Hino 16 – Espírito Indígena

Por Xamã Gideon dos Lakotas

Sagrada mãe terra, as árvores e a natureza
são testemunhas dos teus feitos e intentos.
Nós amamos em silêncio e não tememos
quando os bosques farfalham com os ventos.

WAKAN TANKA GRANDE MISTÉRIO, SENHOR DIVINO

Obrigação do homem é honrar a natureza, fruto da CRIAÇÃO
A raça branca tudo destrói, é o ter na razão do desatino
O índio nunca destrói nada, é o ser do espiritual sempre em oração.
Usamos galhos secos de árvores caídas, em respeito ao bosque vivo
Brancos destroem florestas, matam os rios, desequilíbrio e destruição
A árvore diz: estou viva, não me fira.
O branco insensível, a corta e a joga no chão.
A pedra diz: estou viva, não me fira.
O branco insensível, no rochedo faz grande explosão.
O estado de equilíbrio é necessário a toda casta de espírito
Para sentir WAKAN TANKA, atingir a integração.

Sagrada mãe terra, as árvores e a natureza
são testemunhas dos teus feitos e intentos.
Nós amamos em silêncio e não tememos
quando os bosques farfalham com os ventos.

O coração do homem branco distante da natureza se petrificou
Total falta de respeito pelas coisas vivas e até pela humanidade.
De mistificado para o desesperançado, o ânimo indígena chegou
Como será que se sente a mãe terra, adiante desta insanidade.
O GRANDE ESPÍRITO a fez, cuide dos meus filhos, ELE ordenou
Que um não fosse mal ao outro, que tenham amor e intimidade.
A mãe terra lhe deu boa água, ervas e alimentos, tudo que precisou
O branco se esqueceu de DEUS, busca o ter, vive em maldade.
Só pensa em si mesmo, desconsidera tudo, grandes danos já causou
O indígena voltado ao GRANDE ESPÍRITO, sofre com a fidelidade
Mas há leis que fazem exigências, plantar é livre, mas colher só o que semeou
De quem será a recompensa, do que mentiu ou do que viveu na verdade?

Sagrada mãe terra, as árvores e a natureza
são testemunhas dos teus feitos e intentos.
Nós amamos em silêncio e não tememos
quando os bosques farfalham com os ventos.

Homem branco, ouça os espíritos do céu, da terra e da floresta
Nas palavras de um espírito indígena que fala pela intuição
Todas as criaturas provem do alto, se mostram inteiras e sem frestas
Os fios de nosso destino tecido e bem firmes na suprema MÃO
Verteu em nosso espírito a centelha divina, que é a tua consciência
Viver correto para o retorno ao jardim da luz, esta é a questão
Nascerá neste mundo muitas vezes, teus atos são de pouca vivência
Age apenas pela razão, despreza a voz de DEUS no teu coração
Limpa tua alma de tudo que é terreno, isto é apego, baixa frequência
A centelha divina se manifesta, te mostra o caminho para a tua ação
Dentro dos conformes do PAI, assim agindo terá boa procedência
Atuação pela atuação é erro, embarga os efeitos da divina irradiação
Vem do teu intelecto, falta o espiritual, é fria, nela não há esperança
Atuação pela não atuação é a luz espiritual, a perfeita manifestação
Atuação pela não atuação, homem branco, é a maior bem aventurança
Enquanto se julgar sábio, não compreenderá esta forma de atuação
Pois exige muito trabalho, desenvolver o sentir com constância
Os segredos contidos na natureza, se apresentam na contemplação
Observe a mudança do dia, da noite, do sol, da lua e do firmamento
Observe as passagens das estações na terra, frutos e flores crescendo
Percebe que todo dia é dia sagrado, percebe este ensinamento?
Dedicar a DEUS um só dia na semana, retarda o amadurecimento
É o íntimo contato com a LUZ maior, que lhe trará crescimento
Portanto, todos os dias sendo sagrado, para o espírito é fermento
E o respeito por toda forma de vida, já é um espírito agradecendo

Sagrada mãe terra, as árvores e a natureza
são testemunhas dos teus feitos e intentos.
Nós amamos em silêncio e não tememos
quando os bosques farfalham com os ventos.

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