Céu Nossa Senhora da Conceição, "Xamã Gideon dos Lakotas", Cicuta-maior (Cicuta verdadeira)

Cicuta-maior (Cicuta verdadeira)

Conium Maculatum L.

Conium Maculatum Nesta Umbelífera, o princípio Astral, agindo na organização aérea da planta, assumiu tamanha predominância sobre as forças Etéricas, formadoras do líquido, que a planta não se contenta em estimular esta organização etérica, mas ela atua invadindo violenta e continuamente esta organização até atingir ao domínio físico. É isso que torna essa planta tóxica. O “Tipo” das Umbelíferas pode possuir um representante tal como essa Cicuta, pois essa possibilidade existe no plano estrutural desta família.

Durante o primeiro ano de vida, o Conium maculatum forma uma raiz branca, fusiforme, plena de látex, situada debaixo de um buquê de folhas basilares em forma de roseta, nas quais se une a atividade de todo o meio ambiente circundante. No ano seguinte brota, de maneira intensa, o caule oco de coloração azulada atingindo até 2m de altura, trazendo consigo cores purpúreas que muitas Umbelíferas desenvolvem apenas na base (outras familias têm esta particularidade).

Todo o caule do Conium maculatum é manchado de um marrom avermelhado. As folhas lembram as do Salsão e são divididas em até 3 vezes. Notamos nos bordos e nas pontas das folhas uma região branca desvitalizada. Todo esse sistema foliar parece flácido e mole, murchando-se rapidamente durante os dias quentes, evaporando muita água e não absorvendo quase nada do solo. Para o olhar de um observador, o ar não parece aceitar esta planta com tanto prazer quanto aceita o Anis ou o Funcho.

O odor da Cicuta é notado a grande distância como uma nuvem com cheiro desagradável, animal, lembrando o da urina de rato. Este cheiro é como uma entidade fétida e venenosa que contorna a planta. O sabor das folhas é amargo e picante. As umbelas das flores compostas de umbélulas são de uma grandeza mediana. Os envólucros e os involucelos são nitidamente dobrados para baixo, e as floretas formam um fraco perfume açucarado.

O odor de ratos que nós mencionamos anteriormente provém do alcalóide concina e de outras substâncias semelhantes presentes numa quantidade de 0,05% na raiz, 0,06% no caule, 0,2% nas folhas, 0,24% na flor e 0,9% nos frutos verdes. Este alcalóide é, curiosamente, facilmente volátil, tal como os óleos essenciais. Aliás, esses alcalóides representam os sais que nasceram da união de sua natureza alcalina com os ácidos vegetais. Esses sais são eliminações residuais da Proteína vivente. O alcalóide da Cicuta tende ao domínio aéreo. Os processos que conduzem a formação do Alcalóide se intensificam enormemente com a floração e frutificação. São processos centrífugos. A concina é uma alfa-propil-piperidina.

O Conium maculatum medra na Europa, na Ásia Ocidental e na América do Norte, nos terrenos baldios, nas sebes, campos, cemitérios e junto aos entulhos, de maneira mais ou menos semelhante ao Hyosciamus. Esta planta procura a proximidade das habitações humanas, pois o solo é particularmente rico em Nitrogênio (Nós já mencionamos anteriormente a relação dos processos nitrogenados com tudo aquilo que é Astral). A concina contém muito Nitrogênio.

Como planta medicinal, o Conium maculatum já era conhecido na antiguidade, e a medicina Medieval sabia utilizá-lo. A maioria de suas indicações cederam aos tempos modernos, mas a terapia Homeopática recolocou este medicamento em seu devido lugar. Suas indicações terapêuticas diferem das que ocorrem normalmente nas Umbelíferas, a saber:

a) A atividade das glândulas é diminuída de diversas maneiras, a secreção láctica é diminuída até ficar totalmente seca. O seio não mais se dilata. Utilizado sob a forma de ungüento ou compressas, o Conium maculatum abre os abcessos, amolece os endurecimentos glandulares, e atua beneficamente nos tumores destes órgãos. Seu efeito contra a ejaculação precoce é notável. Os antigos preconizavam a utilização de compressas de Conium maculatum em torno dos testículos, anestesiando a atividade dessas glândulas, e isso produz um efeito comparável ao da castração.

b) Ao contrário, a expulsão da água pode ser favorecida principalmente na hidropsia. A Cicuta pode combater diversas inflamações, ciática, inflamação da pele e dos testículos. Os antigos lhe atribuíam uma ação fria “O caminho para o Hades através da Cicuta se torna frio e invernal”. As pessoas envenenadas por essa planta se resfriavam a partir das extremidades inferiores – como sabemos através do texto maravilhoso referente às últimas horas de Sócrates.

c) As mais importantes propriedades terapêuticas da Cicuta se relacionam com o Corpo Astral. Sua ação analgésica, mesmo nos tumores cancerosos, é marcante, e ultrapassa de longe a ação das outras Umbelíferas. Os germânicos empregavam esta planta para acalmar os estados de excitação do corpo Astral (Herva do Furor). Na intoxicação pelo Conium maculatum, a consciência e as batidas do coração ficam conservadas quase que até o fim da vida. Não existe quase nada de angústia ou comoção. O homem envenenado deixa seu corpo com serenidade. Seu efeito anti-dor é adicionado ao seu efeito anti-convulsivante e anti-cãibras. O Conium maculatum é um remédio muito bom em certos espasmos e cãibras do estômago, intestino e bexiga, mas também é útil na asma, coqueluche, epilepsia, coréia, manias e delírio tremens. O Conium maculatum acalma igualmente os processos menos graves, como a tosse por irritação e tosse seca dos velhos. Esta planta é, enfim, um anti-afrodisíaco.

Tivemos a ocasião de examinar nas espécies anteriores de Umbelíferas a atividade de destacar o Corpo Astral de uma forte penetração no Corpo Etérico e no Corpo Físico. Esse processo age de maneira muito acentuada no Conium maculatum e constitui a propriedade terapêutica dominante dessa planta. Isto se deve ao fato que o “TIPO” dirigiu-se, nesse caso particular, ao âmbito da produção de veneno. A dinâmica estimulante do Corpo Astral se inverte em uma dinâmica paralisante, tais são as propriedades invertidas.