que foi muito bom. Certa manhã, antes de acordar, eu tive uma visão: vi um homem branco alto, com cabelos escuros partidos para o lado e costeletas. Ele me olhava nos olhos com muita seriedade. Esse homem apenas me olhava e nada dizia. A sua enorme luz se fazia visível e senti fortemente que ele tinha o universo dentro do peito. Nesse mesmo dia, me encontrei com o Cláudio e ele me contou sobre uma escola de parapsicologia, a Pró-vida. Eu soube na hora que havia encontrado o que vim buscar. Ele me passou o telefone, eu telefonei e peguei o endereço. No dia seguinte, eu já estava lá sendo entrevistado pelo senhor Fausto. Foi quando eu vi uma fotografia grande do homem da minha visão. Era o Df. Celso Charuri, fundador e idealizador da Pró-vida, falecido em 1981. Sabia que eu seria preparado por um tempo até estar pronto para dar o início à grande obra que vim para apenas iniciar.

Desta parte até eu completar 38 anos de idade, me ocupei em continuar o aprendizado, mas também em juntar dinheiro para quando chegasse o momento de dar início a grande obra. Procurei um emprego estadual, onde eu teria estabilidade, não dependesse de produção. Dessa forma, entrei no Corpo de Bombeiros. A minha escala era 24 por 48 horas, ou seja, eu trabalhava um dia e folgava dois, o salário era pouco, mas garantido. Além do mais, eu tinha 20 dias livres por mês à minha disposição. Eu sempre costumava dizer aos outros: “O arroz e o feijão o Corpo de Bombeiros garante, a mistura eu busco fora!”

Comecei a vender mel puro que trazia de MG. Certa vez eu vendi, em um só mês, mil e quinhentos quilos de mel só no panelão da PM, que é um prédio redondo azul próximo à estação Armênia. Fiquei muito conhecido como o “bombeiro do mel”. No final das vendas daquela semana, um major descendente de japonês, cujo nome é Hitil, que chefiava uma pequena sala no quinto andar, me comunicou administrativamente alegando que eu não tinha uma autorização por escrito para vender mel ali. Que homem mau humorado e quanta prepotência! O coronel que comandava aquele prédio todo me disse para ficar tranqüilo. Ele não iria quebrar a comunicação administrativa daquele major, mas telefonaria para o meu comandante e eu não teria a punição.

Mas tudo bem, eu já havia vendido todo mel que tinha e estava com um bom dinheiro em mãos. Foi assim que dei entrada na minha primeira casinha e me mudei para o interior do Estado, de forma a poder educar melhor meus filhos. Na capital as drogas já faziam grandes estragos! Sempre gostei de juntar dinheiro em silêncio. Como nunca confiei no governo ou nos bancos, eu comprava dólares, O Sr. Collor de Mello em nada me afetou no seu governo quando confiscou as poupanças dos brasileiros. Mas presenciei pessoas morrerem de enfarte devido a esse plano do governo.

Assim toquei minha vida e criei minha família. Meus filhos cresceram fortes, sadios e com muita responsabilidade. Já no interior, resolvi fazer a faculdade de Teologia, coisa de que muito gostei. Também costumava passear na fazenda Nova Gocula dos Hare Krishnas, que fica em Pindamonhangaba, no bairro Ribeirão Grande. Lá conheci um devoto que cuidava da cozinha de lá, seu nome é Haracanta. Este sim era um bom devoto. Era sempre um dos últimos a se deitar e um dos primeiros a se levantar. Certa vez eu lhe dei um pote de mel puro. Ele, sem qualquer hesitação disse na hora: “Que bom, vou pôr este mel no bolo que farei à tarde para servir a todos”, A sinceridade e o senso de solidariedade desse homem me fascinaram.

Para aprimorar ainda mais meus estudos, certa vez eu resolvi passar uma semana com eles e estudá-los melhor. Eles ensinavam que nossa alimentação é sagrada e que tomar um banho de rio todas as madrugadas assim que se levantavam, era uma forma de começar o dia se limpando das impurezas. Durante à noite, no alojamento, um jovem devoto moreno me contava a história de que existia um oceano branco como leite e nele havia peixes tão grandes que comiam cardumes de baleias todos os dias. No final, me perguntou se eu tinha a capacidade de acreditar nele. Respondi, sorrindo muito: “Conheço apenas o oceano da terra que é azul esverdeado, onde as baleias são os maiores víveres do planeta todo. Acho que as baleias de lá se reproduzem como os coelhos ou já estariam extintas. Haja baleias nesse oceano, né, moreno! Ele ficou sem graça e parou com as historinhas. Então, fomos dormir. Às três e meia da manhã, eles tocaram um trombeta que era uma concha. O som era bonito”.

Era o sinal para todos se levantarem, e tomar o seu banho matinal e irem para o templo dançar. Era mês de julho, mês de inverno e ali é a Serra da Mantiqueira, próximo a Campos do Jordão. O frio era mesmo intenso e a serração vinha fazendo ondas no ar. Mas quem sai na chuva é para se molhar. Coloquei um short, desci ao córrego até onde ele formava uma piscina natural, molhei primeiro a fronte e os pulsos, criei coragem e mergulhei na água. Um minuto depois eu não sentia mais frio, mas também não sentia as mãos, o rosto, os pés, eu não sentia mais nada!

Como não apareceu nenhum dos devotos Hare Krishnas, eu subi de volta. Pensei talvez que tivesse descido no local errado. Ao me aproximar do alojamento, um jovem descendente de japonês, cabeludo e muito simpático, de nome Paulo, me olhando espantado disse, visivelmente admirado: “O senhor tem uma mente muito forte, porque convencer o corpo a entrar no rio com todo este frio não é nada fácil”. Daí quem ficou surpreso fui eu. Perguntei a ele há quanto tempo ele já se encontrava naquela fazenda e ele me respondeu: “Amanhã faz trinta dias. Amanhã irão cortar o meu cabelo e eu serei aceito como devoto”. Caramba, ele estava ali já há 30 dias e estava surpreso de eu ter entrado no rio de madrugada? Algo estava muito errado! Segui para o alojamento e me deparei com todos os devotos tomando um belo banho de chuveiro. O único trouxa pelo jeito fui eu.

Segui com todos para o templo e os observei dançarem músicas lindas tocadas por instrumentos maravilhosos. Foi muito bonito. Assim que amanheceu e após todos nós nos alimentarmos bem, resolvi andar a divisa dos 62 alqueires daquela fazenda. Foi outra surpresa. Do alto da serra se via a fazenda quase inteira e eu não vi uma única horta, nem mesmo um canteirinho ao menos. Mas nem mesmo um pé de mexerica que fosse. Mas então aquela história toda de se alimentar com cuidado, de plantar e colher o próprio alimento, como ficava?

Quando retomava, parei em uma casa velha, onde eles guardavam livros, que tinha uma grande piscina rachada e abandonada. Eu estava ali a pensar, quando passou por mim um devoto muito velhinho. Era tão velhinho que, para andar, ele movia os pés sem tirá-los do chão. Ele arrastava seus pezinhos delicados pouquinho a pouquinho. Esse velhinho tinha muita luz e transmitia muita paz. Ali permanecendo um pouco mais, percebi um galhinho de laranjeira, com rala folhagem bem no meio, acima de um capinzal de colonião com uns dois metros de altura. Isto sim me chamou muito a atenção.

Entrei no capinzal e descobri vários pés de frutas ali abandonados e muitos deles já mortos. Então, descendo até o alojamento, disse a um rapaz moreno, o dos peixes que comiam bandos inteiros de baleias: “Encontrei um pomar inteiro abandonado no meio de uma capinzal. Não acha isso estranho?” Ele me respondeu que aquele pomar havia sido formado por um devoto antigo dali. Mas que agora estava muito velhinho e não tinha mais força para cuidar das fruteiras. Qual foi minha surpresa, o velhinho que arrastava os pés era quem havia formado o pomar. Perguntei ao moreno por que ele não cuidava do pomar. Então, ele respondeu que não nasceu para fazer essas coisas. Prefiro nem escrever aqui o que pensei nessa hora! Então me dirigi ao Harakanta e lhe disse com muita seriedade: “Andei toda a divisa desta fazenda, não vi nenhuma horta. Encontrei um pomar morrendo as mínguas por falta de cuidados, no meio do colonião. De onde vem o alimento que vocês cozinham, Harakanta?” Ele olhou, me observou por um milésimo de segundo e em seguida me levou para detrás da cozinha onde havia um monte de caixas do Ceasa e disse: “Nós nos preocupamos mais em vender os livros e os incensos. Nem sempre se é possível conciliar a teoria com a realidade, Emiliano. Precisamos nos adaptar sempre.” Então compreendi.

Nada havia de errado ali. Eles faziam aquilo que era necessário para sobreviverem da melhor forma possível e ainda disseminarem a filosofia que viviam. Quanto ao moreno das historias fantásticas, entendi as necessidades dele de crer em tais coisas. Aprendi muito com os Hare Krishinas e nutro por eles um profundo respeito. Só quem não os conhece como eu os conheci, é que fala mal deles ou da filosofia que seguem. Ali não é o meu caminho, mas afirmo a todos que é um bom caminho. Sei que chegará o dia em que eles terão hortas e pomares próprios.

Lá dentro há boas pessoas. Há também aqueles que apenas se escondem por detrás desse movimento. Mas aí o problema é a pessoa e não a filosofia. Comentei com o Paulo japonês que em breve eu iria montar uma comunidade semelhante àquela, só que com muito mais magia. Ele, me olhando feliz, disse que gostaria muito de vir conhecer quando eu a montasse. Neste ano de 2007 irei atrás dele.

Alguns anos depois, eu, com uma outra pessoa, havia arrendado um sitio pequeno. Começamos a retirar das ruas os bêbados e mendigos e levá-los para morar naquele sítio. À noite acendíamos uma fogueira grande e sempre vinha nos visitar o Lanterninha, que era um vaga-lume muito grande. Podíamos vê-lo de longe, quando ele saía da mata, porque ele se destacava dos demais vaga-lumes. As entidades espirituais sempre nos visitavam, mas nem todos ali podiam perceber isto. Por diversas vezes os habitantes magros e esguios da cidade subterrânea de Aurora vinham nos dizer um olá. São eles irmãos maravilhosos.

 

A VISÃO

 

 

Com 38 anos de idade, eu retornara à Osasco. Minha família já estava formada, meus filhos já estavam bem crescidos e capazes. Poderia ter comprado ou alugado qualquer casa daquele bairro, mas escolhi morar em uma pequena casinha nos fundos da casa do meu sogro, pois ali moravam muitos primos e parentes, então a segurança era maior e era por isso que eu zelava. Agora eu até tinha a internet em minha casa. Que coisa maravilhosa é a tecnologia a favor do sagrado! Numa manhã de domingo, eu tive uma visão que novamente mudaria a minha vida. Nessa visão, eu havia levantado de minha cama e ia até a janela do quarto. Então vi que no quintal havia um grande pé de ipê amarelo todo florido e em seus galhos estava pousada uma arara vermelha linda. Eu olhava a arara vermelha e ela ficava também me olhando com um olhar diferente, como uma mescla de profundidade espiritual e tristeza.

Então acordei e havia em minha mente uma palavra impressa que eu nunca na vida havia ouvido: “Xamanismo”! Liguei o computador e acessei a internet. Entrei na busca do UOL e digitei a palavra “xamanismo”. O resultado foram inúmeras páginas. Havia, só na primeira página, um grande número de links de sites xamânicos. Houve um entre os demais que minha intuição acusou na hora. Então eu cliquei nele. Foi a primeira vez que eu havia entrado em um site de xamanismo. Foi a primeira vez que tomei conhecimento da palavra xamanismo ou planta de poder. Caí num site de um índio que falava sobre plantas de poder e ayahuasca. Eu nunca havia ouvido falar também nesta tal de ayahuasca. Achei tudo aquilo muito estranho. Tinha boa cultura e profundo conhecimento espiritual sobre os segredos da floresta, como nunca ouvi falar neste tal de xamanismo e nesta tal ayahuasca? Essa pergunta me martirizou por algumas horas.

Mas como no site do índio havia telefone para contato, eu telefonei. Atendeu o tal índio, chamado Romã. Contei a ele sobre a visão que eu havia tido e tudo que acontecera desde então. Ele, rindo, me disse que estava tudo certo. Haveria um ritual na sua casa naquele mesmo domingo durante à noite e ele estaria me esperando. Seria um ritual com ayahuasca e eu deveria participar sem falta. A despesa com o ritual era de oitenta reais por participante. Fiquei muito feliz porque percebi que entraria em um novo ciclo de minha vida. Anotei o endereço do índio Romã. Estava muito feliz e com aquele sentimento de “encontrei”. Continuei na Internet, em vários sites de xamanismo. Fui lendo e começando a saber um pouco sobre a ayahuasca, bem como sobre o tal xamanismo. Quanto mais eu lia mais apreensivo eu ficava. O xamanismo era tudo o que eu já praticava há muito tempo. Nada do que eu lera ali era novidade pra mim, com exceção da tal da ayahuasca. Conhecia na prática tudo aquilo que sabia que a maioria das pessoas apenas teorizava. Mas por que então eu nunca havia ouvido sequer a palavra xamã ou xamanismo?

Havia algo errado. Minha mente estava tomada por uma grande sensação de que o mundo espiritual havia se escondido de mim, propositalmente: todos os livros e manuscritos, qualquer forma de literatura que fosse relativa a ayahuasca e ao xamanismo. Conheço minha intuição e nunca duvido dela. Mas, então, o que o astral superior não queria que eu soubesse? Por que eu não deveria saber, seja lá o que fosse? Fosse o que fosse, sabia que naquela noite tudo ficaria às claras.

Convidei o meu filho Júnior para participar também, caso desejasse. Como sempre, ele topou na hora e à noite fomos para a casa do índio Romã participar do ritual. Lá chegando, percebi uma boa energia. Um garotinho de nome Tomas foi quem atendeu. Ele é filho da Cristina, esposa do Romã. Fiquei conhecendo a Cristina e o Romã. Muito me simpatizei com eles. Senti no Romã havia um conhecimento ancestral grande, mas também senti nele certa energia nociva de dinheiro.

Em pouco tempo, chegaram algumas pessoas também para o ritual. Foram estendidos alguns cochonetes e cobertores no chão. Nos foi servido em um copinho de café, um fundinho da tal ayahuasca. Nada aconteceu. Nos foi servido novamente um outro fundinho. Nada de novo. Pela terceira vez, um outro fundinho de ayahuasca e o Romã me disse que eu devia estar ansioso. Respondi que não. Seja lá o que fosse, eu sabia que não era comigo. Mas voltei a deitar e dei uma mãozinha rebaixando meu cérebro conscientemente para o nível de teta, tal qual aprendi na Pró-vida. Foi então que aconteceu. A princípio havia uma grande luz. Em seguida, eu havia voltado à minha última encarnação. Eu estava na tribo dos Lakotas novamente, eu estava em casa. Junto com milhares de irmãos e irmãs e a Grande Paz se fazia presente. Mitakue Oasin reinava. Me conheciam pelo meu nome espiritual Gideon, mas havia um outro nome que me chamavam desde criança. Tive o privilégio de nascer filho de um grande xamã, que na tradução seria algo assim como homem sagrado ou xamã de branco.

Nessa tribo, quando ainda bem menino fui iniciado na arte das curas e dos espíritos pelos xamãs mais velhos e me aprofundei muito nesta esfera. Dentre os curadores, cheguei a ocupar a posição de curado r consagrado, após severos testes. Esta foi um encarnação de muitas provas.

Nós, homens, estávamos fora em um ritual quando sentimos dores em nosso plexo solar e a tristeza era visível no avô sol e nas nuvens de elementais que chegavam a nós. Quando chegamos, nos deparamos com algo que, mesmo agora, me é difícil descrever. Então revivi toda a intensa dor de minha última encarnação. Revivi o grande massacre e todo o sofrimento que foi gerado a nós. Compreendi porque o astral superior havia retirado de mim toda a consciência daquela vida. Eu, juntamente com vários outros xamãs, havíamos jurado vingança contra a raça branca séculos atrás. E isso é algo muito sério quando parte de espíritos que já ocupam a posição de xamãs. Somos fiéis à palavra empenhada e o tempo não afeta nossas decisões. Por séculos, em silêncio, mantive esse fogo dentro de mim e por esta mesma razão levei séculos para poder reencarnar. Quando estava para reencarnar, prometi ao meu povo que levantaria a bandeira do bom caminho vermelho entre todos os povos e deixaria bem demonstrado a firmeza e o amor dos Lakotas. Contudo, escondido dentro de mim, ainda havia o intuito de dominar a ciência dos brancos e provocar um grande extermínio. De todos nós xamãs, que fizemos o juramento, somente eu ainda insistia em cumprir aquele intento. Mas o Grande Pai que tudo vê sabia da mágoa que ardia em meu coração.

Então, retornei. Agora estava ali, sentado ao lado de uma fogueira feita pelo índio Romã, com meu filho e outras pessoas em volta. As lágrimas rolavam, toda as dores de antes estavam ali novamente. Mas desta vez eu precisava perdoar. Precisava perdoar principalmente a mim próprio por não ter conseguido fazer nada em relação ao grande massacre. O Romã me perguntou por que eu chorava. Respondi que era por meus irmãos mortos. Ele perguntou se eles haviam morrido em São Paulo. Então vi que ele não sabia o que se passava e apenas balancei a cabeça. Finalmente, após um período de choro, encontrei forças para perdoar, e séculos de magoas se foram junto de minhas lágrimas naquela fogueira. Vou tentar pôr em palavras toda a consciência que me foi devolvida naquele trabalho inclusive, sobre o grande massacre que eu e muitos irmãos presenciamos ainda ontem, quando o irmão Tatanka era nos campos como as estrelas são céu.

Vivíamos em paz e livres. O Grande Espírito se fez ao nosso redor. O trovão era sua voz e nas asas do vento ele caminhava e passeava com nossos espíritos. A mãe Terra cuidava de nós, o avô Sol sorria feliz e a irmã Lua, sempre irradiando suas bênçãos ao nosso povo, dizia-nos: “Amo vocês, irmãos. Mitakue Oasin.”

Mitakue Oasin significa “Somos todos irmãos”. Temos a consciência do real significado desta frase. O grande irmão búfalo era a nossa força e nossa raiz. Dele provinha nosso sustento e seu couro nos dava roupagens e tendas, “tatanka” em minha língua. Nos tornamos um portal do céu em um planeta, nossa vida andava na luz e nos conformes do astral superior. Por isso, minha tribo Lakota sempre foi conhecida como a tribo do pai dos xamãs, pois fizemos da integração com o universo um meio de vida.

Estávamos fora, em ritual com os espíritos da natureza, e pela primeira vez vimos o irmão vento anunciar desgraça. O olhar do avô Sol estava triste, a mãe Terra parou. Em grandes nuvens, os amados elementais sobrevoam as planícies em clara demonstração de desgosto. Paramos os rituais e retomamos com os nossos cardíacos pesados e nossos plexos solares com dores. Ao retornarmos a nossa tribo, uma cena indescritível por palavras humanas nos aguardava: eram milhares ao todo, mulheres, velhos e crianças foram massacrados e mortos! Vimos nossas famílias, mulheres, pais, filhos e filhas estirados em um chão manchado de vermelho com o sangue daqueles que amávamos. A raça branca havia chegado e junto deles a ganância e o insaciável desejo do TER.

Ó, Grande Espírito, por quê? Nada sabíamos ou entendíamos. Apenas a dor quase que insuportável se fazia presente… Mas nossa natureza guerreira em espírito nos mantinha firmes. Chegaram nossos irmãos de muitas outras tribos, incluindo a nossa tribo mãe, os Sioux. Um grande ritual xamânico voltado à guerra aconteceu. Usando de todo conhecimento real de xamanismo e magias, despertamos os animais de força na forma física em centenas de irmãos… O vento, o trovão e a força estavam em nós Partimos para a batalha contra o algoz de nosso povo, um povo com pés diferentes dos nossos. Com os corpos transformados, os atacamos em campo aberto e chance alguma eles tiveram tal qual fizeram com os nossos amados já velhos ou nenéns. A batalha foi rápida e impiedosa. Não houve prisioneiro ou feridos da raça branca e nenhum deles permaneceu com o coração no peito. O que podiam eles contra a magia do xamanismo voltada para guerrear? Raça cruel e insana, como lhes chamar de irmãos? Os vermes imundos do limo têm muito que aprender com vocês!

Grande Espírito, por quê? Por que, ó Misericordioso!? O que fizemos de errado, Grande Espírito, para que tal mal assolasse agora nossa alma? Presenciei meus irmãos morrerem em batalha porque desejavam morrer, ou se matarem após o último daqueles com pés estranhos ter o coração arrancado. Senti o peso do meu povo em minhas costas. Vi os ainda vivos e com seus corpos ainda transformados lançarem um olhar de agradecimento ao ritual realizado, então se matavam e partiam para o encontro da Grande Luz. Para onde ir, o quer fazer, como suportar aquela tristeza e, ainda pior, como compreender o que havia se passado? Três dias depois desencarnei por desgosto.

Raça branca, de que adiantou? Nós voltamos, estamos aqui! Embora agora em corpos de brancos permanecemos ainda Lakotas em espírito e estamos nos reunindo de novo. Muitos de nós juntos já nos encontramos, nossa tribo se reúne. Raça branca, dominamos a sua ciência e entendemos como vocês pensam, raciocinam. Aprendemos a usar o lado esquerdo do cérebro e nos tornamos guerreiros ainda melhores, ficamos mais fortes. O tempo não nos afetou, raça branca, e retomamos para a grande vingança espiritual: “Trazer luz aos corações dos brancos!” Raça branca, vocês não tem escolha. Agora vão se iluminar ou terão que partir. Repararem todo mal que causaram à Mãe Natureza e aos filhos da Terra. Trazer luz ao coração da raça branca é a grande vingança Lakota, e ainda lhes chamaremos de irmãos. Somos todos irmãos. Mitakue Oasin voltará a reinar.

Após terminar, já de madrugada, o Romã me disse: “Você tomou uma dose cavalar de ayahuasca”. Fiquei admirado com o que ele havia dito, afinal toda a ayahuasca que ele me dera não dava sequer 50ml. Depois, ele me disse que ayahuasca era o mesmo SANTO DAIME. Nem mesmo a palavra SANTO DAIME eu ainda havia ouvido falar. Mas é assim mesmo, o astral superior nada faz mal feito. Paguei ao Romã cento e sessenta reais pelos trabalhos meu e do Juninho. Nos despedimos e fomos embora.

Quando acordei fui direto para a internet. Agora eu iria pesquisar muito sobre a ayahuasca ou SANTO DAIME. Descobri que haviam várias igrejas do SANTO DAIME ali mesmo na capital de SP e proximidades. O Céu de Maria, no Pico do Jaraguá (Glauco e Bia); o Céu da Lua Cheia, em Itapecerica da Serra (Leo Artese); o Céu Nova Era, em São Lourenço; o Céu da Mantiqueira, em Camanducaia (Chico); o Céu de Midan, em Sorocaba e muitos outros. Descobri que os dirigentes das igrejas recebiam o nome de padrinho e madrinha. Dessa parte eu gostei muito, porque onde eu nasci, para o batismo, nossos pais convidavam sempre duas pessoas que eles consideravam amigos, para se tornarem padrinho e madrinha da criança batizada.

Então, resolvi ir ao Céu da Lua Cheia, em Itapecerica da Serra, onde o padrinho era um homem de nome Leo Artese. Consegui o número do telefone e liguei. Me atendeu um rapaz de nome Caio. O telefone era de um restaurante na cidade. Fui até lá e conversei com eles. Nenhuma entrevista aconteceu. Nenhuma palestra foi dada. Eles apenas me disseram o preço, que era 20 reais por pessoa, e que haveria um ritual de lua cheia no próximo sábado. Eu disse que queria ir e eles me explicaram como chegar lá. No sábado de lua cheia, eu e meu filho Junior fomos ao Céu da Lua Cheia. Como o bom mineiro não perde o trem, procurei chegar muito mais cedo do que haviam me orientado. E isso foi muito bom porque não foi tão simples, achar o local, mas com a ajuda de moradores locais na beira da estrada de ferro conseguimos.

A princípio, fiquei observando muito e havia poucas pessoas. A energia do local que vinha da mata era muito boa, mas a energia que vinha dos participantes era pesada. Havia ali algumas pessoas com as quais eu me identificava. Mas, mesmo assim, percebia nelas uma energia densa. Também percebia muita arrogância em muitas das pessoas que freqüentavam ali há mais tempo. Havia um certo ar de autoridade imposta. Uma mulher dizendo ser médica estava nervosa porque havia enfiado seu carro dentro de um buraco, quando fora encher um galão de 20 litro com água potável. Aquela mulher estava visivelmente fora de sintonia e chegava inclusive a ser agressiva com os demais. Procurei me aproximar e ela se afastava.

Havia lá um rapaz que morava próximo e treinava corrida que foi tirar o carro dela do buraco. O rapaz me pareceu uma boa pessoa e eu me ofereci para ir junto, Andamos por uns 20 minutos no máximo e nos deparamos com o carro da médica. Era um carro bem velho. Um Chevette antigo, marrom e em péssimo estado. Não havia caído em buraco algum, apenas estava atravessado na estradinha de chão de tal forma que bastou uma pequena manobra para tudo resolver. Isso me fez ficar muito pensativo. Ou aquela mulher era mesmo uma péssima motorista ou havia algo de muito errado com ela. Teria ela bebido? Estaria ela drogada? Aliás, seria mesmo uma médica? Ao retomar, entreguei as chaves do carro a ela e pude perceber que ela não cheirava a álcool, mas chupava sem parar balas de hortelã. Sabia o que geralmente isso significava. Percebi que havia chegado uma espiritualidade semelhante às que acompanhavam a umbanda, mas definitivamente eram de pouca luz e demonstravam muita ansiedade. Lidar com a espiritualidade nunca me foi difícil e o domínio no manuseio das energias é coisa que já trago de outras vidas. Apenas me mantive firme e em paz, mas cobri com um manto energético de proteção o Juninho e a todos que estavam ali pela primeira vez.

Então, chegou à hora do ritual e já havia ali, acredito, umas 25 pessoas. Disseram que eu fosse até uma cabana de madeira. Eu e meu filho nos dirigimos para lá achando que agora haveria alguma explicação sobre o daime e sobre como aconteceria o ritual. Mas, que nada, apenas assinei um livro e paguei vinte reais que cobravam. Não houve nenhuma explicação ou palestra. Não houve qualquer orientação ou explicações nem a mim, nem ao meu filho e nem a outros que ali também estavam pela primeira vez. Fomos para dentro da igreja sem ao menos ter noção do que lá aconteceria. Não precisa ser uma pessoa muito experiente para perceber que as coisas certas não são assim.


O RITUAL

 

 

Dentro da igreja do Céu da Lua Cheia

, observei que homens e mulheres ficavam separados, um de cada lado da igrejinha. Disso eu gostei muito. As mulheres usavam saias brancas compridas e os homens calças brancas. No centro havia uma mesa redonda com a forma de uma estrela. Alguns músicos estavam sentados. Os membros de lá tinham um hinário na mão. Em seguida foi aberta a sessão e começaram a servir o daime ou ayahuasca. Vi que o moço do restaurante, o Caio, era quem servia o daime a todos, sempre no mesmo copo. Questionei a mim mesmo o porquê deles não usarem copos descartáveis, assim seria higiênico e não haveria o risco de transmissão de alguma doença como a hepatite, por exemplo.

Enfim, provei do tal SANTO DAIME. Deram-me um copo americano cheio. O gosto era forte e ácido. O cheiro me lembrava um pouco o vinagre. Então, me lembrei do Romã dizendo que no ritual dele que eu havia tomado uma dose cavalar. Que história furada aquela! Todo o daime que tomei com ele durante todo o trabalho não chegou sequer a 50 ml. Esse foi o primeiro contato com o comércio que tive dentro do SANTO DAIME ou com a ayahuasca.

Após todos terem ingerido o daime, os músicos começaram a tocar e todos começaram a cantar. Em vinte minutos comecei a ver uma infinidade de cores. Houve uma explosão de cores maravilhosas e depois aconteceram às visões que eles denominam de mirações. À medida que todos cantavam os hinos, as mirações começavam e, conforme o cântico terminava as mirações acabavam. Eu estava maravilhado. Nunca havia passado por uma experiência assim tão intensa. O tempo e o espaço deixaram de existir, coisa que eu já estava acostumado, pois sempre ia para a quarta dimensão durante os exercícios de meditação que fazia com freqüência. Mas com ayahuasca era muito mais intenso e maravilhoso. Eu estive consciente o tempo todo. Embora eu estivesse em pleno contato com o mundo espiritual, também me mantinha em contato com o mundo da matéria. A minha percepção havia se ampliado muitas vezes e isso era fantástico. Podia ouvir e ver de uma forma que nunca antes eu havia ouvido ou enxergado. A clarividência e a clariaudiência eram plenas.

Depois de um tempo, todos nós tomamos mais um copo americano de daime. Aquilo que já era intenso se tornou ainda mais. Eu estava encantado. Pensei mesmo ter encontrado o paraíso, a pedra filosofal. Um tempo depois senti náuseas. Saí da igreja procurando um banheiro e um dos fiscais me disse para seguir uma trilha que daria no banheiro. Assim eu fiz. Segui aquela trilha para dentro da mata acredito que por mais de 50 metros e por fim achei uma barraca de lona onde dentro havia uma fossa coberta por uma tábua furada que servia de privada. Vomitei um pouco. Quando retornava, me deparei com um rapaz que também procurava o banheiro, mas estava visivelmente confuso. Ele não sabia se estava indo ou voltando. Conversei com ele, o segurei pelo braço e o levei ao banheiro. Vendo o estado daquele moço e o fato de que até então ele estava sozinho, fiquei um pouco preocupado com o meu filho. Ele vomitou também e depois eu o acompanhei de volta até a igrejinha. Foi então que vi que havia muita gente vomitando ali mesmo próximo a igreja. Eram tanto as pessoas mais antigas quanto as que iam pela primeira vez.

Entrei na igrejinha e não vi o meu filho. Voltei, perguntei aos fiscais que estavam ali fora e eles não souberam me dizer nada de concreto. Ainda vieram com uma história de que eu não me preocupasse com o meu filho porque tudo estava bem. Então perguntei a eles: “Se podem afirmar que está tudo bem, me digam onde o meu filho está”. Eles ficaram com um sorriso amarelo, sem saber o que falar e dei as costas para eles e fui procurá-lo em volta da igreja. De irresponsáveis sorridentes o inferno está cheio. Achei o Juninho se apoiando em uma árvore vomitando também. Conversando com ele vi que ele estava bem e tão lúcido quanto eu. Orientei a ele que evitasse sair de dentro da igreja e eu também fiz o mesmo. Contudo, era claro que os fiscais deveriam acompanhar os iniciantes. Na maior parte dos iniciantes falta à firmeza necessária. O ritual continuou e tudo foi lindo. Depois, deram um intervalo e acenderam uma fogueira, mas tanto eu quanto o Junior permanecemos dentro da igrejinha. Havia alguns rapazes que comiam bananas e nos ofereceram. Meu Deus, que delícia! Eu nunca havia comido uma banana tão gostosa. Até o paladar a ayahuasca havia ampliado.

Uma moça muito simpática, de nome Daniela, se aproximou e perguntou meu nome. Depois me perguntou como eu estava. Respondi que muito feliz e que durante o ritual eu havia reencontrado antigos conhecidos de jornadas. Senti por está moça uma profunda ternura. Desde esse dia eu guardo essa moça no meu coração e tenho por ela um carinho de irmão. Percebi que esta moça passava por problemas financeiros, pois, quando lhe dei um pote de mel puro e ela disse que o usaria fazendo um ritual dentro da floresta, para conseguir uma solução financeira. Sei que as coisas da matéria não se resolvem assim e que aquele ritual não ia resolver de verdade. Pensei em auxiliar Daniela financeiramente, mas minha intuição me disse que não. Mesmo hoje eu às vezes me lembro dessa irmãzinha. Como será que ela se encontra e que caminho terá tomado? Será que, assim como muitos que ali conheci, também se perdeu nas drogas? Será que ela hoje é mais um daqueles que, em defesa da maconha santa maria, praguejam contra meu nome devido às verdades que exponho a todos e que a ciência inclusive confirma? Às vezes penso em procurá-la e ver como ela está. Por diversas vezes eu lhe presenteei com vidros de mel puro. Na época ela tinha uma filhinha e sérios problemas com o aluguel. Muitos anos se passaram, mas às vezes me recordo dela e penso em lhe dar uma casa de presente se ela ainda pagar aluguel. Quem sabe se eu a encontrarei novamente.

Algum tempo depois começou novamente o ritual. O coral começou a cantar hinos para Yemanjá. Senti quando uma grande luz amarela esverdeada adentrou naquela igrejinha e me deu um abraço enorme. Entrei em um êxtase ainda muito maior do que o que eu já me encontrava. Senti ser um abraço de uma mãe para um filho. Como sorri, como fiquei feliz. É impossível colocar tais coisas em palavras. A noite seguia em cores e mirações e de vez em quando passava um trem na ferrovia próxima à igrejinha, mas que em nada me atrapalhava. Foi a experiência mais incrível que eu já vivenciei nesta vida. Pude ver com clareza o poder que a ayahuasca contém. Ao final do hinário se encerrou o ritual.

Conversamos com muitas pessoas, inclusive com os mais antigos que tinham o nome de fardados. Pude perceber que eles estavam aéreos, pensei que talvez fosse cansaço. Procurei não falar do meu trabalho e continuando a conversa, com muito jeitinho, consegui que eles me contassem um pouco do trabalho deles. Definitivamente eles não haviam entrado no êxtase e nem mesmo percebidos a presença da Yemanjá. Isto me fez ficar muito pensativo, pois já conhecia bem as leis da causa e efeito, e a lei do merecimento. Percebi também que muitos grupinhos com homens e mulheres entravam floresta adentro. Pensei: “Acho que eles vão ver o sol nascer em algum local mais alto”. Muito, mas muito felizes, eu e meu filho entramos em nosso Gurgel e fomos embora. Naquele mesmo domingo, durante à tarde, eu já ansiava por um próximo trabalho. Recordando todo o acontecido, eu mantinha um sorriso largo no rosto.

Na segunda-feira à tarde, entrei na Internet e intensifiquei em muito as pesquisas que queria fazer. Queria saber como era aquele cipó e o arbusto da rainha da floresta. Queria saber como cultivá-los e, principalmente, como é que se produzia o daime. Queria saber a história do SANTO DAIME, de onde ele veio e como ele surgiu. Eu tinha muito tempo livre naquela semana e aproveitei para ir o mais fundo quanto possível. Na terça-feira à tarde, eu telefonei para o Romã. Disse a ele que eu havia participado de um ritual no Céu da Lua Cheia. Conversamos um pouco e então combinamos de nos encontrar à noite na casa dele. Contudo, já estava muito claro para mim que o Romã comercializava com a ayahuasca, com o que é sagrado. Retornei ao Céu da Lua Cheia do Leo Artese por diversas vezes. O uso de drogas é comum entre eles.

 

CÉU DE MARIA

 


Pela internet fiquei sabendo o telefone do Céu de Maria, que fica no Pico do Jaraguá. Telefonando lá, me confirmaram que haveria trabalho no sábado seguinte, às 20h. Cheguei lá às 18h. A igreja era grande e bonita, acredito que tem capacidade ali dentro para umas 300 pessoas. Observei as pessoas que iam chegando. Pessoas mais antigas, fiscais e as novatas também. Não eram bem recepcionadas, havia um mau humor e certo ar de prepotência nos fardados de lá. Ouvi-os mencionarem, por diversas vezes, o nome do padrinho Sebastião e do padrinho Alfredo, tanto que resolvi me informar melhor. Foi quando alguns deles me disseram que o padrinho Sebastião era o sucessor do mestre lrineu e que ele era a reencarnação do profeta João Batista. Um homem iluminadíssimo que trouxe a doutrina da floresta, o SANTO DAIME, para o sul e para o mundo. Afirmaram inclusive que o padrinho Sebastião era o patrono do SANTO DAIME. Esta afirmação eu já comecei a questionar, com base em todo material que eu havia estudado na Internet. Lá, a história mostrava o mestre Irineu Serra como o primeiro daimista, então como poderia ser o padrinho Sebastião o patrono do SANTO DAIME? E quanto ao Sebastião Mota ser a reencarnação de João o Batista (aquele que prega no deserto), nem precisei questionar, pois era evidente se tratar de uma grande mentira e fanatismo.

Assinei o livro de presença e paguei na época o valor de vinte reais. Sempre tive bom tirocínio comercial, sempre soube avaliar o valor real de qualquer coisa, se está havendo exploração ou não, baseado no custo do produto. Por isto eu pensava: Quanto será que custa um litro de daime? Trezentas pessoas, que é o que imagino que comporta a igreja, vezes vinte reais, são seis mil reais! O litro de daime deve ser muito caro. Mas se é assim tão caro e provém apenas de duas plantas, por que eles não fazem plantios aqui em São Paulo e produzem o próprio daime?

O ritual começou com um grupo de pessoas em pé dentro da igreja rezando a Ave Maria e o Pai Nosso. Eles rezavam, rezavam e rezavam estas duas rezas. Perguntei a um rapaz na entrada da igreja se eles oravam sempre. O rapaz me disse que sempre se abre o trabalho com aquelas orações. Percebi que eles não conheciam a diferença marcante entre o que é uma reza e o que é uma oração, coisa que qualquer pessoa com um pouco de luz ao menos, conhece! Depois esse rapaz me mostrou a fotografia do padrinho Sebastião. Olhei de perto a fotografia, observando atentamente os traços físicos do padrinho Sebastião. Em estudos da alta magia eu já havia aprendido a reconhecer a situação real do espírito encarnado, pelos traços físicos do seu corpo, principalmente os traços que possui no rosto. É a lei da causa e do efeito, a qual atinge o ser humano em todos os aspectos. Definitivamente se tratava de uma pessoa sem luz.

Havia um rapaz no Céu de Maria, cujo nome é Luís. Ele é magro e tem um filho de nome Acauã. Como gostei deste moço! Lamentei muito por vê-lo perdido na maconha, nas drogas. Ele acendia um baseado novo com o final do anterior. Depois ele me contou que estava desempregado fazia tempo, a esposa o tinha largado. Contou que vinha aos feitios para ajudar em qualquer coisa para poder fazer os trabalhos depois. Contou também que o padrinho Valter Dias estava abrindo um novo céu do Cefluris em Pindamonhangaba, próximo aos Hare Krishnas. Eu disse a ele que conhecia bem a região. Passados uns dez dias, junto de um outro rapaz, eu resolvi ir lá para ver de perto como que era o surgimento de uma nova igreja. Cheguei lá e de cara percebi que as drogas já rolavam soltas o dia todo, mesmo ainda sendo apenas a construção. Me surpreendi quando lá vi o Luís do Céu de Maria. Ele tinha um facão na mão e cortava um caibro, mas na boca mantinha um cigarro de maconha. Puxa vida, que tristeza me deu, aquele céu seria mais um ponto de drogas!

Numa outra ocasião, durante um trabalho no Céu de Maria, um homem desmaiou. Caiu tremendo de cara no chão, machucando o rosto. Era apenas um ataque de epilepsia, nada mais. Mas os fiscais ficaram em volta, dizendo para deixarem ele porque era caso de incorporação. Isto não foi o cúmulo. Pedi aos fiscais que se afastassem e comecei os procedimentos de socorro daquele homem. Um rapaz branquinho do cabelo arrepiado se ressentido por eu não acatar as orientações dos fiscais, com estupidez disse para eu parar, porque era uma incorporação problemática e ele ia chamar lá uma outra pessoa da igreja que lidava com estas coisas. Respondi com energia, devido à necessidade da situação: “Moço, já trabalhei como enfermeiro de uma UTI por muitos anos. Isso aqui é apenas epilepsia”. O senhor moreno alto que estava do lado, nada sutil, disse: “Se não vai ajudar também não atrapalhe, seu moleque”. E ainda mandou o rapaz procurar sua turma. Graças a Deus aquele senhor moreno abaixou e começou a ajudar, porque logo em seguida outras pessoas também ajudaram e levamos o paciente para fora do salão de trabalho, onde foram realizados os procedimentos padrões para o caso. Quando tudo passou e o senhor se encontrava apenas na ressaca epilética, um fiscal chegou e disse que haviam preparado um colchão com cobertas num cantinho da igreja. Lá o colocamos e ele ali permaneceu em paz até de manhã.

 

 

Deixo aqui registrado que continuei a freqüentar o

Céu da Lua Cheia do Leo Artese e o Céu de Maria do Glauco e da Bia, por diversas vezes ainda. E tanto em um como no outro o uso de drogas era bem intenso, mas no Céu de Maria a coisa é muito pior.

 

 

A APARIÇÃO

 

 

Numa outra ocasião, havia um feitio, que é o nome que eles dão quando produzem o daime. Eu participei junto dos meus dois filhos, Juninho e Leonardo, Lá conheci muita gente. Com alguns deles caminhamos juntos até hoje. Durante o feitio também se serve daime a quem desejar. Fiquei impressionado com a quantidade de gente que pitava maconha durante o feitio. Nossa, como se drogavam! Será que eles não sabiam que aquela energia pesada das drogas que tanto usavam era absorvida pelo daime e que ela passaria a quem o ingerisse depois?

Mas estávamos ali para observar e aprender, então apenas colaboramos com a mão de obra, lavando manivas de jagube, rachando lenha para a fornalha, lavando panos e vasilhas, carregando panelas e ajudando na bateção do jagube. Por vários dias eu participei. Chegava cedinho e ia embora entre as 22h e 1h da madrugada. De um grupo que limpava o jagube, quase todos ficavam um pouco e saíam. Somente eu e um outro homem estávamos firmes ali trabalhando há mais de oito horas. Então, perguntei o nome dele para puxar assunto. Ele me disse que seu nome era Eugênio e que morava em Piedade. Perguntei o que ele sentiu durante àquelas horas de serviço. Ele disse: “Estou aqui no mesmo serviço desde de manhã, que foi quando você chegou. Comunguei o daime e me mantive aqui, como você. Mas as experiências são diferentes para cada um. Passei por diversos estágios. Houve momentos em que senti vontade de parar; vontade de ir embora; vontade de relaxa; vontade de comer e beber. Mas me mantive na firmeza do daime e agora eu posso só parar com alegria no coração”. Fiquei muito admirado com as palavras desse moço. Ele me pareceu uma boa pessoa.

A grande parte das pessoas dali era boa, apenas cometiam o erro de se refugiar na ilusão das drogas, fugindo das obrigações e responsabilidades da realidade que todos nós temos que lidar todos os dias. Durante a noite, o uso das drogas se intensificava ainda mais. Na bateção noturna eles passavam de mão em mão a maconha, a qual denominavam de santa maria. Quando veio para mim eu simplesmente a passei a quem estava do meu lado. Um rapaz de nome Pedro que eu já o conhecia do Céu da Lua Cheia do Leo Artese, me indagou: “Você não faz uso da santa maria?” Respondi que não. Então ele me disse que ao menos quando eu a pegasse na mão fizesse o sinal da cruz com ela antes de repassá-la a quem estava do meu lado. Olhei para ele com firmeza e também respondi que não. Rapidamente, ele desviou o olhar e não tocou mais no assunto. Aquele feitio teria sido lindo, se não fosse pelas drogas que tanto usavam.

Mas num certo domingo, durante a noite desse feitio, senti algo diferente, A intuição me avisava que era para me afastar um pouco para ficar a sós. Eu havia conhecido um homem com quem travei uma grande amizade, seu nome é Rafael Soriano. É muito esforçado, estava ali desde o início do feitio e se alojava em uma barraca. Juntos, assumíamos a bateção do jagube por horas a fio. Dirigi-me a ele dizendo que iria me afastar um pouco, mas depois voltaria para continuar o trabalho. Fui para uma parte do Pico do Jaraguá onde se enxerga a cidade lá embaixo. Eu havia comungado um pouco de daime umas horas atrás. De repente olhei para o céu e vi a santa pretinha que sempre me consolava quando eu era criança. Era linda e estava cercada por um manto de estrelas. Só que desta vez o contato era muito mais intenso e me eram passadas mensagens claras. Lembrei dos santos da igreja católica, coisa que nunca gostei. Neste momento o Mestre Jesus também apareceu e me disse: “Gideon, é com a minha autorização”.

Então tudo ficou certinho, se era da vontade do meu Mestre nada podia ter mesmo de errado. Fui tomado por uma felicidade e um êxtase que não é possível pôr em palavras. Ali aquela santa pretinha me disse que havia chegado a hora de eu realizar a obra que vim para fazer. Que agora meus recursos materiais (que já eram abundantes) seriam acrescidos inúmeras vezes. Que as terras que haviam sido prometidas a mim, agora seriam entregues e neste momento, mirando, vi as terras sagradas. Um sol amarelado veio e as folhas das árvores ficaram mais verdes, então escutei o canto de uma araponga. Muito mais coisas me foram ditas, mas uma foi frisada mais dos que as outras: “Que eu devolvesse o daime para a seriedade com que Irineu caminha”. Depois de tudo que vi, retornei ao feitio apenas para me despedir do Rafael Soriano e de alguns outros. Fui para casa.

 

A COMPRA DAS TERRAS SAGRADAS

 

 

No dia seguinte, de manhã cedinho, eu estava com três enfermeiros amigos meu, pelos quais tenho profundo carinho: Gomes, Aluísio e Marquinhos. Tempos atrás eu já havia comentado com eles que minha intuição apontava o Vale do Ribeira, que acreditava que seria ali onde eu compraria as terras.

Nesta manhã de segunda-feira, nós quatro conversávamos e ríamos muito, quando o Marquinhos abriu, do meu lado, um jornal, bem na página dos classificados… Minha intuição acusou na hora um ponto pequenininho do jornal, algo não maior que uma unha. Ali dizia apenas “vende-se fazenda boa” e dava o número de telefone. Eu disse, feliz, que havia achado as terras. Os três ficaram surpresos.

O Marquinhos, sempre muito cético e brincalhão disse após olhar no jornal o que eu havia apontado: “Mas você não tinha nos dito que sentia que as terras seriam no Vale do Ribeira? Este telefone é da capital!”

Então, telefonamos. Atendeu um senhor de nome Sebastião. Perguntei sobre o anúncio e ele ficou surpreso do jornal ainda tê-lo publicado, porque já tinham publicado no sábado. Perguntei onde eram as terras. Ele me respondeu “Em Pariquera-Açu”. Neste momento, o Marquinhos bateu a palma da mão na testa e disse: “É no Vale do Ribeira, eu nasci lá!” Eu disse ao Sr. Sebastião que queria ver a fazenda. Na terça de madrugada, viajamos de São Paulo a Pariquera-Açu, no Vale do Ribeira. Chegamos de manhãzinha. Desci do carro e pedi ao Sr. Sebastião que ficasse em silêncio por um instante e assim fiquei a contemplar um pouco a beleza do lugar. Neste instante um sol amarelo desceu e as folhas das árvores ficaram mais vívidas, então uma araponga pousou e cantou forte. Era a mesma visão que a minha Mãe pretinha tinha me mostrado na miração. Perguntei ao Sr. Sebastião o preço que ele queria. Fechamos negócio e foi nesse lugar que começou todo o trabalho abençoado do Céu Nossa Senhora de Conceição

www.ceunossasenhoradaconceicao.com.br

 

 



APÊNDICE

Voltar ao sumário

 



 

 

Algumas matérias veiculadas na mídia que retratam o lado negro do SANTO DAIME:

 


 

 

REVISTA Veja – DATA: 10/01/1996 EDIÇÃO: 1426 PÂG.: 40-44

 

A SEITA DO BARATO

 

Engrossam as acusações de que há algo de podre no reino do SANTO DAIME e seus cultos embalados a chá alucinógeno

Okky de Souza, de Boca do Acre

Até poucos meses antes de se matar com um tiro de carabina na testa, há dois anos, Laudelino Geraldino de Souza confundia-se com os milhares de trabalhadores rurais que vivem no município de Boca do Acre, no sul do Amazonas. Aos 30 anos, casado e com três filhos, ele dizia aos amigos que era feliz. Tinha um único problema: era epiléptico e de tempo em tempo sofria ataques. Um dia, Laudelino ouviu falar que a cura para sua doença, que na verdade é incurável, poderia estar perto, no município de Pauini, a um dia e meio de canoa pelo Rio Purus. Lá funciona a comunidade de Céu do Mapiá, quartel-general da seita do Santo Daime, aquela em que os adeptos tomam um chá alucinógeno em seus cultos religiosos e também nas sessões de cura que promovem com doentes. Laudelino partiu para lá sem demora.O Santo Daime, que surgiu nos anos 20 no interior do Acre, ficou conhecido no final da década de 80 por atrair artistas conhecidos para suas fileiras. Lucélia Santos, Ney Matogrosso, Maitê Proença, Eduardo Dusek, Raul Gazolla todos eles participaram de rituais num dos trinta centros que a seita mantém no país e que hoje se multiplicam em ritmo equivalente ao da Igreja Universal de Edir Macedo. O agricultor Laudelino não conhecia esse lado glamouroso do Santo Daime.

Queria apenas se curar e passou dois períodos seguidos no Céu do Mapiá. Quando voltou para casa pela segunda vez, sua saúde e sua personalidade haviam mudado – para pior. Os ataques epilépticos tornaram-se mais freqüentes. Ele ficou violento, a ponto de a mulher e os filhos abandoná-lo. Foi ao Daime pela terceira vez, voltou para casa carregando uma garrafa do chá alucinógeno, consumiu-a e, terminada a última gota, suicidou-se. “A cada vez que ia para o Daime ele ficava mais perturbado”, chora a mãe do agricultor, Lindalva de Souza. O suicídio de Laudelino é um dos muitos episódios que, nos últimos tempos, vêm levantando suspeitas acerca das atividades do Santo Daime. Para os fiéis, que hoje somam cerca de 5.000 em todo o país, a seita representa uma forma de ajuda através da espiritualidade. O chá, conhecido como ayauhasca, obtido pelo cozimento de um cipó e uma planta, ambos nativos da Amazônia, teria poderes de desvendarem novos mundos a seus consumidores. Ele os faria mergulhar na consciência, levando a uma reavaliação da própria vida e a uma aproximação com Deus. Os daimistas acreditam tanto nos poderes da beberagem que, nas cerimônias, administram-na até em crianças pequenas. Chegam a misturá-la às mamadeiras dos bebês. Ao mesmo tempo em que a seita floresce, engordam as denúncias de que seus rituais podem levar à loucura e à morte, de que seus adeptos são submetidos a lavagens cerebrais e de que drogas como a maconha e a cocaína são moeda corrente nas cerimônias.

 

MORTE NA FOGUEIRA

 


Dois livros lançados nas últimas semanas reúnem o mais grave pacote de acusações até hoje levantado contra os daimistas. No primeiro deles, Santo Daime – Fanatismo e lavagem Cerebral, a terapeuta Alicia Castilla relata o penoso caminho que tem percorrido para recuperar sua filha, Verônica. Em 1990, então com 13 anos, Verônica começou a freqüentar o Daime no templo que a seita mantém em Visconde de Mauá, uma cidade turística na Serra da Mantiqueira, no Estado do Rio de Janeiro. Mudou-se para lá, nunca mais voltou para casa e hoje mora na Colônia 5000, núcleo da seita em Rio Branco, no Acre. Alicia arrola uma série de argumentos para provar que Verônica foi vítima de uma manobra do Daime para seqüestrá-la e aliciá-la. No segundo livro, Tragédia na Seita do Daime, o jornalista Jorge Mourão relata o suicídio de seu filho adotivo, Jambo, ocorrido há três anos na colônia do Céu do Mapiá. Num acesso de loucura, Jambo, na época com 20anos, armou uma fogueira, acendeu-a e atirou-se sobre ela. Mourão está processando a seita. Em torno do relato desses dois dramas familiares, tanto Alicia quanto Mourão costuram um rosário de denúncias contra o Centro Eclético da Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra, conhecido pela sigla Cefluris, a maior entre as várias correntes do Santo Daime. O integrante mais conhecido do Cefluris, que ocupa o cargo de secretário-geral e principal administrador, é Alex Polari, ex-terrorista que na década de 70 militava nas organizações clandestinas de esquerda e por isso passou vários anos na cadeia. [Polari ganhou certa notoriedade por ter sido a última pessoa a ver vivo o colega de luta armada Stuart Angel Jones, filho da estilista Zuzu Angel, morto nos porões do DOI-Codi. Há 14 anos, abandonando o ateísmo marxista, Polari ingressou no Santo Daime, transformando-se em sua principal autoridade e porta-voz. Hoje, usa até a longa barba branca de Matusalém que caracteriza os “padrinhos” – líderes religiosos da seita – e tem dois livros publicados sobre o Daime. Para Alicia Castilla e Jorge Mourão, Polari é uma espécie de Jim Jones amazônico que comanda uma organização inescrupulosa. Em seu livro, Alicia conta as diversas etapas de sua luta para recuperar a filha junto aos membros do Cefluris e à Justiça. Em junho de 1990, os daimistas conseguiram a guarda de Verônica junto a um juiz de Resende, no Estado do Rio de Janeiro, alegando que em casa ela era maltratada pela mãe. Alicia recorreu à promotoria e, em outubro, um outro juiz determinou que Verônica voltasse para casa. Como ela relutasse em acatar a decisão, a promotora deu-lhe uma alternativa: “A única chance, não sendo a casa da tua mãe, é a casa do menor de rua”. Verônica preferiu a segunda opção. Depois de dividir o mesmo teto com menores delinqüentes, nos dois anos seguintes ela foi acolhida por diversas famílias de Resende e morou um tempo na casa do ator Carlos Augusto Strazzer, também adepto do Daime e morto pela Aids em 1993. Foi para São Paulo e se abrigou com o cartunista Glauco, autor das tiras do Geraldão, também daimista. Finalmente, tomou dinheiro emprestado de Glauco e comprou uma passagem de ônibus para Rio Branco, onde se instalou na comunidade da Colônia 5000. Alicia nega que maltratasse a filha. Verônica diz apenas que “sofreu muito” com as brigas na Justiça e com a constante troca de lares.

 

ARTISTAS

 


Jorge Mourão, em seu livro, acusa o Cefluris de ter submetido Jambo a torturas psicológicas que o teriam levado ao suicídio. Em 1991, Jambo deixou Porto Seguro, na Bahia, onde morava com a família, e mudou-se para Visconde de Mauá, passando a freqüentar o centro daimista local. Lá trabalhava como aprendiz de marceneiro. Segundo o relato de Mourão, um ano depois ligou para a família, aflito. Considerava o trabalho insalubre por ter de respirar pó de serragem e agüentar o barulho da motosserra horas seguidas. Fez as malas e tentou deixar a comunidade, mas foi impedido. Teriam dito que ele estava desequilibrado mentalmente e que poderia até ser amarrado se tentasse deixar o local. Jambo fugiu, abrigando-se na casa de parentes no Rio, e pouca semana depois seguiu para o Acre, certo de que no Céu do Mapiá encontraria melhores condições de vida dentro da comunidade daimista. Acabou se matando.O Cefluris procura minimizar os casos de Verônica e de Jambo. Para Alex Polari, Verônica optou, por conta própria, viver na Colônia 5.000, e o livro de sua mãe é “fruto de uma mente transtornada, danificada” Quanto a Jambo, Polari afirma que ele foi para o Céu do Mapiá contrariando a própria orientação da comunidade, e que ele era viciado em cocaína. “Casos como o de Verônica e de Jambo, de jovens que abandonam a família ou se suicidam, acontecem entre gente de qualquer credo, católicos, protestantes ou umbandistas, mas ninguém culpa essas religiões pelas fatalidades”, pondera Alex Polari. “Por que então responsabilizar o Daime nesses dois episódios?”, ele pergunta. Polaris tem razão. É impossível avaliar até que ponto a convivência com os daimistas teria influenciado a fuga de Verônica ou o suicídio de Jambo. Mas não há como negar que o Santo Daime é uma seita com características muito peculiares. Sua maior concentração de fiéis vive num local da selva amazônica acessível apenas a barcos pequenos. Embora vivam quase como índios muitos deles são egressos da classe média das grandes capitais brasileiras. Há também filhos de famílias ricas. Embalam sua fé com uma droga alucinógena, consumida fartamente até pelas crianças, Atraem artistas de sucesso e turistas estrangeiros. São comandados por um ex-terrorista transformado em líder espiritual. Finalmente, concorre para a estranheza da seita o fato de que muitos de seus adeptos a abandonam com denúncias sobre o que acontece no dia-a-dia do Céu do Mapiá.Tanto as acusações de Alicia quanto às de Mourão devem ser encaradas com certa reserva – ambos têm sua parcela de responsabilidade pelo que aconteceu a seus filhos. Alicia foi adepta do Santo Daime durante vários anos – ela mesma levou Verônica à seita, em Mauá, pela primeira vez, permitindo que consumisse a ayauhasca. Jambo foi parar no Céu do Mapiá com a anuência de Mourão, que chegou a ajudá-lo na viagem. Se a experiência do garoto em Mauá fora tão assustadora, é estranho que ele logo a seguir se tenha mudado para o QG dos daimistas, e mais estranho ainda que seu pai adotivo o tenha ajudado na mudança. Mourão, que no prefácio do livro se orgulha de ter vivido uma juventude aventureira, com longas peregrinações pelo mundo e mergulhos fundos em todas as drogas, alega que Jambo apenas seguiu o caminho que escolheu.

 

SOTAOUE CABOCLO

 


Por trás dos casos de Verônica e de Jambo, o que existe é o comportamento típico dos fanáticos religiosos, dos adeptos de seitas exóticas que prometem mundos ilusórios a seus fiéis. Muitos deles se dão por satisfeitos e seguem em frente sem transtornos aparentes. Alguns, mais suscetíveis a danos mentais nessas experiências, acabam como vítimas. Verônica, que teve uma infância confortável, hoje mora de favor no casebre de uma colega de seita da Colônia 5.000. Passa o tempo fazendo serviços domésticos nas casas das catorze famílias que compõem a comunidade. Tem o olhar perdido de quem vive em outra dimensão. Fala pouco, em português errado, e sempre num carregado sotaque caboclo – o sotaque urbano e o português polido não são bem-vistos pelos daimistas. Verônica diz que não volta para casa de jeito nenhum e que sua vida, agora, “é só o Daime”. Basta assistir a uma cerimônia do Santo Daime para verificar como seus rituais podem facilmente induzir ao fanatismo. Portando as obrigatórias roupas cerimoniais, chamadas de “fardas”, eles se reúnem no templo e chegam a passar doze horas seguidas dançando e cantando hinos religiosos. O ritmo da cerimônia é frenético, obsessivo. O combustível, tanto para empreender o mergulho espiritual quanto para suportar a maratona física, é a ayauhasca, o chá alucinógeno, consumido repetidamente durante o culto. Em pouco tempo estão tomados pelo que chamam de “mirações” – algo parecido com as “sacações” dos hippies que tomavam LSD. A ayauhasca é usada tradicionalmente por vários grupos indígenas da Amazônia. Ela entrou no Santo Daime através do criador da seita, o agricultor Irineu Serra, morto em 1971 aos 79 anos. Ele próprio escreveu as centenas de hinos entoados nos cultos. Os hinos, que misturam o cristianismo e o espiritismo, falam de Deus e do amor, das virtudes do trabalho e da justiça. Juntos, formam um livro de mais de 300 páginas, cujos exemplares hoje costumam ser impressos na gráfica do Senado Federal como uma homenagem dos políticos do Acre aos eleitores daimistas.

 

ENZIMA

 


A ayauhasca é uma dessas criações espantosas da medicina indígena, uma combinação química feita intuitivamente pelos nativos a partir de dois vegetais que nem sequer crescem um perto do outro. O psicobiologista Elisaldo Carlini, da Escola Paulista de Medicina e atual secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, explica que o cipó, conhecido como jagupe, contém dimetiltriptamina, ou DMT, uma substância que, quando ingerida, produz fortes alterações mentais. Ocorre que uma das enzimas presentes no intestino humano impede a absorção do DMT. A função do segundo ingrediente da ayauhasca, a planta conhecida como rainha, é neutralizar essa enzima.”O DMT pode levar a vários estados de alteração mental”, explica o médico Carlini. “A pessoa pode entrar em delírio, ter alucinações ou apenas ilusões visuais.” Desde 1961, o DMT, em sua forma sintética, é proscrito para uso humano pelo International Narcotics Control Board, órgão da ONU que estuda as substâncias químicas e aconselha os países membros da entidade quanto à sua regulamentação. A ONU, porém, nunca se manifestou sobre a ayauhasca. No Brasil, o Conselho Federal de Entorpecentes, Confen, encomendou estudos sobre a ayauhasca em 1992 e entendeu que não deveria proibi-la. “Na época, constatou-se que sua utilização era ritualística e que não havia motivos para o Estado intervir no assunto, mas é possível que essa posição mude no futuro”, diz Luiz Matias Flach, presidente do Confen. “A ayauhasca sem dúvida tem propriedades alucinógenas”, ele completa. No início do ano passado, o Confen determinou que o chá não seja ministrado a menores de idade nem a portadores de qualquer forma de distúrbio mental. A primeira determinação é solenemente ignorada pelos daimistas. Quanto à segunda, não há nenhum controle a respeito da saúde mental dos que consomem o chá.

 

MERCADO NEGRO

 


Os médicos concordam que a ayauhasca, quando tomada apenas durante a cerimônia, para atingir o transe espiritual, é inofensiva. Acontece que cada vez mais ela vem sendo usada indiscriminadamente. Os grandes centros daimistas fabricam cerca de 8 000 litros de chá por ano. É impossível exercer um controle rígido sobre a utilização do produto. Nos últimos tempos, até em centros de candomblé de Rio Branco pode-se ver gente consumindo ayauhasca. “Muitas pessoas estão pirando com o daime, largando a família, o trabalho, porque tomam a bebida sem acompanhamento espiritual”, diz um veterano daimista de Rio Branco. Parte do chá produzido no país é exportada para os dez centros daimistas que hoje funcionam no exterior, na França, Espanha, Holanda e Finlândia. Teoricamente, ele deveria chegar a esses países de graça, ou em troca das pequenas doações mensais de 5 ou 10 reais que os adeptos do daime costumam destinar aos centros para cobrir os custos de produção. Sabe-se, no entanto, que a ayauhasca no exterior já é comercializada no mercado negro, a 30 dólares o litro, suficiente para meia dúzia de doses. Por coincidência ou não, as pessoas que acabam se indispondo com a seita depois de freqüentá-la são egressas na maioria dos casos justamente do Céu do Mapiá, o principal centro do Cefluris. A aldeia do Céu do Mapiá reúne hoje cerca de 800 pessoas que vivem em regime comunitário. Está instalada dentro da Floresta Nacional Mapiá-Inauini, criada pelo governo Sarney em 1989 numa área de 311.000 hectares no sul do Amazonas. Nessa área, o Ibama delimitou oito territórios para o desenvolvimento de projetos-modelo de ocupação e manejo sustentado da floresta. Um deles foi entregue ao Cefluris. Nele, os daimistas dedicam-se a atividades extrativistas, beneficiam frutas e castanhas, realizam seus cultos e, no dia-a-dia da comunidade, praticam o escambo com alimentos e serviços.

 

“MESSIANISMO”

 


Não faltam testemunhos, porém, de que o Céu do Mapiá está longe de ser um paraíso. Um publicitário paulista que passou três anos no local diz que o espírito comunitário do Cefluris vale apenas para os habitantes mais humildes. “Os mais esclarecidos formam uma classe dominante, que come melhor e tem acomodações mais confortáveis” , afirma ele. “O Mapiá tem também um ditador, o Polari, que se perdeu no messianismo e no despotismo”, diz o publicitário, que prefere ficar no anonimato. Um estudante gaúcho que há pouco tempo passou um período no Mapiá também voltou com má impressão. “Há muita gente que está lá apenas para ficar doidona, e quem tem dinheiro vive muito melhor”, ele diz. O carioca Carlos Alberto Macedo, sócio de uma firma de produção de vídeos, passou três anos entre os daimistas do Cefluris, no Rio e no Mapiá, e não gosta de lembrar o que passou. “Quando se começa a freqüentar o Santo Daime, entra-se numa microssociedade que tem todos os defeitos das sociedades grandes: corrupção, privilégios etc”.

E é muito difícil sair dela, pela própria pressão dos fiéis. Tem muito mais gente pirando lá dentro do que se noticia. Quando alguém não agüenta a barra, começa a ouvir que não está agüentando ‘a luz’, e que isso é muito grave. As pessoas acabam desvitalizadas, amorfas.”

 

CRIME PASSIONAL

 


O pai de Carlos Alberto, Luiz Macedo, publicitário e vice-presidente do Jockey Club do Rio de Janeiro, conta que passou por um sufoco para tentar tirar o filho do Santo Daime. “Ele estava à beira do fanatismo, sofreu uma lavagem cerebral, foi explorado. Quando vi a situação, resolvi resgatá-lo. Fui falar com o padrinho Sebastião Mota, um pobre caboclo que se achava enviado de Deus. Não adiantou – havia um cerco em volta do meu filho. Duvido que algum pai cujo filho tenha freqüentado o Santo Daime tenha alguma palavra de simpatia pela seita.”O padrinho Sebastião Mota a que Macedo se refere, morto há cinco anos, era o principal discípulo de Irineu Serra, o fundador do Santo Daime. Mota criou o Cefluris e

foi também o responsável pela introdução na seita do hábito, hoje teoricamente abandonado, de acompanhar a beberagem da ayauhasca com cigarros de maconha. Batizada de “santa maria” pelos daimistas, a maconha fazia parte dos rituais do Cefluris até 1992, quando a Polícia Federal resolveu acabar com a festa. Numa visita à Colônia 5000, os policiais queimaram uma enorme plantação de maconha e receberam a promessa do padrinho Raimundo Nonato, neto de Mota, de que a

partir daquele momento a erva estaria fora dos cultos. Nonato já recebera outras visitas da polícia. Pouco antes do episódio da maconha, seu ex-sócio no comércio de secos e molhados foi preso por tráfico de cocaína. E há vinte anos ele foi indiciado num processo de crime passional por ter matado e cortado os órgãos sexuais de um desafeto que andava tentando seduzir as mulheres da colônia. No julgamento, foi absolvido sob a tese de legítima defesa da honra. O Céu do Mapiá é hoje freqüentado por turistas brasileiros e estrangeiros que buscam conforto espiritual ou apenas uma aventura exótica. Quem não tem dado as caras pm lá são os artistas, que transformaram o Santo Daime na seita da moda nos anos 80. Muitos deles são reticentes ao falar sobre o assunto, o que indica que suas experiências não teriam sido tão positivas quanto eles alardeavam na época. O cantor Eduardo Dusek guarda boas lembranças: “O Daime é uma terapia natural, se parece com as viagens de regressão conduzidas pelos psiquiatras” , diz. Ney Matogrosso acha que o Daime “proporciona uma experiência diferente para cada pessoa”. Já a atriz Maitê Proença, que tomou ayauhasca até o sexto mês de gravidez de sua filha Maria, simplesmente se recusa a falar no assunto. Sua colega Lucélia Santos, que chegou a ser a garota-propaganda do Santo Daime, também não abre a boca pé\ra avaliar sua passagem pela seita. O ator Raul Gazolla, porém, que na época era casado com Lucélia, tem reclamações a fazer. “Eles passaram a perna na Lucélia, que arrecadou 30.000 dólares para a seita e, quando foi ver, o dinheiro havia sumido”, acusa Gazolla. “O Santo Daime tem muita gente com fé, mas os que administram a seita só têm má-fé. Onde já se viu gente criada na Zona Sul do Rio falar com sotaque caboclo de uma hora para outra?”, questiona Gazolla. Funciona em Rio Branco, meia dúzia de outras correntes daimistas, como o Barquinho e o Alto Santo, freqüentadas e administradas por gente simples e humilde, que busca preservar as tradições primitivas da seita. Nesses centros não há turistas, projetos comunitários ou líderes messiânicos. Mas é outra a situação do grupo instalado no Céu do Mapiá. Tanto em Rio Branco quanto em Boca do Acre – cidadezinha que funciona como base para tomar as embarcações até o Mapiá – todos parece ter uma história para contar de um parente ou amigo que teve uma experiência ruim com o Santo Daime. Histórias assim já fazem parte do folclore das duas cidades. Invariavelmente, o personagem em questão freqüentava algum dos centros ligados ao Cefluris. Agora, com as denúncias de Alicia Castilla e Jorge Mourão transformadas em livros, o coro de ataques a essa corrente da seita torna-se ainda mais carregado.

 

 

 

TRAGÉDIA POR MEMBRO DA SEITA “SANTO DAIME”
Data: 07 de Janeiro de 2004 às 16:47:31

Tópico: Notícias

 


 

Braçal que matou amigo é levado à Penal

 

A Polícia Civil já concluiu o inquérito que apura a morte do trabalhador Arnoldo da Silva Franquino, ocorrido dia 20 de novembro deste ano. Na manhã de ontem, o juiz da Vara do Tribunal do Júri determinou a prisão preventiva do trabalhador braçal Alessandro Arruda dos Santos.

De acordo com o inquérito policial presidido pelo diretor da polícia Civil, Walter Prado, Alessandro é acusado de crime de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, com agravante do crime haver sido cometido com requinte de extrema crueldade.

Após matar o colega, Alessandro usou um machado para esquartejar o corpo dividindo em várias partes. Em seguida ateou fogo nos restos mortais e enterrou em uma cova rasa nas proximidades do acampamento onde trabalhavam.

Alessandro, que confessou o crime, relatou que estavam num casebre na fazenda do senhor Hermítlio, localizada em território boliviano, onde ingeriam daime.”O santo daime”. Ele conta que Amoldo teria incorporado um espírito maligno e tentado lhe matar, depois de misturar o chá com bebida alcoólica. Após luta corporal, Alessandro matou Arnoldo e temendo que o espírito o ressuscitasse, esquartejou a vítima a golpes de machado e facão.

O crime só foi descoberto porque o próprio criminoso, após consultar seu o patrão e guia espiritual, Hermínio Feitosa do Nascimento, procurou a polícia para se entregar e contar sua versão sobre o crime. Conforme resultado do exame produzido pelo Instituto de Criminalística, no local não houve luta e conclui que a vítima foi atacada de surpresa quando dormia.

O inquérito será entregue a Justiça dentro do prazo legal. O preso já cumpre prisão preventiva e vai aguardar decisão da Justiça no complexo penitenciário Dr. Francisco D’ Oliveira Conde.

(Fonte: Jornal A Gazeta, em 12.12.2003.)